Crónicas sobre o Sporting

Como José de Pina habitualmente escreve sobre o Sporting, e como acabei de ler a sua última crónica e não sabia onde a partilhar com o fórum, resolvi abrir um novo tópico às crónicas dele. Aqui está a última:

A revolução não é um chá dançante

12 de Agosto de 2013 às 0:30

Terminou a pré-época com uma grande noite. Vê-se que os jogadores estão com uma vontade enorme em jogar no Sporting, e porquê? Porque só jogam aqueles que têm uma vontade enorme de jogar no Sporting. É simples, não é? Quem não quer renovar, quem não se quer ajustar ao novo modelo, só tem de ir à sua vida. Integrar esses jogadores só porque precisam de se valorizar, mesmo que seja para vender, seria minar o bloco coeso de vontade e determinação que está a ser construído neste plantel.
Os jogadores que querem muito jogar no grande Sporting não podem ficar a aquecer o banco ou fora do plantel só porque há jogadores que têm de ser vendidos. Esta reestruturação de mentalidades no clube tem as suas dores de crescimento, mas tem de ser feita. Acabou o sportinguezinho. Há ainda alguns adeptos que se sentem incomodados com este modus operandi. É compreensível essa estranheza, não estamos há muitos anos a funcionar como clube grande que tem um rumo. É assim que se trabalha. A revolução não é um chá dançante.
Como já o disse anteriormente, Leonardo Jardim é o treinador que mais me entusiasma em muitos, muitos anos de Sporting. O trabalho que já se vê nesta equipa é extraordinário. Uma equipa com dinâmica, os jogadores avançam no terreno como se tivessem um GPS. Obviamente nem todos os jogos vão ser assim, mas este jogo contra a Fiorentina foi um grande teste. E até o facto de ter sido escolhido o Pedro Proença para arbitrar foi excelente, porque foi um treino para as dificuldades que vamos encontrar no campeonato que aí vem.
Quero destacar aqueles cerca de dez a quinze minutos de um ininterrupto cântico das claques ao bom estilo britânico. Muito bom também as claques estarem novamente todas juntas no topo sul. Estes pormenores são importantíssimos! Em relação a jogadores nesta pré época: Adrien é o motor da equipa. William Carvalho está pronto para grandes voos. Grande Ruben Semedo, mais um central made in Academia. Montero tem cara de actor latino dos filmes de Holywood dos anos 40 e 50 e isso dá-me bom feeling. Marcou um golo para Óscar contra a Fiorentina. Slimani, finalmente temos um"cavalão" no meio da área adversária. Promete. Wilson Eduardo, é o ano dele. Carrillo a encarrilar.
Finalmente, e este ainda não é um balanço que só deverá ser feito em Dezembro, o trabalho que foi feito por esta direcção até este momento tem de ser valorizado, merece ser elogiado. Fazer uma reestruturação financeira de um Sporting moribundo. A rapidez e precisão a contratar um grande treinador que merece tudo dos adeptos. Tentar contratar jogadores para enquadrar os jovens da formação, que respeitem o tecto salarial e que tenham qualidade, não é nada fácil. Continuo com duvidas em relação à pertinência de alguns reforços, Mauricio e em especial Welder. E ainda a reestruturação das outras modalidades e tentar mantê-las competitivas. Fazer a auditoria de gestão. Ufa! Um trabalho enorme que começou apenas na ultima semana de Março.
Ah, e não esquecer o Bruma, esta noite esteve a jogar o novo FIFA.

Força Sporting

Saudações Leoninas

https://www.facebook.com/notes/jos%C3%A9-de-pina-sporting-cp/a-revolu%C3%A7%C3%A3o-n%C3%A3o-%C3%A9-um-ch%C3%A1-dan%C3%A7ante/455179127913342

A revolução não é um chá dançante

12 de Agosto de 2013 às 0:30

Terminou a pré-época com uma grande noite. Vê-se que os jogadores estão com uma vontade enorme em jogar no Sporting, e porquê? Porque só jogam aqueles que têm uma vontade enorme de jogar no Sporting. É simples, não é? Quem não quer renovar, quem não se quer ajustar ao novo modelo, só tem de ir à sua vida. Integrar esses jogadores só porque precisam de se valorizar, mesmo

Ler mais: http://www.forumscp.com/index.php?topic=55352.0#ixzz2bmCph1KN

:clap:

O Pina é o maior.

