Voleibol Masculino - Época 2025/2026 - BICAMPEŌES

orcs vão ficar com o adjunto a treinador

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https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2026/06/17/voleibol-benfica-sakis-psarras-novo-treinador

Alguém sabe quem é?

Para quem já tem cinquenta e tal anos , parece ter um currículo mediano . Fiquei surpreendido não ter sido promovido o adjunto do Matz , que era dado adquirido em toda a imprensa.

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Parece que fez um bom trabalho no clube onde estava.

Penso que não foram capazes de optar pelo Adjunto..

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Voleibol verde e branco abriu portas aos mais novos

Por Sporting CP
20 Jun, 2026

Voleibol

Manhã animada com a presença dos Bicampeões Nacionais

O Pavilhão João Rocha recebeu, este sábado, mais uma iniciativa de captação do voleibol do Sporting Clube de Portugal. Destinado a rapazes dos oito aos 14 anos que quiseram experimentar a modalidade e viver uma manhã diferente ao lado dos seus ídolos, o Try Out contou com a presença dos Bicampeões Nacionais Tiago Pereira, Edson Valencia, Armando Velasquez, Jonas Aguenier e Lourenço Martins, bem como de João Coelho e da sua equipa técnica.

A desfrutar de um merecido período de descanso após a recente conquista do triplete, os cinco Leões marcaram presença numa sessão de treino onde reinou a diversão. O objectivo, esse, ficou claro desde os primeiros toques na bola: aproximar gerações e alimentar sonhos.

Para Pedro Teixeira, treinador-adjunto da equipa principal masculina, esta ligação é essencial para aquilo que o Sporting CP pretende construir.

“Este tipo de iniciativas é fundamental para o Clube, bem como esta sinergia entre nós, os miúdos que estão a experimentar pela primeira vez o voleibol e aqueles que já fazem parte da formação. Acho que isto tem de acontecer cada vez mais, porque é o que caracteriza o Sporting CP: ser uma família”, começou por dizer o técnico, feliz por proporcionar uma experiência inesquecível aos mais novos: habituados a acompanhar os jogos da bancada, os jovens participantes tiveram a oportunidade de privar de perto com os seus ídolos.

“Acredito que vão recordar esta experiência para sempre. Trabalham para um dia estar dentro do campo e fazer as mesmas coisas que estes jogadores fazem. Espero que seja um marco importante para a formação deles e que percebam que os nossos atletas, além de serem atletas de alta competição, são pessoas fantásticas”, afirmou, antes de deixar um conselho final.

“Tentem fazer isto sempre de uma forma leve, disponível e alegre. No final, nós só fazemos aquilo de que gostamos e tudo se ultrapassa mais facilmente se encararmos isto de uma forma tranquila e divertida”, atirou.

Entre os ‘mais velhos’, Lourenço Martins terminou a manhã tão cansado quanto satisfeito.

“Todos os atletas que têm a oportunidade de participar nestas actividades desfrutam muito. Nós já tivemos a idade deles e a admiração com que nos olham é a mesma com que nós olhávamos para os jogadores mais velhos. Se pudermos fazer o dia de uma criança, já vale a pena”, lembrou o internacional português, que acredita que o segredo para crescer na modalidade passa pela confiança e pelo espírito colectivo.

“É preciso acreditar muito no processo. Quando os treinadores nem sempre dizem aquilo que queremos ouvir, temos de perceber que é porque querem que sejamos melhores. E também confiar nos colegas de equipa, porque o voleibol é um desporto colectivo e ninguém resolve os problemas sozinho”, aconselhou os jovens participantes.

A experiência, garante, é ainda assim enriquecedora para os dois lados.

