[b]A fábrica do gigante 'Airbus' onde se ultimam novos aviões da TAP[/b]LEONOR MATIAS
A cada 3,5 segundos descola um avião fabricado pela Airbus, considerada a maior fabricante de aeronaves a nível mundial, seguida de perto da rival americana Boeing. A TAP ascendeu à categoria de companhia de referência do construtor aeronáutico com a compra, firmada na semana passada, de 28 aparelhos modelos A-330-200 (cinco), A-320 (oito) e A-350 XWB, no valor de 2,5 mil milhões de euros.
A entrada da fábrica de Colomiers, em Toulouse - onde os novos aparelhos da TAP, os Airbus A-330-200, estão a ser montados -, é um museu vivo da evolução aeronáutica. Vários aviões, há muito tempo fora de serviço, estão em exposição. Entre os aparelhos destaca-se um Caravelle, modelo que esteve ao serviço da TAP nos anos 60 e que contribuiu para a entrada da companhia na era do jacto. A primeira versão do Airbus Beluga, um avião para o transporte de carga, sobressai pelas suas dimensões avantajadas, e por se assemelhar a uma orca. Este cartão-de-visita fica completo com a passagem pelo parque de estacionamento dos aviões em finalização, onde sobressai o A330-220 que a TAP vai receber proximamente. É o segundo aparelho que substituirá um dos A-310 ainda ao serviço da companhia aérea e que terá o nome do navegador português Vasco da Gama. A frota de A-301 será substituída até Junho de 2008, com a entrega de cinco aparelhos A-330-200. O primeiro chegou segunda-feira à Portela.
Colomiers é, pois, a fábrica onde se realizam os trabalhos de montagem final e é nas suas linhas de montagem que as grandes peças se juntam, permitindo que o avião vá, pouco a pouco, ganhando forma. As asas, por exemplo, chegam de uma das unidades instaladas no Reino Unido. E, por isso, quase todos os aparelhos têm peças em falta. A um dos aparelhos, que se encontrava segunda-feira em montagem, faltava o “nariz”; outro só tinha uma asa montada e alguns estavam ainda cortados ao meio, assemelhando-se a grandes tubos vazios. Numa fase mais adiantada, encontram-se os aparelhos já montados e em trabalhos de interior, como o terceiro A-330 da TAP. Cada companhia escolhe a configuração do aparelho que vai comprar e os interiores.
No hall à entrada da linha de montagem, existe um ecrã com imagens contínuas do transporte das grandes peças dos aviões que vão ser montados na fábrica. Entre as imagens está o transporte de partes de cabinas do A-380 por barco e camião. A montagem final dos aviões só é feita em Toulouse ou Hamburgo.
A Airbus possui 16 unidades fabris em Inglaterra, França, Alemanha e Espanha. Cada fábrica produz uma secção ou parte do avião. A multinacional possui centros de desenvolvimento em Hamburgo, Frankfurt, Washington, Pequim e Singapura. Mais de 1500 fornecedores de 30 países fornecem peças e equipamentos para a Airbus. Em Portugal, a OGMA, em Alverca, fornece as estruturas dos armários dos aviões, como subfornecedora da Latecoere.
A Airbus faz jus à globalização e ultrapassou as suas fronteiras naturais. A empresa possui um centro de design nos EUA, um centro de engenharia na Rússia, através de uma joint-venture com um parceiro local, um centro de engenharia na China, a trabalhar na construção dos aviões da família A-320, e uma linha de montagem final em Tianjun.
Mas a estrela das instalações da Airbus em Toulouse é o A-380. No Mock-up Centre estão lado a lado o A-380 e o A-350 que a TAP vai começar a receber a partir de 2014. É como uma formiga ao lado de um elefante. Os interiores do A-380 assemelham-se a um hotel, onde luxo e conforto andam de mãos dadas, com as cabinas individuais a sobressair. Cores claras, luzes suaves, com focos que regulam a intensidade, revelam o que será o avião do futuro. Os voos de longo curso nunca mais serão iguais.| A jornalista viajou a convite da TAP
in DN
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