Aumentos de capital e VMOCs (2013-2017)

Muitos parabéns pelos artigos!! :clap: :clap:

Tudo muito bem explicado! :great:

Não! Quem tem a opção das VMOC B é o Sporting clube!

Não percebi…

Não sei se era isto que querias dizer, mas provavelmente as VMOC C não avançaram porque a banca não tem grande interesse nisso para já, pois representa a entrada obrigatória a prazo no capital da SAD. Preferiram aumentar a maturidade das VMOC A, na expectativa de que pelo menos uma parte significativa destas VMOCs será comprada pelo SCP/outros investidores, evitando a necessidade de injecção de capital que representam as VMOCs C.

Nas VMOCs C quem entra com o valor em espécie é a banca. Esse valor fica na SAD, logo esta é que recompra os 55M iniciais. É assim que vejo isto…

Quem tem a opção de compra dos 44M das VMOC B é o clube. Não sei onde é que o clube vai buscar esses 44M, mas se exercer a opção, é obrigatoriamente dos 44M e não de parcelas menores.

No fundo o que acho que está previsto é que as ‘contas reserva’ da SAD vão crescendo e permitirão comprar o suficiente das VMOCs B para que o clube se mantenha maioritário. Só se isso não for possível é que o clube terá que exercer a opção, provavelmente contraindo crédito.

In Jornal Negócios

Prolongamento de dívida do Sporting vai ao Parlamento
Uma petição subscrita por mais de quatro mil pessoas defende que o BCP e o Novo Banco favoreceram o Sporting quando decidiram prolongar o empréstimo ao clube. O documento é discutido amanhã.
Prolongamento de dívida do Sporting vai ao Parlamento
Miguel Baltazar
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Bruno Simões Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt
13 de Dezembro de 2016 às 22:00
No final do ano passado, o Sporting enfrentava uma situação complicada. Os 55 milhões de euros de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC) que tinham sido emitidos em 2011, e adquiridos em partes iguais pelo então BES e pelo Millenium BCP (cada um com mais de 27 milhões), iriam converter-se em acções da SAD sportinguista a 17 de Janeiro deste ano, caso o Sporting não os pagasse.

Esse cenário não agradava nem ao clube, nem aos bancos. Por isso, foi acordada a extensão do empréstimo até 2026, com um aumento de 0,5 pontos nos juros, para 4%. Ou seja, a dívida continua nos bancos.

O cidadão Francisco Calado Cordeiro indignou-se com aquilo que considera ter sido um “perdão de dívida” do Novo Banco aos leões – o processo é especialmente sensível porque a instituição foi recapitalizada com dinheiro público – e redigiu uma petição que recolheu mais de quatro mil assinaturas, requisito necessário para ser discutida no plenário da Assembleia da República. Os peticionários exigem que o Sporting pague “uma taxa de juro de mercado” ou que “recompre os instrumentos ao preço facial”. A discussão está marcada para amanhã à tarde.

A petição, por si só, não terá qualquer efeito na operação de prolongamento de maturidades dos VMOC A, que agora apenas vencem em Dezembro de 2026. Depois da discussão, o assunto é arrumado e não há sequer lugar a votações. O que pode acontecer é algum partido apresentar uma iniciativa legislativa que responda a alguma das questões levantadas na petição. O que não é muito expectável.

A maioria dos partidos ainda não definiu a sua posição, nem o que vai dizer nos dois minutos que vão ter para intervir. Já o PCP vai dizer que “compreende que ser accionista do Sporting não seja do interesse do Novo Banco”, mas que “não se percebe porque é que os bancos decidiram comprar as VMOC”, explicou ao Negócios o deputado Miguel Tiago.

Sporting recusa ter sido beneficiado

Ao Negócios, Carlos Vieira, vice-presidente do clube com o pelouro das Finanças, recusa “terminantemente” que o Sporting tenha sido beneficiado, e diz que os VMOC são uma “alternativa válida para apoiar reestruturações”, que foi “analisada e aprovada não só pelo Banco de Portugal” como pela Direcção-Geral de Concorrênca da Comissão Europeia. E diz que o instrumento utilizado para recapitalizar a banca, CoCo, é similar.

