Teorias da Conspiração... Ou não!

Das imagens acima destaco a do touro… Pensava que o Félix estava em treinos pra forcado nos jogos olímpicos. Duelo de hastes de veado!

Do resto LGBTs mode…nada de novo. Francius em França Paris vive no modo rabolhos. Falta lá a cria de Elon musk… ele/ela…

Se fosse por geração genética… Os pais para a próxima pedem um dois em um… Da para dois lados…

E o que dá por rabolhos na organização! Clone organizado pelos tipos da Eurovisão…

Quanto ao cavaleiro uma Eva em traje que veio ao mundo em cima do cavalo tinha mais audiência!

Nem eu nem quem assistiu!
Show rabolho… Vai haver qualquer dia olimpíadas LGBT… Provas rabolhas.

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A Grande Alemanha: Um Sonho Esotérico - III

Continuação da entrevista com Giorgio Galli a respeito das raízes ocultistas do nazismo, que estão entre as fontes da idéia de que o “espaço vital” do Terceiro Reich deveria chegar até os Urais. Um aspecto pouco estudado pelos historiadores, do qual se voltou a falar depois da queda do muro de Berlim

PM: De que forma Hitler entrou em contato com as experiências esotéricas? Quem foram seus mentores?

GG: O ponto de referência inicial pode ser a revista Ostara, da qual Hitler foi leitor assíduo, nos anos que passou em Viena. A publicação - que leva o nome de uma antiga deusa germânica da primavera, denotando, portanto, a ligação com a tradição nórdica e com as velhas divindades pagãs anteriores à difusão do cristianismo na Alemanha – foi fundada em 1905 por um ex-frade, Jörg Lanz von Liebenfels, que, entre outras coisas, instituiu uma sede em Werfenstein, o “Castelo da Ordem”, onde provavelmente, com o apoio financeiro de industriais, começou a patrocinar uma organização baseado na teoria da superioridade da raça ariana.


Revista Ostara.


Jörg Lanz von Liebenfels.

Outro ponto de referência para a formação esotérica do futuro Führer é Rudolf von Sebottendorf, estudioso da cabala, de textos alquímicos e rosa-crucianos e das práticas ocultistas dos dervixes, e promotor, em Munique, no ano de 1918, da Thule Gesellschaft, associação derivada da Germanorden, uma sociedade que nasceu nos primeiros anos da década de 1910, fortemente caracterizada por elementos de anti-semitismo e racismo. Ao redor da Thule gravitaram Hitler, Rudolf Hess, Karl Haushofer e Hans Frank, o futuro governador-geral da Polônia.


Rudolf von Sebottendorf.


Thule Gesellschaft.

Era uma associação na qual dominavam a cultura ocultista e as doutrinas secretas amadurecidas nas décadas anteriores. A Thule - a mítica Atlântida, pátria dos hiperbóreos - foi, portanto, a matriz do grupo de intelectuais que está na origem do nazismo. Von Sebottendorff, além disso, publicou um livro em 1933, Antes de Hitler Chegar, no qual, desejando reacender o debate em torno das origens esotéricas do nazismo, conta ter sido o mestre ocultista do Führer. Mas aquele grupo de intelectuais, então já no poder, decidira havia tempo que era conveniente manter ocultos os elementos esotéricos e ocultistas a que fazia referência, para pôr em primeiro plano a organização política. Hitler, no ano da publicação do livro de Von Sebottendorff, já era chanceler do Reich. O ensaio, por isso, foi retirado das livrarias.

PM: Quais são as características fundamentais do grupo esotérico a que Hitler faz referência?

