Conflito israelo-palestiniano

Indiferentes? Pelo contrário, extramente interessados no assunto: Foram assistir a um bombardeamento com máquina de café Lavazza e tudo!!!

“We wanted to see it with our own eyes not from a television point of view”
“I think they should should just clear off all the city, just take it off the ground, yes I’m a little bit fascist

I’m a little bit fascist!! :lol: Eu perguntar-lhe-ia logo de seguida… “A little bit like in Arbeit Macht Frei?”

Diz-me como é que é possível que uma gaja, cujo povo passou pelo mesmo há 70 anos, diga o que diz.

“It’s the only solution” diz ela com um ar sorridente. Qual “solution”? A “final solution”?

Acredita que não te sei responder, estou tao estupefacto e surpreendido como tu, Viridis.

Já devo ter falado sobre isto aqui, mas quando era miúdo, fui a Benidorm um par de vezes. Na segunda vez que lá fui, os meus pais começaram a falar com um outro casal já por volta dos seus quarenta ou cinquenta anos de idade e que em conversa acabaram por confessar serem Judeus.

Do homem já não me lembro bem, mas da senhora recordo-me perfeitamente. Nem nunca me esquecerei quando mostrou a tatuagem* feita pelos Nazis no campo de concentração em que esteve durante a IIGM. Uns números muito mal feitos, tudo aos blobs e quase indecifrável. Eu era bastante novo, nem sequer me lembro do nome do campo de concentração, nem me recordo de onde a senhora era natural e/ou habitava naquele momento.

Da tatuagem e da pele enrugada, morena e marcada pela vida que a senhora Judia ostentava, disso nunca me esquecerei.

Foi este acontecimento misturado com os livrinhos de guerra a preto e branco da Condor e outras editoras que comprava na capelista ao lado da casa onde morava a minha avó em Lisboa, que me fizeram crescer a odiar os Nazis com toda a vontade possível num adolescente.

Para mim, os “bons” eram os Aliados, mais precisamente os Ingleses e Americanos. Sempre defendi este ponto de vista, algumas vezes com os punhos, como num célebre concerto de Mata Ratos em Corroios, onde cerca de quatro skinheads de Almada foram parar ao hospital ou quando alguns desses mesmos skins mataram a facada o José Carvalho á porta da sede do PSR, onde me encontrava assistir um concerto dos Censurados, tendo saído eu com o resto da multidão em perseguição da carecada assassina.

Quero dar a entender com todas estas memorias, que nunca na vida fui anti semita, muito pelo contrario.

Agora imaginem o meu espanto, quando cerca dos dezoito, dezanove anos, comecei a perceber (mais ou menos, já que não havia net, nem este era um assunto discutido nos armazéns ou obras onde trabalhava) que os meus “heróis” afinal eram vilões…

Muitos de vocês podem não acreditar, mas eu dei as voltas todas possíveis ao assunto do conflito Israelo-Palestiniano, para tentar demonstrar a um amigo meu, com quem falava sobre estes temas, que os Norte Americanos e Israelitas não eram os culpados. Como nunca fui teimoso ao ponto de só ver através das lentes que me convêm, lá acabei por dar o braço a torcer.

Agora imaginem como será possível aqueles que tiveram familiares mortos durante o Holocausto ou em outros actos terroristas, como o 9/11 por exemplo, continuem a defender mais e mais violência. Sendo a única diferença o formato em que esta é apresentada, neste caso os terroristas usam os mais sofisticados métodos, como bombardeamentos supostamente cirúrgicos, assassinatos, ataques com U.A.Vs ou misseis de longo alcance e tudo pago com o dinheiro dos contribuintes (nosso também, já que fazemos parte da NATO), quando é lógico e bastante claro aos olhos de quem queira ver, que violência gera mais violência. Um facto incontornável, independentemente do campo ideológico onde nos encontremos, e que cada vez ganha mais adeptos.

Olho por olho, acabamos todos cegos.