“É sempre bom estar com pessoas mais novas porque nos recordam esta inocência e esta felicidade de fazer uma coisa tão simples como jogar voleibol; além, claro, de testemunharmos a felicidade deles. Mais tarde, num jogo importante, podemos olhar para a bancada e ver um miúdo que esteve aqui connosco e isso pode dar-nos força num momento decisivo”, garantiu Lourenço Martins, considerando que, numa fase em que o Sporting CP é Bicampeão Nacional, os jogadores Leoninos têm também uma responsabilidade acrescida no crescimento da modalidade em Portugal.

“É muito importante continuarem a aparecer jogadores vindos da formação. Há cada vez mais adesão ao voleibol e é muito bom ver aqui alguns miúdos que já nos surpreendem pelo talento que têm. Estamos todos muito felizes e adoramos poder dar-lhes o exemplo”, rematou.

No meio dos muitos sorrisos e desafios superados, o participante Manuel Gonçalves já fazia planos para o futuro. Soube da iniciativa através dos pais e não hesitou em participar.

“Quis vir porque gosto muito de jogar voleibol na escola e estou a pensar começar a jogar no Sporting CP em breve”, contou o jovem, que, apesar de já saber que iria encontrar os jogadores da equipa principal, foi surpreendido pela sua disponibilidade.

“Foi muito agradável. Eles são muito simpáticos, ajudam-nos a jogar e a melhorar”, contou. E quando chegou o momento de eleger a melhor parte do dia, a resposta surgiu sem hesitação.

“A parte mais divertida é jogar e divertir-me. Acho que a pior parte é sempre ir embora”, atirou.

Também o pequeno Miguel Ribeiro aproveitou cada minuto da experiência. Depois de trocar o futebol pelo voleibol, modalidade que pratica desde os três anos, viveu pela primeira vez uma manhã no Pavilhão João Rocha. "Foi espectacular”, resumiu.

O jovem participante destacou ainda a paciência dos seus ídolos. “Foram sempre simpáticos e explicaram-me o que era para fazer. Se eu fazia alguma coisa mal, explicavam-me outra vez e comecei a gostar ainda mais de jogar voleibol”, garantiu. Sobre o futuro, não escondeu a ambição.

“Adorava ser jogador de voleibol e imagino-me a jogar aqui no Pavilhão João Rocha. É muito giro”, rematou.

Entre jogos, conselhos e muitas fotografias, o voleibol verde e branco voltou a abrir as portas aos mais novos. E quem sabe se entre os petizes que passaram este sábado pelo Pavilhão João Rocha, não estarão alguns dos nomes que um dia hão-de continuar a escrever a história da modalidade de Leão ao peito.

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Se o Matz usava tecnologia da NASA, este nem quero imaginar…

O Matz foi bom enquanto não tinha concorrência. Quando a concorrência apareceu, tornou-se num Gersinho.

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Tiago Barth: “Tornei-me adepto do Clube”

Por Sporting CP
23 Jun, 2026

Voleibol

Bicampeão Nacional de voleibol de saída do Sporting CP

Cinco temporadas de Leão ao peito, com duas Ligas, duas Taças de Portugal, duas Supertaças e uma Taça Ibérica marcaram o contributo de Tiago Barth no voleibol do Sporting Clube de Portugal.

Na ligação ao Clube fica um grande ponto de exclamação pela admiração, carinho, respeito e amor ao emblema de Alvalade, pelo qual se apaixonou. Em entrevista aos meios de comunicação Sportinguistas, garantiu que vai agora torcer à distância pelos êxitos Leoninos e acredita que muitos mais sucessos estarão para vir.

Sai com o sonho cumprido de ser Campeão Nacional no Pavilhão João Rocha e leva no coração tanto os Sócios e adeptos pelo apoio que sempre sentiu como o voleibol Leonino, num clube que considera ter espírito de uma família. Uma entrevista emocionante de um Leão para sempre.

