Acho que o Maurício tem mais para crescer, não tecnicamente, mas em termos desse papel de liderança que vocês apontam. Se ele chegasse da II Liga brasileira e se armasse logo em André Cruz, era capaz de passar por tolinho.
Mas chega com calma, come o arrozinho dele, faz o joguinho dele e, paulatinamente, é ele + 3 na defesa, é que nem dá chances.
Com tempo, não vejo que tipo de limitações ele tenha que o impeçam de ver a ser um bom líder e basta ver o exemplo do Luisão.
Não quero alguém no plantel, mais a mais com estatuto de capitão e papel de líder, que mande os adeptos para o c@ralho.
Percebo onde queres chegar e até concordo com essa avaliação, mas deixa o cabeçudo do Luisão fora deste tópico.
:great:
Era no sentido de ser um tipo tecnicamente debilitado e ainda assim conseguir tem um papel emocional bastante importante dentro de campo e dentro do clube.
FYI, o Luisão está muito longe de me encher as medidas enquanto jogador ou enquanto capitão, o que quero dizer é que não vejo nada nele que não consiga visionar o Maurício a fazer, porque as limitações maiss óbvias do maurício eram e são também as do Luisão.
Eu percebi o que quiseste dizer. Aliás, o que disseste, pois percebi perfeitamente.
Parece-me que Maurício tem mais cabeça que o Luisão. The irony… :twisted:
E ambos partilham de óbvias limitações técnicas.
Mal conhecemos o Maurício, mas julgo que não faria as tristes e abomináveis figuras que o cabeçudo fez.
Desde querer sair do clube para receber mais todos os defesos a mandar os adeptos para o outro lado.
Como disseste e bem, na defesa, é Maurício +3.
:arrow:
Vejo-o como um jogador ao estilo do Boulahrouz: a missão é cortar a bola e pronto, é isso. Não há grande problema nisso, há imensos defesas nesse estilo e têm registos e carreiras proveitosas, para eles e para os clubes que representam.
Honestamente, não vejo ali um tipo que sirva o modelo do André ou que alguma vez possa actuar como um central muito preocupado em ler o jogo e servir como rede de segurança de outros. Mesmo que chegue a achar-se muito melhor do que é e armar-se em líder, como o Luisão. Por muito que encham a cabeça do Maurício como encheram a do Luisão (daí ter ficado daquele tamanho). Mas que o cabeçaõ se dá a esse papel, dá-se.
Tecnicamente, acho que o Maurício atingiu o seu top. Mesmo como central. A experiência poderá trazer melhor formas de desarmar, mas não o vejo num papel de André. mesmo que o venha a ser, vai demorar, porque tal assentaria sempre numa base de grande autoconfiança. Entretanto temos um Dier ali desamparado. E temos mais dois na forja. Junte-se a isso o facto de ter limitações que não fazem dele um central a um nível do que se pretende no Sporting de futuro.
Esta defesa necessita de um excelente jogador, que seja bom central, um bom libero e um líder. Eu sei, o problema é arranjá-lo.
Eu não sou tão exigente como tu, que precisa de um André Cruz para içar a bandeira branca. A mim basta-me um Phil Babb ou um Tonel para dormir descansado e nesse sentido o Maurício mais do que satisfaz os meus requisitos.
Não é uma questão de exigência. Nem dormir descansado ou requisitos mínimos para ser central. Nem sequer o de achar que devemos ter, neste momento, a ambição e ilusão de achar que podemos andar a contratar centrais de outro mundo.
É uma questão de achar que dá jeito… :mrgreen:
E dá jeito a diversos níveis. Porque uma dupla com diversidade nas competências completa-se, porque temos jovens a necessitar de um líder, de um organizador e de um central também libero capaz de emendar alguns erros desses jovens e porque a nossa defesa não é assim tão segura. Ok, pode ser segura contra a maioria das equipa da primeira liga, mas se queremos outro nível, há que ver tudo tal como é. O Rojo até o podia ser, poderíamos aqui debater horas a fio essa capacidade, mas vai-se a ver e tem as suas paragens e inconsistências. O Maurício… lá está, vejo-o como um Babb, sem as características do tal líder. A sua missão e jogo são claros, sem equívocos.
Nenhum dos nossos centrais oferecem aos mais jovens o que dava jeito oferecerem. Numa perspectiva de equipa em evolução, crescimento e integração dos jovens, equipa feita com base nos frutos da formação, faz muita diferença.
