Política Nacional

Esse coño não tem vergonha na cara. Ó Cavaco, está na hora de demitires essa gente!

O Cavaco já se sente perseguido pelo Manuel Alegre.

Dissolver este Governo poderia ter um efeito boomerang contra o PR. Seria visto como mais um contribuinte para a desestabilização/crise política do país.

Aliás, já se nota uma alteração de discurso. Se há uma semanas era altamente crítico contra o governo, essencialmente no discurso de ano novo, agora diz que é um optimista por natureza e acredita nesta legislatura.

Nem teria qualquer sentido. Apenas colocaria essa possibilidade caso o PM fosse condenado, o que, como bem sabemos, nunca acontecerá. Está perto o “quit” deste Governo. Aliás, para mim, apenas se encontram lá para satisfazer certos acordos celebrados, nomeadamente obras públicas e banca. O PSD, a alternativa real de Governo, está fraco e necessitará de se coligar com o CDS, formal ou informalmente.

Eu não gosto deste Governo, mas nem eu apoiaria uma dissolução da Assembleia.

O povo português raramente coloca no poder um PR e PM da mesma cor política. Salvo o erro, os mais “antigos” do fórum que o confirmem, só aconteceu com Sá Carneiro e o PR da altura, que não sei o nome. Posso estar enganado, não sei.

edit: Errado, lembrei-me de Sampaio e Guterres.

Lá está, o Supremo também considerou estas escutas como não sendo prova de nada, à semelhança do que ridiculamente aconteceu com as escutas do Apito Dourado, que curiosamente também escorregaram cá para fora.

Mas é assim… Isto é factual. Ninguém vai desmentir o que o Sol apresentou esta sexta. O Primeiro Ministro deste país estava a engendrar um plano, juntamente com os seus acólitos, com o objectivo de controlar a Comunicação Social. Ou seja, o homem que foi eleito pela maioria relativa do país, atentou contra um dos pilares base do Estado de Direito.

E mais, disse no hemiciclo que não tinha qualquer conhecimento do negócio da compra da TVI pela PT. Teve a lata de mentir ante os deputados e por consequência ante o país inteiro, levando gente a acreditar nele e consequentemente a alter o possível resultado eleitoral.

Para mim, seriam razões mais do que suficientes para dissolver o governo. O de Santana foi dissolvido por menos por Sampaio.

Mas Cavaco vai deixar a situação fluir. Este governo não quer governar, não está para aturar a oposição. É o primeiro governo da História nacional a passar de maioria absoluta a relativa, e um corrupto com tiques de totalitário como o Sócrates, não sabe lidar com ninguém numa situação destas.

O Teixeira dos Santos já deu o repto.

Vamos ver quem - ou melhor, o quê - vai ser o Franz Ferndinand desta legislatura.

Aquilo que segura o governo deste ditadorzeco de meia-tigela neste momento, são duas coisas: a questão melindrosa dos mercados - que levou que Cavaco passasse de um discurso crítico no ano novo, para um " eu acredito nesta legislatura…" - e o facto de não se ter discutido o Orçamento de Estado.

Agora eu confesso que no lugar de Cavaco, faria apenas uma coisa: demitia José Sócrates e o seu governo. Isto já passou todos os níveis da decência à muito tempo. Mas este episódio é a gota d’água…

Desculpem voltar à carga em relação à Madeira mas isto ficou pendente.

Em relação ao suposto perdão da dívida:

[b]Jardim desmente ministro: “República não pagou a dívida da Madeira”[/b]

As declarações de Teixeira dos Santos à RTP 1, na “Grande Entrevista”, são interpretadas como mais uma provocação do Governo, em tempo de negociação

NetMadeira, 30-10-2010

O líder do Executivo madeirense reagiu ontem à entrevista do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos à RTP, acusando o governante de desencadear uma campanha para deturpar a Região Autónoma.

Em conferência de imprensa, realizada na Presidência do Governo Regional, na Quinta Vigia, Alberto João Jardim afirmou que o objectivo de a estratégia do governante é «desviar as comparações com os dados das contas públicas que demonstram que o Estado é desmesuradamente mais despesista que a Madeira».

«Utilizando a margem de tempo parlamentar que com boa-fé foi concedida, o Governo socialista, através da comunicação social e sem direito a contraditório, desencadeou uma campanha procurando deturpar a “inimiga” Região Autónoma da Madeira», declarou o líder madeirense, acrescentando que «na situação em que Portugal se encontra, o Estado vai derramando dinheiro dos contribuintes pelas ex-colónias, mesmo as mais ricas do que nós».

