O Mourinho foi campeão europeu no porto em 4-4-2, nem sei como se ousou alterar o sistema de jogo, se aquilo ia funcionar nas décadas seguintes…mesmo otários estes treinadores, poem-se a inventar…
Com dois centrais e dois laterais vais sempre defender com eles, ora nós temos dois alas esquerdos e um lateral. Depois temos de ver os médios. As dinâmicas podem se aproximar mas o perfil de jogador tem sempre influência. Mas pode manter o mesmo sistema base, é esperar para ver.
Muitos parabéns, Rui, pelo teu aniversário. Sabes uma coisa? O meu pai, se fosse vivo, faria anos hoje também.
Partilhas o dia do teu aniversário com uma figura universal da cultura ocidental, que no seu tempo também foi muito criticado, chegando a dizer que “o meu tempo há-se chegar”. Essa figura foi o grande compositor austríaco (na verdade nasceu na Boémia, hoje parte integrante da República Checa), Gustav Mahler.
Mais uma vez parabéns, e que para o ano eu esteja aqui outra vez a dar-te os parabéns pelo teu aniversário.
btw mesmo sendo provavelmente dos maiores críticos do rui borges no fórum o meu problema e crítica não será nunca por jogar em 343, 433, 4231 o que quer que seja. obviamente que é apenas uma estrutura base que pode(ou não) desenrolar-se em dezenas de comportamentos e princípios, isso sim vai interessar-me. toda a gente diz que o PSG joga em 433 e no entanto o que se vê em campo pode ser isto:
(imagem do twitter)
o que incomodou nos 14 jogos que o rui realizou com linha de 4( 6 vitórias 6 empates e 2 derrotas já agora) foi o quão estanque, pouco rico, variado e dominador era o modelo de jogo do treinador, questão que aliás se manteve no 343; o que aumentou foi o conforto dos jogadores com dinâmicas e espaços adquiridos e pisados previamente. não significa que o 343 do rui fosse interessante; não era e muitas vezes tomou decisões que revelam até desconhecimento dos perfis necessários para um 343 funcional( quer em alas, quer na dupla de meio campo quer na dupla de 10s onde o rui frequentemente optou por laterais sem recursos ofensivos, duplas de médios estáticas e sem mobilidade e 10s com dificuldades a jogar de costas/perfil de acelerador respetivamente). é prova de que os princípios e comportamentos são o mais importante, independentemente do sistema.
tirando geny e nuno santos( que tenho dificuldades a ver encaixar num 433/4231 clássico por serem realmente wingbacks para o nível Sporting, curtos em posições altas para serem extremos e curtos defensivamente para darem garantias numa linha de 4) todos os jogadores são enquadráveis( certo que também temos vários centrais mais otimizados para centrais exteriores a linha de 3 mas creio que desde que acompanhados por diomande ou inácio nada é propriamente impeditivo; talvez mais problemático em situações de defesa de área ou bloco mais baixo). o problema é que enquadrar trincão como 10/extremo com liberdade para jogar por dentro ou como extremo que pisa linha é muito diferente. colocar o kocho como 8 com liberdade para abrir na largura, receber nas costas do médio ou como duplo pivot estanque em dupla com o hjulmand é diferente. tudo é “possível” mas sem a preocupação do treinador em enquadrar os perfis um 11 forte rapidamente se torna num 11 forte mas com jogadores a jogar fora da sua zona de conforto.
é esse o desafio do rui. temos de esperar para ver.
Sim, e junto a essa questão do Trincao o Pote: para mim esse posição mais interior atrás do avançado pode ser de qualquer um dos 2. Já de extremo aberto nenhum dos 2 me enche as medidas, lá está a questão da adaptação.
A não ser que ele jogue com um deles mais por dentro e o extremo oposto por fora, mas aí exigirá um lateral com capacidade para fazer piscinas atrás de piscinas (Maxi/NS)
Acho bem que aproveite a pré época para implementar rotinas e ideias num sistema com linha de 4 de forma mais permanente, até porque a equipa já está rotinada e tem as bases todas a jogar em 3-4-3. E tem sempre essa solução, caso seja preciso.
Ainda assim, não sou especial adepto de que se troque o sistema inicial. Acho que dificilmente esta equipa, com linha de 4, pode voar mais ofensivamente e ser dominadora do que com linha de 3 e com extremos (Quenda, Geny, Maxi, Alisson, Nuno) por fora. Mais do que o sistema, este perfil de extremos nas alas neste sistema é perfeito para dominar em Portugal. Permite ter largura e 1x1 por fora, aglomerar uns 5 jogadores com chegada à área por dentro, etc. São posições perfeitas para o Pote/Trincão, oferece um médio de chegada com mais permanência na frente (Morita, Kocho, Simões) e tens a segurança dos 3 atrás + Hjulmand.
Acho que faria sentido a manutenção disto como ideia base. Mas, olhando à provável contratação do Alberto e aos valores envolvidos… diria que não vai acontecer.
Se a ideia fosse manter o sistema, dificilmente seria preciso mais soluções que Geny e Quenda quando fosse para atacar e Quaresma/Fresneda quando fosse para defender. A compra do Alberto mostra que está a dar prioridade à linha de 4.
Percebo perfeitamente, mas as tácticas não são estáticas. Eu não disse que colocava o Pote como extremo. Para mim ele seria sempre uma espécie de avançado aberto que parte da esquerda para o centro. O extremo mais “puro” seria o Qenda na direita.
Numa questão posicional o Trincão ocupa o terreno do 10 clássico, mas em campo conseguia vê-lo a deambular naquele trio, especialmente quando o Pote parte para o meio. Basicamente… como um 10 clássico, lol.