R.A.P aka Marcelo Rebelo de Sousa

Não sei se já anda por aqui. Riam-se novamente:

http://www.youtube.com/watch?v=myf5ces77PU

Lindo! :lol:

:lol: :lol: :lol:

Muito bom! :lol: :lol: :lol: :lol:

Fa-bu-lo-so! :lol:

Apanhou-lhe os tiques todos.

Ainda não existia Gato Fedorento e já Marcelo era uma figura pública de primeiríssimo plano, com uma tribuna de audiência esmagadora na TVI, e já tinha os tiques todos que tem agora.

E no entanto, nunca o Gato se tinha abalançado para uma paródia com semelhante personagem, tão óbvia (e até fácil) de caricaturar.

Fá-lo agora, em plena campanha para um referendo, pegando nuns vídeos existentes num site que pouca gente conhece, e através de um assumido e interventivo partidário do “Sim”, que a pretexto de uma brincadeira usa um programa da televisão pública para ridicularizar as posições do “Não”.

Conclusão: RAP é um enorme talento, a imitação está brilhante, ao nível da do Paulo Bento, mas o pretexto, o momento e o meio são no mínimo inoportunos.

ridicularizar as posições do "Não".

Ridicularizar no sentido de caricaturar porque não fizeram mais do que dizer o que alguns dizem. E digo o que alguns dizem porque, pelo que vejo, a maioria do Não, não cai na incoerência do Marcelo, que de facto existe e é ridícula (neste caso é no pior sentido da palavra). Além disso essa posição chega a ridicularizar a justiça portuguesa.

A imitação está brilhante. :lol:

Ainda não existia Gato Fedorento e já Marcelo era uma figura pública de primeiríssimo plano, com uma tribuna de audiência esmagadora na TVI, e já tinha os tiques todos que tem agora.

E no entanto, nunca o Gato se tinha abalançado para uma paródia com semelhante personagem, tão óbvia (e até fácil) de caricaturar.

Fá-lo agora, em plena campanha para um referendo, pegando nuns vídeos existentes num site que pouca gente conhece, e através de um assumido e interventivo partidário do “Sim”, que a pretexto de uma brincadeira usa um programa da televisão pública para ridicularizar as posições do “Não”.

Conclusão: RAP é um enorme talento, a imitação está brilhante, ao nível da do Paulo Bento, mas o pretexto, o momento e o meio são no mínimo inoportunos.

O formato deste programa é baseado em temas da actualidade. Fizeram com esta rábula apenas o que têm feito em diversos outros programas.

Não sei se viste a entrevista do RAP no programa da Judite de Sousa, mas ele aborda exactamente essa problemática da independência do humorista em relação aos temas que aborda. Conforme ele diz, não há a obrigação do humorista de fazer um género de “humor democrático”. O humorista não é um jornalista, como tal, responde perante o público que se ri, ou não, do que faz.

Não sei se viste a entrevista do RAP no programa da Judite de Sousa, mas ele aborda exactamente essa problemática da independência do humorista em relação aos temas que aborda. Conforme ele diz, não há a obrigação do humorista de fazer um género de "humor democrático". O humorista não é um jornalista, como tal, responde perante o público que se ri, ou não, do que faz.
É a opinião dele. Poderia concordar, não fosse a questão de ele fazer humor num canal público pago com os impostos de todos, onde me parece que essa lógica "mercantil" não é muito aceitável.

Aliás, a este respeito, tenho grandes dúvidas sobre o cabimento de um programa de humor numa estação de serviço público, e mais ainda o humor por vezes corrosivo do Gato. Eu também acho muita graça às imitações (na verdade acaba por ser a única coisa a que acho graça, porque de resto a inspiração deles está em queda livre), mas sinceramente julgo que a televisão pública não é o palco adequado para fazer pouco da presunção de inocência de arguidos ou enxovalhar um dos lados de uma questão que divide o país.

Resta-me dizer que este tipo de visões sobre a opinião de Marcelo peca por um simplismo atroz. A posição tem alguma sofisticação filosófica e jurídica e não se traduz no simples rótulo de “incoerência” que lhe tentam colar.

Não sei se viste a entrevista do RAP no programa da Judite de Sousa, mas ele aborda exactamente essa problemática da independência do humorista em relação aos temas que aborda. Conforme ele diz, não há a obrigação do humorista de fazer um género de "humor democrático". O humorista não é um jornalista, como tal, responde perante o público que se ri, ou não, do que faz.
É a opinião dele. Poderia concordar, não fosse a questão de ele fazer humor num canal público pago com os impostos de todos, onde me parece que essa lógica "mercantil" não é muito aceitável.

Aliás, a este respeito, tenho grandes dúvidas sobre o cabimento de um programa de humor numa estação de serviço público, e mais ainda o humor por vezes corrosivo do Gato. Eu também acho muita graça às imitações (na verdade acaba por ser a única coisa a que acho graça, porque de resto a inspiração deles está em queda livre), mas sinceramente julgo que a televisão pública não é o palco adequado para fazer pouco da presunção de inocência de arguidos ou enxovalhar um dos lados de uma questão que divide o país.

