Sporting e o Pavilhão Carlos Lopes

O psilva já (re)disse tudo sobre a má idéia que seria avançar para uma remodelação do Pavilhão tendo em conta fins desportivos.

Devo dizer que não me incomodava nadinha se o pavilhão fosse mesmo demolido. Tem algum valor sentimental, por vários eventos que por lá passaram (concertos, encontros políticos, festas, pelo menos um Campeonato do Mundo de hóquei), mas valor arquitectónico, mesmo sendo eu tudo menos um especialista, pouco lhe atribuo, só os azulejos (se ainda os houver) eram giros.

Num ligeiro OT sobre o Teatro da Luz, onde nunca entrei, apesar de morar muito perto, ele é palco de concertos de música portuguesa transmitidos em directo pela Antena 1 todas as Quintas-Feiras à tarde. Ignoro se a acústica e o conforto são bons.

No caso do Carlos Lopes, desconheço o seu valor como património arquitectónico. Dada a sua localização privilegiada na cidade, resta fazer uma avaliação clara e objectiva do seu valor como património histórico. Se se chegar à conclusão que não tem um grande valor, também não me chocaria que fosse demolido e o seu espaço aproveitado para algo com maior interesse para a cidade.

Como arquitecto, e correndo o risco de heresia perante alguns colegas de profissão e historiadores, não lhe reconheço grande significado. Nem artístico, nem simbólico, nem, actualmente, funcional. Pelo que não me chocaria a sua demolição.

Mesmo sabendo que esta nunca poderá acontecer…Só se cair de podre! E mesmo assim o 1º impulso será o seu restauro.

Não me parece sequer que o Sporting considere esta opção.

Mário Patricio, na entrevista ao Jornal Sporting, diz que já várias autarquias perto de Lisboa ofereceram terrenos ao Sporting para construir o pavilhão mas que o Sporting rejeitou porque está a tentar contruir o pavilhão perto do Estádio, para manter a cultura sportinguista.

Por mim, aplaudo a intenção.

Quanto mais perto do Estádio melhor, assim pode-se fazer um dois em um. Quando andei en Lisboa muitas vezes via um joguinho de futsal juniores, andebol ou algum treino das camadas antes de entrar no estádio. Agora quando lá vou, não tenho nada para fazer antes dos jogos.

Quanto mais perto do estádio, melhor.
Era tão bom ir à nave ver o andebol, futsal e depois ir directamente para a bola… 8) 8) 8)
E levava muito mais gente às modalidades, porque não se dispersavam os adeptos, porque duas horas antes do futebol havia jogo de futsal em loures ou de andebol no casal vistoso, e como a maioria dá prioridade ao futebol… ::slight_smile:

Não vejo é onde!

Isto é, desconhecendo os limites, propriedades e usos previstos dos terrenos não construídos à volta do estádio vejo poucos com dimensão capaz de albergar um pavilhão digno desse nome.

Não estou a falar dum gimnodesportivo de uma escola secundária. Estou a falar um pavilhão com condições para público e para a prática (muitas vezes televisionada) de desportos profissionais.

Assim de repente, a sua dimensão não estaria muito longe de um rectângulo com 75x50 (e já não é com muita folga), ou seja, cerca de 1/2 campo de futebol. Isto sem falar em acessibilidades!

O terreno da bomba de gasolina+McDonalds parece-me comprometido, quer pela forma, quer pela dimensão, quer pela localização, isto já não falando de propriedades e direitos de quem explora aquele espaço.

O terreno alegadamente sobrante do loteamento desconheço a sua correcta localização, dimensão e uso.

A possibilidade de acordo para uma solução mista (como a proposta pelo CARLOS10ALMEIDA dum pavilhão enterrado) carece de extensas e potencialmente dificeis negociações, para já não falar em custos.

Nas imediações directas, chegou a haver uma tentativa de acordo com a escola alemã que não foi adiante. Actualmente a EA está em remodelação e ao que sei vai ter um pavilhão próprio.

Não me chocaria um pavilhão do outro lado da 2ª Circular, afigurando-se-me os terrenos do centro hípico ou do estádio universitário como os mais apetecíveis!

Por outro lado o conceito de proximidade ao estádio poderá ser pensado como algo mais amplo. E assim sendo, a Alta de Lisboa, onde já existem outros equipamentos desportivos poderá ser uma escolha razoável!

