88ª Cerimónia dos Óscares - 2016

1. senti-me algo estupidificado. :lol: :menos: É engraçado|curioso|divertido aos olhos de alguns - até mesmo aqui no tópico (?) já elogiaram essa (pequena) inovação! - e deu (bastante!) jeito à explicação do argumento mas há duas formas de aplicar “conveniências” que te desdobram o enredo e eles optaram por aquela que quebra a barreira da designada “4ª parede”. Há quem domine esta arte [House of Cards] - a elegância de Kevin Spacey e o formato televisivo dão-lhe um perfume distinto! - mas regra geral, é um acto que só revela, das duas uma, ou preguiça ou arrogância. E sinceramente a utilização de celebridades “estereotipicamente ignorantes” [Selena Gomez, Margot Robbie] vulgariza a própria produção.

Eu não digo que seja fácil elaborar um manuscrito sobre algo tão complexo mas há uma cena do Ryan Gosling - depois irás reconhecer! - que serve exactamente o mesmo propósito das explicações, em conversa directa com a plateia, e que resulta muito melhor, precisamente por ter sido feita no decorrer (normal) da história. Eu percebi o objectivo. Era para ter piada. Dar uma aula para “tótós”. Como que “não-se-sintam-mal-isto-aprende-se-num-instante”, “aqui-têm-estas-burras-a-demostrar-que-não-é-preciso-ser-nenhum-génio-matemático”. Isto, sinceramente, estupidifica-me, e a película de cada vez que abraça este registo meio apalermado é cinema fast food. Quando é narrado, num registo sério, mas irónico|sarcástico, é excelente. :mais:

[member=1247]barbosa, eu vi o filme e gostei. Esperei pela tua análise porque é-me mais fácil concordar/discordar, ao invés de estar a escrever um testamento, como muito bem o fazes. ;D :great:

O filme está bem conseguido e chega a todo o género de plateia. Esmiúça-lha o tema e explica-o de forma muito eloquente, com um toque de sarcasmo, que eu adoro. A prestação da Selena Gomez e da Margot Robbie, serviu para retirar um pouco da carga dramática, há ali um toque de ignorância, mas como disse, é um filme para todo o género de planteia, gostei da abordagem, quebrou um pouco a seriedade que o filme tinha em torno de si. Várias pessoas elogiaram aqueles dois momentos, primeiro com um wtf?, depois com algum riso acompanhar. Mas entendo que não tenhas gostado, não creio ter sido intenção do realizador chamar de totós alguém, seguiu à risco o tema “Finanças para Totós”. :mrgreen:

Quanto às nomeações, para mim ganha Best Picture. Hoje vejo o do Leonardo e posso mudar de opinião, mas até o ver, é esta a minha opinião. Gostei da prestação do Christian Bale, é fácil gostar, é um actor muito talentoso. É sempre óptimo ver o Steve Carrell e como as pessoas começam a ri e ainda o homem nem falou, um estereótipo que o próprio construiu e que levará muitas peliculas a mudar. O filme é consistente, não ia com grande expectativa, mas sai do cinema agradado com a película, boas prestações, o argumento está muito bem construído, não é demasiado pesado a nível técnico e gosto do registo em voz off do Gosling. Foi bem trabalhado e acaba por ser agradável, sobretudo quando se trata de um filme sobre a alta finança e sobre números.

Respeito o tom sério como analisas-te a película, como por norma o fazes, mas tens que deixar embutir um pouco no estilo de filme, mais no argumento e entender como um todo. Estás a ser um pouco injusto na abordagem às duas prestações para totós, certamente ficaria melhor com a explicação do Gosling, tal como ele o fez, mas aposto que mais de 50% das pessoas não entendeu o que ele explicou, enquanto que as outras duas explicações, suavizaram o tema e explanaram com toda a eloquência necessária. E, mesmo assim, houve quem saísse aborrecido da sala, imagina se não tivéssemos aquelas duas cenas e também a da stripper, que foi igualmente cómico.

1. compreendo a tua opinião [member=17033]Chown - tens de escrever mais sobre os outros! - e é de facto uma questão de perspectivas. :mais:

[hr]

Fui ver o Spotlight e de momento:

(i) história: Spotlight.
(ii) argumento|guião: The Big Short.
(iii) realizador: The Revenant.
(iv) elenco: The Big Short.
(v) cinematografia: The Revenant.
(vi) production design: Bridge of Spies.