Que balanço faz das cinco temporadas de Leão ao peito?
Foram cinco épocas de muito trabalho, de muita aprendizagem. Os primeiros anos foram um pouco mais difíceis pelo projecto em si, ainda estávamos num período de construção, a equipa estava a ser formada, vínhamos de uma época em que o voleibol tinha tido um interregno no Clube. Fiquei feliz de poder participar na construção, conseguimos reavivar essa paixão no Clube pela modalidade. Senti muito isso no Pavilhão nesses anos, fui vendo cada vez mais os adeptos a comparecerem, cada vez mais os adeptos a apoiarem-nos. Acho que isso foi muito importante, até para o Sporting CP em si.

Foi uma passagem de crescimento e o projecto do voleibol do Sporting CP ganhar cada vez mais forma com o tempo?
Com certeza. Foi um projecto que foi crescendo, não só com os atletas, mas também com todo o staff, tudo o que engloba a modalidade, a directoria, todos perceberem o potencial que a modalidade poderia ter no Clube, que é um clube acostumado a vencer, que almeja sempre estar sempre a vencer. Senti muito isso no começo, em que via as outras modalidades a conquistarem títulos, Campeonatos e naquele momento, infelizmente, nós não estávamos a conseguir isso. Esse foi um momento de frustração como atleta, por naquele momento não estarmos a contribuir com conquistas para o Clube, mas com o passar do tempo, com o projecto a crescer, a amadurecer, outros atletas vieram, outras pessoas no staff, para poder contribuir e poder agora olhar para trás e ver esse crescimento, essas conquistas, para sair com a sensação de dever cumprido.

O que mudou para a dinâmica vitoriosa que agora se registo no voleibol, nomeadamente nas duas últimas temporadas?
Acho que o que contribuiu muito foi aprender com os erros. O Clube, a administração da modalidade acho que conseguiu perceber bem os pontos que precisavam de ser fortalecidos e conseguiu, ao longo das épocas, ir preenchendo essas lacunas que havia. A época passada [2024/2025] foi ainda uma época de construção. Mesmo tendo conquistado três troféus - Supertaça, Taça Ibérica e Liga -, acho que ainda estávamos num processo de construção, mas acho que foi fundamental para que nesta época tivéssemos tido uma temporada quase perfeita.

“Conseguimos reavivar a paixão no Clube pela modalidade”

O Sporting CP foi o clube onde jogou mais temporadas. O que fez do Clube tão especial para o Tiago Barth?
Apaixonei-me pelo Clube. Tornei-me adepto do Clube e desde o momento em que eu cheguei, fui percebendo, fui vendo como era essa magia do Clube. Em mais de 20 anos de carreira, passei por vários clubes e uma coisa em que pensei nestes dias, é que muitos desses clubes onde joguei e tive várias conquistas, hoje-em-dia já não existem mais. Foram clubes que acabaram por falta de incentivos, por falta de algum patrocínio e eu vejo que no Sporting CP é completamente diferente. É um clube centenário que tenho a certeza de que daqui a 100 anos, no Museu, vai estar lá alguém a ver troféus que eu também ajudei a conquistar e sei que por muitos e muitos anos a minha contribuição vai estar lá guardada.

O que mais leva no coração da passagem ao serviço do Sporting CP?
Poder ver o que foi construído aqui, ver essas conquistas. Já tive a oportunidade de algumas vezes no Museu, ver lá troféus de há muitos e muitos anos, troféus de antes de eu ter nascido e saber que muitos atletas que passaram por aqui têm o legado deles lá guardado. Tenho a certeza que o pouco que pude contribuir também vai estar lá para as próximas gerações.