Muito bom!

:arrow:

João Costa, posso propor que alteres o titulo do topico só para “Cronicas sobre o Sporting”?

ha mais gente que escreve sobre o Sporting e que tal como o Pina não se enquadra noutras secções do forum

assim fica um topico para os foristas postarem as cronicas que acharem pertinentes e que não se enquadrem noutro topico do forum

:great:

Boa ideia.
Feito
:beer:

Bom tópico e otima crónica.

Excelente tópico :great:

O Super, não é o Santo.

Muito se tem especulado e é mesmo um cenário que se afigura cada vez mais real. Rui Patrício, é o principal alvo por parte de alguns multimilionários europeus que facilmente apresentam uma proposta de 15 milhões pelo número 1 da baliza leonina. Sobre esta eventual saída, ainda não me sinto capacitado, nem preparado para escrever nada até porque, não há no Sporting, nem em Portugal, nenhum guarda-redes capaz de superar as qualidades do marrazense.

Entretanto, num contexto hipotético, se Rui Patrício deixar o Sporting, estará o Super Boeck preparado para assumir a titularidade da baliza verde e branca?

O legado que terá que assumir é um fardo pesado para carregar. Boeck tem sido um profissional exemplar e um substituto de qualidade. Exactamente isso, um substituto. Marcelo quer mais oportunidades e está no seu direito, porém, essas mesmas oportunidades podem, se o mister assim o entender, ser dadas nos jogos da Taça da Liga ou mesmo na Taça de Portugal. Se mesmo assim é pouco, que me desculpem os defensores do Super Boeck, mas enquanto Rui Patrício estiver no Sporting, não existe quem lhe consiga roubar o lugar que neste momento é seu por mérito, trabalho e direito.

Boeck é um jogador que sente o clube, que representa a força e a garra de um leão, contudo, fico reticente e de alguma maneira apreensivo se tiver que assumir a posição durante toda a época. Sei que as qualidades do guarda-redes brasileiro são inegáveis, sei também que a maneira como nos transmite a paixão e orgulho que sente em vestir a verde e branca é motivo mais que suficiente para ser considerado um dos nossos, mas substituir Rui Patrício não é neste momento uma tarefa nada fácil e muito menos lisonjeira.

Com Rui Patrício a baliza fica mais pequena, os avançados vacilam perante a sua presença e isso apesar das enumeras capacidades que Marcelo tem, faz toda a diferença numa equipa. Um guarda-redes seguro, com experiência e qualidade irá acrescentar muito mais a uma equipa que tem imensa miudagem e - obrigatoriamente - o terceiro lugar no horizonte.

Tudo isto, ainda é um cenário hipotético. Agora na primeira jornada, o titular será o Super Boeck mas perdoem-me a franqueza, o guardião brasileiro não dará a mesma segurança, nem a mesma imponência a baliza leonina do que o São Patrício.

Ainda assim, como sempre e em tudo, os 11 que dia 18 de Agosto, jogarem, serão os meus 11 e os melhores do mundo.

Sporting Sempre.

http://www.asredesdodamas.com/2013/08/o-super-nao-e-o-santo.html

[b]Sporting: revisão de pré época[/b] (aspectos individuais)

Escrito por Filipe Vieira de Sá (http://jogodirecto.blogspot.pt/)

Guarda redes - Caso Rui Patrício fique, claro, não haverá grandes dúvidas sobre o lugar. Sobre o actual titular da Selecção, assinalo sobretudo a sua evolução ao longo dos anos, em particular nos últimos tempos, o jogo de pés. Mas a pergunta que se coloca sobre esta posição tem mais a ver com a possibilidade de Patrício sair. A hipótese de ser oferecida a baliza Marcelo Boeck parece forte, e sobre o até aqui suplente de Patrício não tenho muito a dizer. Isto porque o tempo de análise é curto, e no caso dos guarda redes o tempo de análise é absolutamente determinante para se poder ter uma ideia consistente sobre o valor de cada caso. A única certeza, porém, não é positiva e tem a ver com o jogo de pés de Marcelo Boeck.