Só mais um pequeno aparte.
Aqueles que chamam terroristas ao Hezbollah e Hamas, necessitam de entender que em Direito Internacional a defesa de território ocupado por uma força militar estrangeira e invasora, como neste caso, é perfeitamente legal.
Algum de vocês tem conhecimento de membros da Resistência Francesa que tenham sido julgados em Nuremberga?
Eu também não tenho conhecimento, mas se perguntar o mesmo sobre Nazis, a resposta já é a oposta, estando até o caso bastante bem documentado.

*- Mais tarde aprendi que os Judeus nunca fazem tatuagens, nem sequer permitem que outros Judeus com tatuagens sejam sepultados no mesmo cemitério que eles.
Provavelmente abriram uma excepção para os sobreviventes do Holocausto, digo eu que não sei, estando apenas a especular.

[hr]

Esta noticia que aqui coloco foi retirada do Haaretz, uma espécie de The Guardian, O Publico ou The Boston Globe israelita.
Quem conseguir encontrar uma noticia mais bizarra que esta, desde que esteja relacionada com o conflito Israelo-Palestiniano, tem direito a um biscoito virtual.

[center][b][size=14pt]Turkey seeks better security for Israel embassy day after hostage stand-off[/size][/b][/center]

Nadim Injaz, a Palestinian from Ramallah, stormed the embassy in Tel Aviv on Tuesday and allegedly tried to abduct the Turkish vice consul.

Turkey has asked Israel to provide more protection for its embassy in Tel Aviv, Turkish media reported Wednesday, a day after a Palestinian stormed the embassy, threatening to take hostages and demanding asylum.

Ankara was surprised how easy it was for the man to get into the premises, a foreign ministry official was quoted as saying.

The man, identified as Nadim Injaz from the West Bank town of Ramallah, threatened staff with a toy gun and knife in a bid to obtain political asylum, before he was overpowered by embassy security personnel. The 32-year-old was lightly injured in the incident.

Local media reported that Injaz had taken two hostages at the Turkish embassy and had threatened “to kill any Jews” who entered.

Israel Police officials said Injaz was recently released from prison after serving time for an attack on the British embassy four years ago. Israel Radio has reported that the man was a former Israeli collaborator who had a history of mental health problems.

A Tel Aviv court extended Injaz’s remand on Wednesday. During the hearing, Injaz said that he is not “a crazy man” and not “stupid.”

He claimed that he had lost contact with his family after they “saved Jews,” which resulted in them being outcast from their community.

“We saved Jews and now no one will speak with us,” Injaz said.

The Israeli Courts Administration said Wednesday the Tel Aviv court approved holding Injaz in jail for a week to allow police to investigate.

Under Israeli practice, a suspect can be held in jail while police look into his case, and charges are filed afterward if warranted.

Addressing the judge at the hearing, Injaz said, “If the state doesn’t want to take care of me, allow me to leave Israel and continue my life in another country.”

Injaz’s attorney, Avital Horef, requested that Injaz remain under arrest, claiming that if he returned to his home, he would be “killed in the city’s square.”

Haaretz

Eu estou de férias e com muita pouca disponibilidade e acesso para vir aqui , mas um de vocês poderia falar do bruto ataque suicida que houve ontem em Bagdade que matou 59 jovens cidadãos que procuravam arranjar uma ocupação para ganhar o seu sustento , se não o quiserem discutir aqui , abram mais um , Yazalde , mais um não faria muita diferença , ou faz? :great:

Por mim não faz diferença nenhuma e até me estás a dar uma noticia, porque não sabia desse atentado. Já tinha pensado abrir um tópico sobre as guerras actuais, mas fico sempre na duvida, porque não sei se deva abrir um por cada conflito (Iraque, Af-Paq e Irão, que vai ser a próxima) ou se deva abrir um tópico onde se discuta todas estas guerras…Mais a do Yemen, uff estes Americanos não nos dão descanso ;D

Vamos ver o que diz o Angel Lion e se há mais sugestões, de momento tenho algum tempo, e não me importo nada (muito pelo contrario, até gosto bastante e como quase nem vejo televisão, lá vou arranjando tempo) de tentar arranjar textos e fotos que sejam representativos dos dois pontos de vista, os pro-war e os anti-war, neste caso.