Que momento elegeria como o de viragem para a grande fase que o voleibol do Sporting CP atravessa?
Os primeiros anos foram difíceis. No terceiro ano conseguimos conquistar a Taça de Portugal e foi numa final muito difícil frente à AJ Fonte do Bastardo. Foi uma final que em muitos momentos os dois clubes poderiam ter conquistado, os dois clubes tiveram a chance, o ponto, para ganhar. Lembro que na altura já vinha a frustração de duas épocas a passar em branco, sem ter conquistado qualquer título e quando estive naquela final, vendo aquele momento de dificuldade, pensava: Não, não é possível que três épocas depois estou aqui, tenho a chance de ganhar e não vou deixar escapar. Quando entrava em jogo transmiti isso, de não poder permitir que essa oportunidade escapasse. Quando ganhámos a Taça foi uma sensação de que me consigo recordar bem, foi um momento muito marcante da minha passagem aqui [pelo Sporting CP].

Esse passado recente de antes dessa final da Taça de Portugal encorajou para dar a volta na final dessa competição?
Com certeza, porque nessa hora pensa-se em tudo o que se passou, todo o trabalho que deu para estar ali para aquele jogo e foi uma motivação mais. Foi um jogo desgastante [decidido em cinco sets], tínhamos tido jogo no dia anterior, uma meia-final contra o SL Benfica. Já estávamos um pouco cansados, desgastados, mas acho que essa motivação, essa forme de vencer acaba por sobressair sobre o cansaço e sobre dores. Na hora só se pensa em vencer, esquece-se o cansaço, a dor e no objectivo.

Sentiu nesse momento que também a equipa de voleibol do Sporting CP estava a personificar muito bem os valores do Sporting CP, nomeadamente do Esforço, Dedicação e Devoção para chegarem à Glória?
Foi uma vitória na raça, na garra, de nunca desistir. Acho que isso foi o fundamental, Eles [AJ Fonte do Bastardo] estiveram várias vezes com a bola de jogo, mas a sensação que nós tínhamos era a de que, mesmo tendo eles bolas de jogo, nós não íamos permitir que eles conquistassem a Taça de Portugal. Acho que nós estávamos muito mais focados, aguerridos e muito mais preparados para essa conquista.

“[Ganhar a Taça de Portugal em 2023/2024] foi um momento muito marcante”

Essa conquista mostrou que não havia limites, até pela maneira como na época seguinte o Sporting CP venceu a Liga, na final, depois de estar a perder por 2-0 em jogos frente ao SL Benfica? Houve muito de força anímica?
Com certeza. Todas as dificuldades que passámos acabaram por criar uma resistência nessas horas, porque nós tínhamos passado por muitos momentos probatórios, situações complicadas e havia uma outra equipa [SL Benfica] que estava habituada a vencer, que tinha a vantagem de jogar em casa, a vantagem de dois jogos e acho que no momento do terceiro jogo, em que conseguimos vencer lá, um jogo que acho que na cabeça deles estava ganho, creio que aí foi uma ‘virada chave’ dos dois lados. Do nosso lado mostrámos e vimos que era possível e do lado deles, viram que a partir daquele momento nada ia ser fácil para eles. Acho que toda essa bagagem que tínhamos foi muito decisiva.

Essas conquistas foram, em primeiro lugar, uma resposta a vocês próprios?
Sim, ali o grupo conseguiu mostrar ao que ia, conseguiu mostrar o trabalho feito todo o dia aqui [Pavilhão João Rocha]. O adepto apoia no jogo, mas no dia-a-dia não vê a nossa dor, o nosso sofrimento. O trabalho aqui é sério, visa grandes conquistas, visa honrar esta camisa, orgulhar o Clube e os adeptos que nos apoiam e com essa conquista, poder ver nos olhos dos nossos adeptos com a recepção depois, foi uma sensação muito gratificante.

