Aurélio Pereira - O superolheiro

Em vez de caça às bruxas podemos dar destaque a um artigo que realmente interessa em homenagem a um homem que desde ha 20 anos se dedica ao Sporting como olheiro, tendo descoberto entre outros Ronaldo, Figo, e Quaresma.
É pena nao termos tido um assim também para o plantel sénior.

http://www.ojogo.pt/24-144/artigo733583.asp

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Tinham-lhe falado de um rapazinho jeitoso, da Sanjoanense. As informações eram boas, e Aurélio Pereira foi vê-lo. Maravilhado, não perdeu tempo. Ainda o tal rapaz estava… no chuveiro, já o olheiro leonino lhe aparecia à frente a convidá-lo para o clube de Alvalade. Para chegar primeiro, para se antecipar à concorrência. O rapaz era Litos, um dos vários talentos que Aurélio Pereira achou, antes e depois de um departamento que fez 20 anos sexta-feira passada.

De outros jovens, porém, nem informações tinha. Tinha era intuição. Como quando reparou no miúdo de oito anos que usava uma cédula alheia para participar num torneio de maiores de dez, num torneio organizado pelo próprio clube leonino. Esse miúdo chamava-se Futre. Ou quando achou Cadete por ter visto, num café de Benavente, um cartaz que anunciava o jogo da equipa da terra contra a Académica de Santarém, em iniciados.

Aos 14 anos, tinha ido ele próprio, mais quatro amigos, às captações do Sporting - numa fila que ia da porta 10-A até à 15-A -, mas o seccionista fez a escolha pelo tamanho. Ficavam os grandes, os pequenos, mesmo habilidosos, iam para casa. Foi aí que Aurélio Pereira, por acaso o único escolhido, ganhou o gosto pela detecção de talentos. E também foi aí que definiu uma regra, um critério: todos seriam vistos a jogar. Altos ou baixos. Magros ou gordos, que estes, se for preciso, emagrecem.

Há 20 anos, porém, ainda ficou a pensar um dia inteiro, na tipografia onde trabalhava, a pensar se aceitava o desafio de descobrir novos talentos para o “seu” Sporting. Aceitou. Só tinha uma sala e um ajudante, mas também… imaginação. Lembrou-se de fazer uma carta ao todos os sócios, pedindo-lhes informações sobre potenciais craques das suas zonas. Nem uma semana depois, milhares de respostas. Foi assim que soube de Nuno Assis.

Hoje, o Sporting é um viveiro de renome. Cá dentro e lá fora. E se é certo que as condições são agora de topo, a explicação não é (só) a Academia. É, antes de mais, a perspicácia do homem que nem duvidou, quando lhe interromperam um almoço de família, na Pampilhosa da Serra, para falar de Rui Patrício, ou que ficou atento a Luís Boa Morte mesmo depois de este ter sido dispensado por ser franzino. Afinal, para Aurélio Pereira o talento não se julga pelo tamanho.
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