Carlos Vieira

Carlos Vieira

IN MEMORIAM

O Sportinguista hoje, e isso sentiu-se bem no final do jogo de sexta-feira, que tive a oportunidade de assistir in loco, sente um misto de acomodação e de pânico.

21 Jan 2020, 08:45

A partir do momento em que o João Duarte me convidou para assinar uma coluna no Leonino, que assumi essa responsabilidade e procurei identificar um conjunto de questões que pudessem promover uma apresentação da minha visão e suscitar algum debate com os leitores. Em primeiro, e julgo que isso será consensual, este projeto está de parabéns. Há espaço para o mesmo no panorama nacional e internacional e para muitos outros projetos como este. O Leonino, de uma forma regulada, como órgão de comunicação social que é, tem um conjunto de obrigações, para lá das que se autoimpõe e com as quais me identifico e me permitiram aceitar de bom grado este desafio a que espero que consiga corresponder. Realço no estatuto editorial do Leonino as frases que incluem palavras como “exigência”, “rigor”, “democracia”, “liberdade”, “pluralismo” e “ética”. Pois, vamos a isto.

Não me vejo, de facto, a discutir as incidências do jogo jogado, embora também aí possa chegar, mas quero aproveitar este espaço, enquanto interessar aos Sportinguistas, para pensar o Sporting Clube de Portugal, o Desporto, as Competições e, com isto, a realidade social com que nos defrontamos em Portugal, procurando, com todos os interessados, identificar o que realmente está bem ou mal, e como podemos ser fator de intervenção na sociedade civil e desportiva, a bem dos ideais que construíram e deram o substrato ao nosso Clube.

O título do presente artigo é a meu ver triste q.b. para perceberem, escrevendo eu depois do jogo de futebol da passada sexta-feira, o meu estado de alma. Pelo jogo, pelas incidências e pelos resultados. Mas já pensara utilizar este título antes, pois enquanto elencava um conjunto de ideias para escrever a cada semana (volto a dizer e espero que acreditem, que não é fácil se, de facto, queremos fazer um trabalho sério) tomei conhecimento no passado dia 12 do falecimento do filósofo inglês Roger Scruton, nascido em 1944. Quando ouvi a notícia lembrei-me e fui recuperar um livro que li por volta de 2012 – “As vantagens do pessimismo e o perigo da falsa esperança”. Fui reler a obra, editada em Portugal pela Quetzal, já que me recordava de importantes analogias à realidade atual. Roger Scruton é uma personalidade ligada ao Partido Conservador no Reino Unido. E essa importante faceta faz-me ir às origens do Sporting CP. Um Clube nascido num seio aristocrático, que evoluiu para uma organização de âmbito nacional e transversal em todas as classes sociais. Um Clube com adeptos que se orgulham desses tempos e que sorriem (ou riem mesmo) das tentativas pífias dos outros, feitas através da adulteração das suas datas de constituição, tentando ocultar o papel financeiro, patrimonial e desportivo, importante, que os Sportinguistas do início do século XX tiveram para a sua criação e desenvolvimento. Mas enfim. Ligando ao texto do “Pessimismo”, Scruton afirma logo no início que “não tem dúvidas que a esperança, desligada da fé e sem ser mitigada pela evidência da História, é uma coisa perigosa e que ameaça não só os que abraçam, mas também todos os que estão ao alcance das suas ilusões”. Esperança, porque nós, Sportinguistas, habituámo-nos a dizer que o nosso verde é de esperança feito. Que não sendo campeões este ano, para o ano isso ocorrerá. Tem de acontecer. Pois é dessas ilusões, vendidas por incapazes e pantomineiros que muitas vezes, a horda segue, cegamente e, numa visão historicista que o filósofo inglês identifica, provocam as ilusões que tanta desgraça têm trazido ao Mundo. Por isso, o pessimismo esclarecido “é a voz da sabedoria num mundo de ruído. E exatamente por esta razão, ninguém a ouve”.

O Sportinguista hoje, e isso sentiu-se bem no final do jogo de sexta-feira, que tive a oportunidade de assistir in loco, sente um misto de acomodação e de pânico, pois tem vivido momentos de engano e ilusão, votando naqueles não em que acredita, mas em que quer ou tem de acreditar. Seja porque tenham uma voz poderosa, seja porque sentiram, algures no tempo, o cheiro do balneário.