Ir renovando contrato, tal como Tiago Pereira e Armando Velásquez, por exemplo, foi um sinal importante da estabilidade que o projeto começou a criar?
Quando cheguei, vi noutros atletas que já estavam aqui essa mística, essa paixão pelo Clube, esse respeito pela camisola, algo que não se vê noutros clubes, que não têm esta tradição. Geralmente, não há esse apego pela história do clube, ao contrário daqui [Sporting CP]. Quem passa mais tempo aqui acaba por pegar essa mística, essa paixão, esse respeito por esta camisola, por este Clube e eu reparei isso em todos os jogadores, que quando chegam, quando começam os jogos, a ver os adeptos, começam a perceber a história do Clube quando vão ao Museu, acho que eles conseguem perceber que este não é um clube como qualquer outro. Conseguem perceber que este é um clube com uma grandeza que me orgulha de poder ter representado, que me orgulha de poder ter vestido esta camisola e é um clube que para o resto da minha vida vou ter sempre excelentes lembranças e, onde estiver, vou estar sempre a apoiar.

Representar o Sporting CP foi jogar com amor à camisola?
Com certeza. Tanto que às vezes me perguntavam quando acaba uma época se eu ia continuar ou ia para outro clube e geralmente eu dizia que ia continuar e que no dia em que tivesse de sair, vai ser a minha última época como jogador profissional. E foi o que aconteceu. Chegou o momento. Saio num momento bom, maravilhoso, em que vou ter uma lembrança do meu último jogo, numa final, pois o meu sonho era ser campeão aqui dentro, do Pavilhão João Rocha e eu consegui no último jogo, depois de cinco temporadas, realizar esse sonho. Saio muito feliz, saio realizado. Por um lado triste, porque deixo amigos, deixo essa atmosfera toda de estar aqui dentro, de sentir esta magia, mas agora vou estar na bancada, a ver na televisão, a acompanhar pela internet e hoje sai o jogador, mas permanece o fã, o adepto do Clube.

Na segunda parte da entrevista, que pode ser lida aqui, Tiago Barth falou sobre o final da carreira e voltou a admitir ter-se apaixonado pelo Sporting CP, que já faz parte da sua família.

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Tiago Barth: “Saio como jogador realizado e apaixonado pelo Sporting CP”

Por Sporting CP
23 Jun, 2026

Voleibol

Central emocionado na hora do ponto final da carreira

Depois da primeira parte da entrevista de despedida do Sporting Clube de Portugal, Tiago Barth deu continuidade ao momento em que uma ligação de cinco temporadas chegou ao fim.

Em resposta às perguntas dos meios de comunicação Leoninos, o antigo central falou sobre o final da carreira de atleta e não se cansou de reforçar o amor que vai ter sempre ao emblema de Alvalade - que faz parte da família.

O final deste capítulo Sporting CP corresponde ao final da carreira?
Sim, corresponde. Encerro assim a minha carreira como jogador profissional, é algo que todo o atleta sabe que um dia esse momento chega, mas muitas vezes quando esse momento chega, demora ainda um tempo para assimilar. Mas era algo em que eu já vinha a pensar, já me vinha a preparar para isso, então saio num momento bom, na melhor época possível, saio como campeão, saio muito feliz.

Apaixonou-se pelo Sporting CP?
Sim, apaixonei-me. Hoje sou um adepto, acompanho as modalidades, acompanho o futebol e independentemente de estar aqui, no Brasil, em qualquer lugar do Mundo, vou acompanhar, vou apoiar, vou ser um adepto do Sporting CP.

Porque é que o ambiente no Pavilhão João Rocha e no Sporting CP foi sempre tão especial e mágico para si?
Como posso explicar? É tudo aqui: a estrutura, os adeptos que estão sempre e apoiar-nos, é a magia, a mística que só quem veste a camisola, quem está aqui não como atleta, mas como adepto, quem é fã, quem sente esse amor consegue mensurar o que é. É algo que nunca tinha sentido na minha careira, em nenhum clube pode onde passei e saio daqui, não só eu, mas os meus filhos, a minha família, apaixonados pelo Clube.

“Independentemente de estar aqui ou em qualquer lugar do Mundo, vou ser um adepto do Sporting CP”

O Sporting CP foi adoptado como parte da sua família?
Sem dúvida. Os meus filhos participaram, a minha filha no voleibol, o meu filho no andebol, então além de atleta, havia o pai de atletas aqui no Sporting CP. Além de estar aqui como atleta, estava na bancada a apoiar os meus filhos, a ir a jogos todas as semanas, pude estar dos dois lados, como atleta e como adepto.

