Cansado do meu Sporting

O que vejo aí descrito, e é a primeira vez que o vejo, não quer dizer que os custos de exploração do estádio sejam de 5 milhões de euros. O que diz é que foi celebrado um contrato com a NEJA para o pagamento de uma renda de 5 milhões/ano durante um determinado período. Há aí uma diferença substancial, atenção.

Pela minha parte sei o que discuto… a SAD paga á NEJA 5 milenas para lá jogar. Nunca falei nesta verba como encargo de manutenção do recinto, que aliás desconheço qual seja.

Aliás parte das causas que levaram ao abandono de JEB, apesar das desculpas de sempre acerca da vida privada, acreditou quem quis e bom proveito, foi precisamente o desvio de verbas que deveriam ser canalizadas para o investimento desportivo e o são para sustentar uma máquina demasiado pesada e ultrapassada naquilo que é um Clube desportivo.

Já agora, porque entretanto descobri uma serie de notas acerca do assunto, penso que o Sporting fez em 2001/2002 um pouco mais de 8 milhões de receita de bilheteira, nas suas duas vertentes.

São menos quase 2 milhões em relação á actualidade… por outro lado, como já sabemos, paga para usar o Estádio mais 4 milhões do que pagava. É fazer as contas!!

Ok Rui certo. Só alertei para este facto porque desta forma não faz qualquer sentido estabelecer comparações com o velhinho Alvalade, pois a renda do antigo Alvalade, está relacionado com os custos de manutenção do estádio. Logo…

Ok Rui certo. Só alertei para este facto porque desta forma não faz qualquer sentido estabelecer comparações com o velhinho Alvalade, pois a renda do antigo Alvalade, está relacionado com os custos de manutenção do estádio. Logo...

Olha que não, a menos que te tenha entendido mal.

Um dos factores apontados para a construcção do novo foi precisamente a redução dos encargos de manutenção, logo por esse prisma não se perceberá que num Estádio com menos custos se cobre uma renda maior.

Podemos alegar é que, pelas melhores condições do actual, que podem potenciar mais receita a vários niveis (não sei se o fazem, tenho as minhas duvidas), a NEJA assuma que o valor da renda seja maior.

Mas as receitas colaterais em dia de jogo, são facturadas pela SAD Fut ou por outra das empresas do Grupo? E serão assim tão superiores ás antigas?

"Mas tenho a certeza que o valor que falas de 5 M EUR por usar o estádio não está correcto"

Nós temos sempre certezas que afinal… :wink:

E isso aplica-se a todos nós. Por isso é que é bom fazer a discussão de mente aberta, que tantas e tantas vezes não acontece.

Se as coisas não escorregarem como se costuma passar, pode ser que deste thread se retirem conclusões importantes… ou pelo menos que seja o ponto de partida para encararmos as coisas com uma nova perspectiva.

Coloquei o post dos do Relatório e Contas porque não me escondo atrás das minhas afirmações e quando me engano não tenho problemas em reconhecê-lo.

Mais: o próprio post explica onde me enganei: a SAD tem um periodo de carência desse pagamento, até 2007, isto é, só nesse ano começará a pagar, por isso é que não aparece nas contas do ano passado.

Mas gostava de descobrir algures o custo de termos o estádio antigo. Sei que os custos totais de FSE (de terceiros e de outras empresas do Grupo)diminuiram bastante (de 8.1 MEUR para 6.2 MEUR), por isso não creio que os aumentos de custos do estádio tenham sido tão elevados assim; em contrapartida as receitas com bilhetes normais e de época aumentaram 3.7 M EUR, só por aí já compensa de certeza (mais uma vez uma verteza :slight_smile: ) os aumentos dos custos de manutenção.

Ok Rui certo. Só alertei para este facto porque desta forma não faz qualquer sentido estabelecer comparações com o velhinho Alvalade, pois a renda do antigo Alvalade, está relacionado com os custos de manutenção do estádio. Logo...

Exacto, esqueci-me de referir isso. O valor do aluguer é um valor determinado entre a SAD e a NEJA para fazer esta 2ª rentável, se calhar até demais. Não compreendo que se gaste 5 M EUR na manutenção, acho um exagero, aquele é um valor politico, de qualquer forma o post do Rui referia claramente o valor de encargos da SAD, não o custo real, por isso é esse valor que temos que olhar.