Defesas laterais - Há, ao que tudo indica, duas hipóteses para cada lado da defesa. Do lado direito, Cedric parte à frente neste arranque de época. A meu ver, é um jogador ainda com vários pontos a melhorar em termos defensivos, sobretudo ao nível do posicionamento (espaço interior). Ofensivamente, Cedric não tem características que lhe permitam ser um agitador do seu corredor, mas por outro lado, tem uma definição muito capaz no último terço, o que fará dele um candidato a ser protagonista de várias assistências. Welder teve ainda pouco tempo, mas duvido que possa discutir a curto prazo o lugar, devido a algumas dificuldades de integração colectiva que, na minha leitura, ainda existem. Do lado esquerdo, Evaldo foi a surpresa da pré época. Não pelas exibições, obviamente, já que o tempo de jogo foi muito curto para que estas pudessem ser valorizadas, mas porque não era esperado que integrasse o plantel. O que é facto é que entrando Evaldo nas contas, torna-se um candidato a discutir o lugar. Aqui, e novamente, o tempo de análise revela-se curto para que possa ter uma opinião consolidada sobre Jefferson, tendo a meu ver o ex-Estoril feito uma pré época em crescendo. Uma nota mais sobre Evaldo, para referir que me parece haver um menosprezo em relação à qualidade de muitos jogadores que têm contrato com o Sporting e que não irão integrar o plantel. Outra coisa será o aspecto financeiro, mas do ponto de vista técnico tenho a convicção de que vários desses jogadores teriam algo a acrescentar ao actual elenco. É um problema clássico e que tem a ver com a forma como os resultados colectivos enviesam a avaliação individual que é feita após a frustração de uma má temporada.

Defesas centrais - Também aqui me sobram ainda grandes dúvidas sobre o que podem valer no longo prazo as diferentes opções. Pela pré época, Maurício justificará a titularidade acima de qualquer outro caso. Como já destaquei, foi impressionante em alguns jogos, ao nível dos duelos, e mesmo não sendo um jogador particularmente forte tem termos técnicos, também não me parece que isso tivesse sido especialmente relevante para as aspirações da equipa. A meu ver, muito mais importante do que o capítulo técnico, é o critério que mais influencia o rendimento dos centrais, e aí Mauricio não terá grandes tido ainda grandes motivos para reparos (o que se reflecte, por exemplo, na % de acerto em posse e na ausência de perdas de risco). Rojo, por outro lado, esteve bastante mais instável em praticamente todos os aspectos do jogo. Sentiu mais dificuldades no domínio do seu espaço defensivo, e embora seja um jogador mais forte tecnicamente, acabou por forçar com maior frequência a construção longa, tendo tido pouco sucesso nessa iniciativa. Sobre Eric Dier, que não conheço como central para além dos 172’ que vi nesta pré época, tenho ideias distintas. No jogo com a Real Sociedad, fiquei mal impressionado pela dificuldade (e relutância, até) em sair da linha defensiva, nomeadamente sendo permissivo perante o jogo entrelinhas. Frente ao Nacional, pareceu-me bastante melhor, mas como infelizmente se lesionou, não me foi possível desfazer dúvidas sobre estes indicadores. Aparentemente, só resta Ruben Semedo, que parece de facto ter características muito favoráveis para ser uma revelação nesta posição. No entanto, no seu caso o tempo de análise é ainda mais curto.

Médios defensivos - Vou considerar o duplo pivot, porque me parece que apesar de uma possível assimetria com bola, os dois médios terão papeis muito próximos. Começando por Adrien, provavelmente o elemento de maior rendimento nesta pré época, há que referir que até agora foi o jogador que deu outra característica a esta função, soltando-se mais com bola. No entanto, não há alternativas a este perfil, e gostaria de ter visto André Martins ter sido testado nestas funções. Os outros candidatos ao lugar têm um perfil mais posicional, o que não será necessariamente um problema para a equipa. William Carvalho foi a revelação da pré época, um destaque que, como já escrevi, entendo justificar-se apenas pela sua sobriedade em posse, impressionando a forma como permanece imune à pressão, mantendo um bom critério e eficácia na circulação de bola. Por outro lado, e ao contrário do que sugere a sua envergadura física, o seu desempenho defensivo deixa ainda bastante a desejar para quem desempenha as suas funções, com dificuldades na antecipação e na capacidade de intervenção no espaço. Algo que se reflecte no número bastante reduzido de acções defensivas que protagonizou (média inferior à de Adrien, por exemplo). A Rinaudo, por outro lado, sobra capacidade de intervenção e de envolvimento no jogo, seja com bola ou sem bola. É verdade que tem de trabalhar o seu critério de intervenção, mas isso não me parece assim tão complicado, e penso que é um desperdício abdicar da capacidade que Rinaudo tem para oferecer à equipa em termos de capacidade de trabalho e envolvimento no jogo (sem surpresa, foi entre todos o jogador com maior média de passes completos e intervenções defensivas bem sucedidas).

