Sporting exclusivamente Português?

Eu estou totalmente de acordo com essa ideia, apesar de os senhores do € jamais a deixarem concretizar. Uma das nossas grandes referencias é a formação, penso que fazendo alinhar uma totalidade de jogadores nacionais seria benéfico para o nosso futebol. É questionável do ponto de vista do rendimento desportivo é claro, mas seria um preço a “pagar” por uma aposta a tão longo prazo. Já para não falar da redução da folha salarial do clube, que seria considerável.

Certo é que o Sporting está a caminhar no sentido contrário, cada vez mais a comprar estrangeiros e a vender os jogadores portugueses… Agora visto essa hipótese não ser totalmente concretizável, porque não concretizar parte dela? Isto é comprar estrangeiros mas não em demasia, apostar mais nos vinte e tal jogadores que no final de cada ano sobem a séniores… Fica a ideia :wink:

O Arias é melhor que o Cedric.Pensei que já não restassem dúvidas ???

 Era o rumo que gostava de ver ser implementado, mas para entrar no seu espírito primeiro tem de se jogar com as armas do futebol moderno. O que eu quero dizer com isto é que primeiro o Sporting tem de formar um plantel vencedor a curto prazo, e aí é difícil fazê-lo sem recorrer ao jogador estrangeiro. Esse plantel vencedor tem de conquistar títulos e proporcionar aos jovens portugueses que vão integrando a equipa o melhor modelo de aprendizagem possível. É muito diferente ter um Eric Dier a aprender com um Daniel Carriço do que com um André Cruz. Agora, assim que a primeira vaga de "[i]new comers"[/i] tiver aprendido com os melhores jogadores e estiverem prontos para se assumirem na equipa, serão eles no futuro quem irá servir de modelo aos mais jovens, alcançando-se a sustentabilidade progressiva do plantel. Obviamente que terá sempre de haver um estrangeiro ou outro no plantel porque nem sempre as fornadas da Academia nos trazem jogadores válidos para todas as posições mas creio que com muito trabalho, rigor e competência este modelo não seria tão romântico quanto isso.

É uma ideia interessante, mas romantica e pouco realística no actual contexto futebolístico nacional. Pelo menos, se quisermos continuar a ter planteis que tenham argumentos válidos para lutar pelos 1ºs lugares do campeonato.

Não podemos esquecer que competimos com equipas que vão ao Brasil e a outros países buscar paletes de jogadores experientes a baixo custo (e alguns deles até têm qualidade). refiro-me aos Nacionais da Madeira , ao Braga de 2010/2011… a praticamente todos os clubes nacionais que actualmente têm esta filosofia. Lutar apenas com a prata da casa contra esses clubes significaria sermos um clube do meio da tabela a curto prazo.

Já referi antes, se temos tido e temos Selecções Nacionais que lutam pelos primeiros lugares de qualquer competição internacional, isso deve-se muito ao Sporting que tem descoberto e formado os jogadores que constituem a espinha dorsal da Selecção. Parece-me um mal necessário, ter de cortar esta fonte da Selecção para que os dirigentes nacionais abram bem os olhos e vejam que não havendo limites a que os clubes joguem com 100% de jogadores estrangeiros então quem se ressente é o futebol português.

  • acho que atingimos o cumulo na final da Uefa entre porto e braga, 2 clubes portugueses, que actuaram quase sem jogadores nacionais. para não falar nos jogos do slb nas competições europeias, em que são gozados por parecer “uma equipa da america do sul”. É preocupante esta destruição do jogador nacional, as instituições de direito devem tomar medidas que evitem estas situações.
    Mas não compete ao Sporting tomar medidas que tornem a competição desnivelada contra si próprio por se “auto-restringir” a nível de recrutamento.

Defendo sim que o Sporting tenha nos organismos federativos e liga uma posição bem forte quanto à necessidade de redução do nr de jogadores não tenham origem ou formação em Portugal. Essa redução tinha de obrigar a que os planteis tivessem uma base forte de jogadores nacionais.
Isso sim seria uma medida que defenderia o jogador português, e que dado a tradicional qualidade da nossa formação nos poderia trazer benefícios competitivos no futuro.