Como já devem os leitores ter percebido, consigo rever-me no que Scruton escreveu há cerca de dez anos (e aconselho todos a ler este livro que aqui cito parcialmente). Tenho tido a oportunidade e até a necessidade de compreender toda a minha vida feita de Sporting CP, desde 2011 até hoje. E revejo-me em algo que considero importante: Apesar da falta de campeonatos de futebol ganhos, o Sporting CP é grande, enorme. As diversas sondagens mais ou menos recentes situam-nos num patamar entre os dois milhões e meio e os três milhões de adeptos só em Portugal. E, neste mar de gente, é óbvio e expectável que haja divergências formais e até antagonismos mais aguerridos. Que ninguém espere a desejada união, porque a aparente união dos outros resulta da óbvia ressaca de vitórias e do concomitante impacto que se tem nos Média e na opinião publicada. Digo aparente, pois, a união dos outros é falsa e resulta de um ato tribal de satisfação que, acredito, terá, a prazo uma inversão, que ocorrerá por dentro das suas estruturas, que neste momento se podem considerar totalitárias. Ora se todos os regimes totalitários acabam por se esboroar, os que estão ao nosso lado também caducarão, pela própria entropia dos seus elementos. Chamo entropia, neste caso, à perceção clara que, apesar do, ou por causa do ruído, os adeptos deste regime não estão orgulhosos dos seus feitos. E isso reflete-se, a contrario, pelo desproporcionado insucesso a nível europeu, para o qual responsabilizam maldições de almas passadas. Quem mais?

E qual o nosso papel nisto tudo? Fernando Tavares Pereira já o disse na sua crónica primeira no Leonino: “O Sporting Clube de Portugal deveria estar representado em todos os órgãos nacionais e internacionais do desporto, para que possa contribuir para a isenção e transparência dos mesmos, e para que haja tratamento igual para todos os clubes”. E é isto.

Quanto ao livro de Scruton (a sério, têm de o ler!), quase no fim, e teorizando sobre as formas de sustentar a continuada ilusão, combatendo quaisquer dúvidas que os seguidores e crentes tenham quanto ao caminho a seguir (mal!) identifica duas interessantes: A culpa transferida (o que acontece de mal é culpa dos outros) e a criação de bodes expiatórios (quando o “ilusionista” está prestes a ser desmascarado, entrega-se como vítima de sacrifício, alegando que os críticos são inimigos internos). E isto só se resolve com sentido de responsabilidade, verdade, transparência e também com uma aceitação das críticas e das opiniões. E isso dá muito trabalho, Senhor Doutor.

Desculpem se me alonguei. A partir daqui é sempre a melhorar.

Leonino

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Já li o livro e é de facto muito bom.

E o parágrafo citado diz tanto sobre este clube…

Um clube de dois milhões e meio-três milhões de adeptos, não pode continuar a perder tempo com uma minoria de croquetes e de sócios ineptos com quinze-vinte votos.

É clube para ser um grande europeu e estava a ir nesse caminho até o sabotarem por dentro.

Destituir o Varandas e acabar com qualquer espécie de afinação, são os passos que se têm de dar para o Sporting Clube de Portugal regressar.

À custa da afinação, nascem depois os mitos do G71 e de que são os “velhos” contra os novos. Existe um G40, infelizmente, que só atrapalha, mas isso é a democracia, e combate-se de forma democrática, tentando obter mais votos. Agora, com afinações, não há democracia para ninguém. Por outro lado, existem os “velhos” de espírito, os derrotistas, os conformados, e aqueles que se enganaram no clube, já que não têm qualquer ambição desportiva. O rapaz dos The Gift e que comenta na RTP, é um exemplo nítido desses “velhos” de espírito.

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https://twitter.com/AFisgas/status/1220034042084630530?s=20

Precisa é de uma coça. Urgente.

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Carlos Vieira

CORAÇÃO GRANDE

Viana do Castelo, terra de Amor, e que como símbolo tem o “coração”, deixou-me uma marca importante, neste início de 2020. Que seja augúrio de grandes projetos e desígnios.