GG: É preciso dizer como premissa que uma das dificuldades quando se trabalha neste campo é o fato de que a historiografia oficial, a historiografia acadêmica, ocupa-se pouco dessas coisas. O trabalho sobre o setor da cultura esotérica é deixado às vezes a estudiosos minoritários ou até a personagens muito extravagantes, que de qualquer forma elaboram freqüentemente pesquisas marginais. O fato de a historiografia oficial não se empenhar nessa direção torna mais difícil o encontro de documentos seguros. Estou convencido de que, se houvesse mais interesse, alguma coisa se encontraria. Mas respondo a sua pergunta. Mencionei civilizações e patrimônios sapienciais antiquíssimos - a Atlântida é a referência mais importante -, um componente cultural baseado na história fantástica, na geografia fantástica, na cosmogonia fantástica e nas leis ocultas que as guiaram. Hitler considera que as razões fundamentais de sua ação política se encontram nesse passado distante, numa sabedoria mágica que deve ser recuperada e na qual está o instrumento para forjar o futuro luminoso. O grupo de intelectuais da Thule, que na década de 1920 decide transformar a seita ocultista em partido político de massas, crê convictamente nessas coisas. Existem, portanto, duas dinâmicas: a profunda convicção dos iniciados que trabalham nesses grupos e, ao mesmo tempo, uma certa influência que eles, por motivações amplamente aprofundadas pelos estudiosos, exercem em alguns momentos históricos sobre os movimentos políticos. Hitler, Himmler, Hess, Rosenberg, Frank: eles se consideram os herdeiros de uma sabedoria antiga que lhes permitirá serem construtores de uma nova civilização.


Heinrich Himmler.

Deve-se dizer que até um historiador muito admirado e “tradicional” identificou e valorizou alguns desses filões esotéricos: foi George Mosse, que, nas Origens Culturais do Terceiro Reich, aponta explicitamente para o esoterista Guido von List e sua simbologia rúnica como um dos pontos de referência de Hitler.


Guido von List.

Das runas estudadas por Von List provém a sigla das SS, as milícias que Himmler utilizará para pôr em prática seus projetos elaborados no âmbito da cultura ocultista.


Hitler Chegou Mais Perto, de Boris Artzybasheff, 1943.

ANNO CXXXV

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Most probably!

Invictus através da tua cultura esotérica algum tratado sobre e evolução esotérica e espiritual rabolha!!! Quem foi o mentor?

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A Grande Alemanha: Um Sonho Esotérico – IV

Continuação da entrevista com Giorgio Galli a respeito das raízes ocultistas do nazismo, que estão entre as fontes da idéia de que o “espaço vital” do Terceiro Reich deveria chegar até os Urais. Um aspecto pouco estudado pelos historiadores, do qual se voltou a falar depois da queda do muro de Berlim

PM: Hitler é descrito muitas vezes como um homem ignorante, um homem sem qualidades. Como consegue se impor no grupo esotérico do qual faz parte?

GG: A tendência muito difundida a designá-lo como um ignorante caracteriza também o trabalho de Joachim Fest, o biógrafo do Führer, que foi consultor deste último filme sobre Hitler que saiu na Alemanha, Der Untergang (A Queda). Fest compôs uma excelente biografia de Hitler, mas tende a representá-lo como um líder de batalhão e homem de poucas leituras, limitadas a opúsculos de propaganda anti-semita. Isso não é exato. Hitler leu Nietzsche e Schopenhauer. Ele se destaca no grupo de Rosenberg, Hess, Himmler e Frank porque possui duas características que podem até prescindir da cultura esotérica. É um orador extremamente eficaz e um hábil organizador.


Hans Frank.

Talvez tenha aprendido com o mago Hanussen a primeira característica, a forma quase hipnótica dese comunicar com os ouvintes. Sabemos, com segurança, que Hitler tomava aulas de dicção com Hanussen. Mas aprendeu alguma coisa a mais daquele mago. Hanussen era um personagem dotado de capacidades hipnóticas, e o livro de Mel Gordon reconstrói bastante bem essa história.


Erik Jan Hanussen.

Em Mein Kampf, Hitler propõe, além de uma ideologia esotérica, também programas precisos de organização, que dão a ideia de que foram elaborados por um bom político. Himmler, o burocrata do extermínio, tem características organizativas semelhantes, mas não é de modo algum um bom comunicador. Tal como Hess também não é. Rosenberg é apenas um escritor muito eficaz… Desse grupo ligado à cultura esotérica, ninguém tinha, enfim, os dois dotes específicos que Hitler possuía.


Alfred Rosenberg.