Não só é uma ideia interessante, como pode ser a nossa tábua de salvação. Atente-se ao seguinte:

  • Por circunstâncias que não vêm ao caso, estamos a ficar para trás na luta com os nossos adversários, um no que diz respeito ao sucesso desportivo (sem fair-play) e o outro no que diz respeito ao tamanho (leia-se número de adeptos). Ainda que estes atributos sejam discutiveis, temos neste momento problemas para competir com qualquer um deles.

Para inverter a situação, mantendo a mesma politica irá demorar uma série de anos a fazer tudo muito certo e a ter muita sorte até os alcançarmos e depois ultrapassarmos.

Uma forma de sair deste status-quo será fazer diferente, e contando com a “ajuda” da crise, fazer valer aquilo que temos de melhor (Academia) e passar a mensagem de “não desbaratar milhões” em jogadores estrangeiros, apostar nos nossos jovens, “vendendo” o Sporting como o clube de … Portugal (até o nosso nome ajuda, caraças!).
Pode ser a galinha dos ovos de ouro, tanto mais que nos nossos adversários em termos de jogadores portugueses só há deserto. Ou seja se há altura propícia para esta estratégia, é agora.

No entanto, há que ter MUITA ATENÇÃO ao seguinte:

  1. Não tomar medidas irracionais, como por exemplo estipular que “x %” da equipa tem que ser de jogadores da Academia. Isso poderá ser um risco enorme se por contingência, num determinado período não existirem jogadores na academia com qualidade suficiente (talento + dedicação + motivação);

  2. Para que a mensagem seja difundida não é necessário SÓ ter jogadores portugueses (isso até pode ser confundido com xenofobia), basta que os nacionais sejam a maioria, ou pelo menos em número significativo;

  3. Isto não deve ser feito de um ano para o outro, mas sim gradualmente (sendo um plano a dois/três anos o ideal), no entanto a estratégia deve ser anunciada e difundida públicamente;

É a isto que me refiro :arrow:

Estrategicamente, pode catapultar o clube para outro patamar, até competitivo. Uma estratégia deste tipo, se bem elaborada, leva um clube para um estado de rigor que nunca teve.

Visão romântica…e utópica.

Utopia:

  1. País imaginário em que tudo está organizado de uma forma superior.
  2. Sistema ou plano que parece irrealizável.
  3. Fantasia.

Humm … não será antes: VISIONÁRIO ?!

  1. Sonhador
  2. Que vê algo que outros não vêem

Rui Sampaio,

Se o Sporting na próxima época decidisse que jogaria com uma maioria de Portugueses, seria obviamente um desastre. Achoq ue todos concordamos com isso.

A questão que se coloca vai um pouco para além disso:
1- Será possível um Sporting competitivo exclusivamente com jogadores Nacionais?
2- Em termos económicos e sociais, seria isso benéfico para o clube?

A minha resposta às duas questões é sim. Obviamente que isso obrigaria a um nível de organização e profissionalismo que o Sporting não tem.

E para isso basa ver a forma como gerimos os nossos activos da Academia. Tudo feito de forma atabalhoada e sem qualquer projecto formativo, com empréstimos um pouco ao sabor da vento na esperança que o jogador pegue de estaca. Isso não tem mérito nenhum.

Atenção que nada tenho contra os Estrangeiros. Acontece que um número gigantesco dos que cá chegam nada acrescentam a não ser despesa… se não somos capazes de contratar bem, mais vale limitarmos de sobremaneira a capacidade de fazer asneira.

E vou até um pouco mais longe: a maioria dos jogadores apenas são contrtados porque os conhecemos mal e não temos noção do seu real valor. Isso não acontece com o jogador Português, pois vê-se o que vale todos os fins de semana. Isto cria um viés de selecção evidente.

