
Sobre os ISP’s, é obviamente aó que é possível combater a pirataria, se calhar até é simples, os ISP’s pertencem a grandes grupos económicos, bastariam que tivessem interesses económicos ao comprarem algumas dessas editoras e a maior parte da pirataria acabava imediatamente. Limitavam-se a bloquear downloads acima de certo volume, ou acima de uma certa velocidade, ou a bloquear os programas claramente “pirateiros”, como as mulas, os torrents…“ah e tal mas eu quero enviar um trabalho académico bla bla bla” - “é pá, usa o mail”; “ah e tal eu assim quero baixar a minha velocidade de dowlnload de 25 G para 700 k” - “temos pena mas já não temos essa velocidade, temos 8G mas paga menos 2 EUR por mês”.
Quem tem o poder são os ISP’s, as editoras finalmente perceberam isso e é aí que estão a atacar.
Sobre os concertos darem lucro ou não, acho que deve depender do evento, do concerto, da banda…há concertos, como diz a Karol, que vivem à custa dos patrocínios, certo, mas isso também é dinheiro, é a mesma coisa que num clube de futebol, as receitas não são só as assistências aos jogos…aliás como sabemos um dos maiores concertos nacionais é o Super Bock. As contas dos concertos são simples: custos é a banda, o local, a segurança, a promoção; os proveitos são as vendas de bilhetes, publicidade, gadgets. Depois há ainda os snacks, bebidas, etc, que muitas vezes até são cedidos a terceiros contra uma renda fixa. A única variável é mesmo o número de espectadores, se precisar de 5 mil pessoas para atingir o break even (lucro zero) e só tiver 3 mil, então a banda não serve e tem que se experimentar outra…
Karol, essas promotoras de que falas que estão com problemas deve dever-se a um fenómeno típico, que é, com o aumento do poder de compra em Portugal, o nº de concertos aumentou, o pessoal do meio começou a ver o dinheiro a passar e pensaram “e porque não faço eu uma empresa igual”, daí aparecerem mais promotoras com empregados que eram de outras editoras, só que depois como há um exagero de oferta, não há público suficiente para todos, até porque os artistas sabendo que têm muita procura aumentam os preços…começou num círculo virtuoso mas agora está a inverter-se.