PM: No Mein Kampf são indicados os objetivos prefixados por Hitler: a criação de uma Eurásia de fronteiras orientais indefinidas, um “condomínio” mundial com a Inglaterra…

GG: Sim, é uma estratégia esotérica, na qual se entrelaçam ocultismo e geopolítica. Haushofer é quem elabora as teorias relativas ao “espaço vital”. Baseado em considerações místicas e espirituais que identificam a nação alemã como o centro do mundo, mas também fazendo referência a outros teóricos de geopolítica - como o inglês Halford John Mackinder, que havia identificado a Europa Oriental e a Rússia européia como o “coração da terra” -, Haushofer está convencido de que para reconstituir a civilização ariana seja preciso construir uma grande área que vá da Europa Ocidental aos Urais. O espaço vital – o Lebensraum - da nova sociedade ariana. A Alemanha é o fundamento dessa organização geopolítica que prenuncia a criação de uma nova civilização e de um homem novo que recupere as antigas virtudes perdidas. Os judeus, que têm um sonho hegemônico mundial contraposto a este, são marginalizados e, depois, eliminados. Portanto, o Drang nach Osten nasce desse projeto de natureza esotérica.


Sabbat das Bruxas, de Boris Artzybasheff, 1942.

ANNO CXXXV

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A Grande Alemanha: Um Sonho Esotérico – V

Continuação da entrevista com Giorgio Galli a respeito das raízes ocultistas do nazismo, que estão entre as fontes da idéia de que o “espaço vital” do Terceiro Reich deveria chegar até os Urais. Um aspecto pouco estudado pelos historiadores, do qual se voltou a falar depois da queda do muro de Berlim

PM: Mas há homens na cúpula do Terceiro Reich que não compartilham da mesma cultura de Hitler e de seus companheiros…

GG: É verdade, mas eles também são influenciados pelo ocultismo: o pragmático Göring interessa-se pela teoria da “terra oca”, Goebbels fica intrigado com Nostradamus…


Hermann Göring.


Mapa da mítica Terra Oca.


Joseph Goebbels.


Nostradamus.

De qualquer forma, Goebbels e Göring compartilham o programa de Hitler justamente porque, de um modo ou de outro, são sugestionado spor suas convicções esotéricas.

PM: Chegamos à viagem de Hess à Escócia, em maio de 1941. Essa travessia acontece também sob signo esotérico…

GG: O projeto de condomínio com a Inglaterra, com base no Lebensraum como premissa para a construção de uma nova humanidade, nunca foi deixado de lado, nem mesmo depois do início da guerra, quando ficou evidente que a previsão de neutralidade da Grã-Bretanha não se havia realizado. A “ponte”ainda estava de pé. O episódio da prisão dos tanques alemães em Dunquerque, em 1940, que permitiu a fuga dos anglo-franceses, pode ser interpretado também com essa chave de leitura: seria uma tentativa de chegar aum acordo com os interlocutores esotéricos presentes na Ilha. Em 10 de maio de 1941, Hess voa para a Escócia para tentar convencer esses interlocutores a não intervirem no momento da invasão da URSS. Provavelmente, quer encontrar os herdeiros de sociedades do tipo da Golden Dawn, com os quais se pode discutir, e que têm relações com a Família Real. Seja como for, é o duque de Hamilton que Hess busca, sem dúvida. Ele é uma pessoa de confiança do rei da Inglaterra. É filonazista e há muito tempo tem relações com Hess e a cúpula do Reich.


O Duque de Hamilton.

A decisão dessa viagem nasce provavelmente depois de um debate na cúpula esotérica nazista; portanto, é plausível que Hitler estivesse a par dela. A operação recebe a cobertura de um maciço esquema de desinformação. Mas Hess e os nacional-socialistas se iludem: aquela “ponte” ainda existe, mas já está fraca demais para permitir que passe por ela uma espécie de acordo entre a Alemanha e a Inglaterra a respeito do Drang nach Osten. Em maio de 1941, os aristocratas ingleses também já estão “resignados” a declarar guerra contra a Alemanha.


Rudolf Hess.

PM: Em seu livro, o senhor explica como Hitler procura chegar a um acordo com a Inglaterra até o último minuto.

GG: Sim. Depois da derrota na Rússia, Hitler, em vez de tentar combater a contra-ofensiva russa, desloca as divisões blindadas do front oriental para o ocidental. A tática é sempre a mesma: “Obrigar a Inglaterra à paz pela força”, como ele mesmo parece ter dito. Hitler acredita até o fim que aquela “ponte” esotérica possa ser reconstruída.


