Ao fim de três dias o Ministério Público entendeu que a peritagem devia ser cancelada. Três dias. :
É normal que haja uma suspeição, já que a Autarquia está envolvida no incidente e faz algum sentido que a peritagem seja independente. Foi preciso um órgão de comunicação levantar a suspeita, e bem, para o Ministério Público tomar uma decisão.
Realmente não faz sentido que tenham demorado tanto tempo para perceber isso.
E fui só eu que reparei na alteração de postura por parte da autarquia? De afirmarem peremptoriamente que não tinham responsabilidade, para “vamos aguardar as investigações”. Acredito que tenham percebido que não hipótese e vão mesmo ser responsabilizados.
E fui só eu que reparei na alteração de postura por parte da autarquia? De afirmarem peremptoriamente que não tinham responsabilidade, para “vamos aguardar as investigações”. Acredito que tenham percebido que não hipótese e vão mesmo ser responsabilizados.
O discurso feito no pós-reunião semanal da vereação devia ter sido o discurso do dia do incidente trágico. Palavras ponderadas, lamentando e uma promessa de que assumiriam as responsabilidades que tivessem que assumir. Até iria mais longe e tinha logo dito que apresentaria queixa no Ministério Público. Mas, ao invés disso, vieram tentar justificar um acontecimento, sem que houve clareza suficiente para tal. De referir também logo o “lavar de mãos” da Junta de Freguesia, quando devia estar concentrada a cuidar dos feridos e dando-lhes todo o apoios, que ficou mal. Obviamente que também o fizeram para logo colocar pressão sobre a Autarquia, estamos a mês e meio de eleições, tal como o discurso de Miguel Albuquerque, tudo jogos políticos e o que é lamentável.
Gostava, mas sei que é impensável, que o Ministério Público fosse célere na investigação e pudesse partilhar logo que possível as conclusões, sobretudo porque essa decisão influenciará as eleições e concluindo que a Autarquia está inocente, é justo que isso seja transmitido de forma a que saia da equação no momento de decidir o voto. Concluindo que há responsabilidades, também fica mais fácil. Obviamente que as pessoas merecem saber a verdade, sem que haja a tentação de arranjar responsáveis, por a opinião pública querer que haja responsáveis.
Em minha opinião, sem grandes dados, é que há responsabilidades indirectas. Uma entidade com responsabilidades ao nível da gestão de um espaço, tem que agir também de forma a prevenir cenários futuros. Faz parte. O problema é normalmente só agimos como reacção a um acontecimento e pouco como prevenção de futuros acontecimentos. A grande parte da nossa política é, infelizmente, assim. Mas é só uma opinião pessoal.
Veremos agora as conclusões das investigações. Sabendo que isso não apagará a dor das famílias enlutadas, mas é realmente importante que se comecem a apurar responsabilidades neste país.
Quem ocupa cargos públicos não pode acreditar que não precisa de cumprir as suas funções mais elementares, pois nunca haverá consequências em caso de incidente.
Absolutamente ridículo como a árvore não foi removida antes quando se sabia que ela poderia cair a qualquer momento. Enfim, as minhas condolências aos familiares das vítimas desta incompetência dos governos portugueses.
Absolutamente ridículo como a árvore não foi removida antes quando se sabia que ela poderia cair a qualquer momento. Enfim, as minhas condolências aos familiares das vítimas desta incompetência dos governos portugueses.
Sabíamos?
É que, até ao momento, ninguém provou que tivesse denunciado a possibilidade daquela árvore cair. Até prova em contrário, a árvore estava sem qualquer sinalização que tivesse doente ou em risco de cair.