04 Fev 2020, 08:00

No passado sábado acompanhei um grupo de amigos que de Lisboa partiu, para assistir à apresentação do livro do Professor Rui Moreira de Carvalho, “Dilema das Alianças: Defesa do Humanismo na Era da Inteligência Artificial¹”, na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, junto ao lindo Rio Lima.

Trago este evento literário à liça por duas razões principais. Uma primeira, pois Rui M. de Carvalho foi Presidente do Conselho Fiscal da Sporting Clube de Portugal – Futebol SAD de 2013 a 2018, tendo saído do cargo após as eleições que elegeram a atual Direção do Clube e a consequente recomposição dos órgãos sociais da SAD, em outubro de 2018, após conclusão da operação de emissão de obrigações.

Entendo poder e dever fazer o elogio de Rui M. de Carvalho, com uma inicial declaração de interesses. Somos bons amigos. E fui eu que o sugeriu, em 2013, para presidir ao órgão de fiscalização da SAD. E o propósito desse convite sustentou-se naquilo que ele é. Um amigo, que deve conter a autoridade crítica e a capacidade de construir propostas na busca do melhor, sugerindo quando se percebe que é possível fazer melhor, sem temor de reações e sempre na defesa intransigente de deveres e valores. O tempo acabou por dar sustentabilidade à minha ideia pois o seu comportamento, e dos seus colegas, ofereceu mérito ao modelo de governo preconizado permitindo que fosse possível uma continuidade na qualidade do órgão de fiscalização da Sporting SAD.

A segunda razão prende-se com a realidade do livro que atrás referi, e que merece um olhar atento. Não só por aquilo que apresenta e que tem vindo a ser objeto de análise, entre outros momentos, nas aulas que o Rui leciona, mas porque traz um campo de desenvolvimento fascinante, que consiste num humanismo que parece pertencer a um passado longínquo. Com uma menção prévia, mas com uma posterior fuga aos algoritmos e às inteligências artificiais que retiram, em muitas alturas, o realismo humano que tanto necessitamos, o Dilema das Alianças que apresenta é o de voltar a procurar a confiança de um semelhante e a força que nos apoia. Aqui, o Rui recorda o aforismo moçambicano: Sozinho vou rápido, juntos vamos longe.

O Rui nasceu em Moçambique, tendo ido muito novo, em 1974, para Viana do Castelo, onde viveu a força da sua juventude. Por isso, considera que, sempre que lança um livro (julgo que vai no sexto), tem a oportunidade de se apresentar aos amigos e aos seus pais, para uma festa à minhota. E isso eu tive oportunidade de comprovar.

O Rui, e o seu amigo Victor Coutinho (um dos maiores colecionadores do País de memorabilia dos Beatles²) tomaram a liberdade de me convidar para um almoço que reuniu cerca de 20 Sportinguistas vianenses. O almoço foi no Café Sport, dos sucessores do falecido José Natário, fundador da Juventude de Viana e também um homem que adorava o Sporting. Nesse almoço tive a oportunidade de poder ouvir as preocupações e desejos destes Sportinguistas e de esclarecer algumas questões relativas ao período em que estive na Direção do Sporting e, claro, alguns dos eventos que marcaram o pós-junho de 2018. E também falámos sobre o futuro. Meu e de todos. E do Sporting.

Ficam excelentes lembranças desta viagem que, no final dos quase 750 quilómetros, terminou com uma frase de um jovem moçambicano, também Rui de seu primeiro nome, Presidente do núcleo de Lisboa da Associação de Estudantes Moçambicanos em Portugal, que connosco viajou. A certa altura disse-me que tinha observado com muita atenção os discursos das pessoas, as suas reações e olhares e que se lembrara do que um avô lhe dizia a propósito dos líderes que têm de tentar agregar tantas e tão diferentes gentes. Dizia ele que era necessário ter um “coração grande”, que conseguisse ouvir todas as aspirações legítimas das pessoas. Do que ele me disse, confirmo que quem quer liderar tem de conseguir ouvir as queixas, os elogios, os desabafos e até os insultos, de alma aberta, com humildade e com capacidade de fazer, por essas pessoas, o Mundo girar mais depressa e conseguir ser respeitado e respeitador. No fim de tudo, que lhe reconheçam uma dimensão metafísica de um coração que a todos abarque. E que por todos lute.

