88ª Cerimónia dos Óscares - 2016

Acham que a maioria dos filmes sai com boa qualidade (720p) até à noite dos Óscares? Estou numa fase que abaixo disso faz-me muita confusão.

Já existem algums. O Spotlight por exemplo.

Sim. Mas não consigo encontrar nada do The Revenant, The Hateful Eight, Carol, Brooklyn e The Big Short.

Até ao final de Fevereiro deve sair tudo cá para fora. Faltam 10 dias para os Óscares. Revenant e Hateful 8 deve estar mesmo aí a bombar.

1. não acho que tenha excessos, o seu comportamento adequa-se à época [1890|1900] e se pesquisares retratos de Lili Elbe rapidamente (te) apercebes que os maneirismos|poses|hábitos|trejeitos são em tudo idênticos. :mais:

Há ali um excesso de feminismo que pode ser considerado um retrato algo caricaturizado (?) mas quando (se) pede a um homem para se transformar numa mulher, a percepção do que é “exagerado” tende a aumentar por não se considerar “natural” quase nada do que ele|ela faz. :lol: :twisted: É compreensível a tua crítica, e embora até possa vir a concordar com ela em determinados momentos|sequências do filme, não creio que isso transforme a caracterização em algo “fácil” e|ou que os seus próprios excessos sejam de execução “simples”, não quando todo ele transpira uma … mulher. Há uma enorme (!!) diferença no olhar, na gentileza do toque, na postura rectilínea, todos os seus movimentos transmitem a fluidez feminina e para isso, não basta “exagerar”, há uma graciosidade na sua interpretação que (me) faz querer elogiá-lo.

E até mesmo nos momentos de maior ansiedade|nervosismo, sem falas, a forma com que interiormente ele, homem, reage e ela, mulher, se comporta é demonstrador da sua enorme polivalência. Fiquei adepto. É só dar uma vista de olhos na Caitlyn Jenner [https://pbs.twimg.com/profile_images/631155150816591872/OJPX5Wiy.jpg] e facilmente, num caso real, também a apelidamos de uma mulher … exagerada. :mrgreen: Eu diria que é da própria consciência masculina ter como “exagero” qualquer homem que tente protagonizar de mulher, basta ver aqueles casos de homens mais efeminados [José Castelo Branco, Conchita, Carlos], que gostam de se vestir de mulher e não há um de nós que não ache aquilo um “exagero” quando para eles simplesmente é a forma com que gostam|querem ser.

[member=1247]barbosa andas a olhar para muita gente assim…depois andas a dizer que o outro é que olha para o baterista do Sting. :twisted:

1. you already know the joke. :lol: :mais:


It’s career day in primary school where each student talks about what their dad does. Little Johnny is last, and finally the teacher calls on him to talk about his dad. Johnny comes to the front of the class. ‘My daddy is a dancer at a gay bar. He takes off his clothes for other men, and if they pay him enough money, he goes into the alley and performs sexual acts on them.’ The teacher is shocked, and she calls for an early recess for the rest of the class. She sits down with Johnny and asks him if this is really true about his dad. Johnny says; ‘No, but I was too embarrassed to say he played for Tottenham Hotspur.’

Fora de brincadeiras: o que (me) parece que aconteceu no papel de Eddie Redmayne tem que ver com o pouco arco emocional que foi dado à sua personagem por Lucinda Coxon e|ou Tom Hooper. :menos: Há uma clara intenção de (nos) apresentar Lili, de caracterizar Lili, de personificar Lili, mas é dado pouco destaque às questões emocionais|psicológicas de Einar Wegener que durante a maior parte da película está mais preocupado (?) em tornar-se na Lili, por inteiro, e não propriamente na sua demanda interna de esclarecimento e|ou entendimento pessoal. Houve um clique, e desde então, a película dedica muito pouco tempo às diversas questões emocionais de enorme complexidade que daí podiam advir.