Quando falei aqui dos elevados custos de manutenção do Alvalade em relação aos outros estádios não falei obviamente dessa renda escandalosa que a SAD paga para que possa existir uma grande estrutura a alimentar todos os amigos e familiares de alguns “quintas” que lá andam, isso é outro rosário, são as tais questões pessoais que um JEB, pouco talhado para o futebol mas que nessa questão tinha toda a razãom alegou para sair.

Passemos à frente. O que eu referia, e números não sei, eram os elevados custos de manutenção do estádio, relacionados com as opções tomadas para a construcção. Quando me contaram isto isto era info que vinha do pp Sporting e que comparava os nossos custos com os dos lampiões, segundo o que me disseram um estádio com custos bem menores de manutenção.

Sem saber mais detalhes dou já um exemplo: o relvado. O nosso relvado está sempre a deteriorar-se fruto da má captação de sol dado o seu posicionamento e sistema de cobertura. Em consequência está sempre a carecer de intervenção, já para não falar do caso do pitium que o condicionou logo de início. Quem já foi fazer aquelas visitas guiadas ao estádio e já passou no relvado sabe como aquilo tem aspecto de cabelo de quarentão em processo de alopecia avançado, é um relvado ralo, com um dos lados sempre mais careca que o outro, a pedir mais intervenção.

Como é do conhecimento geral relva sem sol = problemas. Problemas neste caso custam dinheiro. Está aqui apenas um exemplo fácil de identificar, sem mais info adicional.

Mas essa questão do relvado coloca-se com todos os estádios novos, e o caso do Pitium foi claramente incompetência de quem meteu a 1ª relva (RED).

Os custos de manutenção a que te referes devem ter a ver com o nosso ter um acabamento a sério, por exemplo no exterior, se comparares com a cesta de ovos que nem sequer está pintado, mas se houvesse mais detalhe dava jeito, dito assim e sem números é pouco. É o mais caro, mas muito mais que os outros? E que valores?

Os custos de manutenção a que te referes devem ter a ver com o nosso ter um acabamento a sério, por exemplo no exterior?

Penso que nós temos de comparar o nosso estádio com o do Dragão, não só porque as capacidades são semelhantes mas sobretudo porque são estádios com melhores acabamentos que o pré-fabricado do Colombo.

Penso eu de que :wink:

Os custos do estádio como são calculados: como Alvalade XXI ou como estádio José Alvalade? (percebem a lógica?)

Mas essa questão do relvado coloca-se com todos os estádios novos, e o caso do Pitium foi claramente incompetência de quem meteu a 1ª relva (RED).

não deves ter lido bem o que eu escrevi. Tem a haver com a posição do estádio e estrutura da cobertura. mais nenhum estádio é tão fechado ao sol como o nosso. Isso paga-se caro em termos de relvado. O Inter e o Milan que o digam, que querem partir para estádio próprio também por causa disso.

O problema do estádio, ou melhor, um dos problemas, é o mesmo que acontece com o Arena, sem sol não há relva que aguente.

Mas essa questão do relvado coloca-se com todos os estádios novos, e o caso do Pitium foi claramente incompetência de quem meteu a 1ª relva (RED).

não deves ter lido bem o que eu escrevi. Tem a haver com a posição do estádio e estrutura da cobertura. mais nenhum estádio é tão fechado ao sol como o nosso. Isso paga-se caro em termos de relvado. O Inter e o Milan que o digam, que querem partir para estádio próprio também por causa disso.

Acho que precisas de umas sessões de Google Earth para perceberes que se há diferenças para os outros, são a nosso favor! Em relação à cesta de ovos, o nosso tem maior abertura e está colocado exactamente num eixo norte/sul, enquanto o dos lampios está inclinado para o lado esquerdo, no Inverno a exposição do sol é menor lá.

38°45’39.91"N
9° 9’38.82"W

Antas:
41° 9’42.68"N
8°34’51.21"W

O Inter e o Milão querem mudar de estádio por causa do relvado? :shock: :-({|=

Tenho a ideia de ter lido que a cobertura a acompanhar o declive das bancadas eu vez de ser na horizontal, também tinha a ver com o facto de permitir a maior incidência de sol no relvado.

Ainda agora acabei de ver o resumo dos lamps e aquele relvado está uma bela porcaria, cheio de manchas e irregular. O relvado de Alvalade está muito melhor.

