Agora que foi eleito novo Presidente, fazer um pequeno balanço do que foram os anos da gestão no período BdC parece-me justo, até porque este R&C reflete em grande medida trabalho deixado por esse CD.
O ex-Presidente herdou um clube que tinha um volume de negócios na casa do 47 ME. Vou repetir. A SAD do Sporting que BdC herdou de GL gerava uns ridículos 47 ME! Nos últimos quatro anos a média situa-se nos 116 ME.
Neste momento a actividade Futebol representa valores na casa dos 120 ME. Ou seja neste 5 anos o clube consegue gerar receitas para pagar aquela que a sua principal actividade que é 2,5x superior ao volume de negócios em 2012.
Lembram-se quando a CdG entrou em funções e desatou-se a gritar fogo e default por todos os lados. Lembram-se das capas dos jornais sobre a gravíssima crise financeira no clube. Recordam-se do discurso miserável do Ricciardi ao longo de toda da campanha? Pois bem José de Sousa Cintra escreve isto neste R&C:
“É convicção do CA da Sporting SAD que já após o presente exercício, estão reunidas as condições necessários para a emissão de um ou mais empréstimos obrigacionistas até ao montante de 60 ME, tal como aprovado pela AG desta sociedade”.
Relembro que quem assinou esta frase foi Sousa Cintra, por isso ou ele merece o Nobel da Economia porque conseguiu em semanas (este relatório fecha contas no final Julho) resolver os graves problemas da SAD, ou o trabalho que foi feito nos últimos anos tem mérito na recuperação financeira do Sporting e não pode ser esquecido. Acredito mais nesta ultima.
Além disso este R&C apresenta um saldo negativo porque, como também é referido nas notas que a Administração liderada por Sousa Cintra deixa, as rescisões dos jogadores tiveram um impacto negativo nas contas, mas está em aberto o clube ser ressarcido em vária dezenas de milhões euros, fruto dos processo que prosseguem na via judicial cível e desportiva.
Por fim a média de comissões pagas aos agentes desportivos nas contratações cifrou-se nos 10%, valor que me parece muito razoável tendo o que se verificava nos tempos de Duque e Carlos Freitas…
Concluo dizendo que o Frederico Varandas tem a felicidade de encontrar um clube que contrasta quase radicalmente do Sporting que BdC herdou na frente financeira, associados, património, e recursos humanos. Por isso a base de trabalho permiti-lhe, se tiver esse engenho, apresentar um Sporting ainda mais forte quando daqui a quatro anos prestar contas aos sócios.