A Estrela Pop, de Blalla W. Hallmann. 1991.

ANNO CXXXV

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Quanto as imagens parecem iluminuras rabolhas… Pra 1991 .
God mode!

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A Grande Alemanha: Um Sonho Esotérico – VI

Continuação da entrevista com Giorgio Galli a respeito das raízes ocultistas do nazismo, que estão entre as fontes da idéia de que o “espaço vital” do Terceiro Reich deveria chegar até os Urais. Um aspecto pouco estudado pelos historiadores, do qual se voltou a falar depois da queda do muro de Berlim

PM: Como é possível que a partir de experiências esotéricas se consiga chegara um poder tão grande como o que detiveram Hitler e seus sócios na Alemanha?

GG: Eu sempre procurei evitar privilegiar exclusivamente a chave de leitura do esoterismo para explicar determinados fatos. Como eu já disse, certamente esse é um aspecto importante e negligenciado. Mas Hitler chega ao consenso por razões que a historiografia já estudou abundantemente e que eu não ponho em discussão: a humilhação alemã depois da Primeira Guerra Mundial, as frustrações que derivaram da derrota e do Tratado de Versalhes, a crise econômica de 1929, que produz 6 milhões de desempregados, a política de Weimar, que não consegue exprimir uma resposta eficaz a esses problemas. Essas são as principais razões que permitem a Hitler tomar o poder. Hitler consegue enfrentar o desemprego mesmo antes do rearmamento, por meio de grandes obras públicas, aceitando os conselhos do financista e político Hjalmar Schacht, que é um keynesiano. Por outro lado, Hitler, no Mein Kampf, apresenta um projeto político que tem aspectos normais, como, justamente, a luta contra o desemprego.


August von Galen.

PM: August von Galen, bispo de Münster durante o período nazista, definido pelo New York Times como “o opositor mais obstinado do programa nacional-socialista anticristão”, falou do nazismo como um “engano religioso”…


Pio XI.

GG: De certa forma, é mesmo. Pio XI também demonstrou sua forte preocupação por meio da publicação da Mit Brennender Sorge. Ele falava do neopaganismo. Na realidade, pode-se falar de algo mais que o neopaganismo. Todas as cerimônias nacional-socialistas seguem um modelo religioso: as luzes, o Führer que aparece como uma revelação mágica. Todas têm um caráter de liturgia mágica.


Casamentos Místicos: A Transfiguração de Dolfs, de Blalla W. Hallmann, 1991.

ANNO CXXXV

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A Grande Alemanha: Um Sonho Esotérico – VII

Conclusão da entrevista com Giorgio Galli a respeito das raízes ocultistas do nazismo, que estão entre as fontes da idéia de que o “espaço vital” do Terceiro Reich deveria chegar até os Urais. Um aspecto pouco estudado pelos historiadores, do qual se voltou a falar depois da queda do muro de Berlim

PM: Parece que Churchill, o grande opositor dos programas esotéricos do Führer, também não desdenhava da companhia dos ocultistas…

GG: Em meu livro La Politica e i Maghi, eu explico como até mesmo Churchill acreditava em videntes. Churchill era um conservador absoluto e um anticomunista absoluto. Não nos esqueçamos de que colaborou com o Popolo d’Italia de Mussolini. Em sua visão de mundo, só os povos de língua inglesa estão à altura da democracia. Para os outros povos, serve qualquer forma de regime. Para ele, a história do Ocidente coincide com a história dos povos anglófonos. Hitler, portanto, poderia até tê-lo agradado, como agradava a certos setores conservadores da sociedade inglesa. Mas, a meu ver, Churchill tinha relações com sociedades esotéricas que lhe haviam fornecido certo número de informações relativas à “contra-iniciação do Führer”.

PM: Como assim?