Ao abrigo da reestruturação acertada com a banca, “o Sporting tem ‘triggers’ de reembolso”. Os proveitos com a ida à Liga dos Campeões ou a venda de jogadores são utilizados para amortizar empréstimos “e para constituir uma conta-reserva que posteriormente servirá para adquirir as VMOC”, acrescenta Carlos Vieira.

A Assembleia da República enviou pedidos de informação ao Banco de Portugal, Autoridade da Concorrência, Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), bem como ao ministro das Finanças e ao Fundo de Resolução.

O Fundo de Resolução enviou os esclarecimentos do Novo Banco, que disse que existia um “compromisso formal” assumido pelo BES e pelo BCP em 2013 de subscrever uma nova emissão de VMOC. Como o Sporting “não dispunha de fundos disponíveis” para recomprar os 55 milhões que já estavam nos bancos, e como “não era do melhor interesse dos bancos” tornarem-se accionistas do clube, procedeu-se à extensão, em 10 anos, da maturidade da emissão.

A CMVM lembrou que o BCP e o Novo Banco já tinham manifestado disponibilidade para alterar o prazo e condições da emissão em Novembro de 2014.

ANTETITULO
O que são os VMOC do Sporting?

O Sporting já fez duas emissões de VMOC para se financiar. Esta modalidade surgiu na reestruturação financeira de 2010.

BCP e BES compram 55 milhões

Ao abrigo do plano de recuperação financeira do Sporting, concretizado por José Eduardo Bettencourt, o clube negociou com o BES e o BCP – então os maiores credores do clube – a emissão de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC) no valor de 55 milhões de euros, subscritos em partes iguais pelos bancos. Cada um emprestou 27 milhões de euros, que se não fossem pagos até 17 de Janeiro de 2016, seriam convertidos em capital da SAD – ou seja, os bancos passariam a ser accionistas do clube, com aproximadamente 45% da sociedade.

Sporting propõe extensão de 10 anos

Sem “fundos disponíveis” para pagar os 55 milhões de euros aos bancos até à data de conversão, o Sporting propôs uma extensão de 10 anos na maturidade da emissão de VMOC. Em vez de vencer em 2016, esta passaria a vencer em 2026. Ao mesmo tempo, o juro a pagar passaria de 3,5% para 4%.

Banca aceita prolongar VMOC

Os bancos a quem o Sporting deve os 55 milhões de euros não estão especialmente interessados em ser seus accionistas. Além dos VMOC A, emitidos em 2011, BCP e Novo Banco compraram outros 44 milhões de euros em VMOC B, que vencem igualmente em 2026. Os bancos acordaram estender em 10 anos a maturidade dos VMOC A. O Sporting poderá entretanto pagar essa emissão de 2011 e o BCP e Novo Banco comprometem-se a subscrever um novo instrumento – VMOC C. Tem de o fazer até 17 de Janeiro de 2017.

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/politica/detalhe/prolongamento-de-divida-do-sporting-vai-ao-parlamento?ref=DestaquesTopo

Todos sabemos de onde surgiu esta petição, agora falta saber quando vai surgir a petição e respectiva indignação sobre os 600 milhões devidos ao BES/Novo Banco. Mas aparentemente é mais preocupante pagar a dívida com uma taxa de juro aparentemente mais baixa do que nunca mais ver 600 milhões que nunca irão set pagos por quem os deve mas sim pelos contribuintes. :wall:

Esta petição é anedótica… :wall: como é possivel o parlamento deixar se instrumentalizar… Isto é uma petição com fundamentos puramente clubísticos…

Tanto assunto importante para se debater e anda o parlamento a perder tempo com estas m*****.