O Sporting CP foi uma boa forma de vida?
Claro. Foram muitos momentos aqui [no Pavilhão], como no Estádio, nos jogos dos meus filhos, na rua, com os adeptos, que vinham ter comigo, a agradecer, a perguntar dos jogos ou da modalidade e aqui acabamos por estar envolvidos em muitas situações. Acho que isso, além da paixão, traz uma sensação de orgulho de estar aqui e de ter representado bem esta equipa.

Também mexiam consigo as interações com os adeptos?
Sem dúvida. As vezes até no supermercado, na rua, um adepto encontrava-me e perguntava sobre o jogo, sobre como está a equipa, uma cobrança também para ser campeão, mas é muito bom, vemos que os adeptos nos estão a acompanhar, que estão preocupados com a modalidade e como atleta sentia-me realizado, bem, com esse contacto.

Que importância teve o treinador João Coelho no crescimento muito forte do voleibol do Sporting CP?
Foi fundamental. Chegou num momento de dificuldade, acho que ele chegou no pior momento em que estive aqui [no voleibol do Sporting CP], em que a equipa não estava a corresponder, não estava à altura do que deveria estar e ele conseguiu aos poucos ‘consertar’ isso, conseguiu aos poucos transformar a equipa numa equipa vencedora. Não foi imediato, ele chegou a metade de uma época, tivemos a Taça numa temporada e na seguinte fomos Campeões Nacionais. Foi uma construção em que ele teve muito trabalho, mas em que conseguiu passar uma visão de grandeza para a equipa, uma visão de querer estar no topo, de querer ser a melhor equipa de Portugal e acho que ele ainda vai dar muito ao Sporting CP. Espero continuar a ver a equipa trilhar esse caminho de sucesso e a conquistar muitos mais títulos.

“Espero continuar a ver a equipa trilhar um caminho de sucesso”

O Tiago era central. Como avaliou o crescimento do companheiro de equipa e de função no jogo Kelton Tavares?
O Kelton é um fenómeno. Chegou no mesmo ano do que eu e é um atleta que evoluiu de uma maneira fantástica, acho que foi um dos pilares principalmente esta época, em momentos muito decisivos como na final da Taça de Portugal e em outros jogos e acredito que ainda vai evoluir muito e que com certeza vai conquistar muitos mais títulos. Tem um futuro brilhante.

Como era o central mais experiente, o Kelton pedia-lhe conselhos?
No dia-a-dia acaba por se absorver muita coisa. Quando comecei a jogar inspirava-me muitas vezes nos jogadores mais velhos, a observar como trabalhavam, como agiam e nesses anos todos pudemos contribuir com aprendizado. Eu quando cheguei, quase com 20 anos de carreira, aprendi muito, acho que isso é uma das características desta equipa, em que podemos ter um jogador mais experiente, um que começou há pouco tempo, mas aqui no treino não há essa separação, não há essa divisão. É uma equipa em que todos estão na mesma direcção, todos contribuem e isso é algo que diferencia esta equipa.

O que vale no ano de despedida ter ganho tudo o que havia para conquistar a nível nacional?
Sinto-me muito realizado, feliz, é algo que almejava, que na época anterior não tinha sido possível, por ter faltado a Taça de Portugal e esta época conseguimos conquistar os três troféus. Carimba o trabalho feito, que foi quase perfeito. Não tenho de olhar para trás e dizer que algo poderia ter sido diferente. Tudo foi feito da melhor forma possível e o resultado acabou por ser o melhor possível.