Viana do Castelo, terra de Amor, e que como símbolo tem o “coração”, deixou-me uma marca importante, neste início de 2020. Que seja augúrio de grandes projetos e desígnios.

1 – Dilema das Alianças: Defesa do Humanismo na Era da Inteligência Artificial by Rui Moreira de Carvalho | Goodreads

2 – https://www.dn.pt/lusa/reportagem-colecionador-de-viana-do-castelo-junta-8-quilometros-de-discos-em-51-anos–10793093.html

Leonino

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CARLOS VIEIRA TAMBÉM PONDERA AVANÇAR PARA A PRESIDÊNCIA

À semelhança de João Benedito, José Maria Ricciardi e Poiares Maduro, também Carlos Vieira, antigo administrador durante a presidência de Bruno de Carvalho, estará a movimentar-se no sentido de poder avançar para eleições no Sporting.

De acordo com o que A BOLA apurou, o ex-dirigente contará na sua equipa com elementos como Rui Caeiro, Luís Gestas ou José Quintela, todos eles elementos que integraram os órgãos sociais com Bruno de Carvalho na liderança.

De referir que Carlos Vieira, que se encontra suspenso até ao próximo dia 2 de março, terá novamente, a partir dessa data, todos os direitos e deveres consagrados aos sócios do Sporting.
A Bola
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Carlos Vieira

UM HOMEM PEQUENINO

Dr. Varandas, case com a sua linda mulher e aproveite e vá passar uma longa lua-de-mel e bem longe e descanse essa sua cabeça, já que, como diz, as lesões do foro da mesma são as mais complicadas.

11 Fev 2020, 08:00

Na passada semana assinei um artigo aqui no Leonino onde, antecipando o contacto que o Presidente do Sporting Clube de Portugal, à sua maneira, iria fazer com os sócios e adeptos, sugeri que o mesmo tivesse um comportamento de humildade, de recuo e de clarificação sobre o seu atual mandato e uma indicação sobre o que desejava e programava para o futuro. Adicionalmente, tive uma pequena intervenção, por convite, no programa Fórum TSF, na passada quarta-feira, onde reiterei a minha posição contra Assembleias-Gerais ‘destitutivas’ e reforcei a necessidade de o senhor Presidente abrir o seu coração.

Além disso, aguardava com um misto de serenidade e expetativa, a sua intervenção como testemunha no processo de Alcochete. Pois, assim que tudo li e ouvi (ouvir é muito mais impressionante que ler o texto editado pelos bons jornalistas do Record que o entrevistaram e pelos dos outros órgãos de comunicação social que acompanham o processo de Alcochete). Entre mesquinhez e falta de inteligência, houve de tudo. Nem vou pelas incoerências e inconsistências (para evitar mencionar a expressão ‘mentiras’), mas perceber que o seu testemunho prejudica a Sporting SAD e contraria aquilo que ele e os seus colegas de Administração afirmam no relatório de gestão da Sociedade¹: “É forte convicção do Conselho de Administração da Sporting SAD que os factos alegados como integradores da justa causa invocada pelos referidos jogadores nas respetivas resoluções unilaterais não procedem para um tal propósito (…)”. Ora, dizer algo que ninguém mencionou em qualquer momento, que havia um clima de terror há meses, para além de não corresponder à verdade, é ridiculamente prejudicial à Sporting SAD.

São estas atitudes, que precedem o seu comportamento durante os anos em que esteve como médico militar (expressões do próprio em tribunal), com uma ‘perninha’ no Sporting, que, tendo sido sempre observadas por atletas e trabalhadores do Sporting, hoje lhe retiram qualquer autoridade e liderança. Relembro que o Dr. Varandas assinou o termo de aptidão de dois jogadores, à revelia e contra as indicações do seu antecessor no cargo de diretor clínico do Clube, Dr. Gomes Pereira, que sabia que os mesmos não reuniam as condições físicas para jogar ao mais alto nível pelo Sporting Clube de Portugal. Estes factos estão referidos nos processos judiciais que a Sporting SAD (através do seu Conselho de Administração, devidamente aprovado em Assembleia-geral) interpôs contra os membros da Administração que esteve em funções de 2011 a 2013. Foram factos destes que sempre me puseram de pé atrás quanto ao médico militar que foi clínico no Vitória Futebol Clube, clínico e Presidente no Sporting Clube de Portugal, diretor clínico na ComCorpus (tendo ainda recentemente referido que se mantinha como tal porque dava muito trabalho mudar), membro de uma Assembleia de Freguesia onde refere que não vai nem irá, entre outros.