Acho que precisas de umas sessões de Google Earth para perceberes que se há diferenças para os outros, são a nosso favor! Em relação à cesta de ovos, o nosso tem maior abertura e está colocado exactamente num eixo norte/sul, enquanto o dos lampios está inclinado para o lado esquerdo, no Inverno a exposição do sol é menor lá.

ó alemid eu quero lá saber do google earth, eu digo-te as coisas como elas são, digo-te por exemplo o que explicou o tratador da relva que estava em Alvalade qd lhe perguntei a razão do que via, agora se queres ir ao google earth buscar fundamento ou ainda dizer aberrações como a que a cobertura da luz permite a entrada de menos luz solar do que a nossa isso é lá contigo.

Ainda agora acabei de ver o resumo dos lamps e aquele relvado está uma bela porcaria, cheio de manchas e irregular. O relvado de Alvalade está muito melhor.

Deve ter sido o desgaste da Champions… como não vamos lá não temos esse tipo de problemas. Nem tudo é mau no projecto.

Acho que precisas de umas sessões de Google Earth para perceberes que se há diferenças para os outros, são a nosso favor! Em relação à cesta de ovos, o nosso tem maior abertura e está colocado exactamente num eixo norte/sul, enquanto o dos lampios está inclinado para o lado esquerdo, no Inverno a exposição do sol é menor lá.

ó alemid eu quero lá saber do google earth, eu digo-te as coisas como elas são, digo-te por exemplo o que explicou o tratador da relva que estava em Alvalade qd lhe perguntei a razão do que via, agora se queres ir ao google earth buscar fundamento ou ainda dizer aberrações como a que a cobertura da luz permite a entrada de menos luz solar do que a nossa isso é lá contigo.

Se eu fôr ao Jardim Zoológico perguntar ao tratador do elefante porque é que ele está doente posso também acreditar no que ele diz… ou posso preferir acreditar nos engenheiros e veterinários que projectaram as instalações para o dito elefante.

Se o estádio tem uma orientação Norte/Sul, tem muito mais exposição solar do que se tivesse outra orientação… isto não é um facto que se possa negar ou dizer que não é bem assim.

Quanto à forma da cobertura, é também mais que óbvio que é assim mesmo como o zezé afirma… uma simples experiência em casa com um candeeiro e uma folha de papel demonstra isso mesmo.

Claro que muitos outro factores podem ter influência neste aspecto do relvado e de certeza que o nosso não é perfeito, mas enfim, não se pode querer sol na eira e chuva no nabal, que é o que muitas vezes se pede por aqui…

Num estádio, a orientação para efeitos de insolação é irrelevante, diria até supérflua. A orientação têm mais a ver com a circunstância de os jogos se realizarem numa determinada hora, e assume importância apenas na perspectiva de se evitar que um guarda-redes apanhe de frente com o sol durante a partida.

A inclinação da cobertura para dentro, teve mais a ver com factores acústicos, pois como sabem, a intenção foi criar um espaço que para além de futebol reunisse também condições para a realização de espectáculos.

No caso da relva, tão importante quanto a insolação é a ventilação. Segundo opiniões que recolhi junto a alguns colegas, a entrada de sol no nosso estádio é péssima e a ventilação é pior ainda. Assim, não há relva que resista e das duas uma: ou criam uma espécie de relva que não precise de sol e ar, ou então que instalem um relvado sintético.

Num estádio, a orientação para efeitos de insolação é irrelevante, diria até supérflua. A orientação têm mais a ver com a circunstância de os jogos se realizarem numa determinada hora, e assume importância apenas na perspectiva de se evitar que um guarda-redes apanhe de frente com o sol durante a partida.

A inclinação da cobertura para dentro, teve mais a ver com factores acústicos, pois como sabem, a intenção foi criar um espaço que para além de futebol reunisse também condições para a realização de espectáculos.

No caso da relva, tão importante quanto a insolação é a ventilação. Segundo opiniões que recolhi junto a alguns colegas, a entrada de sol no nosso estádio é péssima e a ventilação é pior ainda. Assim, não há relva que resista e das duas uma: ou criam uma espécie de relva que não precise de sol e ar, ou então que instalem um relvado sintético.