Jogadores como o Candeias, o Hugo Vieira ou o Hugo Viana, se jogassem no São Paulo, no Velez ou no Lánus entravam em Alvalade no próximo ano como contratações bombásticas (e caras). Atenção que não estou a dizer que têm valor para o Sporting. Mas digo sem medo que a maioria dos que chegam não têm mais qualidade que estes mas custam 5x mais.

http://www.zerozero.pt/equipa.php?id=143&epoca_id=141

o Ajax acabou de ser campeão com um plantel formado quase a 100% no clube.

Não havendo alterações nas restrições ao nº estrangeiros, que impeçam os clubes de entrar sem um único português em campo :o,
sou da opinião que a ideia seja romantica, utopica e … suicida do ponto de vista competitivo.

A um nivel diferente do nosso temos o exemplo do Feirense, que se não estou muito em erro é um clube que tem uma base de jogadores portugueses, e que na luta pela não despromoção não conseguiu ombrear com os clubes do meio / fundo da tabela que recorrem muito mais a jogadores estrangeiros.

Quanto à contratação de outros jogadores nacionais não oriundos da formação… é certo que há alguns de qualidade inquestionável, mas estão fora do alcance dos nossos bolsos. De tal forma que se olharmos para o campeonato português e pensarmos , fora dos clubes grandes que jogadores nacionais nos poderia interessar, se calhar não nos lembraríamos de nenhum (sinceramente tirando W. Eduardo, Cedric, Adrien que já são nossos , só se fosse algum Hugo Veira e nem esse seria consensual).

Já quanto aos critérios/avaliação/analise que conduziram à contratação de alguns jogadores estrangeiros nas ultimas épocas, aí à muito a melhorar… (por vezes dá ideia que aceitamos tudo o que nos é impingido) :naughty:

Onde posso consultar essa demonstração? É que, daquilo que me tem sido dado a ver, o Cedric tem jogado muito e bem. Quanto ao Arias, pouco calçou e, nas vezes que o fez, não vi nada de extraordinário. Mas oxalá que seja assim tão bom.

Quanto ao tema do tópico, gostava muito. Ou, no mínimo, ter um plantel maioritariamente português (uma proporção de cerca de 75% parece-me exequível), capaz de passar a imagem de equipa de jogadores portugueses. Os benefícios já foram elencados e quero apenas acrescentar o seguinte:

Para quem acha a proposta romântica, esquece-se que o futebol vive do romantismo. É o romantismo que cria empatia, laços e lendas. E um clube romântico será sempre um clube com alma, merecedor de respeito e admiração. Mesmo que ganhe menos que os outros (vide caso Bilbao).

Não sei qual será o melhor, o Cédric tem estado bem, mas o Arias no jogo com o Leiria fez um jogão (foi o 2º melhor em campo a seguir ao Matias Fernandez).

Parece-me que são dois jogadores a ter em conta.

Eu tenho todas as dúvidas.

O Cedric é vice-campeão do Mundo de sub 20 e fez toda a época a titular na Académica num total de 2160 minutos de 1ª liga aos 20 anos. O ano passado no Sporting jogou 170 minutos na 1ª liga no primeiro ano de sénior.

O Arias tem este ano 350 minutos de 1ª liga com a mesma idade do Cedric.

Pelo que vi até hoje, merece sem dúvida mais uma oportunidade o Cedric do que o Arias, não negando a valia do segundo.

Um Sporting competitivo tem que ser global, se não o for fracassará em termos competitivos, económicos e até sociais.

Só vejo uma hipótese, ter uma Academia super profissional e uma equipa B super competitiva, mesmo assim seria necessário alterar os quadros competitivos e não estou a ver isto a acontecer nos próximos tempos.

A ideia é utópica, não é impossível porque acredito que num cenário ideal seja possível alimentar uma equipa profissional com os quadros formados e trabalhados na Academia e equipa B, com as competições como são actualmente é impossível alimentar em quantidade e qualidade a equipa principal.

Contratar em Portugal não é fácil, o mercado é demasiado pequeno para poder ter sucesso todos os anos e com vários jogadores por ano.