São 29 mil metros quadrados onde se situava o topo norte do estádio antigo. O espaço é mais que suficiente para o pavilhão. Estamos a falar de uma área com dimensão igual à do loteamento do interface do metro do Campo Grande, onde se vão edificar quatro edifícios. A questão é se a CML teima em fazer daquilo unicamente um jardim, e se sim, quem arcará com os custos da manutenção daquele espaço. Era o que faltava que viesse mais uma despesa para o Sporting, por causa de espaços verdes, ainda por cima públicos. >:D

Sim tenho uma vaga ideia da localização. Quanto à área julgava menor. Mas ainda há o problema da forma (por puro absurdo pode ter 40*725m, tendo os referidos 29.000m2 não tem largura para um pavilhão) e acima de tudo, como referes, dos usos ao que eu acrescento da real propriedade.

Mas tem potencial para ser um bom sitio assim se consiga enfiar um rectângulo com 80*60

Orá cá vai uma rápida e incipiente experiência na implementação dum hipotético pavilhão nas duas localizações mais realistas.

De notar que é perfeitamente esquemático e que conforme o programa, lote e opção de projecto pode mudar (mudará) de forma e consequentemente de dimensões!

Para os mais curiosos:

Arena: 4020 (campo de Andebol)
Área de protecção: 4m para cada lado (48
28) - É o recomendado mas poderá ser menos
Circulação inferior: 1.40
Bancada: degraus de 0.80
Lugar por espectador: 0.500.80
Acessos: 2.00 cada 16 lugares seguidos
Espectadores: Aprox.: 2000
Circulação superior: 8m para cada lado (60
80) - Para espaços complementares.


[size=10pt]O link em baixo dirige-se a um tópico em que isto já foi discutido e tem lá o projecto já aprovado pela CML. A zona 4 (a tal em disputa) parece-me ter área suficiente para o pavilhão que idealizas, não?

http://www.forumscp.com/index.php?topic=7487.300

Sim parece-me que sim!

Aliás foi nesse pressuposto que uma das implantações foi aí localizada.

Agora, continua tudo dependente dos usos, propriedades e direitos!

estou totalmente de acordo em relação a utilização do pav. carlos lopes!!!
penso que é urgente ba resolução deste problrma e este pavilhão seria excelente!!!

saudações leoninas

Grandes jogos viu o meu pai nesse pavilhão. Livramento a fintar tudo e todos. Ramalhete a defendê-las todas. Lindo!
Subscrevo o retorno do Sporting a este pavilhão que nos deu muitas alegrias.

Os vários equipamentos e serviços instalados há décadas no Complexo Desportivo da Lapa, em Lisboa, vão fechar por decisão da Secretaria de Estado do Tesouro, que tutela o património público. O encerramento das instalações - que incluem uma piscina, ginásios, salas de musculação, saunas e um campo de andebol - ainda não tem data conhecida, mas as cinco federações de modalidades amadoras que lá têm os seus serviços já receberam ordens para sair até ao fim do ano.

A decisão, que obrigará também à transferência do Museu Nacional do Desporto (ver caixa) e da Biblioteca Nacional do Desporto igualmente ali instalados, ainda não foi transmitida à Câmara de Lisboa, nem à Junta de Freguesia da Lapa - conforme disseram ao PÚBLICO o vice-presidente do município, Marcos Perestrello, e o autarca da Lapa, Nuno Ferro.

O Complexo Desportivo da Lapa depende do Instituto do Desporto de Portugal (IDP) e ocupa um valioso terreno com mais de 10.000m2, situado entre a Rua Almeida Brandão e a Rua do Quelhas. O seu aproveitamento para fins imobiliários está, porém, condicionado pelo Plano Director Municipal, que classifica aquele espaço murado como “área de equipamentos e de serviços públicos”, onde a construção de novos edifícios está sujeita a grandes restrições.

Entre 2004 e 2007, o complexo esteve concessionado à Junta de Freguesia da Lapa, mas o contrato foi denunciado pela autarquia, que alegou incumprimento por parte do IDP no que toca à manutenção das instalações. De acordo com o boletim informativo da junta de Junho do ano passado, os equipamentos desportivas ali existentes eram regularmente frequentados por 1500 pessoas e a autarquia pagava ao IDP cerca de 200 mil euros por ano.

O presidente da junta, Nuno Ferro (PSD), diz que em Maio de 2006, em articulação com a câmara, ainda foi proposta uma alternativa que passasse pela concessão do espaço ao município, mas o IDP e a Secretaria de Estado da Juventude e Desportos nunca responderam. O então vereador com o pelouro do Desporto, Pedro Feist, confirma que a ideia era que o IDP entregasse o complexo à câmara por um período alargado, à semelhança do que aconteceu com o Pavilhão da Ajuda.