Resta-me dizer que este tipo de visões sobre a opinião de Marcelo peca por um simplismo atroz. A posição tem alguma sofisticação filosófica e jurídica e não se traduz no simples rótulo de “incoerência” que lhe tentam colar.

Acho que o critério de um canal público deve ser, em primeiro lugar, a qualidade. Têm os Gato Fedorento qualidade? Parece-me indesmentível que têm. Como tal, qualquer tipo de censura seria cercear essa mesma qualidade.

E ainda bem que a tua opinião sobre um programa de humor num canal de serviço público não é mais generalizada. Correríamos o risco de não ter visto, por exemplo, os inúmeros programas de humor de excelência de um canal como a BBC. Isto para não falar no humor do Herman, que na sua melhor fase foi sempre exibido na RTP.

Quanto ao sketch propriamente dito, acho que cais numa análise excessiva sobre o seu conteúdo, entrando no mundo do politicamente correcto, normalmente inimigo do sentido de humor.

100% de acordo com o Mauras!!!
Esse menino podia fazer o que quisesse na radical. num canal pago por todos a questão já é diferente…ou pelo menos devia ser!!!
Sendo uma questão fracturante é normal que a nossa opinião pessoal (sobre a despenalização do aborto) influencie bastante a oportunidade ou não deste sketch. quanto a mim é completamente desprepositado!
Mas a parcialidade destes gajos é descarada! será que alguém me pode dizer como é que estes cómicos que se inspiram nos acontecimentos semanais não fizeram um sketch quando o verme teve as coisas à porta de casa?!!! com os tripeiros e com o Bento souberam gozar, e nessa semana do arresto?não se lembraram!?

100% de acordo com o Mauras!!! Esse menino podia fazer o que quisesse na radical. num canal pago por todos a questão já é diferente...ou pelo menos devia ser!!! Sendo uma questão fracturante é normal que a nossa opinião pessoal (sobre a despenalização do aborto) influencie bastante a oportunidade ou não deste sketch. quanto a mim é completamente desprepositado! Mas a parcialidade destes gajos é descarada! será que alguém me pode dizer como é que estes cómicos que se inspiram nos acontecimentos semanais não fizeram um sketch quando o verme teve as coisas à porta de casa?!!! com os tripeiros e com o Bento souberam gozar, e nessa semana do arresto?não se lembraram!?

Não fizeram nada do Veiga porque existe uma coisa chamada “Medo”

Acho que o critério de um canal público deve ser, em primeiro lugar, a qualidade. Têm os Gato Fedorento qualidade? Parece-me indesmentível que têm. Como tal, qualquer tipo de censura seria cercear essa mesma qualidade.

E ainda bem que a tua opinião sobre um programa de humor num canal de serviço público não é mais generalizada. Correríamos o risco de não ter visto, por exemplo, os inúmeros programas de humor de excelência de um canal como a BBC. Isto para não falar no humor do Herman, que na sua melhor fase foi sempre exibido na RTP.


Hoje em dia o critério do serviço público tem mais a ver com o fornecimento de conteúdos televisivos (de qualidade, certamente que sim, e não discuto a do Gato) que se considera serem de interesse colectivo e que não consigam encontrar o seu lugar na lógica “de mercado” dos outros canais.

Nesse sentido, em matéria de oferta por parte dos privados, estamos hoje noutra dimensão em relação aos tempos do Herman na RTP. De resto o próprio Gato Fedorento surgiu e floresceu num canal privado, de cabo, e até algo residual na sua audiência.

Quanto ao sketch propriamente dito, acho que cais numa análise excessiva sobre o seu conteúdo, entrando no mundo do politicamente correcto, normalmente inimigo do sentido de humor.
Admito que o que é verdadeiramente engraçado no sketch é a forma, mas o conteúdo também faz parte da paródia e em termos que, penso que sem margem para dúvidas, apoucam uma das posições que se opõem neste referendo.

É delirante o que aqui se lê… :shock:

Como não lhes caiu no goto, ou foi inoportuna, esta caricatura começam por levantar fantasmas de parcialidade, a louvar o virtuosismo de Marcelo, e apelar a censura porque a televisão é pública (de todos nós não é, apenas daqueles que efectivamente pagam impostos).

De facto, esse deverá ter sido um dos maiores momentos dos Gatos.

Apenas por facciosismos ou por desconhecimento alguém poderá dizer que Marcelo é alguém confiável e sério. Como professor é exemplar. Já se esquecem do episódio Vichyssoise? Marcelo é capaz de argumentar algo e o seu inverso em segundos consecutivos, e declarar que não há qualquer incongruência. Basta recordar que uma semana antes de se candidatar a líder do PPD/PSD declarou que nunca o seria, nem que Cristo descesse à Terra. Pelo que se sabe, Cristo não regressou…

O discurso de Marcelo é «nim». Discurso honesto e coerente? Como professor de Direito deveria zelar pelo cumprimento da Lei, e pela existência de leis claras. :arrow: