Prospecção de Reforços de Inverno - texto curioso e oportuno

Num momento em que parece que o Sporting se prepara para voltar a contrar à moda de Freitas (ou seja, deitando cruz numa ou mais casas seguintes Veloz/Litígio/Brasil) deixo este texto pérola, da autoria de Luís Freitas Lobo, dedicado não só ao Cacá Pulso Mole mas a todos quantos tive que "aturar" na defesa deste burguesso e da sua forma de "trabalhar" o mercado de contratações nestes últimos 6 anos.

Ainda há bem pouco tempo houve quem discordasse da ideia que defendi em torno da existência de uma estrutura de prospecção de reforços, na mesma filosofia da que existe para a formação.

Cá vai o texto giro (mas ingénuo) de Lobo.

[i]Manual para descobrir reforços

Aproxima-se o mercado de Janeiro e, mais uma vez, não ficam dúvidas: os clubes estão completamente reféns dos empresários na compra e venda de jogadores. Não dão um passo sem eles. Existe, porém, outra forma.

Durante o último defeso, vários treinadores perguntaram-me a opinião relativamente a um jogador zambiano chamado Collins Mbesuma. Confesso que o conhecia mal. Vira um par de jogos dele ainda na África do Sul, mas não me convencera definitivamente e do pouco que jogou em Inglaterra, no Portsmouth, ficara-me a ideia de um nº9 robusto, de choque, mas tecnicamente pouco imaginativo.

A razão que me levara a procurar por um jogo dele na África do Sul era, no entanto, demolidora. Prometera, ao chegar, marcar 40 golos na época e, no final, marcara…38. Seja onde for, ninguém marca tantos golos por acaso. Aposta consciente ou de risco, o jogador acabou por ingressar no Marítimo (que, diga-se, não me perguntou nada) e neste momento, já não duvido, não é um fenómeno, mas é um ponta-de-lança como o golo no sangue.

O caso de Mbesuma não foi, porém, único. As perguntas múltiplas sucederam com outros jogadores estrangeiros vindos de paragens mais longínquas. No final, quase todos, trazidos pela astúcia negocial dos empresários, encontraram um clube. Muitos, pouco ou nada jogam, mas não é isso que os impede de estar agora já a fazer as malas para outro clube.

Não consigo entender porque os clubes não têm um gabinete de prospecção estruturado como uma prioridade da sua organização. Tanto para um reforço normal como para uma grande estrela, o reconhecimento e contratação de um talento implica um trabalho estruturado no tempo.

Por cada posição, deve-se ter pelo menos cinco jogadores referenciados (divididos em idades, características, custo, etc). Não acho possível avaliar um jogador em treinos ou por mirabolantes montagens em DVD.

Já vi alguns em que o nº9 mais torpe parece uma máquina goleadora. Um jogador pode ser, primeiro, referenciado em vídeo, mas, depois é obrigatório observá-lo ao vivo. Pelo menos, três jogos em casa e três fora, com condições, adversários e graus de dificuldade diferentes. Desta forma, traça-se o perfil, táctico e técnico do jogador, respeitando uma trilogia base:
valor potencial (o que efectivamente demonstrou)
rendimento (o que, integrado noutro clube, ambiente, táctica, aspecto humano, etc, poderá render)
e especialização (posição de origem).

Depois, quando chegada a época de transferências (inicio de época e mercado de Janeiro) iria recorrer-se a essa relação de jogadores e avançar, assim, para uma contratação devidamente pensada e suportada em observações sérias.

Ou seja, a contratação feita em Janeiro de 2007, deve ter sido começada a pensar em Janeiro de 2006 e assim sucessivamente, mas a verdade é que a maioria dos clubes chegam a estar altura sem ter qualquer jogador referenciado.

Então, em vez de serem os clubes a ir ter com os jogadores e, indirectamente, seus empresários, acontece o contrário: são os empresários a ir ter directamente com os clubes com os seus portfolios de craques para todos os gostos, posições e bolsas. São recebidos de braços abertos em opíparos almoços e jantares.

No futebol, no relvado ou nos gabinetes, só se vence partindo da organização e da identidade. Os dirigentes cada vez querem mais coisas, cada vez querem coisas mais depressa, e cada vez sabem menos aquilo que querem.[/i]

nada a acrescentar.
Mas como ainda há quem ache que Cacá está a fazer um bom trabalho… siga… cantando e rindo.