Num estádio sem cobertura ou num estádio quadrado, a orientação terá pouca ou nenhuma influência… já no caso dos estádios cobertos e rectangulares uma diferença na orientação fará também diferença em termos de luz solar.
Sendo que 99% dos jogos de futebol hoje em dia são jogados de noite devido ás transmissões televisivas, o factor ‘sol na cara do guarda-redes’ é que é, efectivamente, irrelevante e não estou, sinceramente, a ver que isso seja uma permissa na construção de um estádio de futebol moderno.

Quanto à cobertura, terá também as suas vantagens acústicas, mas é também óbvio que a inclinação permite a entrada de mais luz… como disse na mensagem anterior, basta experimentarem em casa.

Muito simples…

Façam como nos estádios americanos cobertos, em que das duas uma:

  • A relva é sintética;

  • A relva cresce em blocos (tipo hexágonos) cultivados fora do estádio, em condições ideiais… os hexágonos são depois colocados no relvado, encaixados uns nos outros, e vai-se substituindo cada hexágono à medida que vai dando problemas. (tenho a certeza que cultivar blocos de relva não fica assim tão caro como isso… até podiam usar a Academia para isso)

Já vi que este tópico deu muitas voltas mas só agora posso retomar a discussão :oops:

É por isso mesmo que eu não entendo essa insistência na teoria do acaso para desvalorizar os méritos do "Projecto" (...) Eu sou um defensor da essência do "Projecto" o que não me impede de reconhecer que ele falhou em quase todas as suas vertentes, principalmente na financeira,

Percebes a contradição acima citada?

No entanto compreendo e concordo com a tua teoria da relativização dos resultados e suas causas, mas acho que o FLL explicou tudo mto bem.
Obviamente que por vezes podemos fazer tudo bem e por azar, pq o jogo assim funciona, perder.

No entanto quem trabalha bem acaba por ganhar, mesmo que não ganhe sempre que merece. O Sporting não trabalhou bem nestes últimos 10 anos na:

  • Organização da sociedade mais importante: Futebol. Saídas e entradas frequentes, entrega dos destinos a gente dúbia e de curriculum zero.

  • Orientação da política de contratações: Entregamos boa parte deste decénio nas mãos de um ex-pasquineiro de pesca desportiva perfilhado por um empresário longe de ter imagem de honesto. Giro pensar como o projecto renunciou a todo o legado Duque menos esse, exactamente pq não havia nem há ninguém que pegue na tarefa. As contratações seguiram rumos ao sabor do vento, sem definição, restritas infantilmente a um único mercado e 90% dos casos.

  • Escolha dos técnicos: a escolha dos técnicos foi sempre aos trambolhões, assente em pseudo-perfis patéticos que faziam chegar treinadores que diziam que o boavista era um dos grandes e em critérios dúbios (Fernando Santos, o amigo de SFranco). Os dois treinadores que obtiveram sucesso chegaram ou trabalharam em cenários curiosos: Inácio chegou como chegou e Boloni fez a sua pré-temporada, iniciou de forma desastrosa e foi salvo pela chegada de um extraterrestre.

Ora no caso do Porto, apesar da felicidade de alguns momentos e da parcial influência de factores externos existiu quase sempre uma estratégia. Aliás quando esta não existiu o porto este 3 anos sem vencer. Antes desses 3 anos a estratégia era a do confronto regionalista, da divisão dos grandes para enfraquecer os dois (sempre conseguida) e da disciplina legionária. Depois vieram os 3 anos entregue aos empresários, foi o que se viu. Com mourinho veio novamente uma estratégia. Depois disso existe um clima de indefinição, uma nova ordem, que ainda não percebi se é positiva ou negativa.

Sorte em ir buscar mourinho? Give me a break :D. Mourinho esteve disponível para qualquer um dos grandes no final da época de Leiria. O Sporting nem pensou nisso, o Benfica foi estúpido mas esteve quase e PdC foi rápido e cirúrgico.

Resultado: Como alguém disse o Porto venceu apenas títulos que nós em 100 anos nunca vencemos e obteve receitas relacionadas com essa estratégia que nenhum grande alguma vez conseguiu. As asneiras que estão a fazer com esse dinheiro e o pouco interesse em sanear financeiramente o clube são questões anexas que decorrem da seriedade do dirigente máximo, mas a estratégia em si foi vencedora nas linhas que interessa: desportiva e financeira.

