Depois, venham cá falar em países irmãos e bacoradas do género.
Antes do Angola - Portugal, estive no restaurante Chimarrão do Centro Colombo. Como sabem, é um restaurante brasileiro, com a esmagadora maioria de empregados brasileiros. De todos eles, apenas notei um que tinha um jersey da selecção nacional.
Entretanto, entram 2 senhoras já de alguma idade com camisolas e cachecóis da selecção angolana. Rapidamente um empregado brasileiro abeira-se delas e começa a brincar com o resultado:
«Têm de ganhar. E não é por 1 nem por 2, mas sim 10! 10 - 0!». As senhoras riam-se a bandeiras despregadas. Minutos mais tarde, ouvi uma conversa entre 2 empregados brasucas que passavam mesmo ao pé da minha mesa:
«Vamo tórcê por Angola, né?»
«Eu não torço por nenhum», respondia o outro…
Quando vinha a descer as escadas rolantes, já fora do restaurante, vi um grupo de brasucas (uns 4 ou 5), todos vestidos com jerseys da selecção brasileira. Mas o que me chamou verdadeiramente a atenção, foi o facto de um deles trazer ao ombro (qual mexicano a transportar a sua mantinha) um cachecol da selecção angolana.
A mim, não me choca nada este comportamento, até porque eu também não gosto deles nem um bocadinho, mas é apenas para abanar consciências e para alertar para o mito que a brasucada até gosta de nós e puxa pela nossa selecção.
Da minha parte, desejo-lhes o que sempre desejei: que percam os jogos todos. Se possível, que nem sequer passem a fase de grupos… :evil: