Departamento de Scouting

Tópico para abordar o departamento do Sporting, já existente e que ganhará novo líder em janeiro, segundo se diz.

Olhando para os vários clubes internacionais, para coordenar este departamento, de portugueses vejo o Daniel Barreira com ligação ao scouting do Barcelona, Formosinho que está como observador no United (não sei se de jogadores ou equipas adversárias) e Pedro Alves que dirige o departamento de scouting do Braga.

Com ligações a esta área, há ainda tipos como Rodolfo Vaz que foi olheiro do Benfica durante alguns anos e mudou-se recentemene para coordenador do scouting do Apoel, Gonçalo Bexiga também que foi olheiro do Benfica nos últimos anos e também saiu há pouco para abraçar um projecto fora, o Bruno Reis que foi coordenador de scouting de alguns clubes de divisões anteriores tendo-se mudado para o Blackburn Rovers (no Championship actualmente) há dois anos e Flávio Costa que coordena o scouting do Estoril actualmente, depois de nos últimos anos ter andado na prospeção do Benfica (área da formação).

O Sebastian Arnesen poderia ser caro, mas esse se calhar é que era uma grande adição para tornarmos este departamento de nível mundial… já lhe disseram que Lisboa é uma cidade impecável para viver? 8)

image

Curiosamente, referi o nome deste Flávio Costa no post de abertura deste tópico (em 2018). Que venha para ser uma mais-valia!

PS - Por outro lado falei também do Daniel Barreira, que acabou… no Porto.

Podiam contratar o “nosso” @Vylela que também tem um olho espetacular, fica a sugestão e o meu reconhecimento ao forista.
SL

4 Curtiram

Verdade!

1 Curtiu

Não é lampião, não é chupista e presumo que não seja ligado ao Jorge mendes. Não tem lugar na estrutura.

1 Curtiu

O @Vylela faz um trabalho espetacular e o que ele apresenta mete ali muito trabalhinho, pode ser que um dia possa trabalhar para o clube.

Era bom termos alguém que sabemos ser dos nossos… Enfim…

Vagangas abre o olho, e não é o 3°!

2 Curtiram

É sempre difícil avaliar o desempenho deste departamento, cujo 99% do trabalho é invisível.

Ainda assim, aparenta ser positivo e reconheço que parece ter melhorado nos últimos anos.

O último ano terá sido desafiante, com poucas ou nenhumas possibilidades de avaliar jogadores ao vivo.

LEÃO CAÇA MAIS (E MELHOR) NO MERCADO INTERNO

SPORTING 09:08

As exigências de cada época obrigam Sporting a procurar no mercado os jogadores que melhor se encaixam nas necessidades e as soluções encontradas a nível nacional têm sido cada vez mais proveitosas para o leão. Foi assim em 2020/2021 e agora, com Ricardo Esgaio oficializado, parece que a política é para manter.

Desde que Frederico Varandas assumiu a presidência do Sporting, em 2018, que os verdes e brancos têm procurado suprir as lacunas do grupo de trabalho recorrendo ao mercado interno e a última época, a primeira completa de Rúben Amorim, foi a mais bem conseguida pelos responsáveis leoninos.

A SAD não abdicou de olhar para o que o estrangeiro poderia oferecer, mas nesse capítulo as contratações foram criteriosas: Adán (Atl. Madrid), Antunes (Getafe) e João Pereira (Trabzonspor) estavam em final de contrato, Porro chegou por empréstimo do Man. City, João Mário cedido pelo Inter e Feddal (Bétis) a troco de €2,15 M.

De resto, a prospeção funcionou em torno de jogadores do futebol português e em boa hora para os leões: Nuno Santos reforçou o conjunto de Rúben Amorim proveniente do Rio Ave, Pedro Gonçalves foi contratado ao Famalicão, Tabata deixou o Portimonense e já na janela de inverno foi a vez de Matheus Reis ser cedido pelo Rio Ave e Paulinho (SC Braga) a protagonizar a mais cara contratação do clube (€16 M).

Quem é o responsável por esta secção? Num clube sem dinheiro faz-me confusão não terem mais influência na preparação das equipas.

"Scouting? Posso ver um jogador bom e não servir ao Sporting"

Luís Branco, do departamento de scouting leonino, refere que é necessário saber muito bem o que o clube necessita e fazer uma gestão de informação adequada.

O Sporting recebe resmas de informações diárias sobre mil e um jogadores, das mais diversas paragens do planeta, que eventualmente possam interessar ao clube. No entanto, apenas uma ínfima percentagem desses futebolistas chega a despertar interesse ao clube, conforme explica Luís Branco, um dos elementos do departamento de scouting do clube leonino.

“O departamento de scouting tem que gerir muita informação. E tem que saber discernir entre ‘trash informations’ [lixo], uma vez que a um clube gigante como o Sporting chegam aos milhares de informações por dia sobre jogadores. Temos que saber perceber isso”, afirmou o observador de atletas, durante uma palestra na conferência “Global Football Management - O Futuro da Gestão Humanizada do Futebol”, que esta terça-feira está a decorrer no Estádio da Luz.

“Eu posso ver um jogador muito bom, mas para nós pode não servir. Há que perceber que tipo de jogadores temos no nosso elenco, para que essa informação não chegue só por chegar”, acrescentou, ainda na sequência da mesma ideia, deixando entender que há um modelo de jogador para cada posição, eventualmente à imagem do habitual titular utilizado na equipa principal.

“Nos temos que estar sempre atentos ao que se passa no mercado. E os clubes têm que saber definir a sua geoestratégia, porque não podemos estar em todo o lado. Não podemos ter 10 scouts no Brasil, mais 10 em cada pais da Ásia e da África. Temos que definir o que é importante para o clube”, comentou depois Luís Branco, explicando: “Há uma gestão de informaçao a fazer, tem que se ter conhecimento do mercado, tentar perceber tudo, ver noticiários, se for preciso, porque quando avaliamos jogadores podemos perceber os ambientes em que ele está, ajuda a dar segurança às nossas decisões.”

Branco abordou depois a importância das análises estatísticas para a contratação de jogadores.

“Os números têm ganho importância nos clubes, apesar de alguns continuarem a ser céticos quanto a esse aspecto. Mas os números estão em força e não os podemos ignorar, isto sem ficarmos muito agarrados a eles e ao que eles nos dizem. É preciso muito cuidado com os números. Dão respostas interessantes, mas se não tivermos cuidado e não os soubermos interpretar, podemos ter um resultado oposto ao que se pretende. Sou a favor dos números, são importantes, mas é preciso perceber o que eles nos dizem. Um jogador pode ter números muito bons, mas podem ser bons apenas porque foram conseguidos num determinado contexto, com um determinado parceiro ao lado. É o tipo de coisas que pode condicionar um bom ou um mau número de um jogador.”

Para Luís Branco, os dados estatísticos são sobretudo relevantes quando é preciso… desempatar: “Na filtragem de jogadores, quando, por exemplo, tenho cinco jogadores para escolher um. Para ajudar a fazer a filtragem, a leitura dos números pode fazer sentido.”

1 Curtiu