A História

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O pormaior aqui é ter sido numa altura ainda antes do Pedtroto/Pinto da Costa tomarem conta do futebol lá do pedaço.

Há dois ou três dias, uma professora de História desafiou-me a apresentar alguns erros históricos de Lídia Jorge no discurso do 10 de junho que para ela não existiam (mal posso esperar, escreveu).

Assim um pouco à pressa respondi (essencialmente baseado em João P. Marques)

Os disparates em História não importam desde que sejam politicamente úteis e Putin explicou isso mesmo de forma cristalina. Claro que uma professora de História não pode admitir que Lídia Jorge diga que foram os portugueses que inauguraram o “tráfico negreiro intercontinental em larga escala” quando o grande tráfico intercontinental de escravos negros começou no sec. VII e VIII por mercadores muçulmanos e esses escravos chegaram tão longe quanto a indonésia e até a China. Zurara não “repudiou por completo a prática da escravatura e não a teorizou”, comoveu-se, isso sim, mas valorizava acima disso a salvação das suas almas e a sua entrada na civilização pois antes viviam “como bestas”, LG lê Zurara apenas o que lhe convém e nunca sobre o que Zurara refere como "o galardão do Infante ante a presença do Senhor"etc. Em Portugal a população não era 10% de negros no sec. XVII, quanto muito poderia ser uma percentagem correta para Lisboa no sec. XVI…, etc… Mas, para quem não estuda história, não interessa, porque o objetivo é rebaixar os antepassados de forma anacrónica e difundir um remorso também anacrónico visando a política atual de imigração…, o que pretende é de natureza política e não exatidão histórica. E nem uma palavra sobre toda a atividade portuguesa posterior no contexto da abolição da escravatura e do seu tráfico, mormente contra o interesse dos muçulmanos e dos chefes negros à época. isso não dava para rebaixar (curioso, se os números de LG estivessem corretos, hoje todos os portugueses decerto teriam negros escravos como ascendentes…, o que seria desagradável para as teses da narrativa woke da necessidade de absurda autoflagelação).

Eu penso que aqui tenha havido um erro, os relatos dos estrangeiros ou do Cristóvão Rodrigues de Oliveira diziam que havia os 10%, mas em Lisboa. Quanto ao tráfico de escravos, não fomos nós que o criámos como é obvio, os africanos até usaram com o tempo a “estratégia” de conversão ao islamismo para não serem escravizados. A questão é que há muita gente que continua a acreditar que os escravos que iam para o Brasil eram os prisioneiros de guerra que por nós eram comprados, e os dados que há sobre o transporte dos mesmos e sobre a quantidade que seria preciso para trabalhar numa plantação (pondo no singular) o desmente.

https://x.com/i/status/2024891929524158837

Não rebaixar a grandeza do próprio passado é orientação de Putin…, nada de autoflagelações.

https://x.com/i/status/2025188252769251543

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https://x.com/i/status/2024586379263668728

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Só há muito pouco tempo tive o prazer de saber que tinha sido reconstruido…, sempre pensei que tinha sido obliterado definitivamente.

https://x.com/Civixplorer/status/2025591409407889624?s=20

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https://x.com/HistoricHub/status/2025531803554165204?s=20

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Nos diversos comentários, há achegas ao que está narrado, no sentido de rectificar alguns dados.

https://x.com/i/status/2026899892409421943

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“Os fortes Portugueses que navegam.” (Lusíadas: I-32,8)

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Seja ou não IA…
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