“Com uma equipa de tostões lutamos contra equipas de milhões” – Augusto Inácio
O diretor desportivo Augusto Inácio defendeu que o Sporting está a mostrar que é possível fazer mais com menos e mesmo tendo em conta que têm uma equipa de tostões estão a lutar contra equipas de milhões.
«O processo de crescimento não se vai alterar por estarmos na liderança. O Sporting tem uma equipa de tostões que luta com equipas de milhões. Temos vindo a provar que é possível fazer mais com menos. Na época passada o Sporting gastou muito e fez uma época miserável, mas este ano com muito menos está a fazer muito melhor. Estamos satisfeitos com o percurso e acredito que deixamos os sportinguistas orgulhosos, mas ainda temos muito a percorrer e nada nos vai fazer tirar os pés do chão. Não vamos embandeirar em arco o nosso trabalho por estarmos no primeiro lugar da Liga», afirmou Augusto Inácio, no Congresso de futebol em Maia.
O dirigente foi homenageado pela sua carreira com jogador e treinador: «Quando atingimos determinados patamares pensamos sempre em ter sucesso e conquistar títulos, mas só tenho cinco meses como dirigente. Estou feliz onde estou e satisfeito pelo Sporting estar a dar esta resposta, porque o clube estava desacreditado e era absolutamente impensável uma época semelhante ao que fizemos na anterior, onde acabamos em sétimo».
02-12-2013
:naughty:
Consigo perceber a mensagem e o alcance deste tipo de mensagens.
Consigo até dar a devida distancia aquilo que possam ser os conteúdos das mensagens de simples e meros “sound bytes” relevados pela imprensa.
Mas não consigo deixar de me sentir incomodado pelo tipo de repercussões que este tipo de discursos possa ter no seio de uma equipa que se comporta como valendo milhões.
Esta equipa, por todas as razões, tem vindo a demonstrar que está longe de ser uma equipa de tostões, encontrando-se bem mais perto de equipas de milhões.
Por isso, é importante realçar a sagacidade como se conseguiu organizar uma equipa com poucos recursos financeiros ao dispor mas há que saber sempre proteger e enaltecer a força e a enorme qualidade do grupo.
Para mim, este foi um verdadeiro tiro ao lado dado por Inácio que espero que não nos acerte no pé…!
P.S. Faz-me lembrar o tipo de comentários que se ouvem por aqui quando se diz que W.Carvalho a continuar a jogar assim não vai demorar muito tempo a chegar a um grande clube… :
Não tem que ter interpretação tão negativa como a tua, pepeu.
Em vez de sermos miserabilistas pela falta de recursos, podemos ter ainda mais orgulho nos resultados alcançados quando esses mesmos resultados são alicerçados em recursos bem mais parcos do que os dos nossos rivais…
Em vez de nos deprimirmos por essa falta de meios, acho que podemos ser mais fortes se nos orgulharmos dela.
Claro que nada nos vai cair em cima excepto aquilo que nós deixarmos…
Ninguém aqui pretende fazer realçar as palavras de ninguém ao ponto de achar que tais actos nós trarão dissabores profundos o que quer que nos valha.
Acontece que fazer comentário sobre o comentário faz parte das minhas “obrigações comportamentais”.
Quando não gosto de uma coisa, regra geral em toda a minha vida nunca fui de esconder a cara.
Não vou falar pelos outros, falo apenas por mim.
Não gostei e não gosto deste tipo de comentários?
Não!
Volto a dizer, prefiro que se enalteça a verdade e não se tente aproveitar o facto para podermos retirar dividendos pessoais desse mesmo facto.
O facto aqui é que o Sporting chegou até aqui por mérito próprio e não por mero acaso do destino.
Isso coloca-nos como uma equipa bem mais valiosa que os tais meros tostões que Inácio fala.
Se eu acho que ele está a usar disso para se auto promover? Longe disso…
Acho apenas que as declarações dele não traduzem verdadeiramente a realidade.
No entanto, não me parece que mereça mais do que este mero comentário.
E é claro que não me deprimo minimamente com falta de recursos, antes pelo contrario, orgulho-me imenso dos “parcos” meios ao nosso dispor.
Só por isso é que acho que as declarações estão incorrectas… esta equipa pode ter custado tostões (outra coisa não seria de esperar quando a equipa-tipo assenta em pelo menos 6 jogadores formados no clube) mas tenho a certeza que vale… Milhões!
Mas as pessoas têm todo o direito de gostar ou não gostar, de as achar ou não relevantes ( eu não acho ). A minha observação prendeu-se com as consequências, hipotéticas, para a equipa e que lanças para a discussão. Não me parece que tenham cabimento.
Óptimas declarações.
Só alteraria os tostões para outra palavra mais simpática para os jogadores.
Eu que olhava para o Inácio com alguma desconfiança, principalmente quando o comecei a ver (também) no banco, está a ser um belíssima surpresa, em tudo: comportamento, serenidade e, principalmente, pelo “olho” que trouxe à estrutura do futebol.
Está a ser uma alegria ver este organograma da equipa A (Bruno, Inácio e Jardim) sentado no banco: triple point sem espinhas.
Numa próxima oportunidade e com mais calma e tempo tentarei fazer ver aquilo que eu penso ser importante e possa estar em causa.
E farei-o quando mais se justificar do que um mero discurso de ocasião proferido pelo Inácio.
Para já, claro que não acho que isto afecte, por agora, de todo o comportamento da equipa.
Mas é uma equipa de tostões. No sentido custo dos passes e ordenados é. Esta custa tostões (mesmo assim é a 3ª mais cara), as outras custam milhões. Os milhões que as outras custaram (e custam mensalmente) acentua os tostões da nossa. Se retirarmos quem continua a ganhar todos os meses uma bujarda, mesmo sem a ela (equipa) pertencer… menos tostões ainda (nesse caso milhões).
E é também uma equipa com limitações, espremida até ao tutano e com a confiança e motivação a ultrapassar algumas dessas limitações. Por ser de tostões e por ter limitações (que as dos milhões obrigatoriamente não deveriam ter), também tem menos obrigações. Por isso, algumas pressões são idiotas. Não deveriam existir. Obrigação por títulos, têm as dos milhões. A nossa tem de fazer o seu trabalho, cumprir com as suas obrigações em campo (que não envolvem as pressões de serem reais candidatos a campeões) e almejar aquilo a que se comprometeram.
Há duas equipas (de milhões) que têm de assumir a sua candidatura. Assumiram-na e pronto. Mas são os únicos. Eles sim, gastam o suficiente para serem campeões nas calmas. Como só pode haver um (como no filme), um ficaria a comemorar, o outro a chorar as mágoas e a justificar não o ter sido. Essas duas têm plantéis muito acima do nosso. Muito menos limitações. Eles que lidem com as pressões.
Obviamente, se os outros saírem da frente, arriscam-se. Se nós fomos competentes e eles não, azar. Mas isso sempre foi assim. Na época passada, 4 equipas ficaram À nossa frente. Porque foram competente, mas principalmente porque nós fomos muito incompetentes. Pelo menos 3 delas mostraram essa nossa enorme incompetência. Agora, à 11ª jornada do campeonato, vamos na frente. Segundo as regras, diga o “Record” e alguns supostos sites de referência o que quiserem, vamos à frente. E vamos à frente porque (na minha óptica): 1º Estamos a ser mais competentes que os outros e isso é inegável; 2º Temos um calendário muito mais desafogado, mas não escondemos esse factor (já outros nem sempre o fazem); 3º Os outros têm sido muito incompetentes, eles que o parem de esconder e atirar a pressão para quem não a deve partilhar.
Os jogadores de futebol não são burros. Pelo menos a maioria não o é em assuntos destes. Sabem bem o que aquilo quer dizer, sabem bem o que são e podem vir a ser. E acho até que aquilo é uma motivação!
O grande Inácio com a expressão “equipa de tostões e equipas de milhões” tentou ser pragmático. O que é certo é que o que ele disse é literalmente verdade, os custos dos planteis dos nossos rivais são infinitamente superiores ao nosso, tanto ao nível salarial como ao nivel dos montantes despendidos em contratações. Esta expressão pode melindrar jogadores e adeptos? Não, claro que não, até pelo contrário, significa que mesmo sendo um plantel “barato” os jogadores têm qualidade e superam-se jogo após jogo conforme se tem visto. Ora, isto para mim é motivo de orgulho por dois motivos. O 1º é que efetivamente com o pouco que gastamos compramos qualidade o que abona muito a favor da direção, scouting e equipa técnica. O 2º motivo é a demonstração de que a nossa academia continua a ser o nosso melhor ativo, visto fornecer qualidade e quantidade que “chegue” para nos colocar no 1º lugar. Inácio ainda disse mais, para não ser acusado de nos estar a comparar só com os rivais, reforçou a ideia que nós nos últimos tempos (referiu-se à última época) gastamos fortunas e ficamos no pior lugar da nossa história, lá está,este ano com tostões estamos a fazer uma campanha oposta à efetuada por uma equipa de milhões.