Conflitos no Médio Oriente

Provavelmente, não. Agravou mesmo.

O regime é o mesmo, agora ainda mais endurecido e radical, e perigoso porque tem algo que não tinha antes: um pretexto.

E este tipo de regimes não precisa de pretextos muito grandes…

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Mas qual programa nuclear? :joy:

O Irão nunca irá produzir uma única arma nuclear. Parem de cair em propaganda sionista.

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Claro que nao. Apenas enriquecem uranio muito acima do que e necessario para fins civis por motivos recreativos :slight_smile:

Acreditaria nisso se me dissesses antes deste conflito.

Agora? Tenho a certeza absoluta que o vão fazer, mais tarde ou mais cedo.

Agora se me disseres que vão desenvolver armas nucleares com a intenção de nunca as usar, tal como a Coreia do Norte, acho que sim.

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Eras mais um dos que acreditava que eles andavam a enriquecer uranio por motivos ludicos?

Eu acho que isto e mais wishfull thinking… a Coreia do Norte e substancialmente diferente. E uma ditadura gerida com mao de ferro mas sem fundamentalismos religiosos.

O Irao seria o primeiro pais islamico a ter bombas nucleares e o primeiro pais que financia tudo o que sao organizacoes terroristas a ter bombas nucleares. E da mesma forma que nao teve problemas em dar a ordem para o 7 de Outubro quando Israel caminhava para a aceitacao dentro do mundo arabe, eu nao duvido nem por 1 minuto que tambem nao teria qualquer problema em deixar uma parte do seu stock nas maos de Hamas, Hezbollah e afins onde o depois do lancar nao interessa para rigorosamente nada.

Talvez por odio aos israelitas e ao Trump, parece-me que muita gente minimiza o perigo que e o Irao ter um programa nuclear. Se o Hamas disparar uma bomba nuclear tatica num alvo israelita, como vai o mundo reagir? Se os Hutis dispararem uma bomba nuclear tatica contra uma embarcacao militar, como vai o mundo reagir?
Eu sei que nos tempos atuais parece que vivemos num mundo de ‘loucos’. Mas para todos os efeitos, existe uma certa ordem. O proprio Putin nao passou essa fronteira na Ucrania apesar das ameacas pois e algum que percebe as consequencias. A Coreia do Norte e aquele ecossistema muito proprio que nao e sequer comparavel ao Irao. No Irao, cheio de fundamentalistas e governado por uma guarda terrorista fanatica onde para muitos o martirio e o epitopo da vida humana, pode ser o principio de algo muito dificil de gerir. Porque se o Hamas usar uma bomba nuclear, contra quem vamos retaliar? Se o Hezbolah usar uma bomba nuclear, contra quem vamos retaliar? Em que estado fica o Golfo quando a potencia instavel da regiao pode obliterar o Dubai do mapa? O Irao nem precisa de ser o pais que carrega no botao em todos estes cenarios. Basta os seus proxys.

Claro que vai ja ai a grupeta do costume dizer que e tudo teorias da conspiracao sionistas e o bla bla bla tipico. Mas com base naquilo que muita gente que estuda aquilo diz, isto sao tudo eventos com uma probabilidade relativamente elevada de acontecer. Por isso e que tendo o Trump ja feito merda uma vez ao quebrar o acordo do Obama, era importante que a situacao do Irao tivesse ficado resolvida de vez. Com uma intervencao militar forte, que obrigasse a uma capitulacao completa do regime ou uma mudanca de regime. Isto sabendo que mesmo o acordo do Obama terminava em 2030 portanto nem era como se a situacao iraniana tivesse sido permanentemente resolvida com o acordo dele…

Isto a propaganda e a contrainformação é tanta que um gajo nem sabe bem às quantas anda. Não sei se isto é atual ou não (foi há 13 horas)…

Ataques no Líbano levam Irão a travar negociações com EUA. Trump diz que pode esperar | Médio Oriente | PÚBLICO)

" Ataques de Israel ao Líbano levam Irão a travar negociações com EUA. Trump diz que pode esperar

Teerão faz depender negociações do fim das operações de Israel no Líbano e Gaza. Trump diz que falou com Netanyahu e Hezbollah e que não haverá mais ataques."

Isto é só rir… e vamos lá a ver, o Irão aqui está a ter uma posição de senso comum perante um dos actores que, no meio de gente tão pouco série e credível, consegue ser o menos credível de todos. Cessar fogo à Israelita é o mesmo que nada. Continuam a chacinar civis no Libano e em Gaza como se nada estivesse acordado e sempre com a desculpa de que é como retaliação. Claro que ninguém papa essa conversa e o único capaz de meter uma trela no cão raivoso israelita é o presidente dos EUA… isso se o dito presidente não fosse o Trump, amigo de Epstein e muito provavelmente mais do blackmailed pela Mossad que o tem preso pelos tomates.