Esse papel e|ou arco emocional mais completo fica a cargo de Alicia Vikander [Gerda Wegener], que ela sim, se vê num limbo emocional entre ser a amiga e única pessoa em quem Einar|Lili pode confiar a sua verdadeira pessoa, e a mulher que sem se aperceber, acabou de perder o marido devido à sua procura pela verdadeira identidade sexual. É uma personagem mais rica, do ponto de vista psicológico, do que a de Redmayne, o que até acaba por ser curioso e uma das razões pela qual o filme, provavelmente, não recebeu nenhuma nomeação, nem tão pouco o seu realizador. Tom Hooper não quis enveredar pelas vicissitudes de uma mudança de sexo, preferiu ocupar-se pela superficialidade da transformação. Adicione-se a isso a sua escolha de uma tema tão abordado nos EUA em 2015 e é uma película que tresanda, um pouco, a oportunismo. Fica para a próxima, Hooper. :lol: :twisted:

[hr]

2. quanto mais criticas leio sobre Room, mais (me) convenço que não fui mesmo o único a adorar a película e|ou a tê-la como favorita. :clap: :mais: Tem aquilo que faltou, um pouco de lés-a-lés, em quase todas as produções de 2015 [Spotlight, The Big Short, The Revenant, Bridge of Spies, The Martian], um arco emocional bem contado e um bom desenvolvimento (psicológico) das personagens. É o que (se) chama uma história com sumo, esta teve-o, gerou uma enorme compaixão, tocou em diversas questões sociais e ainda conseguiu ter nas suas duas estrelas principais [Brie Larson, Jacob Tremblay] duas prestações fantásticas, aliás, até é de admirar o Jacob Tremlay não ter sido nomeado. É (mais) uma chapada de luva branca nas mega produções de Hollywood, uma película com um budget tão “pequeno” [6M] ser tão bem realizada, tão bonita e tão competente.

Tenho ideia que a minha decisão está tomada. :mais: É Room o meu cavalo de batalha para 2015. [member=19650]DDraper, que não cheguem os Óscares e tu não tenhas, pelo menos, dito ao Fórum quem é que desejas que ganhe a estatueta. :mrgreen: [member=14956]Letista, [member=17033]Chown, [member=10453]Domingo, [member=121]Paracelsus, [member=6334]joaommx, [member=22742]Espinoza, @Yaponchik, [member=5591]2xtreme, então e vocês, já viram todos? Votam em quem?

Normalmente qualidade decente sai quando o BluRay sai para as lojas.

[member=1247]barbosa Eu dos nomeados só vi o Mad Max e o The Revenant. Tenho interesse em ver o The Room, todos os outros não me despertam grande curiosidade, sinceramente. Dos filmes que vi este ano e mais gostei, só mesmo o Mad Max é que está nomeado.

Já dei a minha opinião sobre o The Revenant, relativamente ao Mad Max, seria a minha escolha (ainda não vi os outros, como já disse, mas duvido que tenham um impacto maior). É o epíteto máximo do que deve ser um filme de acção, intenso do primeiro ao último minuto (lembro-me de no cinema nem dar pelo tempo passar e mal me mexer na cadeira), uma narrativa visual fantástica com uma realização e uma direcção artística sublime (fantástico apreciar este mundo de… mad people). Achei genial a forma como o George Miller se reinventou a si mesmo e à sua própria obra. E ainda por cima saber que aquelas máquinas e aqueles truques foram quase todos feitos “à mão”, enfim… :clap:

Ah, e a banda sonora também é muito boa. :mais:

E só mais um pormenor extra, gostei da forma como consegue ser um filme vá, “feminista”, sem precisar de recorrer a choro ou aos argumentos da treta que as feminazis tanto adoram. :mrgreen:

Ajudem o Leo a ganhar o seu tão desejado Oscar :mrgreen:

Não sejas assim… Ele merece… :mrgreen:

Vi The Revenant. Filme espectacular! Superou as minhas expectativas. Só tenho pena que o diálogo não tenha sido nada por aí além. Mas a produção do filme fez-me esquecer dos pontos fracos. O filme está muito bem feito e as cenas são muito realistas. Há algumas cenas do filme que são realmente memoráveis e entram na história do cinema. DiCaprio desta vez fez mais um papel excepcional, diferente dos anteriores. É mais físico do que qualquer coisa mas acho que merece o Óscar. Tom Hardy idem

Olá [member=1247]barbosa :slight_smile: quando é preciso um aviso de menção para eu vir ao fórum é porque a coisa está preta mesmo :mrgreen:

Eu digo, eu digo. Mais logo já deixo cá a opinião. Deixo só uma achega já - fãs do The Revenant (o favorito aos Óscares)… Não sou fã. Mesmo. Só reacendeu mais em mim a minha veia anti-DiCaprio. :mrgreen:

[member=1247]barbosa

Citando-me, estou na mesma luta que tu.

Vi este filme e de seguida o Me and Earl and the Dying Girl e que carga emocional com que fiquei.

Chorei que nem um bebé. Excelente filme o Room :clap:

Todos os momentos são particularmente bem feitos e com uma carga emocional brutal. O miúdo esteve muito bem.

Até agora vi:
A Queda de Wall Street
Mad Max: Estrada da Fúria
Perdido em Marte
Quarto

Cada um ao seu estilo foram muito bons, mas dos 4 o Quarto era o que mais merecia a estatueta. Devo ver ainda o Renascido e o Caso Spotlight. :great:

b[/b] antes demais, interessa recordar que apenas vi o Rocky de 1976 - o I - e que até hoje considero uma das películas com o argumento mais elogiável de Hollywood - aquele momento em ringue, no final, é épico* (!) - o que, no fundo, significa que a generalidade da saga de Rocky Balboa é por mim (completamente) desconhecida [Rocky II, Rocky III, Rocky IV, Rocky V, Rocky Balboa]. Dito isto, a minha apreciação deste (camuflado) remake de 1976 desconsidera por completo a aparente - e badalada! - mediocridade da saga (?) o que (me) impede de ser assim tão meigo por não ter nenhum outro termo de avaliação que não o Rocky original. E esse, é tão, e soberbamente, melhor. :mrgreen: Em tudo: no argumento, embora este tenha tido o cuidado de (se) actualizar - hip-hop, descendência de Creed, papel secundário de Stalone, arco emocional de várias personagens (bastante) profundo! - no elenco - o Michael B. Jordan não (me) conseguiu convencer em (quase) nenhuma sequência da película, que não nas amorosas! - na edição - a dada altura dava ideia que Creed era uma colectânea de vários clips de Youtube, em forma de trailer! - e na realização. Não gostei. Tenho bastante apreço pelo saudosismo da película, Ryan Coogler tratou com estima o universo de Rocky, encaixou Sylvester Stallone num enredo emocional|sentimentalista com adornos bastante bonitos e apropriados à época da tão conhecida força interior e resiliência de Rocky Balboa e o próprio Stallone traz-nos, novamente, um retrato de uma das personagens mais emblemáticas|humildes e diria até simplisticamente belas que o cinema criou.

[spoiler]*
1. a forma com que o resultado do combate se torna irrelevante, a banda sonora, o entusiasmo, o sentimento de superação pessoal, uff, que final!

https://www.youtube.com/watch?v=G40ji3nWHi0[/spoiler]