Até prometo ter o comportamento mais cívico possível, algo em que reconheço falhar por vezes.
Entretanto fui procurar para ver se já havia tópicos sobre o assunto e descobri esta piada, que já me fez rir um bocadinho. :slight_smile:

Bem me parecia que eras árabe. :think:

Não sejam preguiçosos, e usem o discernimento que vos é reconhecido. :wink:

Sou nascido em Lisboa, que é quase a mesma coisa.
Oxalá mais percebêssemos a pouca distancia que nos separa, mas estava a referir ao facto de que nao davam descanso no sentido de abrir topicos…Uf é melhor explicar-me bem para não haver equívocos. :slight_smile:

Ok, mas sou capaz de não conseguir abrir todos no mesmo dia, mas com calma irei abrir um tópico por conflito, com artigos contra e a favor, que é sem duvida a melhor ideia, senão ia mesmo ser uma confusão e ninguém se entendia no meio de tantos Uzbeks, Urdus e Usamas :wink:

[hr]

Acreditem ou não, tenho uma boa noticia…Sei que é caso raro neste tópico, e que tão pouco há motivos para embandeirar em arco, mas uma boa noticia é sempre uma boa noticia, alem de receber sempre menos atenção que uma má noticia :slight_smile:

[hr]

[center]Israel, Palestinians to hold direct talks in Washington on Sept. 2
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[b]WASHINGTON (AP) — Obama administration officials say Israel and the Palestinians have agreed to resume direct peace negotiations.

Secretary of State Hillary Rodham Clinton was preparing to make the announcement at the State Department Friday morning, according to two officials who spoke anonymously in advance of the announcement.

A European diplomat in Brussels said Israel and Palestinians will hold “direct talks” in Washington on Sept. 2.[/b]

[center]
United States Mideast envoy George Mitchel, right, arrives for a meeting with Palestinian Authority President Mahmoud Abbas, not seen, in the West Bank city of Ramallah, Tuesday, Aug. 10, 2010. Mr. Mitchell is returning to the region for a lightning-fast visit this week in a bid to get Israel and the Palestinians to agree to direct peace talks by Sept. 1, U.S. officials said.(AP Photo/Majdi Mohammed)[/center]

The Obama administration has been pushing for a speedy resumption of face-to-face negotiations that broke down in December 2008. U.S. special Mideast envoy George Mitchell has been shuttling between Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu and Palestinian Authority President Mahmoud Abbas for months in a bid to get them to agree.

[size=10pt][b]Argentina e Brasil reconhecem Palestina[/b][/size]

A Argentina e o Brasil reconheceram unilateralmente o Estado da Palestina dentro das fronteiras de 1967, e outros países da região vão seguir-lhes o exemplo.

A decisão, classificada por muitos observadores como «histórica», assume ainda maior importância tendo em conta que as duas grandes potências sul-americanas manifestaram igualmente o desejo de que o Mercosul faça um Tratado de Livre Comércio com a Palestina, a exemplo do que foi feito com Israel. A reacção de Telavive não se fez esperar. Condenando esta política de igualdade de tratamento, classificou-a de «decepcionante» e «lamentável».

É de crer que a «decepção» de Israel não se fique por aqui, uma vez que, ocupando o Brasil um lugar no Conselho de Segurança da ONU até 31 de Dezembro de 2011, seja de admitir que venha a recomendar neste órgão o reconhecimento da Palestina como membro de pleno direito das Nações Unidas, tendo em conta que nas últimas quatro décadas este órgão aprovou inúmeras resoluções – sempre ignoradas por Israel – condenando a ocupação israelita dos territórios árabes e reconhecendo o direito dos palestinianos a um Estado independente.

Para já, tanto o Brasil como a Argentina anunciaram a intenção de abrir as respectivas embaixadas em Ramallah, embora sem perder de vista a reivindicação palestiniana ao direito a Jerusalém como capital do seu Estado.

Entretanto, seguindo o exemplo de Brasília e de Buenos Aires, também as autoridades de Montevideu assumiram a vontade de reconhecer o Estado Palestiniano. Mostrando que o debate está lançado na América do Sul, é provável que ao Uruguai se junte o Peru e o Chile. Neste último país o governo está a apreciar uma petição – apresentada pelo Partido Socialista – para o reconhecimento da Palestina, aguardando-se uma decisão nos próximos dias.

