Em relação à Assembleia Geral que ontem decorreu para aprovação da reestruturação financeira e do orçamento, gostaria de deixar algumas notas que considero relevantes:
Numa sala repleta, com cerca de 1400 sócios, e debaixo dum calor sufocante, a primeira nota de destaque, vai para Bruno de Carvalho.
O seu discurso foi arrebatador, acutilante, e demolidor. Brilhante.
Se havia algumas dúvidas sobre a presença nesta decisiva e crucial AG, da escumalha que governou e apoiou durante quase 18 anos o período mais negro da história do Sporting Clube de Portugal - a denominada Era Roquette - todas essas dúvidas ficaram dissipadas.
Não sei se por vergonha, se por problemas de consciência pesada e comprometida, se por medo de serem justamente confrontados e enxovalhados, se por um pouco de todas estas razões, a verdade, é que não compareceram e fugiram dos Sportinguistas.
E fugiram dos Sportinguistas, porque na verdade, nunca foram do Sporting.
Todos estes ratos de esgoto, andam a monte, porque na realidade, nunca foi o Sporting a razão das suas motivações, mas sim, apoiar uma casta de criminosos, aparentemente bem posicionados no seio duma teia podre e corrupta no mundo dos negócios obscuros e fraudulentos, e porque o que sempre defenderam foi o compadrio, as mordomias, o roubo, e o poleiro, servindo-se do Sporting como cobaia e trampolim, para a trafulhice e para se pavonearem numa feira de vaidades piolhosa, confrangedora e obsoleta.
De todos estes sabujos, ontem, apenas se conseguiram vislumbrar meia dúzia deles, numa assembleia geral, onde nunca será demais realçar, estavam cerca de 1400 sócios que enchiam por completo o pavilhão da Ajuda, e que era fundamental para o futuro do Clube.
Dos anteriores presidentes canalhas, nem vê-los.
Dos seus moços de estrebaria, vergados capachos apoiantes, foi curioso verificar a inesgotável flexibilidade das suas “colunas vertebrais”, pondo-se já em bicos de pés para darem a inevitável cambalhota.
Entre estes desavergonhados sportinguenses, de salientar, Samuel Almeida, Tito Arantes Fontes, Dias Ferreira, Paulo Andrade, João Melo Franco, Menezes Rodrigues, Jaime Mourão Ferreira, Margarida Caldeira.
Abstraindo-me das intervenções de alguns destes nematódeos platelmintos, destaco as intervenções de vários sócios que pediram a responsabilização criminal dos culpados, exigindo que fossem expulsos de sócios do Sporting Clube de Portugal, recebendo ovação de pé da Assembleia.
Também neste particular, essencial para a pacificação e desinfestação do Clube, Bruno de Carvalho foi claro, ao dizer que não vê objecções (pelo contrário) a tal pretensão - mais do que legítima, diga-se - e que deverão ser seguidos os trâmites processuais.
Sobre a inevitável Auditoria de Gestão reclamada por todos os Sportinguistas, ficou mais uma vez claro, quer pelo Presidente, quer por Bacelar Gouveia, que ela está em marcha, em fase de orçamentos, e que contemplará o período, entre 2 de Junho de 1995 e 23 de Março de 2013, dividida em 4 sectores: Imobiliário - Futebol - Fornecedores - Recursos Humanos.
No final, aprovação da proposta de reestruturação por 97,3%, e do orçamento por unanimidade.
Respirou-se verdadeiro Sportinguismo, o ambiente está muito mais limpo, e como muito bem voltou a frisar o Presidente Bruno de Carvalho, “O Sporting é nosso outra vez.”
Sobre a Assembleia, nada mais de realce a assinalar.
Tudo o resto que se queira apontar de forma menos positiva, são preciosismos sem razão de ser, e completamente desfasados da realidade e do árduo trabalho que todos temos pela frente para ressuscitar e reerguer o Sporting Clube de Portugal.
Quanto à essencial desroquettização, não basta que eles fujam e se afastem, pois não estão mais do que entrincheirados a minar e a sabotar o caminho de reconquista e recuperação do Sporting.
É preciso que todos nós os expulsemos para que nunca mais possam voltar.