Os iranianos sabem disso e vão deixando arder em lume brando. Trump ainda cai primeiro do que o regime etnofascita israelita e do que regime teofascista iraniano.

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Lá está. Vocês aí no Ocidente continuam a dizer ‘os islâmicos’, como se fossem todos uma e a mesma coisa.

Não são. Aliás, no Irão eles são mais persas que muçulmanos. A religião é só o pretexto para terem um regime autoritário e de rédea curta. Porque a retórica do regime iraniano é persa all over it.

Se fosse um regime puramente muçulmano, e sharia, os vizinhos seriam os seus maiores aliados. Não são…

Faz tanto sentido culpar o Islão pelo fundamentalismo do Médio Oriente, como faz sentido culpar a Torá pelo fundamentalismo Israelita, ou a Bíblia pelas Cruzadas.

Não, meu caro, o problema não é esse. Nunca foi. O problema é a forma como o Homem usa o que vem nesses Livros em seu proveito.

Esquece isso de ‘muçulmanos com bombas é bué da mau’. Não tem nada a ver…

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Os preconceitos são fodidos. Não tenho especial apelo pelo Médio Oriente, mas um dos países que gostaria mesmo de visitar era o Irão - e em tempos, antes do puto nascer, eu e a minha mulher andamos a planear uma viagem ao Irão que entretanto com o puto e com estas merdas todas ficou em stand by.

Os relatos de quem viaja para lá são quase unanimemente positivos, sobretudo acerca da hospitalidade do povo, de como nós no Ocidente temos uma ideia totalmente distinta do país - li algures e muito recentemente que andas por Teerão e passas por cafés, esplanadas e lojas que quase não distingues de uma qualquer rua de uma cidade europeia, a cultura, arquitectura, a História, tudo. Que é um país lindissimo, com uma cultura riquissima, e um povo do mais hospitaleiro que há, e curiosamente e apesar da opressão do regime, incrivelmente progressista (o facto de ser muito jovem em média ajuda).

Há tanta contradição no Irão que uma pessoa até fica espantada com certas coisas. Muita gente no Ocidente nem sequer sabe que há igrejas e sinagogas, cristãos e judeus a viver livremente e em paz no Irão, por exemplo. Que o zoroastrismo, outrora a religião mais importante do império persa (pré-Islão) é ainda seguida por muitos milhares de iranianos. Que todas estas minorias religiosas são protegidas pela Consituição Iraniana e têm direitos de representação politca. É caso para dizer que provavelmente mudaria muitas perspectivas acerca do país, por exemplo.

Dito isto, concordo na generalidade com o que dizes, e concordo em especial quando dizes que a identidade nacional e étnica no Irão é superior à questão religiosa, que aliás tem o peso que tem por força da opressão do regime. Os iranianos são essencialmente orgulhosos Persas (existem outras etnias com relevancia como os curdos, azeris ou baluchis) que têm muito orgulho e prezam bastante a sua História, cultura, lingua e tradições ancestrais. O islamismo só aparece muito mais tarde na equação e ainda por cima no ramo menos predominante no médio oriente, o xiita. E mesmo o Islão, à medida que vou conhecendo mais e mais, me parece cada vez mais uma religião que nem se distingue, na sua interpretação sensata e natural, das outras duas grandes religiões abrahamicas. Até porque se quisermos falar em fundamentalismo, basta pensarmos nos ultimos anos com o que certas interpretações judaicas têm justificado fazer na Palestina ou com o que certas interpretações extremistas de seitas cristãs têm vindo a fazer. Pessoalmente não distingo um evangélico fanático de um talibã ou de um judeu ultraordotoxo que acha que em Gaza todos são o inimigo. Para mim são todos fundamentalistas regiliosos com uma mentalidade genocida e terrorista.