Dívida paga em parte com verbas das privatizações

Na entrevista, Teixeira dos Santos afirmou que a República assumiu a dívida pública da Madeira no governo chefiado por António Guterres, em 1999. «Ao contrário do que diz o ministro das Finanças, não é verdade que a República tenha assumido dívida pública da Madeira. Nos termos da lei n.130/99 de 21 de Agosto, foram entregues à Região Autónoma as suas verbas pelas privatizações, utilizadas para abater para abater parte da dívida pública», esclareceu Alberto João Jardim…

Num outro ponto da sua comunicação, o presidente do Governo disse que «a dívida pública que com estas operações ficou a zero foi a dos Açores».

A propósito dos argumentos apresentados por Teixeira dos Santos relativos à diferença do número de ilhas dos dois arquipélagos, Jardim contrariou a «pseudo-justificação do ministro das Finanças sobre as nove ilhas habitadas dos Açores», realçando que «as ilhas do arquipélago da Madeira apresentam 330 habitantes por quilómetro quadrado, tendo o Continente e os Açores 110». Isto para além da Região manter serviços nos pequenos arquipélagos não habitados «a fim de garantir a soberania portuguesa».

Ainda nesta linha de raciocínio, o presidente do Governo sustentou que «a dificílima orografia madeirense implica custos em qualquer investimento, muito superiores ao Continente e aos Açores». Tal como referiu, estes constrangimentos impedem um sector económico primário de relevância, em oposto ao Continente e aos Açores, fazendo com que a Madeira importe mais de 80 por cento do que consome.

Divida madeirense resulta da subtração de dinheiro

Na entrevista à televisão pública, Teixeira dos Santos disse que a Madeira era “despesista”. Jardim esclareceu: «Ao contrário do que diz o Ministro da Finanças, a dívida madeirense não traduz despesismos, mas resulta da subtracção de dinheiro feita à Madeira pelo Governo socialista, simultaneamente à perda que a Região sofreu de Fundos Europeus pelo facto de o investimento realizado a ter desenvolvido e assim implicar a sua saída do Objectivo 1 da coesão europeia. O que, ao contrário do que era pretendido, não nos fez desistir das nossas obrigações de desenvolvimento ante o Povo Madeirense».

Para Alberto João Jardim, e ao contrário do que disse o ministro «o despesismo está provado na situação a que Portugal chegou e na utilização dos dinheiros públicos, não só no Continente, para subsídios eleitoralistas e na perda gritante das oportunidades de investimento que tão cedo não se repetirão».

Depois de apresentar os indicadores que revelam o “despesismo do Estado”, o líder regional afirmou que «é perfeitamente perceptível a estratégia de desviar as comparações dos dados das contas públicas do Estado», acrescentando que «afirmar que existe despesismo na Madeira quando os dados demonstram que o Estado é desmesuramente mais despesita».

Estado português é “desmesuradamente despesista”

Na conclusão da resposta a Teixeira dos Santos, Jardim afirmou que o Governo Regional da Madeira espera que «a oposição na Assembleia da República, coerente com as posições anteriormente assumidas, vote em termos de os portugueses verem se o primeiro-ministro e o ministro das Finanças se demitem, conforme adiantado, a fim de Portugal respeirar e ter Esperança».

Na resposta aos jornalistas, o líder madeirense revelou que não teme eleições antecipadas, salientando que «o país está farto disto e é importante para o país que haja um outro primeiro-ministro e um outro ministro das Finanças».

Relativamente à Lei de Finanças Regionais, cujo processo negocial ainda decorre, Alberto João Jardim, acusou o PS de provocar a «dilação no tempo» do processo de revisão da proposta da Assembleia Legislativa da Madeira «só para ter tempo de movimentar o aparelho contra a Madeira».

Sem querer comentar a fundo a questão «porque as coisas estão a ser conduzidas», o líder regional deixou claro que «tem de haver uma Lei das Finanças Regionais».

«Não vamos trocar essa lei por uma inscrição no Orçamento de Estado de uma verba inferior à que a Madeira tem direito e todos os partidos reconheceram», salientou.

Tal como referiu «não vamos continuar a adiar as coisas, visto tem isto que ser esclarecido antes da lei do Orçamento de Estado».

Jardim realçou que, no actual quadro, a posição da Madeira é a de «não dar qualquer imagem de intransigência, de boicote a qualquer entendimento».

Números reais

A dívida da Madeira é de 21% do PIB da Região, ao passo que a dívida do Estado é de 89,1% do PIB nacional, quando em 2005 era de 68,2%, o que representa um agravamento da dívida do Estado em 47%, em apenas quatro anos. As despesas correntes na Madeira ascenderam a 21% do PIB; no Estado é de 30%. As despesas de funcionamento na Madeira ascendem a 18,5% do PIB; no Estado correspondem a 85% do PIB. As despesas de investimento atingem os 12% do PIB na Madeira, enquanto no Estado correspondem a apenas 0,93% do PIB.