É um ano algo atípico - para mim! - por não ter nenhuma película que idolatre. Há uma qualidade muito boa nas produções nomeadas [The Martian, Brooklyn, Bridge of Spies, The Big Short, The Revenant, Spotlight], qualquer uma destas películas tem bastantes méritos mas estou indecido no que toca ao favorito para Melhor Filme. :mrgreen: The Martian foi a melhor surpresa do leque, The Revenant o mais bonito, The Big Short o mais entusiasmante, Spotlight o mais intenso|dramático, Brooklyn o mais romântico|sentimentalista e o Bridge of Spies o melhor trabalhado de lés-a-lés. Era engraçado colocar uma votação no tópico. [member=14956]Letista, que tal? ;D :mais:

Só espero que o Revenant não ganhe o melhor filme. Não o achei mau, mas para a história que quer contar, não precisa de 2h30. E se já há alguns anos que espero ver o DiCaprio ganhar o Oscar, tambem acho que já teve papeis melhores que este.

Para mim, até agora, que ainda só vi 4 dos 8, seria o Big Short, o Mad Max ou o Martian… ou seja, qualquer um que não o Revenant. :mrgreen:
E algo me diz que quantos mais vir (o proximo será o Room no fim de semana) mais vou achar que o Revenant não merece…

Ainda não consigo entender como o Mad Max está nomeado para melhor filme! É o maior mistério nestes óscares muito francamente. Sim, o filme tem efeitos visuais espectaculares mas não passa daí. O argumento é banal e os personagens idem. Então o Tom Hardy mal se destacou no filme, nem se viu o talento habitual que ele. A história em si é aborrecida e vulgar. Dou 9 aos efeitos visuais mas olhando para o todo dou 5. Alguém é capaz de explicar porque é que este filme é nomeado sequer?

Acho que o Spotlight foi um bom filme mas estava à espera de mais. É uma história baseado em factos reais o que não dá espaço para creatividade mas podiam ter dado mais pulso ou emoção ou dinamizar um pouco a história. Dei por mim a querer dormir em alguns espaços do filme. O elenco é óptimo, gostei especialmente do Mark Ruffalo. 7,5/10

The Big Short é um grande filme apesar da linguagem específica que eles usam. Realmente tem uns toques de arrogância e sarcasmo no argumento, a tentar aparvalhar-nos, mas é isso que deu um acréscimo à película. Se não fosse isso tornaria o filme aborrecido. Se bem que também achei inacessível pois não entendi metade do que eles diziam. O elenco é impecável, especialmente o Ryan Gosling e o Steve Carell. Christian Bale como sempre igualmente impecável mas não teve tanto destaque como os dois primeiros. 8/10

Amei The Martian, dou 8,5/10. O filme é bem entusiasmante, inovador e divertido. Tenho um pequeno senão com o optimismo irritante do personagem do Matt Damon e também algumas soluções aos problemas não parecem reais, são mais surreais tendo em conta a facilidade que ele escapa de situações extremas. Tirando isso, gostei muito da banda sonora e do argumento. Não acho muito merecedor a nomeação do Matt Damon como melhor actor. A mim pareceu que ele estava a ser o próprio Matt

Entre todos este filmes, gostei mais do The Martian. Mas não me parece que ganhe o óscar de melhor filme. Também falta eu ver mais uns quantos: The room, Revenant, Carol,…

Este ano foi bem fraquito em cinema, na minha opinião.
Estive a fazer um rating pessoal no imdb e dos filmes de 2015 e 2016 da minha lista só dei um rating superior a 6 a 5 filmes :lol: Nenhum filme me marcou nada de especial.

Dei 8 a Mad Max que gostei muito.

7 a The Martian, ao Room e a dois filmes não nomeados, The Lobster e Me and Earl and the Dying Girl que também gostei.

Depois 6 a Inside Out, Brooklyn, The Hateful Eight, Brooklyn e Ex Machina que também me agradaram.

Os outros com nota positiva com 5, The Big Short, The Revenant e The Danish Girl dos nomeados- Aqui destaco sobretudo as interpretações dos actores em qualquer dos filmes e estarei a torcer pelo Di Caprio. Dei também nota positiva a Creed, Southpaw, The Diary of a Teenage Girl, Sicário e o novo Missão Impossível.

Depois dei um 4 meio meh a Spotlight(que acho que pode ganhar o Oscar), ao Irrational Man, ao Carol, ao Spy, ao Trainwreck e ao Minions.

Dei 3 ao Joy.

E um 2 ao Pixels, ao Maze Runner 2, às 50 sombras, ao Quarteto fantástico e ao Pátio das Cantigas.

Falta-me ver o Bridge of Spies.

Mas eu também tenho uma maneira um bocado estranha de avaliar, depende muito do género, sou muito exigente e tenho um gosto meio esquisito.

