Uma sem vergonhice
Nem tinha reparado neste tipo de shady-tactics.
Isto já vai estudado desde o balneário: se alguém da equipa fizer alguma falta para amarelo-vermelho, outro faz um teatro qualquer pra ver se o VAR consegue arranjar um pintelho qualquer que anule toda a jogada e a consequente punição.
Epá, isto é literalmente o anti-futebol.
Nada mais do que um bando de trafulhas. No Brasil chama-se a isto ser trambiqueiro, mas esta equipa argentina abusa.
Acabou por vencer a melhor seleção e o resultado acaba por ser demasiado lisonjeiro. A Argentina teve uma prestação patética. Além de toda a agressividade excessiva que acabou por ser perdoada pelos árbitros (olá, Paredes!), tentaram de tudo para arrastar o jogo para as grandes penalidades. Os espanhóis, dentro daquilo que conseguiam fazer, com paciência, foram apertando cada vez mais, não entraram no jogo do adversário e a vitória acabou por lhes sorrir já no prolongamento.
Inicialmente, considerei sempre como favoritas numa tier1 a França e a Espanha, uma pelas individualidades e outra pelo coletivo. A Argentina viria de seguida pelo facto do Messi ainda ter um rendimento absurdo (39 anos..) e pela raça e vontade desmedida que têm (o que uns tem a mais, outros tem a menos).
De certo modo a Argentina pagou o custo de jogar com o Messi, sem bola e na maior parte do tempo jogavam com 10. Tinham sempre de cobrir o pouco ou inexistente trabalho defensivo do Messi, o cansaço e o desgaste acumulou-se, ainda somaram dois prolongamentos. Foi um preço que aceitaram pagar e morreram na praia por isso, podia ter corrido bem. Correu mal.
Dr outra forma, o Messi talvez nem aguentasse 45 minutos e eles foram dependendo do seu trabalho com bola.
Resultou no Qatar pois lá o Messi ainda tinha capacidade de jogar sem bola, nos EUA falhou e chegam à final muito por força, também, de arbitragens muito lisonjeiras, para ser simpático.
Tic tac tic tac
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A diferença era pouca ou nenhuma. E nem vem de 2022, até antes já era assim.
Sem bola, o Messi limita-se a andar ali perto dos centrais/lateral esquerdo. Até pode pressionar o portador da bola se estiver mesmo na sua zona, mas não mais que isso.
Nesta final notou-se mais por dois motivos:
- a Espanha é muito mais forte com bola do que a Argentina (e do que a França, adversário em 2022)
- após a expulsão, ainda mais evidente se tornou a ausência de dois homens sem bola
A Argentina tentou ao máximo levar o jogo para as grandes penalidades e não conseguiu. A estratégia saiu furada e de forma mais do que justa para os espanhóis que foram inequivocamente superiores.