Alas - Aqui, parece-me existir alguma indefinição nas escolhas de Jardim. À esquerda, Magrão terá conquistado rapidamente o seu espaço. Revelou boa capacidade posicional e sentido colectivo, e essas características ter-lhe-ão dado ascendente sobre Capel. O espanhol, aliás, não podia ter um perfil mais contrastante com o de Magrão. A outra implicação da opção pelo brasileiro são os seus movimentos interiores, que devem ser complementados pela dinâmica colectiva (profundidade do lateral, ou abertura de um dos avançados) para criar desequilíbrios no corredor esquerdo, já que Magrão não parece ter vocação para o fazer individualmente. À direita, mais problemas. Carrillo mantém alguma inconsistência, Chaby parece ter ainda algum caminho a percorrer, e André Martins não estará vocacionado para jogar junto à linha. A outra solução poderá ser a verticalidade de Wilson Eduardo, embora este pareça mais confortável a jogar a partir do flanco contrário. De todo o modo, se há coisa que não abunda neste Sporting são jogadores com capacidade de desequilíbrio individual, e tendo no elenco um jogador como Carrillo, provavelmente justificar-se-á uma aposta séria no jogador. E, em caso de sucesso, os benefícios podem ser mesmo muitos!

Avançados - Aqui, também ainda muitas indefinições, particularmente no elemento mais móvel da linha da frente. Será até possível que essa unidade venha a ser catalogada como “médio” e não tanto como “avançado”. Para já, a tendência parece apontar para Wilson Eduardo, cujo papel passará por oferecer mobilidade à linha da frente, nomeadamente com movimentos sobre as alas. Wilson tem a vantagem de ser um jogador vertical, capaz de jogar fora ou dentro da área, e um bom executante. No entanto, parece-me bastante dependente do seu pé direito, o que o torna algo previsível. De todo o modo, tem conseguido uma boa relação com os movimentos interiores de Magrão e pode ainda evoluir num papel onde ainda leva pouco tempo de jogo. Outra opção testada, e naturalmente com características muito diferentes, foi André Martins. No entanto, também tenho dificuldade em ver Martins a evoluir muito a partir desta posição, onde não joga encostado à linha mas parte sempre de uma linha muito adiantada. Mantenho a minha curiosidade por vê-lo numa linha mais recuada. Para o papel de avançado mais fixo, haverá Montero, Slimani e Cissé (pelo que mostrou, não deverá ser capaz de entrar na luta por um lugar, a curto prazo). Sobre o colombiano, não tenho ainda uma opinião completamente formada em relação ao que pode exactamente valer, mas estou bastante seguro relativamente ao seu perfil. Montero será um jogador que alicerça o seu rendimento na forma como alia o desempenho técnico ao repentismo em espaços curtos. E isso pode torná-lo num jogador muito difícil de controlar dentro da área, onde pode fazer vários golos devido a essa característica. Por outro lado, não me parece ter grande capacidade de intervenção no jogo aéreo (não me refiro à estatura), o que é claramente um ponto fraco para quem jogará possivelmente sozinho na frente. De resto, tenho a convicção clara de que não terá um bom rendimento se for utilizado em posições mais recuadas, porque apesar de ter uma boa capacidade técnica e vontade de ter bola, o seu perfil de decisão está completamente desajustado para intervenções em zonas mais baixas. Relativamente a Slimani, causa-me algum cepticismo o seu percurso na liga argelina, mas só depois de ver é que se poderá realmente avaliar…

http://jogodirecto.blogspot.pt/

Deixem o Sporting trabalhar

Este é um texto preventivo para uma época que se espera mais conturbada na casa dos outros do que na nossa. Amanhã deve sair a sentença do caso Bruma e a novela do Verão voltará de novo em força, até porque o Sporting começou bem e convém a outros perturbar a nossa equipa.