Que mensagem gostaria de deixar aos seus companheiros, que vão encarar a nova temporada?
Desejo o melhor, tudo de bom para eles, peço que aproveitem ao máximo cada jogo, quando estiverem aqui [Pavilhão João Rocha]. Eu aproveitei, tanto que no último jogo passava pela minha cabeça isso, a tentar agarrar-me a cada segundo. Aproveitem ao máximo, é uma equipa que se diverte muito, que é muito amiga, o clima no balneário é excelente. Não é uma equipa que vem aqui, faz o trabalho e depois sai e não se quer ver. Muito pelo contrário. É uma equipa que se encontra, que que está sempre junta e acho que isso é o diferencial de uma equipa vencedora, é uma equipa que não está ali só para a parte do voleibol. Aqui é uma família. Quem fica vai ter a responsabilidade de passar isso para quem chega, de manter esse clima amistoso, de família e acho que fazendo o que foi feito, de certeza que vai haver muito sucesso e muitos títulos pela frente.

E aos adeptos Sportinguistas?
Só agradecimento. Desde o momento em que cheguei fui muito bem recebido, até nos momentos mais difíceis, nos primeiros anos, eu nunca tive hostilidade. Houve cobranças, mas sempre respeitosas, como deve de ser, como um adepto que ama o clube, que vai estar sempre ali. Sempre foi apoio, carinho e no último jogo, nós cumprimentamos sempre os adeptos, muitos perguntaram se eu permaneceria e é bom ver o adepto depois de cinco épocas a querer que permanecesse. Só tenho a agradecer e dizer que em todos os momentos que vivi aqui dei o meu máximo, foi com dedicação, foi com amor e com total respeito pelo Clube, respeito que vou levar para sempre e que agora serei mais um adepto.

“Em todos os momentos que vivi aqui dei o meu máximo”

Que grande lição transporta na bagagem das temporadas de Sporting CP?
Foi muito crescimento. Uma aprendizagem de que, mesmo tendo muitos anos de voleibol, poder ter estado num clube com esta tradição, um clube conhecido mundialmente, que vai manter essa história por muitos anos, foi um aprendizado de amor ao Sporting CP, de amor à modalidade. Voltei a ter um sentimento como profissional que acho que havia perdido um pouco, de ter essa paixão pelo voleibol. Aqui consegui voltar ao Tiago de há 20 anos, quando comecei a carreira, de quem vivia o desporto com outros olhos, com ‘fogo’, uma vontade de estar ali e aqui [no Sporting CP] pude voltar a sentir isso. Saio como outro atleta, o Tiago que chegou aqui não é o que sai hoje. Saio como jogador realizado, um jogador apaixonado pelo Sporting CP, pelo Clube.

OS NÚMEROS DE TIAGO BARTH NO SPORTING CP
5
temporadas
146 partidas
961 pontos
2 Ligas (2024/2025, 2025/2026)
2 Taças de Portugal (2023/2024, 2025/2026)
2 Supertaças de Portugal (2024, 2025)
1 Taça Ibérica (2024)

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O Barth e o seu sorriso simples, fácil e genuíno dizem tudo sobre ele. Que personagem simpática. Que incrível história para ele, mesmo sem jogar muito e em que esteve sempre feliz. Muito bom ver. Nota-se que é excelente pessoa e que foi super bem tratado pelo clube.

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Anunciada a saída de Galabov

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Fdx

Bah…. Jogador muito importante, pela qualidade e pela raça.

Vamos ver o que o Fidalgo e o Coelho estão a cozinhar…. O ano passado tb fiquei receoso com a saída do ucraniano e do Licek e foram substituídos com vantagem.

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Vai para a Arábia ganhar o triplo ou mais… Era impossível ficar assim.

Já me tinham dito que ia sair logo que acabou o campeonato.

Portanto Barth e Galabov, mais Kved sairam?

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Por isso é que também parecia bem emocionado no fim do jogo do título. E parecia, lá está, com aquele mindset de leão, mais ainda.

Venha de lá alguém ainda melhor..

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