GG: Na cultura esotérica, existe uma diferença fundamental entre “iniciação” e “contra-iniciação”. A iniciação - a maçônica, para dar um exemplo claro – seria positiva. A contra-iniciação, por sua vez, teria algo de diabólico: Churchill ficou sabendo que Hitler era um “contra-iniciado”. Churchill, portanto, estando a par do precedente “esotérico-diabólico” da contra-iniciação de Hitler, temia que, por trás dos objetivos negociáveis - mão livre na Europa e no Leste da Alemanha e garantia de continuidade do Império inglês -, que provavelmente ele poderia aceitar, houvesse objetivos não negociáveis: o império do mal. Hitler não queria apenas um império de tipo geopolítico. Queria um império sobre as consciências, baseado numa série de valores que atéo conservador anticomunista Churchill via como negativos e inegociáveis. O fato é que a profecia de Hitler sobre o fim do império britânico substancialmente se realizou. Hitler profetizou que Churchill destruiria o império inglês e entregaria o cetro imperial aos Estados Unidos.


Winston Churchill.

PM: Uma última pergunta, professor. René Girard disse recentemente numa entrevista que “o desprezo nazista pela ternura cristã para com as vítimas não tem origem na história”. O professor francês afirmou também temer que “no futuro alguém tente reformular o princípio de maneira mais politicamente correta, talvez revestindo-o de cristianismo”. O que o senhor diz disso?

GG: Girard é um grande estudioso, documentado e de intuições muito ricas. Creio que seja possível pensar num nazismo “revestido de cristianismo”, mesmo porque o nazismo, com suas características específicas, é irrepetível. Eu não acredito que a democracia representativa possa ser posta em crise por movimentos autoritários como os das décadas de 1920 e 1930. Existe, porém, o risco de que nas democracias ocidentais se mantenha a forma da democracia, sem a substância. Os partidos já não serão postos fora da lei, as liberdades civis serão garantidas em certa medida, mas, ao mesmo tempo, pode haver o risco de que só restem as fórmulas da democracia e se elimine a substância. Poderia haver uma não- democracia disfarçada de democracia. Da mesma forma, a intuição de Girard é plausível: tal como é possível que uma antidemocracia se apresente com fórmulas aparentemente democráticas, do mesmo modo é possível que um anticristianismo que despreza as vítimas como fez o nazismo possa, na realidade, agir revestido deformas cristãs. Eu não gostaria de entrar demais num campo que não conheço, mas sei que existem, e são cada vez mais difundidas, publicações que exprimem tendências que eu creio possam ser definidas como “integralismo apocalíptico”. Essas tendências poderiam de alguma forma prefigurar um risco como esse de que fala Girard. Algumas das características isoladas que concorreram para a difusão do nazismo poderiam reaparecer nesse contexto.


Fresco de Ernst Jansen-Winkeln na Igreja de Santo Estevão, em Sistig (Alemanha), 1948.

ANNO CXXXV

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Como o tema corrente é Paris, algo para adoçar as sinapses:

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Nunca me tinha apercebido dessa teoria da Terra Oca.

Sempre gostei de ler livros do Tarzan que já falavam em Pellucidar, um mundo no centro da terra onde a vida era pré-histórica.

Uma das minhas aventuras de eleição em adolescente era “Viagem ao Centro da Terra”, de Jules Verne.

Como sabem, há filmes sobre viagens ao centro da terra. Mais recentemente, até os filmes da Godzilla e do King Kong.

Nunca pensei que tudo isso estivesse associado a mensagens subliminares.

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O que existiu de comum entre o ascetismo espiritual de Pio VI, o cabalismo esotérico de Yehuda Fetaya, o misticismo etéreo de Dion Fortune e o ocultismo primevo de William Seabrook?


Em cima: O Papa Pio XII e o Rabi Yehuda Fetaya. Em baixo: Dion Fortune e William Seabrook.

Aparentemente nada…e no entanto…

…não foi só nas montanhosas florestas de Maryland…

https://www.porta10a.com/t/teorias-da-conspiração-ou-não/38019/3021?u=invictus

…nas milenares ruelas de Jerusalém…

https://www.porta10a.com/t/teorias-da-conspiração-ou-não/38019/3024?u=invictus

…ou nas brumosas planícies da Inglaterra…

https://www.porta10a.com/t/teorias-da-conspiração-ou-não/38019/3055?u=invictus

… que se travou uma batalha metafísica durante a 2.ª Guerra Mundial.

Também numa sigilosa capela do Vaticano se combateu, com recurso às armas do sobrenatural, a ameaça nazi, qual nefanda encarnação do Mal Absoluto.