Antes da época começar, chamei a atenção para o facto da necessidade de termos os pés bem assentes no chão, começar um novo ciclo, com mais realismo e menos disparates, mais tranquilidade e menos megalomania. O caminho trilhado pela direcção do Sporting foi esse e não houve quaisquer promessas, nem bravatas de patamares miríficos de glória.

A pressão, assim, passa para os outros. Resta-nos trabalhar, em silêncio e bem organizados, sabendo que os primeiros passos no futebol estão a agradar a toda a massa associativa, fruto de uma escolha feliz, que elogiei no momento, a de Leonardo Jardim, que é um treinador metódico, racional, mas que sabe muito bem o que está a fazer.

Por isso, cabe também aos media deixar de andar a morder os calcanhares ao nosso clube e passar a estar vigilante onde andam as mega-negociatas e a confusão que aí vem. Passem a olhar ali para o lado onde um presidente teve meses para resolver um problema grave com Cardozo e não conseguiu resolver, onde há notícias de jogadores que querem o Cardozo de volta e mau ambiente no balneário de Jesus e onde houve um caso Oblak que tentaram abafar.

Onde uma direcção gasta dezenas de milhões de euros num comboio de sérvios que, ou muito me engano, nunca chegará a lado nenhum. Onde a mesma direcção está preocupada e a ver que a rescisão com o treinador custa 8 milhões e onde hoje já se comenta que se gasta muito dinheiro em jogadores, mas ninguém planeia o futebol e não há organização.

Não têm suficiente para se entreter com Carnide? Quanto ao Sporting, deixem-nos trabalhar.

RUI CALAFATE

http://itsprstupid.blogspot.pt/2013/08/deixem-o-sporting-trabalhar.html

José de Pina

Roubar o Sporting é crime contra a Humanidade

Há cerca de um ano, em Outubro de 2012, defendi no programa Sacanas Sem Lei e no blogue És a nossa Fé, que o Sporting deveria realizar uma espécie de Julgamento de Nuremberga.

Sendo o nosso clube uma enorme entidade de utilidade pública, quem o andou a destruir nos últimos 15 a 20 anos deveria ser punido. Actualmente até existe o tribunal de Haia para esses crimes. Sim, porque para mim, roubar o Sporting é um crime contra a humanidade.

Pois bem, ao analisar apenas, e digo apenas, o relatório e contas de 2012/13, que já está a ser divulgado pelos principais sites Sportinguistas, já ficamos com um “cheirinho” do que se andou a passar nos últimos anos. Se isto é o que se sabe, imaginemos o que ainda não se sabe!? Até tremo só de pensar o que a auditoria de gestão poderá revelar dos últimos 15 anos. Vai ser uma bomba atómica! Venha ela!

Saudações Leoninas

«Passado negro ameaça futuro risonho…»

Escrito por Tiago Alves (lusofans.com)

Nos últimos anos, o Sporting foi gerido por “gestores brilhantes” com enorme renome e prestigio que levaram o clube ao fundo do poço. Neste momento descer mais baixo é impossível, o clube ficou em sétimo lugar, não vai as competições europeias que faz o Sporting perder prestigio e dinheiro. Para agravar a situação os “gestores brilhantes” deixaram o clube com miseráveis percentagens de passes de jogadores ficando assim o Sporting sem possíveis mais-valias financeiras e com uma posição negocial extremamente debilitada.

Há seis meses, Bruno de Carvalho foi eleito presidente do Sporting Clube Portugal, conseguiu-o a tão desejada reestruturação financeira (recuperando percentagens de passes) que tantos outros diziam não ser possível, uniu o povo “leonino” em prol do clube (o exemplo mais flagrante disso mesmo é a união das claques), “arrumou” a casa “livrando-se” da maioria dos excedentários, com a excepção de Jéffren e Labyad, renovou o contrato a vinte e cinco jogadores vendendo quem não queria renovar (Bruma e Ilori), fazendo dois excelentes negócios. Para além disso, pelos indicadores dados neste arranque de época formou uma equipa competitiva e em conta, que tem vindo a surpreender até os adeptos mais optimistas, tendo como base a “prata da casa”.