(Por acaso acho que por lei se uma petição chegar a “x” assinaturas tem que ser obrigatoriamente debatida no parlamento mas isto é só estúpido)

Concordo com o funcionamento das petições. Mas acho deveria haver alteração na lei. Ficava tudo igual, mas nos criterios de admissibilidade deveria colocar um ponto: petições que não sirvam para instrumentalizar o parlamento, sobre matérias de fora do seu âmbito de atuação

Esta petição só vai servir para os “amputar” quando precisarem de fazer uma emissão igual. A diferença é que a nossa está feita, aprovada e a correr. A deles não terá espaço para correr, nem contexto social nem economico. Acho que vai ser um tiro nos pés :arrow:

A tactica deles e mais emprestimos obrigacionistas.
Andam ha uns anos a transformar divida de curto prazo em EO.
[member=23713]Tarântula em quanto e que ja vao os EO deles?

A petição pode ser um tiro no pé para os lampiões… é que pode criar espaço para petições para se saber dos 600M (há quem diga que são mais M)…e para se saber ao certo quantos M os lampiões deves ao BES (Banco mau… há quem diga que a dívida será maior do que se diz)…etc…etc…

Absolutamente ridículo.

Primeiro, é por isto que nunca deve haver resgates públicos da banca privada.

Segundo, eu em dia de jogo no Estádio consigo arranjar 4 mil assinaturas. Fazer isto, mas para se discutir os 600M da Promovalor do Luís Filipe Vieira.

Comichosos do caralho!

DSO já avisou que em Janeiro 2017 sairá (aumentará) mais 50M

Salvo erro não tenho aqui no tlm mas não falho por muito 310 dívida financeira

92 EOs neste momento incluído em total empréstimos não corrente 154M mais empréstimos corrente 156M

Num ano liquidaram 1 EO de 44 com a criação de outro de 50M

Ou seja pagaram BOLA de dívida.

Devem ao NOvo Banco 89M+22,5M = 111,5M em empréstimos bancários CORRENTE (curto prazo) dos quais pagaram Zero de dívida num ano.

Isto assim de cabeça … mas com 99% certeza

Segundo o jornal de negócios, o Sporting já terá 3M postos de parte, para as VMOC…

Deve ser um erro de impressao - 30M certamente.

:great: obrgado pela info.

Eu gosto muito da tecnica deles.
Enquanto criam EO a torto e a direito nao reduzem nada da divida.

Comunicados emitidos pela SPORTING SAD, ao final da tarde. Para dissipar qualquer dúvida


PQ62521.pdf (247 KB)

PQ62522.pdf (245 KB)

PQ62523.pdf (244 KB)

" O Sporting não vai pagar os juros deste ano referentes aos 55 milhões de euros pagos pelo Novo Banco e Millenium BCP na compra de VMOC (Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis) ao leões em 2011.

Nos primeiros anos depois da operação, o clube verde e branco pagava um juro anual de 3,5% mas este valor foi alterado quando os leões prolongaram a maturidade deste instrumento financeiro em 10 anos, até 2026. A taxa subiu para 4%, mas uma das condições para haver a remuneração do investimento dos bancos era a de haver lucros para distribuir aos acionistas. Caso não sejam suficientes para cobrir o valor integral dos juros, o montante “deverá ser reduzido ao valor dos lucros distribuídos verificados”.

Ora, a SAD do Sporting registou, em 2015/16, prejuízos de 31,9 milhões de euros. Assim, os responsáveis verde e brancos comunicaram esta sexta-feira à CMVM que não vão fazer o pagamento dos juros aos bancos referente a este ano.

“Não se verificaram lucros distribuíveis, pelo que, não estando preenchida a respetiva condição, não há, por referência à sexta data possível de pagamento de juros, 26 de dezembro de 2016, lugar ao pagamento dos mesmos”, pode ler-se no comunicado enviado à CMVM."

Record

As VMOCS não pagaram juros 4% TANB por não existirem lucros suficientes.

http://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/docs/JURO66676.pdf

Esta divida de juros (4%) terá de ser adicionada à restante divida, correcto? Falamos de cerca de 3,2 milhões ao ano não é? Se estiver a dizer uma barbaridade corrijam s.f.f.

Oi? :o