A ideia é excelente, é pena é ser, como alguém já referiu, utópica…
Num país dirigido por esta escumalha parece-me muito difícil implementar algo desse género…

Reparem que tirando esta época, se calhar os nossos planteis nem têm estado muito longe dos tais 3/4 (ou 75%) de jogadores nacionais. Poucos proveitos tirámos disso… alem de podermos dizer que formamos a maioria dos jogadores da Selecção, mas isso pouco ou nada me satisfaz)

Dai que não me pareça que seja essa a formula mágica para resolver os nossos problemas desportivos e financeiros. Se calhar, até ao contrario, pois parece que esta época com um plantel menos português parece que até batemos os nrs quanto à assistência média e julgo que houve mesmo mais entusiasmo em redor da equipa do que o que vinha sendo habitual.

A prospecção no mercado português é importante, a aposta na formação é fundamental, mas no actual panorama o Clube não se pode auto-limitar. Jogam os melhores, contratam-se os os melhores (dentro das possibilidades) , independentemente da sua nacionalidade.

Seria o nosso fim como potência desportiva, porque:

a) Os melhores jogadores continuariam a sair para outros clubes. Porque faz parte dos mais ambiciosos quererem jogar noutras ligas por dinheiro e prestígio
b) Com um potencial de escolha mais reduzido, seria impossível colmatar a saída destes no imediato

Não existe nenhuma equipa do Mundo que seja candidata a títulos e que siga este exemplo. É uma ideia romântica. Mas o romance não trás títulos.

Ideia romântica, não sei se fazível sequer no médio/longo prazo. Teríamos de melhorar muito a nível de gestão desportiva e aproveitamento de jovens da formação. O meu ideal é mais intermédio entre esta ideia e a actualidade.

Há muito caruncho que vem de fora, devia-se limitar o número de estrangeiros, não tenho dúvidas nenhumas que jogadores portugueses melhor acompanhados e formados, podem tirar lugar a muitos jogadores que chegam cá aos magotes e que para além de nada acrescentarem desportivamente, ainda se tornam piores opções para o clube a nível financeiro.

Por outro lado, há boas oportunidades de negócio, jogadores experientes e internacionais, do género do Schaars ou Insua que fazem falta a qualquer equipa e que nem por isso foram investimentos avultados (pese embora o seu salário).

Quanto a mim, enquanto houverem empresários, a ideia de uma equipa só portuguesa é uma verdadeira utopia, infelizmente muitos dirigentes não pensam num clube segundo uma ideia estruturada, mas consoante oportunidades de negócio. Claramente que a Liga portuguesa deveria limitar o número de estrangeiros, mas por outro lado, o Sporting deverá apertar o critério de escolha do jogador estrangeiro.

Jogadores portugueses, principalmente formados na nossa Academia, deviam ser integrados na equipa de forma mais regular, não só porque é essa uma das nossas imagens de marca como esses jogadores devem vir formados com a cultura e mística do nosso clube, desse modo, acho que o Sporting à nossa imagem deve ser um misto de juventude de preferência nacional e sportinguista, bem como complementada por jogadores experientes e de muita qualidade internacional, jogadores feitos portanto, que podem ser estrangeiros, ou mesmo portugueses, gerações mais avançadas e experimentadas, preferencialmente com um percurso na nossa formação.

Falou-se em pragmatismo aqui, e com toda a razão, mas há excepções. Uma vez perguntaram ao Guardiola qual a diferença entre a cantera blaugrana e as outras, ao que ele respondeu " Há clubes que até trabalham melhor que nós na formação, a diferença é que nós apostamos nos nossos jogadores, pomo-los a jogar!". Na minha óptica, um Sporting de verdadeiro sucesso desportivo, financeiro e também não menos importante, de identificação com os sócios/adeptos, terá de ser pragmático mas cultivar sempre sua identidade, onde a formação terá de ter obrigatoriamente um papel preponderante. Se não se consegue formar jogadores suficientes para isso? Bem, então a nível dessa competência, há que melhorar e sei que é possível fazer muito melhor!

Nem o 8 nem o 80, acho que só tínhamos vantagens em jogar com mais portugueses, mas não com um 11 completamente português.
Podíamos ter tipo um 11 com estrangeiros e portugueses e uma segunda linha composta maioritariamente por jovens portugueses.