O problema do Islão, é que nos ultimos 70 anos com a real politik à americana (e com a cumplicidade ativa de britânicos e israelitas à cabeça) criaram-se vários monstros à volta do fundamentalismo islâmico à conta de objectivos geopoliticos ocidentais que permitiram financiar, treinar e mais indirectamente galvanizar franjas minoritárias (como as há nas religiões cristãs ou judaica) com uma visão radical e arcaica do Islão, dando-lhes relevo, poder e mediatismo. Todos sabemos que o fenómeno Al Qaeda, e todos os seus derivados e proxis (Estado Islâmico, etc) tem origem no treino e financiamento da CIA e dos EUA aos mujahedin afegãos no tempo da ocupação soviética do Afeganistão. Todos sabemos que o radicalismo islamita que é a base do regime dos Ayatolahs é uma consequência directa na interferência americana e britânica na politica interna iraniana no pós independência quando depõem um primeiro-ministro democraticamente eleito por querer nacionalizar o petróleo e colocam de volta um fantoche monarca que governa os próximos 30 anos com mão de ferro. Todos sabemos que um dos maiores financiadores do terrorismo islâmico é ou era a Arábia Saudita, onde uma minoria wahabista, enriquecida pelos petrodolares não se coibiu de financiar à grande e à francesa a Al Qaeda e todos os grupos sunitas radicais que tivessem como agenda o expansionismo do Islão radical.

No final das contas é tudo uma questão de perspectiva, até porque a utilização da religião para atingir objectivos politicos, económicos e militares é tão antiga como a própria humanidade. É meter o dinheiro e as armas nos tipos certos, que a propaganda e o terror fazem o resto. Aos dias de hoje podemos dizer que Israel faz exactamente o mesmo que os americanos também fizeram: alimentam os fanáticos religiosos para atingir fins politicos, no caso dos israelitas, alimentam uma narrativa de “Estado Judaico” tentando confundir sionismo com judaísmo e assim galvanizar todos os chalupas fanáticos a roubarem, matarem, pilharem todo e qualquer pobre coitado palestiniano que tenha o azar de se cruzar com eles na Cisjordânia (no caso de Gaza já nem acho que seja só religioso, acho que se conseguiu chegar a um grau zero de humanidade, uma total desumanização do outro que para muitos militares do IDF abater uma familia inteira na rua com um drone não é mais do que jogar um jogo de playstation).

Enquanto isso, aqui pelo Ocidente vão-nos vendendo uma realidade de “bons contra os maus”, de nós e eles, do bem contra o mal, da civilização contra a barbárie, como um “bom” filme de hollywood.

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Também muito raramente se vê uma crítica ou apontar do dedo ao povo iraniano, mas sim ao regime político, aos líderes políticos, militares e religiosos. Tanto que o povo é o mesmo há séculos, ao invés dos líderes que vão mudando e acabam sempre por impor o extremismo, ao seu povo e aos seus vizinhos. Os vizinhos acabam por seguir, ou tomar a iniciativa, o mesmo diapasão.

Não sei até que ponto o regime não mudou mesmo…de regime teocrático para uma ditadura militar controlado pela IRGC

Já era assim antes…

Mataram os pais, sucederam os filhos, passo a expressão.

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Faco a correcao entao.

Eu quando digo o Irao enquanto estado islamico, e no sentido de serem um estado islamico radical.

Obviamente que faco a distincao entre o Irao e uma Arabia Saudita, Egipto, etc… ou ate um Paquistao que tambem e islamico mas nao radical/fundamentalista.

Clarificacao feita, nao preciso de repetir o resto. O problema nao e serem um estado muculmano, e serem um estado muculmano radical. Uma comparacao rudimentar, a espanha e governada por um partido de esquerda mas e diferente da Venezuela do Maduro que tambem era de ‘esquerda’.

Obviamente, da mesma forma que quando se fala da Coreia do Norte nao se fala do povo. Nem sei quem fez essa associacao sequer. O problema e que num pais, interessa quem manda. A nossa vantagem e que da para ir rodando. No caso deles nao.

Como disse o @Sigurd ja era assim antes… ai nada mudou. Mesmo a teocracia, apesar de existirem de facto muitos fundamentalistas, em muitos casos nao passa de uma desculpa conveniente… Esta questao Irao vs Israel e muito mais que questoes religiosas. E uma ‘luta’ pelo controlo da regiao. No mundo multipolar, os US, a Russia e a China tem as suas zonas de influencia onde poem e despoem como lhes convem. O medio oriente nao e o playground de ninguem e esse e o principal problema.

Eu para todos os efeitos, preferia sempre uma Turquia ou Israel como as potencias dominantes daquela regiao que um Irao.

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“O Irao seria o primeiro pais islamico a ter bombas nucleares e o primeiro pais que financia tudo o que sao organizacoes terroristas a ter bombas nucleares. E da mesma forma que nao teve problemas em dar a ordem para o 7 de Outubro quando Israel caminhava para a aceitacao dentro do mundo arabe…”

Isto é absolutamente falso. O Paquistão tem armas nucleares e nem os norte-americanos julgaram que os Sionistas seriam “aceites” no mundo árabe. (exs. de exclusão/rejeição: Síria, Iraque, Omã, Bahrein). E está por provar essa “ordem” dada por Teerão.

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O enriquecimento de urânio não quer dizer nada se não têm como o usar. Não serve qualquer míssil (isto sim, tem sofisticação) e se é para ser tipo “pickup tecnical” faziam uma “dirty bomb” que não precisa de material enriquecido a esses valores tão altos. E manter um programa nuclear ativo é caríssimo.

A histeria à volta do enriquecimento do urânio sempre foi porque é o mais fácil de detectar (instalações) e porque não é usado para mais nada, o público no geral não percebe por isso reage mal, e por isso foi usado apenas como ameaça. Por isso é que “O Irão está há 40 anos a uma semana de ter uma arma nuclear.”

O Irão não tem armas nucleares porque é caro para xuxu. Não vale o investimento porque nunca teriam em escala ou maneira de usar contra os inimigos. Agora uma “dirty bomb”… Até admira já não terem. Ou não admira, se entenderem que o programa de enriquecimento era apenas para que os deixassem em paz.

Isso sim, preocupa. É para aí que se vão virar.
Vai ser fácil, fácil. Os ucranianos passam a vida a invadir a Rússia e a sabotar o que lhes apetece sem eles saberem. Agora imaginem os terroristas a fazerem igual em Israel (e logo Israel, que é tão ruim a prever ataques que nem deu pelo 7 de Outubro!),
Tivessem deixado aquela merda sossegada e não havia estes problemas. O Aytollah que mataram era CONTRA as armas nucleares.
Fizeram merda. Agora aturem-nos.

Trump vai percebendo…

Estás bastante enganado nesta tua “previsão”
Daqui a uns tempos falamos.

Não estou nada errado.

Já toda a gente percebeu que ou se tem armas nucleares, ou se baixa a bolinha. Aqui estamos de acordo. Mas a única forma de algum país novo ter armas nucleares é conseguir fazer o processo todo em segredo até ter para aí umas 20 assim como os meios para as usar. Com a espionagem como está, esses tempos já lá vão. Nem acabavam a primeira, eram logo invadidos.

Mas suponhamos que era possível. O Irão ter armas nucleares não lhes serve para nada porque não têm capacidade económica nem logística para aplicar a doutrina MAD contra os Estados Unidos. Só faz sentido quando têm para aí umas 20 e depois não têm mísseis intercontinentais, não têm submarinos, vão usar a bomba neles como?

Só se a China / Rússia meter lá umas bombas nucleares por empréstimo, como os Estados Unidos fazem com a Alemanha / Turquia (e aqui podem ou não continuar o seu projeto nuclear), mas não estou a ver nenhum dos dois a atravessar-se dessa maneira. Mas como disse, com que dinheiro? Aquilo é caríssimo tanto de desenvolver como de manter.

O Irão ter uma arma nuclear servia apenas contra Israel, mas para quê mesmo? Da maneira como Israel atua, iam ser atacados na mesma. Se é para brincar ao nuclear, mais vale meter uma dirty bomb numa carrinha de caixa aberta e detonar aquilo num colonato ilegal. Fica bem mais em conta e condiz mais com o país que compreendeu que um enxame de drone feito com peças compradas no Ali Express (passe o exagero) é mais chato de resolver do que um drone xpto.

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USA voltaram a bombardear o Irão, e os vizinhos do Irão voltaram a interceptar projecteis (felizmente, não o fizeram nos UAE, mas no Bahrein e no Kuwait).

O acordos está mesmo, mesmo, mesmo, mesmo… Quase!

EDIT: Interceptaram, como quem diz… Se calhar não interceptaram tudo…

Le a minha resposta ao Sigurd:

Pois, imagino os radicais da Guarda Revolucionaria preocupadissimos por terem que direcionar 500 milhoes de euros anuais para manter o programa nuclear ativo e ter de cortar nos direitos sociais dos cidadaos iranianos :smiling_face_with_tear:

Uma ‘dirty bomb’ nao tem qualquer valor estrategico. Serve essencialmente para atentados terroristas. E para todos os efeitos praticos, o Irao saber perfeitamente que disponibilizar uma dirty bomb a Hamas/Hezbollah para usarem teria o mesmo efeito a nivel global que usarem uma bomba nuclear mas sem a protecao do MAD. Era uma garantia de aniquilacao. Nao tem e dificilmente vao ter, excepto se o regime estiver na balanca entre a ‘vida e a morte’.

E a guarda revolucionaria fez uma declaracao muito forte. Vamos ver o que ai vem.