b[/b] não consigo encontrar mais elogios para lá de: i) Stallone. ii) nostalgia. iii) carinho|estima de Ryan Coogler. :mais: Adonis Johnson [Michael B. Jordan] tem swag a mais - só de pensar em possíveis sequelas, com o mesmo actor principal, nesta personagem, perco logo o interesse! - aliás, a magia de Rocky, o homem, é o seu carácter simples, a sua personalidade sensata, os seus treinos|exercícios acessíveis a qualquer atleta com força de vontade, e Stallone sempre conseguiu caracterizar bastante bem a diferença entre um homem crente de que é capaz de tudo, com trabalho, ou um homem arrogante. Adonis não é Rocky, Michael B. Jordan não é Sylvester Stallone, mas quer a personagem, quer o actor, não me convencem a comprar bilhete para um possível filme a solo. Ryan Coogler, a dada altura, dá ideia que apenas tem no seu arsenal, uma câmara HD e uma sede para causar impacto. Li imensos elogios ao seu trabalho, em críticas de interesse [http://www.avclub.com/review/creed-worthy-follow-both-rocky-and-fruitvale-stati-228789], que concretizam, no último parágrafo “Creed works far better than it should, and does so twice: as the unexpected payoff to a nearly 40-year-old series, and as the confirmation of a major talent in its director.”. Elogiam-no por tornar divertido a exibição de estatísticas em imagens paradas [x] - senti-me num qualquer concurso televisivo da TVI - por tornar entusiasmante a sua corrida ao lado de motas [x] - quando não trabalhou sequer a empatia entre motards|Adonis e|ou Philadelphia|Adonis, despachou isso numa conversa de 1 minuto, mal amanhada, sem qualquer emocionalidade! - e elogiam os seus takes longos [v].

É uma película moderna, que retrata com imenso carinho o universo de Rocky Balboa, que não (me) entusiasma propriamente em diversos aspectos, mas que nos dá um Rocky Balboa, de Sylvester Stallone absolutamente fantástico. :clap: :mais:

Não devo voltar aqui até comingo, mas contem comigo. Não venho aqui mesmo porque não quero ser influenciado. Mas devo conseguir até domingo ver todas as películas que estão nomeadas para todas as categorias (mesmo as técnicas). Para já continuo a não compreender como o Ex-Machina foi deixado de fora de filme, actriz secundária e actor secundário em simultâneo. Ah e quero chamar a atenção que os nomeados na primeira página têm um erro…a Alicia Vikander foi nomeada mas pelo The Danish Girl.

Aqui também estou com o barbosa… Falta “alma” ao Creed, apesar de tudo fazer para homenagear decentemente a saga Rocky.

Mas falta de facto ali aquele punch emocional, aquela catarse que ocorre em Rocky e em maior ou menor medida em todos os outros da saga (está lá em todos, mesmo que não com o mesmo impacto da cena final do primeiro Rocky - depois do Star Wars aqui tens outra major flaw oh [member=1247]barbosa :lol:). O actor principal não entusiasma, nao transmite uma determinação própria nem motivação credíveis aos olhos do espectador. É tudo demasiado forçado.

O realizador fez um trabalho competente, mas falta algo ao filme para ser um verdadeiro sucessor dos Rockys, apesar de em momento algum envergonhar a anterior saga.

[member=1247]barbosa, eu diria que é um mero filme de pipoca. Falta-lhe tudo para ser um bom filme e estar nos Óscares. O argumento é banal, uma história sem qualquer pingo de sal, até fiquei surpreendido com alguns elogios que li, mesmo aqui, neste espaço.

Um pouco saudosista, mas não me fez recordar os antigos Rockys, Stallone tem um bom registo e um pouco emotivo. De resto, história contada com muita velocidade, não teve qualquer capacidade de envolver o espectador com o filme, uma história de amor muito forçada, banal. Podiam ter preparado este regresso com outra alma, de outra forma, a ideia é boa, a forma que é contada e como se desenrola é que é um grande cliché.

Retirando o Stallone, que tem um bom registo na película, os restantes autores têm um desempenho quase que medíocre. :menos: Pouca qualidade, aceito que o papel não era exigente, mas há actores que pegam em maus papéis e conseguem colocar algum brilho, tornando-os em bons registos, não foi o caso. Falta estaleca a representar e de certa forma, talento.

Ainda bem que visualizei o filme em casa e não numa sala de cinema. Não merece.

Vocês são loucos… :o :menos: