Apesar de achar que a culpa não é do Togo (nem nada que se pareça), penso que a opção foi muito errada, e até certo ponto não a entendo. É uma zona problemática, penso até que a estrada da fronteira não está totalmente alcatroada, tanto a cidade onde estiveram a estagiar (Pointe-Noire) como Cabinda têm aeroporto, podiam perfeitamente ter viajado de avião.
Sim, já está ser noticiado pelo Record e Marca, por exemplo. Esperemos que a partir de aqui tudo corra sem problemas, mas a decisão da escolha de Cabinda foi péssima e sem qualquer bom senso. Assim como o facto do Togo ter viajado de autocarro numa zona altamente perigosa.
Uma autêntica vergonha que acaba por manchar a competição antes de começar.
A culpa disto está em parte na organização, que escolheu Cabinda como um dos palcos para os jogos da CAN, uma região em que incidentes com violência fratricida e ataques por grupos separatistas não são incomuns.
A competição não termina precocemente só por questões de interesse e por haver muito dinheiro em jogo entre patrocinadores da competição e o próprio governo angolano.
Politicamente, acima do governo angolano, não há ninguém. Desportivamente, só a Confederação Africana (organizadora da prova) ou a FIFA poderiam cancelar a prova. Ou seja, 3 entidades que não a cancelarão por nada deste Mundo. A FIFA e a CAF são na prática órgaos mais politicos que desportivos. A Amaury Sports Organization é uma empresa mais “pessoal” e responsável, além do Paris-Dakar (que vergonhosamente continua com o mesmo nome), por (e tirei isto da wiki): “realização das provas ciclísticas Tour de France, Paris-Roubaix e Paris-Nice. Realiza também a prova automobilística de resistência Paris-Dakar e a corrida Maratona de Paris. ASO faz parte do grupo Amaury que também é proprietário das publicações Le Parisien e L’Équipe”.
Uma equipa que consegue pagar aos seus jogadores, entre os quais o Adebayor (que não deve pedir pouco), e voou desde o Togo até à cidade congolesa, não deverá ter grandes problemas em fazer com que o mesmo avião faça uma viagem de 30 minutos.
O Adebayor é de longe o jogador mais conhecido do Togo, é normal que se fale nele quando se menciona esta tragédia, mas não é por isso que se está a menosprezar os outros…
Até me espanta como é que o dono do City que é tão rico não faz questão de meter o Adebayor a viajar de avião. Ele até podia não querer, até podia ficar mau ambiente com o resto dos jogadores mas se fosse eu fazia questão que isso acontecesse para proteger um investimento que vai andar por zonas problemáticas.
Então como é obvio não se insere naquilo que eu escrevi, eu estava a referir-me concretamente aos posts acima do meu. Uma coisa é mencionar o jogador outra coisa é a imprensa basear as notícias num só jogador no meio de tudo isto. Ou foi aborla ou o rascord que puseram no site uma noticia que era só a falar da situação do Adebayor, isso é que não vejo necessidade que aconteça.
Quanto ao Adebayor pelo que já vi por aí o City já emitiu um comunicado afirmando que ele vai regressar a Inglaterra.
Obvio :great: por isso tive o cuidado de dizer que dependia do ponto de vista, pois o facto de muitos apenas citarem Adebayor, é sinal de que estando ele bem, o resto é desprezável.
Também noticiaram que o GR tinha falecido, depois contradisseram-se. Veremos se o Togo fará o seu primeiro jogo amanhã, aí sim, poderemos tirar as dúvidas.
[b]FLEC: “As armas vão continuar a falar em Cabinda”[/b]
O responsável de um braço armado da FLEC que reivindicou o ataque ao autocarro da selecção do Togo afirmou, este domingo, que “as armas vão continuar a falar” no enclave de Cabinda.
“Estamos em guerra e todos os golpes são permitidos”, disse à agência France Press Rodrigues Mingas, exilado em Paris.
Rodrigues Mingas acusou o presidente da Confederação Africana de Futebol, Isaa Hayatou, do sucedido, por ter decidido manter a realização de sete jogos da CAN2010 no enclave de Cabinda.
“Isto vai continuar porque o país está em guerra, porque Isaa Hayatou insiste [em realizar ali sete partidas]”, disse.
O autocarro da selecção do Togo foi metralhado sexta-feira, dez quilómetros após ter cruzado a fronteira entre o Congo e Angola, no enclave de Cabinda.
O ataque, que provocou pelo menos dois mortos, foi reivindicado pela Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC).
A Taça das Nações Africanas (CAN) arranca hoje e termina a 31 de Janeiro.
Pelo calendário da prova, o Togo estreia-se na segunda-feira frente ao Gana, num jogo em Cabinda marcado para as 19:30 locais.
In: O JOGO
Isto vai de mal a pior… agora ninguém quer ir jogar a Cabinda, como é óbvio. :sick: