@ Petrovich,
O que é que aprendeste com o Ser Sporting e o PPC? Se essa equipa tivesse ganho as eleições, tinhas um meio muito simples de os avaliar - a possibilidade de os confrontar com todas as suas ideias e propostas.
Se o SS tivesse ganho as eleições, haveriam dois cenários:
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O primeiro onde cumpriam o que era prometido, nos traços gerais. Como nem sempre tudo pode ser posto em prática, poderiam explicar perfeitamente as razões pelas quais determinadas ideias/propostas não foram bem aceites. Seria uma presidência legítima, marcada pela verdade - boa ou má (e, se as ideias eram boas, dificilmente seria má; ou sobretudo dificilmente seria pior do que a alternativa da data).
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O segundo onde não cumpriam o que era prometido. Poderiam ser confrontados com as suas promessas (que eram muito mais que nomes de treinadores e jogadores, que são “promessas” circunstanciais e não estruturais, promessas que podem ser justificadas se não forem cumpridas, por uma multiplicidade de razões) e a famosa “justa causa”, por exemplo, dificilmente seria questionada (afinal, as linhas mestras da estratégia defendida em campanha não se verificariam na prática).
O projecto serve, exactamente, para perceber se determinada equipa tem capacidade para escolher os ditos nomes, ou as ditas pessoas. Não só para o Futebol, mas para todo o Clube. Os perfis são muitíssimo mais importantes que as pessoas porque permitem saber que tipo de pessoas serão escolhidas para o Clube. Para os 4 anos de mandato (e sabemos que, muitas vezes, os treinadores e/ou os directores não duram 4 anos) e eventualmente para os seguintes, em caso de recandidatura.
Não me interessa muito que um candidato tenha bons nomes da sua lista, e esses nomes sejam escolhidos “porque sim”. Repara no exemplo do Benfica em contraste com o do Porto: os dirigentes do Porto escolhem consecutivamente pessoas competentes para dentro do Clube, que acabam por invariavelmente ser bem sucedidas. Isto acontece porque têm boas ideias - caso contrário, nunca teriam a taxa de acerto nas escolhas dos “nomes” que reclamas. Já a estrutura do Benfica, tem um sucesso circunstancial no futebol. Estão bem porque acertaram no treinador e nos jogadores, mas já falharam em muitas escolhas anteriores e falharão em escolhas futuras, porque não têm competência.
Eu não quero ser enganado, votando em quem escolha pessoas competentes para o Futebol ou para as modalidades, desconhecendo os motivos pelos quais essas escolhas actuais foram feitas. Se não o tiverem sido por motivos nenhuns em especial, o que se verificará é que o tempo de sucesso do Clube será meramente porporcional ao tempo de permanência dos seus “empregados” (treinadores e jogadores). E o Sporting está actualmente num estado desportivo e financeiro em que precisa de curas, não de comprimidos para as dores do Presente.
PS - Sobre o Couceiro, porque este é o tópico dos nomes: não o tinha em grande conta no que se refere ás suas competências no Futebol (embora não possa, a esse nível, ser comparado com qualquer anterior presidente do SCP). Sobre as suas qualidades de gestor e racionalidade nas decisões tomadas a nivel de gestão (de recursos humanos, de meios financeiros, etc) não tinha opinião. Depois do (pouco) que li hoje, passei a gostar mais de o imaginar como gestor/presidente do Clube. Mas - para o Futebol - não chega… é insuficiente. Modelos presidencialistas não são bons e devem ser rejeitados - há poucos ou nenhuns indivíduos que conciliem bons conhecimentos de futebol com bons conhecimentos de gestão; e o JC, estando longe de ser dos piores (pelo contrário), é pelo menos insuficiente no Futebol.
Nota - Muito, mas mesmo muito boa (e para reflectir) a posição do Zeferino Boal, que li agora no Record. E era um indivíduo que nem tinha em grande conta (e que não conheço de todo). Muito bem também o SAM. O Dias Ferreira também não esteve mal, embora pior que o ZB (e num tom diferente do Abrantes Mendes, porque me parece preparar uma candidatura). De qualquer forma, três indivíduos responsáveis e que analisaram bem a situação actual. Veremos o mais difícil, que é que ideias têm para o futuro. Infelizmente, aí, não se esperam grandes coisas de nenhum (já conhecemos as ideias do SAM, que não se candidatará, e as do DF, que são insuficientes; tenho expectativa para saber o que proporá o Zeferino Boal para o futuro, porque analisa muito bem os problemas do Sporting e aquilo que o Clube, em termos de “clima”, mais necessita).