Ponto de viragem

Fontes diplomáticas israelitas reconhecem que se pode estar perante uma importante viragem política no continente sul-americano, não escondendo os receios de o exemplo brasileiro vir a ser seguido também pelo Equador, México e El Salvador. A verificar-se um tal movimento, não só o conjunto de mais de 100 países que reconhecem o Estado da Palestina – entre os quais se contam a China, Rússia e a Índia – ficaria substancialmente fortalecido, como a Europa, tanto ao nível da União Europeia como do Conselho da Europa, poderia sentir-se compelida a uma política mais consequente face à questão palestiniana.
Enquanto isso, em Telavive, o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu prossegue a sua política de intransigência e provocação. Esta segunda-feira, Netanyahu recebeu o emissário norte-americano para o Médio Oriente, George Mitchell, em Jerusalém. Na véspera do encontro, fez questão de se referir à cidade como «a capital eterna e indivisível do povo judeu»; no próprio dia, congratulou-se com o facto de os EUA terem deixado para segundo plano a questão dos colonatos e voltou a exigir que a Autoridade Nacional Palestiniana reconheça Israel com o «um Estado judeu» e aceite tratar das questões da segurança (de Israel) e do futuro dos refugiados palestinianos (a quem Israel não reconhece o direito ao regresso).


[url]http://www.avante.pt/pt/1933/internacional/111762/[/url]

[size=10pt][b]Após Brasil, Argentina reconhece Estado palestino com fronteiras de 1967[/b][/size]

Cristina Kirchner reconhece “Estado livre e independente”

A Argentina anunciou nesta segunda-feira que reconhece o Estado palestino com suas fronteiras de 1967, poucos dias depois de o governo brasileiro adotar a mesma medida.

Segundo o chanceler argentino, Héctor Timerman, a presidente do país, Cristina Kirchner, enviou uma mensagem a seu colega da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, reconhecendo “um Estado (palestino) livre e independente, dentro das fronteiras existentes em 1967”.

Os territórios palestinos em questão incluem a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza. Estas áreas foram ocupadas por Israel depois da Guerra dos Seis Dias, deflagrada em junho de 1967, na qual Egito, Jordânia e Síria foram derrotados.

Na última sexta-feira, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil também anunciou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconhecia o Estado palestino com as fronteiras demarcadas em 1967.

Clique Leia mais na BBC Brasil sobre o reconhecimento brasileiro

O anúncio do Brasil ocorre depois de Abbas enviar uma carta a Lula, em 24 de novembro, pedindo o reconhecimento. A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) saudou a decisão brasileira, enquanto Israel manifestou “decepção”.

Clique Leia mais sobre as reações na BBC Brasil

Missão diplomática

O chanceler argentino afirmou, segundo a agência estatal Telam, que o país “tradicionalmente tem defendido o direito do povo palestino de constituir um Estado independente, assim como o direito do Estado de Israel de viver em paz junto a seus vizinhos dentro das fronteiras seguras e internacionalmente reconhecidas.”

“Com esse objetivo, nosso país apoiou sempre as iniciativas da comunidade internacional dirigidas a obter uma solução justa, pacífica e definitiva do conflito palestino-israelense”, disse Timerman durante entrevista coletiva no Palácio San Martín - sede da diplomacia argentina.

O chanceler lembrou que a Autoridade Palestina abriu uma missão diplomática em Buenos Aires em 1996, enquanto a Argentina inaugurou sua representação em Ramallah em 2008.

Timerman disse que a Argentina é favorável aos direitos humanos e contra o terrorismo, assim como se declara contrária à política de construção de assentamentos judeus em territórios ocupados.

O chanceler também destacou as “relações de amizade e cooperação” do Mercosul com Israel, relembrando que o acordo de livre comércio firmado com o Estado judeu foi o primeiro do bloco sul-americano fora do continente.

A Argentina tem a maior comunidade de judeus da América Latina, com cerca de 200 mil pessoas. Em 1994, um atentado a bomba contra uma associação judaica em Buenos Aires matou 85 pessoas e feriu centenas de outras. Até hoje, ninguém foi condenado pelo episódio.


[url]http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/12/101206_argentina_palestinos_rp.shtml[/url]