Todos sabemos do enorme potencial que tem a academia de Alcochete, sabemos que não é suficiente para o clube ganhar o campeonato porém poderá ser uma base importante para o futuro vencedor de um clube que vive de vitórias. No “derby lisboeta” o Sporting apresentou seis jogadores oriundos da formação, o que não é para todos, conseguindo(ainda por cima) impor-se frente ao seu eterno rival com um plantel muito mais caro e experiente, o que demonstra a qualidade dos jovens “leões”.

É certo que se tem visto uma filosofia diferente do passado recente do Sporting, tem se visto outra atitude, outra gestão e outra forma de estar e tudo isto para melhor. É admirável o trabalho até agora feito pela direcção de Bruno de Carvalho, que conseguiu-o incutir no clube “leonino” aquilo que ele chama de “cultura de exigência”. Neste momento vejo os jogadores a “suarem” a camisola, a trabalharem por uma causa e um amor (sim, amor á camisola, coisa rara no futebol moderno) e a finalmente a jogarem á bola com uma identidade que não existia desde de o tempo de Paulo Bento. Todavia os fantasmas do passado andam ai, o mais recente exemplo disso é o relatório de contas que aponta um prejuízo brutal e mostra a todos que os “grandes negócios” de Labyad (falava-se em 900 mil euros mas foram 3,5 milhões quanto o Sporting pagou por ele) e até Elias (afinal custou 11 milhões de euros …) foram mentiras atrás de mentiras e desastres atrás de desastres que vão ter consequências no futuro do clube…

A pergunta que faço é, poderá o passado negro ameaçar o futuro risonho dos leões?

É uma pergunta difícil de responder sem duvida, mas o Sporting é muito grande e neste momento parece me que tem tudo para sair do buraco com a ajuda do tempo, da união e dedicação de todos os adeptos ao clube, como diz a nova musica das claques “leoninas”:

“Sporting tu nunca vais acabar”!

Escrito por Tiago Alves (lusofans.com)

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=515816051827964&set=a.210588099017429.51537.210579835684922&type=1

Já repararam que os blogs defensores do croquetes não escreveram nada contra esta Direção desde que saiu o Relatório de Contas?
Os animais vão-se escondendo cada vez mais!

A vergonha começa a apoderar-se deles, eu já aqui escrevi que com o tempo e com a honestidade demonstrada até aqui pelo nosso Presidente acabaram sozinhos e envergonhados por dentro, por todo o mal que fizeram ao Sporting Clube de Portugal, portando-se como autênticos Sportinguenses e piores que porcos corruptos e lampiões.

Contra factos não há argumentos!

Mais uma vez o enorme José de Pina em grande! :clap: :clap: :clap: :clap: :clap:

Rui Calafate

A marca principal da entrevista de Bruno de Carvalho Pelo que já tive ocasião de ver, o universo leonino gostou bastante da entrevista de ontem à Sport Tv do presidente do Sporting. Ontem, ainda antes do final, escrevi no meu mural do Facebook: «grande entrevista de Bruno de Carvalho. Tudo bem explicadinho e muito bons soundbytes».

Eu não acredito na perfeição, tudo tem possível evolução e capacidade de melhorar, por isso há algumas arestas técnicas a limar, de resto foi claro nas explicações que deu, sentiu-se a sua paixão pelo cargo que desempenha e pelo seu clube, não caiu nas ratoeiras de cair no deslumbramento com o bom momento que a equipa atravessa, deu novidades e não teve medo de possíveis hostilidades no Dragão, pois isso reforça-nos.

Mas o que quero realçar é a marca principal que se retira desta entrevista. Bruno de Carvalho, já o sabíamos enquanto candidato, vemos agora como presidente, é um grande comunicador. Aguentaria 4 horas de entrevista se fosse preciso sem problemas, por talento próprio e sem qualquer media-training que não precisa.

Ao contrário de outros tempos - em que muitos nem falar sabiam ou tinham de recorrer ao iPad para saberem o que tinham de dizer - e há muito tempo que isso não acontecia, o Sporting tem um presidente que sabe o que está a dizer, não diz disparates, tem uma estratégia definida, tem um estilo próprio, envolto numa capacidade de proximidade com sócios e adeptos e com um discurso emocional de paixão. Em suma, vários pontos que caracterizam um grande comunicador.

http://itsprstupid.blogspot.pt/2013/09/a-marca-principal-da-entrevista-de.html

Reparei que o BdC tinha um esquema com temas numa folha e à medida que a entrevista ia desenrolando ia metendo cruzes e comentários :wink:

Tudo controlado!

http://ocacifodopaulinho.wordpress.com/2013/09/29/o-fredy-krueger-a-cobra-mal-amada-e-tanta-gente-aziada/

[size=15pt][b]O Fredy Krueger, a cobra mal amada e tanta gente aziada[/b][/size]

Setembro 29, 2013 by cherbakov in Jogo-a-jogo.