Eu acho extraordinário uma sumidade destas (não Mauras não és tu!), Luis Freitas Lobo, que nos invade com os seus conhecimentos futebolísticos e que até nos confessa ser periodicamente consultado sobre determinados jogadores, continue a ganhar uns poucos milhares de euros nas televisões e jornais quando outros que nada sabem de futebol ganham milhões.
Em Portugal é normal, mas estando nós num mundo globalizado, como é possível um Barcelona, Manchester, Real Madrid, Milan, etc, não contratarem tão brilhante ser ? :-k

Devo até informar-vos que o PSG seguiu a linha de raciocínio e regeu-se pelo procedimento a ter na contratação de jogadores, descrito pelo LFL e até sublinhado a bold pelo Mauras. Assim e para não caírem em nenhum logro acompanharam este jogador durante uma época no seu país de origem, tendo ele facturado vinte e poucos golos. Mas eles decidiram ir mais longe, desta vez não podiam errar e foram observar a Copa América de 2004. A performance do atleta, seguindo o mais rígido dos procedimentos existentes, aquele que foi desenvolvido pelo maior conhecedor de talentos mundial (obrigado Mauras por nos teres recordado que LFL existe), era a todos os níveis notável, sendo que foi o destaque da sua selecção nessa competição e em numero de golos só superado por um tal de Adriano, que por acaso se encontra no Inter.
Ainda não satisfeito, o PSG decidiu consultar a estatística e verificou que o atleta tinha, só na sua Liga, efectuado 117 partidas e facturado 65 golos. E pela sua selecção 17 partidas e marcado 9 golos.
Finalmente em 2005 e precisamente um ano depois de tão minuciosa e criteriosa busca ter começado, tinham encontrado e contratado não um jogador e goleador, mas o JOGADOR e o GOLEADOR.

O seu nome :?:

Carlos Bueno :wall:

Rumig,

Eu sei que não sou sumidade, mas com esse tipo de raciocínio também não chegas lá :). Vamos por pontos:

1 - Apesar do caminho seguido por alguns foristas neste thread penso que em nenhum momento do meu post defendo que LFL deve ser contratado ou que tem capacidades para gestor de activos. Não era esse o ponto.

2 - Para acreditar no que dizes preciso de mais info: como é que estás dentro dos procedimentos do PSG ao ponto de afirmares tudo o que aqui dizes?

3 - Não compreendo o teu raciocínio: pretendes tu, com um hipotético exemplo mais que previsível de que até os melhores métodos de trabalho engendrados pelos homens por vezes falham, justificar que mais vale seguir o caminho do burguesso que contrata com base em cardápios e sem levandar o rabiosque do lugar? Não percebi a que ponto querias chegar com o pseudo-exemplo não fundamentado de Bueno.

4 - Vamos imaginar que a tua história é verídica: o que faz essa história de Carlos Freitas? O PSG segue um método profissional e falha e em seguida o Sporting, assente no método do “deixa andar que há-de aparecer um empresário com um jogador” vai lá buscá-lo. O que é que isso faz de nós?

Relativamente a LFL a minha opinião é a de que duvido muito que tenha capacidade para ser mais do que um bom observador, excessivamente entusiasta, de jogadores de futebol. A sua paixão pelo jogo faz com que raramente identifique um mau jogador. Para ele é tudo bom ou potencial. É alguém bom para ouvir e para ter por exemplo numa equipa, a fazer levantamento e observar. Digamos que um LFL é um gajo que imagino a trabalhar, bem pago, numa reprodução de uma equipa à “Aurélio Pereira” direccionada para o mercado e não para a formação, mas não O líder em si.

Portanto desmarco-me de quem acha que a solução é trocar Freitas por Lobo. A solução é outra. É deitar Freitas aos Lobos e montar uma verdadeira estrutura, profissional, que faça o trabalho como deve ser e escolha as melhores opções de forma racional, tendo sempre em conta que podem falhar, isso é óbvio, mas que fiquemos com a noção exacta de que quem o faz o faz de forma profissional.

É giro imaginar que devemos ter mais tipos a trabalhar em coisas relativamente secundárias, naquele clube, do que o mercado de possíveis contratações. Isto relacionado com o facto de o futebol profissional ser teoricamente o centro, para o pipinho, dá para rir e depois chorar.

Eu sei que não sou sumidade, mas com esse tipo de raciocínio também não chegas lá :). Vamos por pontos:

Falemos então de “não sumidade” para “não sumidade” :wink:

1 - Apesar do caminho seguido por alguns foristas neste thread penso que em nenhum momento do meu post defendo que LFL deve ser contratado ou que tem capacidades para gestor de activos. Não era esse o ponto.

Exactamente! Também em nenhum ponto do meu post digo que o tenhas feito. Eu apenas peguei na tua argumentação e informação, para “atacar” os Opinion Makers que inundam a nossa imprensa, nomeadamente a desportiva.

O LFL, assim como o Rui Santos, Tadeia, Rita (estes a um nível mais rasteiro), atropelam-nos com todos os seus conhecimentos. De todos eles eu penso “O mundo é injusto! Como é possível desaproveitar tanto conhecimento?”
Devo confessar que até é agradável ler (ouvir não, pois faz-me lembrar a voz de falsete do Ricardo) o LFL.
Mas quando tentamos retirar alguma coisa da sua prosa, reparamos que não passa de um chorrilho de banalidades e teorias completamente desprovidas de sentido prático.

2 - Para acreditar no que dizes preciso de mais info: como é que estás dentro dos procedimentos do PSG ao ponto de afirmares tudo o que aqui dizes?

Eu apenas caricaturei o método infalível do LFL, mas como não somos nenhumas sumidades, eu não o soube tornar claro e tu não o compreendeste… :slight_smile:

3 - Não compreendo o teu raciocínio: pretendes tu, com um hipotético exemplo mais que previsível de que até os melhores métodos de trabalho engendrados pelos homens por vezes falham, justificar que mais vale seguir o caminho do burguesso que contrata com base em cardápios e sem levandar o rabiosque do lugar? Não percebi a que ponto querias chegar com o pseudo-exemplo não fundamentado de Bueno.

Como em qualquer caricatura exagerei! O exemplo, Bueno, foi a forma que encontrei de dar mais força à minha ideia.
Obviamente, podia dar-te um sem número de exemplos de como pode ser falível qualquer escolha de recursos humanos.

Posso dizer-te que sou, profissionalmente, um homem de acção.
Baseio-me na teoria, em procedimentos e normas, que executo e aplico.
No fim, vejo sempre o resultado pratico do que teorizei, daquilo para que fui formado, pois não existe alternativa…
Tudo tem que funcionar.
Terminado o serviço, é altura de optimizar e em alguns casos alterar procedimentos.

Sendo uma pessoa que executa, tenho muita dificuldade em tolerar pessoas em que as suas verdades absolutas e responsabilidades terminam quando pousam a caneta, quando encerram o browser do Windows, quando fecham a boca.

Aos LFL, Rui Santos, Tadeia, Rita, and so on, and so on, eu digo é só musica, musica Pimba. :-({|=

Quando te referes a que “até os melhores métodos de trabalho engendrados pelos homens por vezes falham”, espero que não te estejas a referir ao infalível método LFL.

Desiludias-me profundamente :smiley:

4 - Vamos imaginar que a tua história é verídica: o que faz essa história de Carlos Freitas? O PSG segue um método profissional e falha e em seguida o Sporting, assente no método do "deixa andar que há-de aparecer um empresário com um jogador" vai lá buscá-lo. O que é que isso faz de nós?

O Carlos Freitas faz exactamente aquilo que hoje, por hoje qualquer responsável pela contratação de jogadores faz!
Todos os dias é contactado por empresários com vista a oferecerem os jogadores que têm em carteira.

Hoje, acho que um clube só referencia um jogador, ou porque este se destacou num jogo que opôs a equipa desse jogador à equipa que o vai referenciar, ou no caso de jogadores estrangeiros, os empresários organizam excursões a determinados países para ver jogadores por eles representados. Isto passa-se em todo o mundo!
Perguntas-me “achas bem?”. Não, não acho!
No entanto, é o que temos e com que temos de viver.

Não existe clube nenhum no mundo que não trabalhe e contrate através de empresários, vide o caso do Barcelona, Atlético de Madrid e Chelsea, até o MU com o Jorge Mendes. O Porco também, e utiliza ainda o Araújo para trazer Docinhos e Rebuçadinhos, e depois contrata os Ezequias e o Serginho Baiano, etc como forma de pagamento.

O glorigoso, com os seus contactos obscuros com um cartel ainda mais obscuro chamado MSI (Espero que já não defendas a nossa associação a essa corja, por muitos e bons jogadores que represente).

Por ultimo, nós, eu preferia que trabalhássemos com todos, mas de preferência com o Veloz, pois por muito que se fale aqui, acho que estando ele localizado numa zona geográfica (Porto Alegre), de onde provêm os jogadores que melhor se adaptam ao futebol europeu, e sendo ele empresário de vários jogadores bastante interessantes, conseguindo sempre arranjar um qualquer conflito para este sair a um custo muito mau para o clube de origem, bom para ele e razoável para o clube que o recebe!

Outro mercado, que julgo ser interessante, é o Argentino, com os seus médios box to box, e eventualmente algum ponta de lança, que nos seja indicado pelo Beto Acosta.

Não existe clube nenhum no mundo que não trabalhe e contrate através de empresários, vide o caso do Barcelona, Atlético de Madrid e Chelsea, até o MU com o Jorge Mendes. O Porco também, e utiliza ainda o Araújo para trazer Docinhos e Rebuçadinhos, e depois contrata os Ezequias e o Serginho Baiano, etc como forma de pagamento

Concordo.

Mas isso não impede que esses clubes (e outros) tenham uma estratégia especifica em que assenta o critério de contratação… isso não parece existir no Sporting. Esse é o maior problema.

Já agora um comentário em relação aos falhanços dos outros, nomeadamente os do Porto.

Que existirão negociatas tenho poucas dúvidas, se fosse adepto do Porto não gostaria desse processo tal como não gosto dele no Sporting, a unica diferença entre os clubes é que lá por cima existem resultados, e resultados formidáveis, enquanto que cá por baixo é o que se vê. Atenção que isso não é desculpa para o facto, é apenas atenuante.

Agora preparam-se para apostar no Mareque, um rapaz que poucos jogos fez pelo River, que nunca se assumiu como titular absoluto, que nunca apresentou trabalho que justifique uma transferência para a europa.

Ora o Porto, porque conseguiu formar um equipa (e em pouco tempo), porque tem valores sólidos no plantel e sobretudo porque ganhou tudo o que havia para ganhar neste ultimos 4 anos, pode perfeitamente “desperdiçar” apostas em jogadores meio obscuros, esperando sempre conseguir ambientar os que chegam á “máquina” já construida, potenciando ao extremo qualidades apenas médias.

