Má escolha. Já o tinha dito e repito: não vejo nada em Queirós que o recomende para a posição de seleccionador A.
Por mais voltas que se dê, o seu percurso com treinador principal nos séniores é fraco:
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Na Selecção, falhou a classificação para o mundial dos EUA. Claro que a Itália estava um degrau à frente e seria insano exigir o primeiro lugar do grupo. Mas a verdade é que perdeu com o seu rival directo, a Suiça. Saiu acusando tudo e todos pelo seu fracasso.
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No Sporting, o balanço também é fraco. Venceu uma Taça; mas, com uma das melhores equipas de sempre do Sporting, perdeu duas corridas para o título com os nossos dois maiores rivais. Quando Figo, Balakov & Cia. seguiram o seu caminho, teve carta branca para reconstruir a equipa. O resultado foi um fiasco, de Ouattara a Assis passando por Afonso Martins, Pedro Martins ou Dominguez. Saiu já com o campeonato mais do que perdido, incompatibilizado com a Direcção.
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Na África do Sul, obteve o seu único sucesso, ao qualificar-se para o Mundial da Coreia/Japão num grupo que incluía o Zimbabwe, o Malawi e o Burkina Faso. Mas saiu antes da fase final, incompatibilizado com a Federação Sul-Africana.
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No Real Madrid é melhor nem falar: com estrelas da qualidade de Figo, Zidane, Raúl, Beckham ou Ronaldo, perdeu um campeonato ganho, terminando num humilhante 4º lugar. Na LC, ficou-se pelos quartos, vítima do Monaco. Para compôr o ramalhete, perdeu a Taça do Rei para o Saragoça. Saiu acusando tudo e todos pelo fracasso.
Claro que Queirós tem méritos profissionais:
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Revolucionou a formação jovem, lançando nomes como Rui Costa, Figo, Sousa ou Couto. Os seus sucessos nos júniores foram decisivos para que os clubes voltassem a apostar nas suas formações, depois de uma década de 80 marcada pelo influxo de estrangeiros baratos e de qualidade duvidosa. Mas há um detalhe importante que às vezes é esquecido: Queirós teve condições que nunca mais ninguém teve, com os jogadores a passarem 2/3 da época com as selecções jovens. Algo impensável hoje em dia.
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É um adjunto respeitado no Manchester United. Mas, novamente, está em condições em que trabalha dia-a-dia com os jogadores.
Agora expliquem-me: como é boa escolha para seleccionador um treinador
- Sem resultados como treinador principal ao mais alto nível?
- Que já demonstrou incapacidade para responder a imprevistos e evitar colapsos súbitos (eliminação traumática em Viena com o Sporting, queda a pique no campeonato com o Real Madrid…), qualidades importantes em torneios de curta duração como são os Europeus e Mundiais?
- Com um historial de conflito em todos os sítios por onde passou, quando o tacto e a diplomacia são duas características fundamentais para um seleccionador?
- Cujos maiores sucessos profissionais vêm do trabalho continuado com os jogadores, quando as selecções oferecem apenas um total de sete ou oito semanas por ano de trabalho em conjunto ?