1. estás bom para dar aulas na Clássica. :mrgreen:

Inside Out, só pela ideia, merece nota máxima, adicione-se a forma tão delicada|engraçada|entretida|apropriada a crianças|adultos com que a executaram e estamos perante uma das melhores produções animadas da última década (?). Eu sou suspeito, adorei. :clap: :mais: É fantástico. Tem tudo o que (se) pode pedir a uma película de animação: extremamente divertida, bastante bem escrita, criativa|original, repleta de significado emocional, entretida aos olhos dos mais novo, interessante|inteligente aos olhos dos mais adultos, personagens emblemáticas, recheada de momentos hilariantes e de imensa ternura. É um êxito, um enorme êxito.

Tinha só de vir aqui defender uma das películas que mais adorei em 2015. É tão brutal. Diverti-me imenso. 5 a The Revenant e|ou a Big Short é bastante duro para o trabalho que está por trás de ambos (?), embora sejam gostos, e não irei questionar o de ninguém, o problema de dar avaliações a películas é que no fundo dependem de uma quantidade inacreditável de parâmetros: pode ser mero gosto, há quem não consiga dar boas notas a películas com uma história pouco interessante, há quem seja mais picuinhas e considere tudo desde a banda sonora ao guarda-roupa das personagens. :lol: :twisted: Eu também não (me) fascinei com The Revenant - no que toca ao seu argumento! - mas bolas, 5 para uma produção tão bem trabalhada|editada é um mimo pouco simpático para o trabalhão que está ali.

2. é um ano atípico, todos os anos existem 2|3|4 películas nomeadas que não simpatizo [Boyhood, The Grand Budapest Hotel, 12 Years a Slave, American Hustle] e|ou películas que achei algo desinteressantes [Nebraska, The Imitation Game, American Sniper], este ano apesar de não existir propriamente um nomeado que seja inacreditavelmente excelente, não consigo criticar quase nenhum realizador, por achar que (quase) todos eles cumpriram com o que era suposto do próprio filme|história. Ridley Scott dá-nos um The Martian irreverente, algo despido do dramatismo que as películas no espaço costumam ter [Gravity, Interstellar] e não podia ter escolhido um melhor actor para retratar o pretendido, Steven Spielberg faz de uma história estupidamente simples (!!) uma aula de cinema competente, Alejandro Gonzalez Inarritu dá-nos um autêntica masturbação à sua qualidade cinematográfica - que era o que ele pretendia, creio! - Adam McKay abordou o tema como quis, que para bastantes pessoas, foi a forma ideal de o colocar no ecrã de uma forma interessante e o John Crowley traz-nos um drama emocional de uma forma bastante requintada|glamorosa, que creio ter sido a sua principal intenção ao realizá-lo.

Faltam é argumentos de mão cheia. Digo eu. ;D :mais:

Eu sou sincero, custa-me dar notas de 9 e 10 a filmes que não me marcam, seja de que maneira for. Têm de ter algo de especial.
Até para dar um 8 já estico a corda. :mrgreen:

É que uma pessoa vê tanta coisa ao longo da vida, que tem de separar as águas de alguma maneira. Para mim um 6 já é bom. Já é daqueles que não me importo de rever. O Inside Out foi de longe o filme de animação que mais gostei este ano, como disse no tópico dos filmes achei muito original e muito bem feito, mas para ser totalmente sincero achei inferior a um How To Train Your Dragon por exemplo, a quem dei 7 acho. Já nem falo de um Alladin, de um Toy Story 3 ou de um Lion King. E eu tenho de marcar essa diferença.

Por exemplo um 5 para mim é positivo. Falaste no The Revenant e no Big Short, talvez seja duro uma pessoa avaliá-los apenas como 5 e eu até acabo por concordar. Mas além das interpretações que achei bastante boas, são filmes um pouco maçudos, uma pessoa acaba de os ver, fala-se neles, comenta-se mas dá vontade de os rever? A mim não. Vêem-se, dá para passar o tempo, têm coisas bastante boas, ficamos agarrados pelas perfomances mas falta-me qualquer coisa.

quantidade inacreditável de parâmetros: pode ser mero gosto, há quem não consiga dar boas notas a películas com uma história pouco interessante, há quem seja mais picuinhas e considere tudo desde a banda sonora ao guarda-roupa das personagens

A mim não me custa nada admitir que em termos técnicos sou um nabo. Não ligo muito a esses pormenores piquinhas. Faço as minhas avaliações pelo gosto, pela maneira como me marca, vou muito por impulso. Não tenho o conhecimento mas o facto de não pescar nada disto não me impede de ter uma paixão pelo cinema.

