Não me esqueço de o RA ter dito, há meses atrás, que se perdessemos uma vantagem de 10 pontos, era sinal que o treinador “não percebia nada disto” (palavras dele).
E a verdade é que, quanto a mim, só a ele se podem assacar as culpas do que está a acontecer. Fez muito com pouco, mas até por isso devia ter percebido que não havia muita margem por onde mexer, no 11 e nas dinâmicas que tinha criado.
Demonstrou quanto a mim alguma inteligência na capacidade de perceber que os adversários nos estavam a conseguir anular, apesar das vitórias tangenciais, até à paragem das selecções, mas estragou tudo nesse momento, na forma como mexeu. Sim, talvez tivesse que mudar alguma coisa, mas não o fez bem, e a aposta obstinada no Paulinho é a raíz disso, até porque dá a sensação que a equipa passou a acreditar menos em si própria, e a fita-cola com que algumas peças estavam presas, se começou a soltar.
Em simultâneo, começou-se a notar nele um nervosismo que ainda não se tinha revelado, e mesmo a mexer na equipa, ora tem mexido tarde, ora tem mexido mal, o que também não era muito frequente.
Até o discurso declinou brutalmente. Percebo que para fora ele queira aliviar a pressão sobre os jogadores, mas transparece uma certa cegueira e teimosia. Espero que para dentro do balneário, a conversa não seja igual.