Por isso quando se comparam as compras de Sporting e Porto, creio que seria mais correcto inseri-las numa realidade que difere radicalmente para os dois clubes. Eu sei que nem sempre isso interessa, mas fazendo um esforço para se ser imparcial, acho que se conseguiria uma discussão mais honesta.

Luís Freitas Lobo é o novo director do Benfica

[i]Ninguém esperava esta reviravolta, até porque foi inventada agora pelo Pé-de-Atleta. Luís Freitas Lobo é o novo director geral do Benfica após a saída de José Veiga, proporcionando uma reviravolta fantástica no mundo do futebol. Resumindo, o Benfica passa de um homem que não sabe falar para um que fala de mais. O comentador já recebeu o convite e até já respondeu:" É preciso, primeiro, conhecer a ideologia do treinador-características dos jogadores, ideal para distinguir modelo, sistema e táctica , privilegiar a estética em posse, circulando a bola num 4x1x1x1x3 ou num losango triângulo". Neste momento, os directores do Benfica, bem como técnicos de linguística, estão a tentar decifrar o que isto quer dizer e se Luís Freitas Lobo aceita, ou não, o convite.

Há quem diga que o comentador português -conhecido também como o Darth Vader dos relvados por ter abandonado o seu mestre Gabriel Alves e virado para o lado negro da Força- é um profundo conhecedor do mercado mundial de jogadores. “Ninguém tem mais cliques no Google do que ele. Quando o sistema empanca dizemos logo:'lá anda o Luís Freitas Lobo feito maluco à procura de jogadores”, afirma um técnico informático, que revela ainda quais as palavras que o novo director do Benfica usa nas buscas:“acho que é futebol+craque+finta+golo+cabeceador, mas quando ele mete isto geralmente aparece sempre a própria página que ele criou”.

O Pé-de-Atleta sabe também que Luís Freitas Lobo já iniciou a procura de jogadores para a reabertura do mercado e que na calha para reforçar o Benfica estão o avançado Harun Prakusarimapintakladishpatac, goleador do FC Bangai, melhor marcador da quinta divisão do Bangladesh que, embora subnutrido, pode vir a ser um reforço importante. Para a baliza, Luís Freitas Lobo aconselha Veronika Romanova, travesti e ex-guardião do Petrol United da Sibéria. Aos 19 anos, este possante jogador deixou os postes da baliza para se dedicar ao poste do club de Strip Crazy Vodka. Ainda assim, Veronika tem treinado a agarrar as garrafas e copos que lhe atiram para o palco.

Se Luís Freitas Lobo entrar na Luz será o início de uma nova era para os encarnados. Boa ou má? Não sabemos… mas temos medo. pedeatleta@sportugal.pt[/i]

Sportugal (16/11/2006)

A proposito, ouvi falar de um artigo do Ricardo Araujo Pereira, salvo erro na sua cronica da Visão sobre o LFL.

Alguem o consegue “postar” aqui?

Caro Rumig,

Apenas consegui aceder a uns excertos da crónica a que te referes através:

  1. do post “Os Doutos” inserido no Blog Caminhante Solitário (com a devida vénia);

[i]Os “Doutos”

Já há algum tempo que pensava em escrever algo sobre este tema que, confesso, entusiasma-me. Sempre tive grande fascínio por certas “mentes brilhantes” que, em tempos de antena nos media (alguns deles, pagos por todos nós…) conseguem abordar temas perfeitamente acessíveis a todos de uma maneira que só alguns “predestinados” entendam. Ricardo Araújo Pereira, o mais famoso “gato fedorento”, na sua crónica semanal na revista Visão, antecipou-se. O tema escolhido é, como não poderia deixar de ser, o futebol e a “personagem” é um tal de Luís Freitas Lobo, colunista do Público e comentador de programas televisivos na televisão dita, também ela, pública.

Diz RAP que “lemos um parágrafo de LFL sobre futebol e apercebemo-nos de imediato que não temos formação suficiente para assistir ao Paços-Ferreira Vs Beira-Mar, quanto mais a jogos da Liga dos Campeões”. No último artigo de LFL no Público, a palavra transição (seja ela defensiva, atacante, de contra-ataque ou outra qualquer) aparece escrita cinco vezes contra zero de “fintas”, “remates” e - apenas - uma (!) da palavra “golo” que, muito resumidamente, é o objectivo de um jogo chamado “Futebol”.

RAP dá outros exemplos da mestria e sabedoria invejáveis de LFL como são os seus “canais de penetração preferenciais”, a “manutenção posicional”, “o problema táctico conceptual” ou, se preferirem, “o facto de um jogador deixar de percepcionar simultaneamente (atenção!) a defesa e o ataque”, de “fazer um movimento de dentro para fora e de assumir o jogo de trás para a frente, com grande intensidade”. RAP, por sua vez, esclarece que “estamos todos fartos de jogadores que não são grandemente intensos com a bola”.

Já antes, nos primórdios dos “Devaneios”, tinha criticado este tipo de “doutos”. Na altura, foi sobre um livro a explicar o “porquê de tantas vitórias de José Mourinho” e que, numa das passagens que folheei, apareciam frases (dignas de um qualquer Prémio Nobel da Literatura) como esta: “Este princípio metodológico fundado na concretização dinâmica da metodologia de José Mourinho pode ser designado por Princípio da alternância horizontal em especificidade. Há uma invariância de preocupação – a operacionalização do modelo de jogo – mas a escala a que isso vai acontece vai ser diversa”.

É caso para perguntar: O QUE É ISTO? Será que os próprios escritores destes “brilhantismos” são, eles próprios, capazes de interpretar os seus ditos? Very doubtful… Afinal, está estatísticamente provado que um dos principais problemas dos alunos do ensino básico é o facto de não conseguirem interpretar aquilo que lhes foi pedido numa pergunta[/i]

  1. do Post Antevisão do Derby de um Blog de António Boronha (também com a devida vénia);

[i]Conhecem aquela espécie de intelectual que trata temas complexos, numa linguagem acessível a todos? Não aprecio. Mas o meu coração bate mais forte, quando se fala de Luís Freitas Lobo, colunista do Público, que faz o contrário: fala dum tema acessível a todos numa linguagem que ninguém entende. Isso é que é verdadeiramente prodigioso. (…)

Lemos um parágrafo de Freitas Lobo sobre futebol e percebemos de imediato que não temos formação suficiente para assistir ao Paços de Ferreira - Beira Mar, quanto mais a jogos da Liga dos Campeões. Ler Freitas Lobo é perceber que o futebol antigo, em que havia fintas, remates e golos morreu. No futebol moderno, basicamente, transita-se. (…) As equipas transitam que se fartam, hoje em dia. De fintas ou remates, Freitas Lobo não diz nada.(…)

o resto são ‘canais de penetração preferenciais’; um jogador que se ‘manteve posicional’ e outro que ‘deixou de percepcionar simultaneamente a defesa e o ataque’ (e todos sabemos como é importante percepcioná-los em simultâneo, nos dias que correm).

e os entendidos vão falar assim até que a malta nos cafés, deixe de dizer ‘táctica’ e passe a dizer, também, ‘modelo de jogo’. e nessa altura, os entendidos vão voltar a dizer ’ táctica’, como é óbvio."[/i]

(rap, excertos, ‘visão’, 05.out.2006)

O LFL, assim como o Rui Santos, Tadeia, Rita (estes a um nível mais rasteiro), atropelam-nos com todos os seus conhecimentos. De todos eles eu penso "O mundo é injusto! Como é possível desaproveitar tanto conhecimento?"

E quem te diz que é desaproveitado? Estás a sugerir que é mentira o que o homem disse, que é consultado por alguns clubes sobre jogadores?

Obviamente, podia dar-te um sem número de exemplos de como pode ser falível qualquer escolha de recursos humanos.

Ou seja: afinal não tens qualquer indício que Bueno foi contratado pelo PSG segundo um “método à LFL” ou um “método à Freitas”. Foi tudo uma suposição. Bem me parecia.

Sendo uma pessoa que executa, tenho muita dificuldade em tolerar pessoas em que as suas verdades absolutas e responsabilidades terminam quando pousam a caneta, quando encerram o browser do Windows, quando fecham a boca.

Aos LFL, Rui Santos, Tadeia, Rita, and so on, and so on, eu digo é só musica, musica Pimba. :-({|=

Também executo e também tenho por vezes pouca paciência para teóricos e amantes de processos. No entanto os eventuais exageros destas figuras não podem ser uma via verde ao “desenrrasca”, tão típico de Portugal. O método de Freitas, e de 90% dos “gestores de activos” portugueses que se limitam a receber telefonemas, que trabalham sozinhos concentrando em si todo o “negócio” enquadra-se em tudo menos numa abordagem séria da área. É por isso que nos admiramos de ver pequenos clubes franceses/ingleses/italianos/holandeses (com os quais de uma vez por todas nos deviamos comparar, com seriedade) ir buscar jogadores que nos fazem escarafunchar a cabeça.

Quando te referes a que "[b]até os melhores métodos de trabalho engendrados pelos homens por vezes falham[/b]", espero que não te estejas a referir ao infalível método LFL.

Desiludias-me profundamente :smiley:

Porquê? não percebo a piada. É isso exactamente que estou a dizer. Todos os métodos falham. São feitos por homens. Dispensar no entanto o desenvolvimento de métodos de trabalho com a desculpa que um dia podem falhar é que é de génio. Não achas? :slight_smile:

O Carlos Freitas faz exactamente aquilo que hoje, por hoje qualquer responsável pela contratação de jogadores faz!

I rest my case. A apologia da mediocridade. Como é o que faz “qualquer um” temos de ficar por aí. Eu como sócio do Sporting não quero o que qualquer um tem. Quero o melhor que posso ter.

E enganaste. Enganaste remetendo-te ao mísero futebol e dirigismo que temos, onde de facto não faz mais ou menos que um qq dirigiente de um braga, boavista ou mesmo belenenses. Mas lá fora não é assim. Lá fora não só tens, em certos países, treinadores/managers que sabem de futebol e sabem o que querem e onde está como tens verdadeiros profissionais da avaliação e pesquisa de reforços (ex. já aqui falei do ex-gestor de activos do AZ que penso que foi também para o chelsea ou tottenham, pelo brilhante trabalho desenvolvido e cujos frutos se têm visto).

Além disso a mim prometeram-me um Sporting acima dos outros, pelo menos internamente. Sendo assim esperava que nesta área estivessemos hoje tão organizados como estamos na formação. Assim não acontece porque o clube está entregue a meninos bem sem paciência ou interesse pelas sujidades do futebol, e que encontraram em Freitas o ideal burguesso para gerir essas “chatices”.

Não existe clube nenhum no mundo que não trabalhe e contrate através de empresários, vide o caso do Barcelona, Atlético de Madrid e Chelsea, até o MU com o Jorge Mendes.

Apesar de nenhum de nós ser uma sumidade começo a desconfiar que não sabes bem do que estás a falar. É óbvio que qualquer clube contrata através de empresários pois quase tudo o que é jogador de topo tem empresário. Isso é lapalissiano. A questão não é fazer contratações envolvendo empresários que necessariamente têm de estar envolvidos nos negócios (por representarem clubes ou atletas) mas sim entregar definitivamente a recepção/identificação de hipóteses de reforços no mercado a empresários. Sentar o rabinho no escritório ou tostar a pança em Alcochete durante as duas horas de treino e esperar que um gilmar ligue referindo mais um brasileiro em busca do el dorado e com furo contratual dificilmente levará alguma vez o Sporting ao topo, ainda para mais quando os recursos são escassos. E é aí que o trabalho de 2,3 “Freitas Lobos” é importante, existisse uma equipa dessas na SAD de futebol. Não existe, não interessa. É secundário, perigoso e ainda por cima tem custos.

Por ultimo, nós, eu preferia que trabalhássemos com todos, mas de preferência com o Veloz, pois por muito que se fale aqui, acho que estando ele localizado numa zona geográfica (Porto Alegre), de onde provêm os jogadores que melhor se adaptam ao futebol europeu, e sndo ele empresário de vários jogadores bastante interessantes, conseguindo sempre arranjar um qualquer conflito para este sair a um custo muito mau para o clube de origem, bom para ele e razoável para o clube que o recebe!

Em primeiro lugar (e sinceramente, não é gozo): porque é que Porto Alegre é uma região mundial com jogadores que se adaptam com tanta facilidade a Portugal?

Em segundo lugar: a estratégia do “jogador em conflito” já foi muito discutida aqui. Eu encaro-a como o típico chico espertismo português, tipo o gajo que ultrapassa pela direita, sendo assim é natural que seja muito apreciada pelo típico adepto. Deixo-te uma pergunta para a qual ainda hoje aguardo resposta de quem defendeu tão brilhante opção estratégica:

  • não achas que reunir uma quantidade crescentes de clubes hostilizados nesse tipo de approach, ainda para mais num mercado preferencial, pode funcionar mais tarde contra o Sporting (ex. má fama de pagador do benfica chegou à noruega, rushfeld)? Não consideras perigoso a médio/longo prazo passar no mercado uma imagem do Sporting como abutre oportunista que aguarda o aparecimento de conflitos contratuais para atacar? Não poderá esse posicionamento criar obstáculos futuros a negócios normais entre o Sporting e outros clubes e assim retirar vantagens competitivas na negociação?

Eu penso que a resposta a estas questões é óbvia, mas é giro que o adepto de rua adora isto, tipo “pimba! já gamamos mais um aos brasucas, somos mesmo espertos”. Typical tuga.

LFL sobre o nosso ex jogador Deivid, em 2003.

DEIVID

Nacionalidade: Brasil
Posição: Avançado-centro (1,80m. e 73Kg.)
Idade: 23 anos (22/10/79)
Clube em 2003: Cruzeiro (Brasil)
Mais um grande avançado para o futebol brasileiro. Não é, longe disso, o típico homem de área que fica á espera da bola. Imaginativo, movimenta-se muito dentro e nas imediações da área, podendo surgir a entrar por qualquer lado. Ora recua e elabora uma jogada. Ora surge na área a finalizar com um remate potente. Um excelente avançado que já merecia uma chamada á selecção de Parreira.

LFL sobre o nosso ex jogador Deivid, em 2003.

DEIVID

Nacionalidade: Brasil
Posição: Avançado-centro (1,80m. e 73Kg.)
Idade: 23 anos (22/10/79)
Clube em 2003: Cruzeiro (Brasil)
Mais um grande avançado para o futebol brasileiro. Não é, longe disso, o típico homem de área que fica á espera da bola. Imaginativo, movimenta-se muito dentro e nas imediações da área, podendo surgir a entrar por qualquer lado. Ora recua e elabora uma jogada. Ora surge na área a finalizar com um remate potente. Um excelente avançado que já merecia uma chamada á selecção de Parreira.