E avalio pelo filme que é. Um blockbuster comercial de pipoca avalio se me diverte e me faz passar bem o tempo, uma comédia se me faz rir, um horror movie se me faz fechar as janelas ( :mrgreen:), um drama se me toca e me agarra, um filme de animação se acorda a criança que há em mim e por aí fora. É como comparar defesas com avançados. Podemos avaliar um Ronaldo com um 10 e um Roberto Carlos também com um 10. São incomparáveis, pedem-se coisas diferentes a ambos, não almejam o mesmo mas ambos marcaram a sua era.

Eu sei que é bocado estranho avaliar assim mas é uma panca minha. :mrgreen:

Bem, só agora vi o The Revenant e tenho que aplaudir, de pé, o enorme trabalho de Alejandro González Iñárritu. Fantástico e soberbo. A ideia de produzir um filme sem luz artificial, deu um carácter de enorme naturalidade ao filme. Há ali pormenores técnicos de grande qualidade, o facto da lente da câmara embaciar, deu-nos um contexto muito forte de realismo e de drama. As paisagens são maravilhosas, os ângulos que capta as mesmas são muito bons, de um realismo estonteante, levou-nos para aquelas florestas, para aquelas montanhas, sem nos apercebermos.

Quanto ao argumento, ao filme propriamente dito, não tem nada de especial. Está bem realizado. Mas falta ali trabalho de forma a conseguir agarrar melhor o espectador, o drama não foi bem entrosado, não conseguiram transmitir emoção, é um filme frio e que tem dificuldade em manter o foco na história em si. Perdemo-nos mais nos aspectos técnicos e não tanto no drama que sustenta todo o filme. Preferi o The Big Short, se quisermos comparar entre um e outro. Há tentativas de captar atenção, mas inglórias. Gostei da banda sonora, mas creio que a nível técnico é onde o Alejandro González Iñárritu pode e deve ser mais assertivo, ficou um pouco aquém dado que há demasiados momentos mortos, falta-lhe espectacularidade sonora e isto até era simples, o filme proporciona momentos de algum climax cinematográfico. Admito que não é fácil elogiar, nem gostar, da música dos filmes de Alejandro González Iñárritu, são sempre muito particulares e parecem ter caído ali do nada, são de outro patamar.

Leonardo Di Caprio. Sem ver ainda todos os filmes, cheira que será desta que lhe é reconhecido o talento com uma estatueta. E poderá ganhar, com boa performance, mas que não é o seu melhor papel. Tem protagonismo, mas não é o principal a 100%, gostei do trabalho mais físico, da representação, que é realmente muito boa. A nível de diálogos, aqui a culpa nem é dele, o filme é fraco, a prestação é fraca. Eu sei que o filme não se sustentou nisso, mas fica o apontamento, havia espaço para trabalhar mais nisso.

The Revenant acaba por ser uma obra-prima da técnica, da produção, mas ainda longe de ter um argumento coeso. É um filme de imagens estonteantes, arrisco a dizer que se fazia este filme sem diálogos, o que o tornaria sim, numa obra prima. É que o filme tem protagonismo, tem qualidade, quando não há diálogos, uma lição de sobrevivência humana, bem caracterizada, bem executada, mas que lhe falta imenso conteúdo. Como disse, seria espantoso fazer este filme sem diálogos, um exercício que lhe retirava algum protagonismo, mas que o colocaria noutro patamar, noutra galeria.

Para mim, concordando com o que foi escrito para trás, limpa as estatuetas nas categorias mais técnicas. Leonardo Di Caprio fica com a sua estatueta e Alejandro González Iñárritu ganha a estatueta de melhor realizador, onde está muito acima dos outros todos. Quanto a melhor filme, sou sincero, gostei mais do The Big Short e ganhava este igualmente a estatueta para Best Picture. Quanto avaliações, não lhe dou qualquer números porque não tenho num ranking de padrão e tenderia a ser injusto, se o fizesse. Tal como dizia há dias o Nuno Markl, é uma película para ser visualizada uma única vez, mas que merece ser visto essa única vez, sem qualquer dúvida.

P.S. Como é que o Tom Hardy não tem uma nomeação? Ou tem e passou-me ao lado? :shifty:

Está nomeado para melhor actor secundário pelo The Revenant.

Obrigado, foi por inércia que não fui confirmar. :mrgreen: Como se fala pouco da sua prestação, pensei que nem tivesse direito a uma nomeação. Merece, no mínimo, esse reconhecimento.

