Ideia romântica, não sei se fazível sequer no médio/longo prazo. Teríamos de melhorar muito a nível de gestão desportiva e aproveitamento de jovens da formação. O meu ideal é mais intermédio entre esta ideia e a actualidade.
Há muito caruncho que vem de fora, devia-se limitar o número de estrangeiros, não tenho dúvidas nenhumas que jogadores portugueses melhor acompanhados e formados, podem tirar lugar a muitos jogadores que chegam cá aos magotes e que para além de nada acrescentarem desportivamente, ainda se tornam piores opções para o clube a nível financeiro.
Por outro lado, há boas oportunidades de negócio, jogadores experientes e internacionais, do género do Schaars ou Insua que fazem falta a qualquer equipa e que nem por isso foram investimentos avultados (pese embora o seu salário).
Quanto a mim, enquanto houverem empresários, a ideia de uma equipa só portuguesa é uma verdadeira utopia, infelizmente muitos dirigentes não pensam num clube segundo uma ideia estruturada, mas consoante oportunidades de negócio. Claramente que a Liga portuguesa deveria limitar o número de estrangeiros, mas por outro lado, o Sporting deverá apertar o critério de escolha do jogador estrangeiro.
Jogadores portugueses, principalmente formados na nossa Academia, deviam ser integrados na equipa de forma mais regular, não só porque é essa uma das nossas imagens de marca como esses jogadores devem vir formados com a cultura e mística do nosso clube, desse modo, acho que o Sporting à nossa imagem deve ser um misto de juventude de preferência nacional e sportinguista, bem como complementada por jogadores experientes e de muita qualidade internacional, jogadores feitos portanto, que podem ser estrangeiros, ou mesmo portugueses, gerações mais avançadas e experimentadas, preferencialmente com um percurso na nossa formação.
Falou-se em pragmatismo aqui, e com toda a razão, mas há excepções. Uma vez perguntaram ao Guardiola qual a diferença entre a cantera blaugrana e as outras, ao que ele respondeu " Há clubes que até trabalham melhor que nós na formação, a diferença é que nós apostamos nos nossos jogadores, pomo-los a jogar!". Na minha óptica, um Sporting de verdadeiro sucesso desportivo, financeiro e também não menos importante, de identificação com os sócios/adeptos, terá de ser pragmático mas cultivar sempre sua identidade, onde a formação terá de ter obrigatoriamente um papel preponderante. Se não se consegue formar jogadores suficientes para isso? Bem, então a nível dessa competência, há que melhorar e sei que é possível fazer muito melhor!