«Este foi o Sporting que empatou com o Rio Ave». A frase é de Leonardo Jardim e, para mim, é fantástica como medicamento contra a bipolaridade dos adeptos. E vai ao encontro do que defendi, há uma semana: esta é a equipa que nos voltou a fazer acreditar. E o que é, afinal, esta equipa? É uma equipa que comunga um espírito de vitória, é uma equipa que se mostra unida, é uma equipa que honra a camisola que veste, é uma equipa que empolga, mas também é uma equipa que comete erros próprios de um crescimento e amadurecimento. É disso que não podemos esquecer-nos.
Parece-me, no entanto, imensamente injusto, questionar a atitude dos jogadores. O estar a fazer um jogo menos conseguido não significa falta de atitude, muito menos numa noite como esta. Não acho que tenhamos feito um jogo pouco conseguido; acho, até, que a equipa foi bastante adulta. Não vimos charutadas para a frente, nem vimos um dos centrais acabar a ponta de lança. Vimos uma equipa com critérios e com um modelos de jogo cada vez mais definido. Não é consistente? Se o fosse, ao fim de três meses, seria um verdadeiro milagre. Mas é uma equipa que não diz que entra para ganhar. Fá-lo! Prova disso é a vontade de controlar desde o apito inicial e mais um golo madrugador. Dele mesmo, que chegou como aviãozito e, neste momento, é o pesadelo das defesas (One, two, «Fredy’s» coming for you…Three, four, better lock your door…) e um verdadeiro ídolo em Alvalade. Sim, voltámos a ter um craque dos pés à cabeça e isso é maravilhoso. Tal como deve ser desafiante para Leonardo conseguir corrigir a forma como a equipa reage quando se coloca em vantagem: a pressão alta fica menos alta, o recuo é demasiado, o meio-campo deixa de ter bola e desequilibra-se. Dores de crescimento que resultaram no golo do empate, muito consentido, primeiro pelos médios (se William não está, tem que estar Adrien ou Martins, não um Salomão em esforço vindo a correr sabe-se lá de onde), depois pelos centrais que não saíram quando se percebeu que ia haver remate, depois por Patrício, que por momentos deu ideia de ter dois blocos de cimento atados aos pés. Reacção, novamente por Fredy Krueger, numa aceleração que colocou Santos na rua.
A partir desse momento, só existiu Sporting, prolongando-se o sofrimento por culpa própria, pois várias foram as oportunidades para marcar. Adeptos com o coração a bater ao nível da garganta, garganta dorida de tanto gritar, punhos cerrados e unhas roídas. Um alvo, Carrillo, actualmente o mal amado. Eu percebo que quando vemos talento em potência nos custe não vê-lo explodir. Mas não percebo como, em função da má definição das jogadas, se ignore todo o restante trabalho: Carrillo durou 90 minutos e, ao longo desse tempo, não se escusou a ajudar a defender; mais, ao longo desse tempo, não se escondeu e quis ser ele a assumir a bola, o 1×1, o desequilíbrio. Sim, a cobra fez a dança da morte, só não soube matar a presa. Viria a ser um aparentemente inofensivo Cédric a decidir. Remate de raiva, redes mal batido (afinal, havia mesmo blocos de cimento naquela baliza), uma equipa em comunhão, já com um promissor Vítor em campo e um inesgotável Jefferson, que voltou a ser um dos melhores em campo (não me esqueço do intratável Maurício nem das antecipações de Rojo, não senhor).
Nesse momento, o Lobo Luís quase chorou em directo (patético), dando voz às ondas de choque que atravessaram o país (incluindo, infelizmente, um determinado camarote leonino onde esta vitória soube a derrota). Na pedreira, onde um pseudo-grande quase ofereceu bilhetes aos seus para evitar o apoio à equipa adversária, só se escutava um cântico que fala de um clube chamado Sporting, com mais de um século de histórias para contar e outro século pela frente e que, apoiado por milhões de Leões, se revela uma força cada vez mais brutal!

http://www.asredesdodamas.com/2013/09/e-de-leao.html

[size=15pt][b]É de Leão[/b][/size]
 “Acredito e acredito mesmo que daqui a umas horas, entrarão onze leões em campo, com vontade de conquistar mais três pontos. Onze leões que de unhas cravadas na relva e a rugir bem alto, estarão prontos para vencer um clube que de grande só tem o primeiro nome.” 