Vi-o recentemente no jogo de solidariedade entre Amigos de Robinho vs. Amigos de Carlos Alberto e Deivid está um senhor ponta de lança. Que falta faz. Bueno e Alecsandro não valem meio Deivid

LFL sobre o nosso ex jogador Deivid, em 2003.

DEIVID

Nacionalidade: Brasil
Posição: Avançado-centro (1,80m. e 73Kg.)
Idade: 23 anos (22/10/79)
Clube em 2003: Cruzeiro (Brasil)
Mais um grande avançado para o futebol brasileiro. Não é, longe disso, o típico homem de área que fica á espera da bola. Imaginativo, movimenta-se muito dentro e nas imediações da área, podendo surgir a entrar por qualquer lado. Ora recua e elabora uma jogada. Ora surge na área a finalizar com um remate potente. Um excelente avançado que já merecia uma chamada á selecção de Parreira.

é este o problema de LFL, a forma apaixonada como vê a bola faz com que só veja coisas boas.

Mas no entanto neste caso não lhe podemos apontar o dedo, foram vários os especialistas a elogiar Devid, e um visionamento dos muitos golos que marcou no brasil indiciam que o problema de deivid não está nos pés, nem na cabeça mas sim na mioleira.

O que eu sei é que há mas semanas deivid levava 7 golos em 10 jogos na turquia… não sei como está agora mas parece que o tosco apenas o é por indolência e quando lhe apetece.

Pelo amor de Deus o Deivid metia dó. Vale mais um Bueno irrequieto e com pulmão do que um brasuca amorfo e molenga com Juliana tatuado no braço, que teve mais do que oportunidadeas para provar algo. Estamso em portugal e não na turquia. Até pode marcar 30 golos em 15 jogos, aqui nunca foi mais do que um jogador rasca. E duvido que vá ser mais que isso algum dia.

por amor de deus, o deivid ao menos tinha toque de bola, e por mais molenga que fosse era deus ao lado do bueno…

que esse tosco até eu sou melhor, assim de longe…

O Deivid de vez a vez mostrava pormenores deliciosos e justificava a sua contratação, assim de repente lembro-me da excelente desmarcação para o golo nas antas, lembro-me de um fabuloso golo na Madeira frente ao nacional que marcou com um remate muito potente quase do meio campo e lembro-me tambem daquele que ele domina a bola com o peito e com muita calma mete-a dentro da baliza, já para não falar que foi o impulsionador na vitoria frente ao Boavista já nesta temporada.

Foi um mal amado por parte dos adeptos porque se exige que o homem marque logo 20 golos na primeira epoca e como todos sabemos isso é muito dificil, não era um Liedson mas era um bom companheiro para o Liedson. Houveram de facto partidas em que ele simplesmente esquecia de jogar e com isso foi aumentando a lista de pessoas que viam nele apenas mais um flop. Na altura não via com bons olhos a saida tambem devido á boa exibição frente ao Boavista mas fiquei entusiasmado por ler as caracteristicas do Alecsandro que infelizmente ainda não passam de isso mesmo mas não tenho duvidas nenhumas de que o Deivid é superior a ambos.

Tal como o Deivid é superior ao Alecsandro, o Pinilla é superior ao Bueno.

Pinilla é superior ao Bueno e ao Alecs

O Deivid mostrou ser bom de bola, sem dúvidas. Mas não tinha mentalidade para se juntar às tropas de Paulo Bento.

A.A.

O “problema” do LFL é pretender ser totalmente abrangente, quando o mais natural é não ter visto sequer 2 jogos completos da maior parte dos jogadores que comenta.

O que ele deve fazer (digo deve porque não o posso garantir) é ler bastante sobre os vários campeonatos e depois ver uns lances seleccionados dos jogadores, e se calhar nem de todos.

Que ele fará um melhor (e maior) acompanhamento do mundo do futebol parece-me evidente, mas não queiramos agora atribuir-lhe um dom sobrenatural!!

Há umas semanas, curioso pelas noticias sobre o Figueiroa, que era dado como quase certo no Porto, vi-o jogar pela Sub-20 uruguaia num jogo treino que antecedeu o Uruguai-Venezuela. Não vi nada de especial, para além de um tipo grande com tijolos nos pés.

Mas estou certo que para o LFL o homem deve ser um futuro Crespo, pelo menos!!! E quem sabe, aproveitando o Sub 20 sul americano, que se disputa a partir desta semana, acho, o LFL lá voltará a pequisar um pouco mais na Net e por esses fóruns fora, à procura de mais uns qualitativos para abrilhantar o seu blog.

A questão é que, ainda por cima em jogadores mais jovens e longe de virem a ser futuras estrelas, é necessária uma maior observação para se poder avançar com outro tipo de avaliação. É nisso que FLF falha.

Que ele fará um melhor (e maior) acompanhamento do mundo do futebol parece-me evidente, mas não queiramos agora atribuir-lhe um dom sobrenatural!!

Já estou é arrependido de ter colocado o autor do texto :).

Volto a salientar, porque pelos vistos continuo a não ser percebido, que o ponto do thread não é LFL e suas capacidades mas sim este texto específico, onde por acaso nem seque avalia nenhum jogador :).

Ele questiona a forma como o trabalho é feito, a meu ver a questão é bem lançada. Infelizmente a discussão está a fugir para LFL ao ponto de até se falar se o homem devia substituir o Cacá quando não é essa a questão.

Que tal esquecermos por momentos LFL e falarmos da forma como o nosso sector (?! qual sector) está organizado e trabalha? That’s the issue.

Que tal esquecermos por momentos LFL e falarmos da forma como o nosso sector (?! qual sector) está organizado e trabalha? That's the issue.

Alguém sabe? Alguém deve saber, além dos próprios?

A.A.

deivid e pinilla são tecnicamente mto superiores ao bueno e ao alecs mas n mostraram ter cabeça para jogar no scp, é uma pena pq se jogassem o que sabem (tal como martins) o + certo era estarem pco tempo em alvalade mas antes em espanha, italia ou inglaterra.

sobre LFL parece-me perceber de futebol a nivel tactico, mas onde ele mostra ser expert é no conhecimento de jogadores por tdo o mundo, no entanto é facil fazer o q ele faz (escrever 1blog e uns artigos de opinião) Carlos Freitas fez com a mesma qualidade durante o mundial para o record, o dificil é conseguir por a teoria em practica nos clubes.
abraços

Daqui a pouco não podemos ter jogador nenhum porque não tem cabeça para jogar no Sporting e para além do mais ainda resolvem comparar os problemas mentais do Martins com o Deivid e Pinilla. Afinal de contas para que serve um treinador, um treinador para fazer uma boa equipa necessita de bons jogadores e não de “bons amigos”, por isso se há qualquer problema sem estar relacionado com a qualidade desportiva então tem de ser tratado com uma conversa, com um puxão de orelhas e sei lá eu o que mais pode ser feito para melhorar os indices todos desse jogador.

O Carlos Martins é um assunto completamente diferente, ele tem de facto graves problemas mentais que não o deixam progredir na carreira, e muitos diziam tambem que as lesões tambem não o ajudavam mas afinal o problema estava todo na falta de uma palmilha que teve de ser detectada fora de Portugal mas mesmo assim depois disso se suceder continou com a mesma senda de exibições, não conseguindo sequer fazer 45 minutos estaveis e completos e reparem que eu já nem vou pedir 90 minutos porque parece-me completamente impossivel. O Carlos Martins já está no Sporting há muito tempo e teve uma tolerância que para muitos até ainda nem acabou, quando na verdade este jogador nada trouxe ao Sporting senão problemas e problemas esses que nunca foram resolvidos seja com que treinador seja.

Já em relação ao Deivid e Pinilla, a meu ver é completamente diferente, mas vou começar com o primeiro, o Deivid chegou do Brasil conseguiu ainda marcar uns bons golos e parecia ser um bom companheiro para o Liedson, mas uns tantos apagões nas suas exibições levaram ás pessoas desconfiarem do seu potencial e mandarem-no logo embora, pergunto eu aqueles que dizem que o problema do Deivid tambem era mental em que é que se baseiam? Nas intermitências das suas exibições? Isso faz com que o problema seja mental? Parece-me a mim razões muito pouco esclarecidas, até porque ou me falha a memoria ou nunca vi casos que fizessem desconfiar da saude mental do Deivid, já ao contrario do Carlos Martins em que cada dia que passa temos provas válidas de que ele tem problemas.

Já em relação ao Pinilla, é surreal poder ser comparado com o Martins, o Pinilla levou muitas pessoas a desistirem de acreditar nele, inclusive eu porque nunca conseguia marcar golos e sempre que entrava dispunha de opurtunidades que desperdiçava mas a verdade é que quando começou a marcar golos, habitou-se e parecia estar numa boa forma mas não faltavam Sportinguistas a dizer que era apenas uma fase e que mais tarde ou mais cedo viria outra vez provar que era mais um flop quando na verdade se calhar não era, mas com já percebia ele aqui tambem não era bem amado. O unico problema mental que ele pudesse ter era o seu ego, sendo um jogador que foi designado de “Playboy” e parecia mesmo uma tipica estrela que gosta mais de tirar fotografias depois do jogos do que jogar á bola mas era um facto, ele tambem jogava bem á bola e isso ninguem lhe pode tirar. Sim de facto isto é um problema que vem lá de dentro mas nunca comparável a Carlos Martins, até porque o que fez Paulo Bento? Corrijam-me se estiver enganado mas o Paulo Bento creio que só esteve um mês com o Pinilla ao seu trabalho, foram feitos esforços para colocá-lo na ordem? Não sei, mas se foram feito em tão pouco tempo pedia a mesma eficácia com alguns jogadores que estão dentro do Sporting.

Enquanto houverem Sportinguistas contentes com o péssimo desempenho de péssimos jogadores apenas porque são bons profissionais este clube tambem não pode avançar. Não tou a dizer que Pinilla e Deivid eram dois fora de série mas eram bem melhores que os que se encontram aqui, e não tinham problemas mentais em lado nenhum