O meu incómodo, nesta fase, vai contra essa mesma mesquinhez que Eça de Queiroz tão bem caracterizou nos seus livros. Na entrevista que faz ataca-me e aos meus colegas com assuntos que já expliquei, inclusive em AG da Sporting SAD. Não é verdadeiro quanto à realidade financeira, já que continua a gastar dinheiro que encontrou de contratos e de jogadores que já existiam de Direções anteriores. Mente nas necessidades de tesouraria de 250 milhões de euros (como o próprio confirmou na AG da SAD quando confrontado com essa falsidade). Imputa responsabilidades pelos crimes de Alcochete a uma Associação legitimamente criada, com milhares de associados e a quem não pode ser diretamente assacado um facto cometido por duas dezenas ou mais de indivíduos e que, aliás, ainda não foi julgada.
E depois a arrogância. Dizer que nenhuma das suas ações vai ser julgada pela PJ quando neste país, como todos sabemos, basta uma denúncia anónima para qualquer pessoa ser investigada, sobre qualquer assunto do foro pessoal ou profissional. Como se não fosse haver gente interessada em perceber os contratos que assinou com equipas de futebol estrangeiras, com agentes e com escritórios de advogados com valores dez vezes superiores aos que me são imputados. Enfim…

Não posso, claro, concordar com o meu colega de painel de opinião aqui no Leonino, Diogo Leitão², com quem tive o prazer de trabalhar durante cerca de cinco anos, noutros ambientes. Não pode estar em causa o que os Sportinguistas querem ou não querem dizer. Acho muito bem que protestem, que exijam, que gritem, que assobiem, que batam palmas, que carreguem os bombos, que façam fumos e barulhos e tudo o mais, pois têm o direito de o fazer e o Sporting vive dessa paixão.

O Diogo Leitão também pode escrever, assim como o fez, que se uma Direção tiver um episódio como o de Alcochete, deve demitir-se. Mas porquê Diogo? Porque assumes imediatamente que a responsabilidade moral, factual ou outro ‘al’ qualquer é da Direção por gerir um Clube com milhares de sócios, com portas abertas a todos? Por eu ter sido inepto como membro da Administração quando nem a polícia (e certamente terás tido a oportunidade de ouvir o elemento da PSP que depôs em tribunal) o anteviu. Os governos demitem-se sempre que há atentados terroristas? Ainda achas que aquilo foi um atentado terrorista? Enfim, é sempre fácil olhar de fora e, de facto, tens todo o direito de o dizer e de o escrever. Porque esse é um direito democrático que te assiste.

Regressando a Varandas, só fiquei curioso relativamente à menção que ele fez ao seu contendor que ganhou as eleições no voto popular, tendo-as perdido em termos de votação efetiva. Julgo que terá sido uma das poucas indicações que as pessoas da comunicação, ou algum membro destacado de um outro órgão social do Clube, lhe fez e que ele cumpriu: não te esqueças de dar algum gás ao Benedito pois é ele que te vai substituir e, com ele, dá para fazer ‘pontes’ no futuro. Pois, pode ser que se enganem.

Assim, concluo trazendo à colação uma menção à família do dr. Varandas pois ele, pela primeira vez (aqui, também, muito mal!) mencionou o seu filho de oito semanas para daí retirar dividendos. Pois aqui fica o meu conselho: Dr. Varandas, case com a sua linda mulher e aproveite e vá passar uma longa lua-de-mel e bem longe e descanse essa sua cabeça, já que, como diz, as lesões do foro da mesma são as mais complicadas.

P.S.: Condeno todo e qualquer ato de violência, em geral, e especialmente perpetrado em espaços sociais e desportivos.