Pensei exactamente no mesmo. :lol:

A medida que utilizo é a seguinte e a que considero mais justa:

10 - Masterpiece. Um dos favoritos.
9 - Excelente. Só distingo dos 10 por uma questão de gosto pessoal. Como filme tem a mesma qualidade.
8 - Muito bom
7 - Bom
6 - Aceitável. Não é nada de especial, mas tem ainda assim mais aspectos positivos que negativos.
5 - Meh. Come-se. Nem é bom, nem é mau. Anda no meio-termo.
4 - Fraco. Tinha potencial para ser algo de especial, mas nunca conseguiu concretizar e não chega até ter nota positiva.
3 - Mau Filme.
2 - Muito mau. Péssimo.
1 - Unwatchable.

Se for isso acho preocupante como o Tarantino ficou de fora dos nomeados este ano, porque o argumento, e em particular os diálogos de Hateful Eight são deliciosos e mais uma prova da mestria do realizador/argumentista neste campo.

Até agora vi poucos filmes de 2015, Ex Machina, The Martian, Mad Max, Star Wars VII, o horrível Regression do Amenábar, e admitidamente só os dois primeiros estão nomeados para o argumento, mas o oitavo filme do Tarantino está claramente acima de todos os que vi até agora. Isso aliado ao que acabaste de escrever deixa-me algo desiludido.

1. tenho de ir ver, estou bastante curioso mas de qualquer das formas é só uma opinião pessoal. :mrgreen:

[hr]

[member=14303]Helio_Lion100, de acordo, e sinceramente acho que fazes bem em distinguir o género cinematográfico, é por isso que películas como a do Kingsman [2014] merecem todo(s) o(s) meu(s) elogio(s) por (me) dar tudo aquilo que pretendia e|ou que a história|narrativa pretendia: divertir e entreter. :lol: :mais: É como diz o outro, são vaginas.

[member=17033]Chown, belíssima ideia a de orquestrar um The Revenant sem qualquer diálogo, poderia ter sido estrondoso. Bela ideia.

Já vi o The Revenant e partilho a opinião de algum pessoal daqui.

Enredo e narrativa básica, uma representação do Di Caprio que vale mais pela exigência física do que pelo papel em si. Pode levar a estatueta, o que é bem provável com o Hype que leva, mas já o vi fazer representações bem melhores. Preferi muito mais a personagem do Tom Hardy, o homem tem carisma. :mais:

De resto, cinematografia soberba (estamos a falar de Lubezki, nada que surpreenda) e uma excelente direcção. Aqueles primeiros 15 minutos foram realmente fascinantes. Esperava um pouco mais da banda sonora mesmo tendo em conta que este é um tipo de filme que não faça muito uso dela nem haver muita necessidade de evidenciar a mesma.

Podia ter havido um aproveitamento melhor das personagens (O Coronel/General (??) é o exemplo máximo disso, é metido ali como uma personagem com algum potencial e desenvolvimento é bolinha, o índio que ajuda o Glass é metido ali às 3 pancadas, etc.), a exploração da temática colonos/indíos podia ter sido melhor explorada em vez pegarem em pedaços soltos de histórias paralelas para servirem apenas de mote para o seguimento de certas partes da narrativa.

Mas pronto, foi agradável de ser ver no cinema e apesar de ser um bocado mais longo do que era necessário, viu-se bem.

Este fim de semana despachei o Spotlight e o Room. Falta-me ver o Brooklyn e o Bridge of Spies… até agora, continuo a achar que qualquer um merece mais a estatueta do que o Revenant.

E o Óscar para o Melhor Argumento Original de 2015 vai para…


Room: adorei :clap: :mais:

Quem diria. Desta é que não estava à espera. Fabulosa realização. Há momentos de genialidade cinematográfica.

* como o do (re)encontro da mãe e filho com o som “abafado”, por trás do vidro embaciado em câmara lenta. Uff. Tão bom.

1. vi agora The Danish Girl e apesar de ainda precisar de rebobinar - mais detalhadamente! - a prestação do DiCaprio, afirmo - sabendo que posso estar a ser precipitado! - que Eddie Redmayne é o melhor actor de 2015. :clap: :mais: Faz um papel absolutamente inacreditável nesta produção de Tom Hooper e é mais um papel [The Theory of Everything] em que não (se) limita a caracterizar alguém, procura a essência da personagem, adquire-a e demonstra-a com um talento digno de excelência. Fantástico. Eu diria que hoje, para já, dava a estatueta a Eddie Redmayne e nem creio que seja “polémico”. Que papel.

Por acaso não acho que ele faça um papel extraordinário nesse filme, é bonzito, mas não de óscar, tem demasiados excessos. Já a Alicia Vikander merecia pra mim um óscar de supporting role à conta da performance.