Rogério Alves no dia 31 de Janeiro:
“A realização de uma assembleia que vai complicar tudo, ou seja, pôr em causa a reestruturação financeira e perturbar o bom funcionamento da equipa sem que se veja uma solução alternativa”
Rogério Alves no dia 4 de Fevereiro:
“Toda a gente deverá demitir-se, colocar o lugar à disposição e permitir que numa assembleia eleitoral seja escolhida a alternativa. Todos lamentamos este trajeto até aqui. É tempo de tirarmos as ilações que há a tirar e a melhor solução é esta que está em cima da mesa. Se o problema se resolver por esta via, é tempo de surgirem alternativas."
Ao que parece tudo indica que se vai confirmar o cenário em que sempre acreditei, ou seja a demissão do Conselho Directivo, o que era não só uma questão de bom senso, como também talvez a única forma de evitar a humilhação de Godinho Lopes e uma mais do que provável barracada, que só iria servir para enxovalhar ainda mais o nome do Sporting.
Também me parece acertado que esta demissão se estenda aos restantes Órgãos Sociais, não só porque a dupla Barroso/Sampaio também saiu beliscada desta guerra, como porque me parece importante partir para um novo ciclo sem resquícios deste período negro da história do Clube.
A dúvida que resta agora tem a ver com a data das eleições. Ou acontecem no prazo previsto nos estatutos (provavelmente a 23 de Março) uma solução que tem a vantagem de permitir uma clarificação rápida da situação, embora imponha prazos apertados para a constituição de listas, ou então opta-se pela tal Comissão de Gestão, que na minha opinião não faz sentido, pois só iria servir para prolongar a nossa agonia, sem que eu consiga ver nenhuma vantagem nesta solução.
Portanto os cenários traçados pela comunicação social parecem-me não só muito prováveis, como bastante desejáveis. Esperemos que agora não apareça nenhum empecilho de última hora.
Demissão conjunta de Conselho Diretivo, Conselho Fiscal e Mesa da Assembleia Geral será formalizada até final da semana
O Sporting vai a votos no próximo dia 23 de março. Os órgãos sociais do clube concertam posições neste início de noite de segunda-feira e formalizarão a renúncia coletiva até final da semana, concretizando-se a demissão conjunta do Conselho Diretivo presidido por Godinho Lopes, assim como do Conselho Fiscal e Disiciplanar presidido por João Mello Franco e da Mesa da Assembleia Geral presidida por Eduardo Barroso. À luz dos novos estatutos, inicia-se um período de 15 dias para apresentar candidaturas a partir do momento que seja formalizada a demissão conjunta dos órgãos sociais.
Não me admirava nada que até 6ª feira não seja apresentada qualquer demissão e que no sábado não haja ou não compareça quase ninguém na AGE fruto de todos estes malabarismos.