(1) https://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/docs/PCT74010.pdf

(2) https://leonino.pt/opiniao/podemos-dizer-bem-do-sporting-pelo-menos-uma-vez-na-vida/

Quanto a mim esta análises é absolutamente brilhante e, com factos, derruba toda a narrativa varandette. Muito bom mesmo. Se se candidatar ainda acaba com o meu voto.

Um senhor!!!
Alguém que esteve, muito provavelmente, no real alavancamento do Sporting de 2013, pelo seu brilhantismo financeiro e de planeamento estrutural.
Não esteve infelizmente nas eleições anteriores…mas espero que possa ir brevemente a votos!
Ele…em conjunto com grande parte da equipa anterior pode ser a solução para este clube.
Mesmo que tenha apoiado Benedito…tenho de admitir que este senhor me faz reconsiderar as minhas opções.

https://leonino.pt/opiniao/camisa-de-7-varas/

Espero que concorra as próximas eleições. Mas duvido que o deixem, mesmo estando livre do castigo. Estatutos permitem pagar em atraso, SALVO decisão contrária do CD… logo aqui deixa me com poucas esperanças…

O Carlos Vieira argumenta bem. Mas o diagnóstico às suas capacidades, feito por quem com ele trabalhou de perto, é alarmante.

“Carlos Vieira está para estas reestruturações como o Zé Cabra para a música. (…) Sempre deixei passar a imagem de que ele era muito bom mas no fundo foi o que sempre tinha sido, um excelente diretor de contabilistas… Ele a somar e a diminuir num Excel o trabalho dos outros é máquina”.

“Infelizmente um arrogante que até nas minhas costas mandou parar o empréstimo obrigacionista que eu descobri e reativei a 100% quando o mandei passear literalmente à China para não me arranjar mais problemas que nunca entendi… Não entendi por que ele ficou no Sporting para nada fazer da reestruturação de março, se não umas reuniões em que eu tinha sempre de estar presente, pois a ele não lhe ligavam nenhuma. Mandar parar sem autorização o empréstimo obrigacionista em curso, decidir não pagar impostos, ir estragando a reestruturação de março que eu idealizei e encabecei e ele ao tentar intrometer-se ia estragando tudo (como fez durante dois anos com a GALP tendo eu que intervir e resolver de vez)”.

“Carlos Vieira só teve um motivo para ficar no Sporting, instituição que ele dizia não lhe dizer muito. Aliás sempre foi mais entusiasta do FóFó e que só lá estava por mim… e depois altos valores se levantam, cozinhados, universidades em África… Um verdadeiro menino de coro”.

Eheh… deves ter isto guardado para quando dá jeito.

Não. Basta ir ao google.

Só o referi porque sempre que leio o Carlos Vieira a partilhar a sua sapiência, recordo-me sempre daquilo que o seu líder achava sobre as suas capacidades.

Mas quem é que se lembra de criticar o Carlos Vieira com palavras do Bruno de Carvalho, numa altura em que existe uma direcção de inúteis a enterrar o Sporting?

Só um avençado do Escobar de Carnide.

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Poupa-nos. BdC disse mts disparates num contexto muito dificil e é o próprio Vieira q diz q já não levou a mal por todo o contexto ( e não há muito tempo disse q BdC fora o melhor presidente q conhecera).

O trabalho de Vieira e a sua postura está à vista de todos.

Até na forma como se refere a BdC após essas palavras.

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Irrelevante o que o Bruno de Carvalho pensa ou deixa de pensar sobre o Carlos Vieira. Este último foi extremamente competente nas suas funções e é nessas mesmas funções que gostava de o ver de regresso ao Sporting.

Aliás já que se fala na reestruturação o Tio também teve um papel bastante relevante na mesma.

Desonestidade pura.

Ele disse isso em determinado contexto, quando a pressão sobre si era terrível e o levou a um descontrole emocional que o fez desconfiar de tudo e todos.

Os visados não lhe guardam rancor e o Carlos já referiu isso mesmo. Aliás já quem até diga que o estratega foi o Carlos e o BdC foi quem só deu a cara…

Quem diz isso é parvo, também.

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