Se for muito possivelmente não há Meshuggah se não for ainda há essa hipótese.Mas já agora aproveito para te perguntar,e visto seres um entendido em festivais e música,onde é que o ambiente é melhor?Nos concertos/festivais de metal ou assim numa cena tipo pdc?
Depende sempre do tipo de bandas e da companhia que tens.
Paredes é um sítio incrível, pela localização, pelo ambiente, pela paisagem… Parece deslocado do resto do mundo. O ano passado, quando fui lá ver NIN, lembro-me de estar sentado debaixo de uma árvore, junto de amigos, de madrugada, a olhar para o palco já desligado, enquanto chovia torrencialmente… Essa imagem é inesquecível.
Como tal, é um excelente festival em termos de ambiente, se quiseres passar uma espécie de mini-férias com amigos, pois tudo à tua volta tem um toque de surrealidade.
O Sudoeste é diferente. O sítio, o recinto em si, é um descampado, onde faz um certo vento e onde a temperatura desce bastante à noite. O tipo de pessoas é bastante díspar, em comparação com PdC… Nota-se que não há tanto interesse pela música, na generalidade, mas mais pelo convívio. Paredes, apesar de também ter essa vertente, tem um público doido varrido por música, e absorve o que quer que seja…
Anyway, a vila da Zambujeira do Mar, a 2 km’s do recinto, é linda. Entra pelo mar adentro, proporcionando vistas espectaculares e boas praias. Mas há um grande amontado de gente, sendo preferível visitá-la noutra altura.
Os festivais de Metal… Fui a poucos, mas não me posso queixar. São bons festivais, com aquela atmosfera de camaradagem e irmandade. Há uma ligação especial entre os fãs de metal. Mesmo havendo milhares de subgéneros, acabamos todos por partilhar aquele sentimento típico das subculturas. Falamos todos o mesmo dialecto, não existindo aquela heterogeneidade característica de festivais mais mainstream, como o Alive ou o Rock in Rio, onde apanhas de tudo.
Contudo, o melhor ambiente situa-se nos concertos intimistas.
Não há nada como entrares num sítio pequeno e aconchegado, com 50/100/200 pessoas, e veres uma banda que te diga muito. Já me aconteceu com ISIS, Porcupine Tree, Zeni Geva, Zu, Fear Factory, Sunn O))), Gutter Twins, entre outras… É algo difícil de transmitir por palavras. A esmagadora maioria dos músicos actua BEM melhor nestas condições, o público geralmente é de grande qualidade e o ambiente torna-se espectacular. Por exemplo, já bebi cervejas com os Crowbar, cujo guitarrista/vocalista toca nos Down, a banda actual do Phil Anselmo e do Rex Brown.
Já falei com muitos músicos, já me ri com eles, já ajudei a montar palcos, já me entregaram baquetas na mão, ofereceram-me setlists… Há uma intimidade bastante peculiar, que não se encontra noutro lugar.
Ainda há dois meses, Bizarra Locomotiva tocou aqui em Almada, de borla. O sitio era uma espécie de sala de restaurante. Aliás, aquilo era um café, o Ponto de Encontro. Foi dos melhores concertos a que já assisti… E conto bandas internacionais, como Metallica, Slayer, Megadeth, Tool, Judas Priest, Pearl Jam, Faith No More, e por aí. Tudo porque a entrega da banda foi incrível. Andei (eu e outros) com o vocalista às costas, cantei com ele e o baterista ainda me deu uma baqueta. Este tipo de situações não acontecem em festivais. Aliada à excelente música, estes episódios inolvidáveis tornam tudo bem mais especial.
Sou fã. Há uns anos para cá que não dispenso uma semanita de férias na Zambujeira, mas nunca em Agosto. Este ano vou nas 2 primeiras semanas de Julho e é bom recordar os velhos tempos no Festival…
Fdx,não era preciso tanto,nem vou fazer quote :mrgreen:
Anyway,obrigadão pela resposta,obviamente que os concertos mais intimistas têm esse lado positivo mas a ideia de ficar lá sentado só a ouvir não me agrada muito.Teria de ser uma banda que me dissesse muito.
Já vi 3 vezes. Na Aula Magna, Campo Pequeno e no Coliseu (tocaram The Wall) e foi cada um melhor que o outro! Só falhei agora no Atlântico porque estava no estrangeiro a ver o Sporting (penso que foi no dia do Everton, em Liverpool).
Eles não tocaram no Atlântico, deves estar a fazer confusão. As vezes que vieram a Lisboa são essas que referes: Aula Magna, Campo Pequeno e Coliseu dos Recreios.
Só vi a do Campo Pequeno, que foi a mais recente, no passado dia 18 de Fevereiro. Tocaram uma espécie de best of dos Floyd, mas esqueceram-se da Sheep e da Dogs.
O The Wall espero vê-lo com o Roger Waters. O homem irá fazer uma tour do álbum nos EUA, de Setembro a Dezembro. Pode ser que venha até à Europa.
[hr]
Falando em Aula Magna, teremos os finlandeses Apocalyptica a actuar nessa sala, a 13 de Outubro. Na véspera, irão tocar na Casa da Música, no Porto.
Gostei do concerto no RiR’08, mas só irei se o bilhete tiver um preço simpático, preço esse ainda desconhecido.
Pronto,se calhar escolhi mal a palavra mas a ideia é a mesma.Nesse tipo de concertos não podes ter as mesma atitudes que num festival por exemplo.
Como disseste “o público geralmente é de grande qualidade” e está lá só para ver a banda em acção enquanto que num festival,e como tu disseste mais uma vez, “não há tanto interesse pela música mas mais pelo convívio”.
Basicamente não podes ser um javardo e isso torna o concerto mais secante mas obviamente que quando é uma banda de eleição se torna num momento mágico.Como tudo tem os seus prós e contras.
A digressão que marca o 30º aniversário do álbum The Wall , dos Pink Floyd, vai passar por Lisboa
Chega a Lisboa no dia 21 de Março do próximo ano, ao Pavilhão Atlântico a digressão com que Roger Waters dos Pink Floyd celebra os 30 anos de The Wall .
A digressão é constituída por 30 espectáculos que passarão por 24 cidades.
Relembre-se que Roger Waters actuou pela última vez em Portugal na edição de 2006 do Rock in Rio Lisboa. Os Pink Floyd, por sua vez, foram a única banda a esgotar em duas noites consecutivas o antigo Estádio de Alvalade.
A produção é da R&B e o preço dos bilhetes será anunciado nos próximos dias.