“Tive uma reunião com o secretário de Estado [Laurentino Dias] e ele mostrou-se muito interessado, mas remeteu-me para o presidente do IDP”, conta o autarca. “Posteriormente ainda fizemos quatro ou cinco reuniões com o IDP, mas eles nunca mais disseram nada. Entretanto, a câmara caiu [Primavera de 2007] e nunca mais ouvi falar no assunto.”

Versão distinta tem a secretaria de Estado, cujo assessor de imprensa afirma que “nunca houve negociações formais com a câmara tendo em vista a concessão do complexo”. De acordo com a mesma fonte, os equipamentos desportivos e os serviços do IDP ali existentes “estão em processo de desactivação e transição que acontecerão em momentos diferentes”. Quanto ao futuro das federações que ali estavam instaladas (judo, luta, esgrima, ténis de mesa e kickboxing), “o IDP está a procurar encontrar [com elas] a melhor solução”, mas “não está acertada ainda qualquer solução definitiva”.

Sobre o futuro do terreno o assessor de Laurentino Dias diz nada saber, uma vez que a propriedade era da responsabilidade da Secretaria de Estado do Tesouro. A venda já foi feita à Estamo - uma imobiliária de capitais exclusivamente públicos que agora venderá o espaço no mercado - e o Tesouro, diz a mesma fonte, atribuiu ao IDP uma verba de 6,3 milhões de euros, a título de compensação, para construir infra-estruturas desportivas no Complexo do Jamor.

[b]A Secretaria de Estado dos Desportos quer transferir para o Pavilhão Carlos Lopes o Museu Nacional do Desporto, actualmente instalado no complexo da Lapa. O projecto, que implica a remodelação integral do antigo Pavilhão dos Desportos, estava para ser oficialmente apresentado na próxima terça-feira, mas o anúncio foi adiado, devido ao facto de o executivo camarário não ter ainda aprovado a proposta governamental.

Prevista para a reunião dos vereadores de ontem, a votação da proposta acabou por não se realizar por ter sido distribuída demasiado tarde. De acordo com o texto, “a conjugação de esforços” do município e do Estado “permite recuperar este edifício municipal e criar no Parque Eduardo VII um pólo cultural e de atracção para os que vivem e visitam Lisboa”.
A ideia consiste em criar cinco espaços museológicos distintos, que ocuparão um total de 1900m2 no interior do pavilhão e que serão consagrados ao “corpo, à actividade física, ao desporto internacional, ao desporto nacional e à variabilidade histórica e antropológica do desporto”.

Além disso, estão previstos mais 700m2 para exposições temáticas (desporto e arte, coleccionismo e memorabilia, e desporto e comunicação social), e ainda 1450m2 para o centro de documentação e mediateca, dois auditório (400 + 200 lugares) e serviço de formação, animação e acção educativa.

O projecto de transformação e consolidação do Pavilhão Carlos Lopes deverá ser elaborado por uma equipa a seleccionar através de um “concurso por convite” promovido pelo IDP, mas a proposta nada adianta sobre a parte do investimento que caberá à câmara e aquela que será suportada pelo Governo.[/b]

Esqueçam o Pavilhão Carlos Lopes

O próprio psilva já tinha dito que o pavilhão Carlos Lopes era completamente inadequado às exigências mínimas de um pavilhão moderno para a prática de desporto.

nao tinha interesse jogar no pavilhao carlos lopes, para mim o que seria util, era um pavilhao com todas as condiçoes na zona 4 em redor do estadio de alvalade. ou entao no antigo macdonalds.

Na minha opinião o espaço que está ocupado pela bomba da BP e pelo McDonald’s é um espaço que dificilmente será para a construção do pavilhão, digo isto porque sei que aquele restaurante é uma autentica mina de fazer dinheiro, experimentem passar lá a qualquer hora do dia ou noite e verão que está quase sempre cheio, o restaurante até se dá ao luxo de estar em funcionamento 24 horas por dia. Logo nao vislumbro grande solução para o nosso probelma naquele espaço

Temos um sitio onde o futsal treina que segundo amigos meus que lá jogaram é espectacular, só não percebo porque não fizeram bancadas logo de inicio aí os Orcs estiveram melhor, é preferivel um Centro Comercial cujas rendas alguns nem pagam!|!!!

Eu ando no ginásio Holmes Place que existe nesse multidesportivo e digo-te que aquilo não dá para realizar lá jogos por diversos motivos, a não existência de bancadas, o estar sempre ocupado por actividades escolares nas piscinas, e até creio que o Holmes Place, que deve estar a pagar uma boa renda de aluguer não iria ver com bons olhos a realização de jogos no multidesportivo.