Levantando a ponta desse véu, o investigador Gerard Noel fez uma espantosa revelação na sua biografia do Papa Pio XII, publicada em 2008 sob o título Pius XII: The Hound of Hitler.


Gerard Noel.

Na Introdução, o autor descreveu o seguinte episódio assombroso:

“(…] a vida de Pio foi salva e prolongada pelo tratamento de rejuvenescimento celular do Dr. Paul Niehans, que nunca foi referido nas biografias oficiais deste Papa e raramente é mencionado noutros relatos. O Dr. Niehans, que vivia no Vaticano e em Castel Gandolfo, administrou três ciclos de tratamento, o mais importante dos quais em 1954, quando Pacelli foi dado como morto: recuperou totalmente e viveu mais quatro anos.


Sua Santidade Pio XII, nascido Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli.

No entanto, os efeitos secundários do tratamento, agravados pela insónia e por uma dieta escassa, incluíam alucinações cada vez mais frequentes, sofridas pelo Papa nos seus últimos anos. Estes anos também foram atormentados por pesadelos horríveis. Os gritos de Pacelli, de fazerem gelar o sangue, ouviam-se em todos os aposentos papais. Durante as horas de vigília, em consequência dessas convulsões terríveis, os seus sentimentos de ódio por Hitler – ou melhor, pelos enormes pecados de Hitler contra a Humanidade – vieram à tona com maior intensidade. Pacelli estava convencido de que Hitler estava possuído pelo Diabo. Na verdade, realizou rituais noturnos e solitários de exorcismo para expulsar o demónio da alma de Hitler. Tudo isso foi descrito em pormenor (embora não sob sigilo da confissão) ao Cardeal [Augustin] Bea”.


Fresco de Oskar Tytlik na Capela de Nossa Senhora da Assunção, em Mitterteich (Alemanha), 1947.

ANNO CXXXV

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Tinha a ideia de que Pio XII era admirador de Hitler.

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Ambíguo, por um lado limpou-se com a bula Mit Brennender Sorge, por outro, auxiliou a fuga de muitos dando apoio ao Monsenhor Hudal e a sua rota dos mosteiros nos Alpes e Norte de Itália, além da Igreja ter facultado passaportes Nansen para que estes se escapassem( Barbie, Bormann, Eichmann, Mengele, Stangl), dado o sentimento anti-Comunista dos mesmos e de onde a Igreja esperaria colher dividendos na América do Sul.

Muitos dos fugitivos acabaram por ter relações com os regimes Sul-Americanos tanto na venda de armas e a experiência ao nível da intelligence ao formarem e treinarem as polícias secretas destes Países com as técnicas trazidas e aperfeiçoadas, igualmente ajudados pela CIA para deter a deflagração Comunista na esfera de interesse Americano.

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Apesar dos muitos rumores de uma suposta sobrevivência, Bormann não conseguiu refugiar-se na América do Sul. Morreu, provavelmente por suicídio, quando tentou fugir de Berlim, em 2 de maio de 1945.

Ironicamente, houve também ex-nazis a relacionar-se com o regime comunista de Fidel Castro.

Um deles era Otto Ernst Remer, que ajudou na repressão dos envolvidos na Operação Valquíria e que, depois da guerra, fundou na RFA um partido neo-nazi (Partido Socialista do Reich) secretamente financiado pela…URSS.

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Não é bem assim meu caro…

A versão oficial que morreu a 2 de Maio de 1945 num tanque com o Dr. Stumpfegger é só isso, oficial.

As rábulas com os testemunhos de várias pessoas e intervenientes aquando da morte dele são alvo de escrutínio e pouca verosimilhança, dadas as disparidades que apresentam. Além da estória do crânio e restos mortais encontrados.

Penso que já tenhas visto ou acompanhas o GOAT da matéria, mas deixo aqui o grandioso trabalho do Dr. Mark Felton sobre o assunto.

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Muitas coisas que aconteceram nessa altura. Sei que esse papa sempre teve uma relação assim quase colaborativa com os nazis. Ainda hoje vamos descobrindo coisinhas com o tempo.

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Eu faço confusão entre o Pio XII e o João XXI, mas um deles fez uma Concordata com o regime nazi, através do seu Vice-Chanceler Franz Von Papen, que era um católico fervoroso.

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