 No último post, relembrávamos que era necessário acreditar. Acreditar que aquela equipa em construção iria a Braga mostrar quem é o verdadeiro Sporting de Portugal, o verdadeiro grande. E elucidávamos o que iria ser preciso para vencer. Garra, ambição e muito espírito de sacrifício. Raras vezes uma antevisão de um jogo bateu tão certo como esta.

 Cientes de que o Braga iria colocar muitas dificuldades aos nossos onze leões, a necessidade de marcar cedo para poder controlar a partida era imperiosa. E assim foi. Fredy Montero, sempre ele, disse sim à bola vinda de um pontapé de canto e mostrou logo aos quatro minutos a verdadeira raça do leão, uma equipa que gosta de mandar e que precisa de muito pouco para poder chegar ao golo.

 Todas as equipas têm defeitos. E logo a seguir ao golo esses vieram ao de cima. A apatia que se viu frente ao Rio Ave voltou, o meio-campo parecia ter bolas de ferro presas aos pés e o ataque era inoperante, não obstante o trabalho feito por Montero em constante luta com os centrais. O golo do empate, algo consentido por esse meio-campo lento, surgiu no pior momento do jogo do Sporting, mas também no melhor do Braga, que mostrou que com Jesualdo Ferreira, está longe de ser melhor do que o era com José Peseiro.

 Logo de seguida, e quando o jogo parecia caminhar calmamente para o intervalo, veio o momento do jogo. O roubo de bola de Montero, outra vez o colombiano, a Paulo Vinicíus e a sua lesão e a expulsão de Aderlan Santos quando o ponta de lança leonino avançava sozinho para a baliza de Eduardo. Muitos dirão que foi sorte, nunca questionando a justiça da decisão, mas eu afirmo que, sabendo das regras do jogo, os jogadores têm de conseguir trabalhar de acordo com elas para poder satisfazer as necessidades da equipa. O derrube é claro e a expulsão era a única decisão possível, mas a lesão do outro central é aquele pedaço de fortuna que qualquer grande equipa deve ter para poder vencer.

 A segunda parte foi totalmente do Sporting. Com menos um, os arsenalistas abdicaram do epíteto de “grande” que tão gosta de alardear e deixou que a equipa de Leonardo Jardim tivesse facilidade para chegar à área de Eduardo para criar perigo. Depois de um festival de golos falhados e de excelentes oportunidades desperdiçadas, muitas delas por culpa própria, já poucos acreditavam.

 Mas a equipa não esmoreceu nem se desmontou e foi através de um elemento que ninguém esperava que a vitória foi conquistada. Foi “arrancada a ferros” por um pontapé de raiva de Cédric que os três pontos e o segundo lugar foram conquistados pelos leões, colocando justiça no resultado.

  No Minho ficou provado, mais uma vez, que esta equipa não é aquilo que os jornalistas desportivos querem fazer crer. Não é em Alvalade que mora uma equipa de depende muito da sorte e de algumas decisões tomadas pelos senhores do apito. O nosso leão é defendido por onze outros leões, de aparência humana, mas com um coração e um querer como há muito não se via numa equipa tão subestimada no nosso país.

  Quem é que não gostaria de jogar nesta equipa?


  Nota final para as vitórias no futsal e no andebol. Os primeiros responderam bem ao empate com o Rio Ave e foram a Porto Salvo vencer os leões locais. Uma prova de fogo num terreno onde poucas equipas irão certamente vencer. Os segundos foram também vencer o anterior líder, o Águas Santas, passando a liderar à condição o Campeonato Nacional. É mais uma vez a prova de que não é preciso contratar estrelas internacionais para formar uma das melhores equipas em Portugal. E é mais uma prova do bom trabalho que se tem feito no nosso clube.

               Sporting não de Lisboa, mas de Portugal</blockquote>