Sinceramente não vejo onde está a contradição, pois na minha opinião a ideia que está subjacente ao “Projecto” era o melhor caminho que um Clube como o Sporting poderia tomar para solucionar os seus problemas, e se na pratica não resultou isso não significa que estejamos a falar duma utopia tipo comunismo, as razões desse fracasso são outras, passando essencialmente pelo desconhecimento da parte dos mentores do Projecto em relação ao mundo onde se iam meter, por muitos tiros nos pés resultantes na maior parte dos casos da escolha errada dos nomes que deveriam protagonizar o processo, e também de factores aleatórios, uns fruto dos tais acasos outros nem por isso.

Nesta altura parece-me que seria importante que aparecesse alguém com carisma suficiente para acordar os acomodados, reanimar os cansados e refundar a cultura sportinguista que anda há muito apagada. Mas tendo sempre como base as três traves mestras do “Projecto”: Uma SAD, uma Academia e um Estádio, das quais apenas a segunda está bem encaminhada para cumprir os seus objectivos, se bem que me parece que devem ser reforçadas as doses de sportinguismo a injectar nos miúdos que moram em Alcochete. Quanto ao resto se o Alvalade XXI não só não se pagou a si próprio, como afogou o Clube em dividas, então não me escandaliza nada que se venda património improdutivo, e se o Grupo Sporting é excessivamente pesado e complexo vivendo do futebol e não para o futebol, isso não será um problema de solução muito complicada, como não me parece impossivel rentabilizar a Sociedade sem regressar aos deficites astronomicos ou abdicar de ter uma equipa competitiva.

Penso que é por aqui que passam as soluções para o Sporting, sempre tendo como base a nossa cultura e identidade próprias e nunca imitando as estratégias elaboradas há 30 anos pelo PC, ou pelo regresso ao passado dos populistas Gonçalves e Cintra, e muito menos por sonhos irreais com milionários russos

Num estádio, a orientação para efeitos de insolação é irrelevante, diria até supérflua. A orientação têm mais a ver com a circunstância de os jogos se realizarem numa determinada hora, e assume importância apenas na perspectiva de se evitar que um guarda-redes apanhe de frente com o sol durante a partida.

A inclinação da cobertura para dentro, teve mais a ver com factores acústicos, pois como sabem, a intenção foi criar um espaço que para além de futebol reunisse também condições para a realização de espectáculos.

No caso da relva, tão importante quanto a insolação é a ventilação. Segundo opiniões que recolhi junto a alguns colegas, a entrada de sol no nosso estádio é péssima e a ventilação é pior ainda. Assim, não há relva que resista e das duas uma: ou criam uma espécie de relva que não precise de sol e ar, ou então que instalem um relvado sintético.

Num estádio sem cobertura ou num estádio quadrado, a orientação terá pouca ou nenhuma influência… já no caso dos estádios cobertos e rectangulares uma diferença na orientação fará também diferença em termos de luz solar.
Sendo que 99% dos jogos de futebol hoje em dia são jogados de noite devido ás transmissões televisivas, o factor ‘sol na cara do guarda-redes’ é que é, efectivamente, irrelevante e não estou, sinceramente, a ver que isso seja uma permissa na construção de um estádio de futebol moderno.

Quanto à cobertura, terá também as suas vantagens acústicas, mas é também óbvio que a inclinação permite a entrada de mais luz… como disse na mensagem anterior, basta experimentarem em casa.

Muito antes pelo contrário, em qualquer estádio, com ou sem cobertura, a orientação para efeitos de implantação do campo assume um papel preponderante. Para te dar um exemplo, um jogo às 16 horas (hora em que praticamente metade dos jogos da betandwin se realiza, pois apenas 4 ou 5 são televisionados), num estádio mal orientado, o guarda-redes que defende a baliza Este começa o jogo a levar com o sol na cara. Aliás a orientação é praticamente imposta pela entidade que tutela a construção de recintos desportivos, a saber o Instituto de Desportos de Portugal.

Quanto à entrada de luz natural, depende de variados factores. A luz reflecte-se no espaço construído e acaba por iluminar todo um recinto, coberto mas aberto, com maior ou menor intensidade. A questão é fazer com que os raios solares cheguem ao relvado e ali estejam durante o tempo necessário para … (? aqui deve entrar um especialista em relvados). Outra questão é a circulação de ar, que, como já disse antes, segundo o que me foi transmitido por colegas meus, não foi devidamente acautelada no nosso estádio.