Em relação à nova LFR, isto saiu no Diário de Notícias (edição Madeira) de hoje:

Estado garante aos ilhéus 1.987 euros por cidadão

ALTERAÇÃO DA LEI AGRAVA DESPESA DO ESTADO EM RELAÇÃO ÀS ILHAS EM 5%

Data: 06-02-2010

O Estado vai gastar com a Madeira e Açores 0,6% da despesa que inscreveu no Orçamento do Estado de 2010. Ou seja, 977,6 milhões de euros. A consequência directa da alteração da Lei das Finanças Regionais é o reforço de 52,5 milhões de euros nas transferências correntes e de capital, - ao abrigo do Fundo de Coesão e dos Custos de Insularidade e compensação do IVA - o que representa um acréscimo de 5% em relação ao valor que o Ministro das Finanças tinha previsto.

Numa primeira estimativa dos impactos consequentes à alteração da lei, a Madeira deverá receber mais 50 milhões de euros do que a verba inscrita na proposta de orçamento, enquanto os Açores são beneficiados em 2,5 milhões de euros.

Endividamento representa 0,5%

Deste modo, o Orçamento da Madeira poderá contar com 324 milhões de euros, incluindo neste valor os 68,6 milhões de euros para as câmaras de juntas de freguesia, verbas que no âmbito da legislação terão de ser transferidas pelo Governo Regional.

No caso dos Açores, Carlos César viu confirmado o reforço do seu orçamento, que conta com 501,6 milhões de euros vindos do Estado, com 106,6 milhões a serem para as autarquias açorianas.

Novidade decorrente das incidências ontem vividas na Assembleia da República é a alteração ao limite de endividamento, que deixa de ser nulo ou dependente de autorização do Ministro das Finanças para se fixar em 50 milhões de euros para cada Região Autónoma.

Esta capacidade de endividamento das regiões representa O,5% do pedido formulado por Teixeira dos Santos em sede de Orçamento de Estado, já que o Governo da República necessita de pedir emprestado mais 17.414 milhões de euros para equilibrar as contas públicas.

Contributo de 2,5% no PIB

Embora esse facto seja poucas vezes destacado ( :whistle: ), Madeira (15%) e Açores (8%) são responsáveis por 0,6% da dívida pública portuguesa directa, que se situava no final de 2008 nos 72% do PIB português, isto de acordo com o Tribunal de Contas.

Curiosamente, Madeira (3%) e Açores (2,1%) contribuem para a riqueza gerada para o pais num valor substancialmente superior ao peso que representam na dívida, isto se excluirmos o sector público empresarial das regiões em apreço.

Curioso é registar que as transferências do Estado para as ilhas representam um esforço de solidariedade de 1.987 euros por cidadão insular, com os madeirenses a valerem 1.577 euros e os açorianos 2.404, ou seja uma discriminação positiva de 52% para os ilhéus dos Açores.

Resta acrescentar que a despesa pública representa um gasto per capita com os cidadãos que vivem no continente de 15.145 euros.

OUTRAS VERBAS

O Estado contempla, ainda, despesas inscritas que vai ter com serviços sob a sua tutela nas Regiões Autónomas. No caso da Madeira os serviços centrais vão custar 65 milhões, a que acresce outro milhão de euros para transferências diversas. Já nos Açores o Estado tem encargos de 87 milhões, a que acresce outros 11 milhões.

As onze autarquias da Região vão receber mais 2 milhões do que tiveram direito o ano passado (+3%), enquanto os 19 municípios açorianos foram reforçadas as transferências em 5 milhões de euros (+5%).

No âmbito do PIDDAC - Plano de Investimento - a alteração da lei não se reflecte. Assim, os Açores vão ter direito a 21 milhões, enquanto a Madeira beneficiará de investimento do Estado no valor de 400 mil euros. Um corte de 92,6% que terá, por certo, uma mensagem simbólica por parte do ministro das Finanças.

Boa nova para o Governo da Madeira e dos Açores é que a revisão da lei resultará mais transferências indirectas, decorrentes da receita do jogos sociais, do imposto de selo e sobre o jogo, que resultará em mais de um milhão de euros.

Como podem ver, os valores que coloquei mais atrás, com imagens de outros fóruns, pelos vistos estão correctos.

Em relação aos novos desenvolvimentos sobre o gajo que nos (des)governa, também sou da opinião do Junky: ele não cai porque isso seria péssimo para a nossa imagem lá fora… mas ele não pode continuar a ser PM. Mesmo que as escutas sejam ilegais ( :wall: ), moralmente NÃO PODE continuar.

A Madeira é das regiões mais ricas de Portugal e como uma vez disse João Jardim, jura a pés juntos que não existe pobreza por lá. Se o são não percebo o endividamento brutal por parte deles. Não pode ser sempre os continentais a pagar as javardices do Jardim. Assim também eu sou eleito durante 30 anos.

Leste os textos?

Acreditas nos textos? Como a maioria dos jornais branqueiam o facto do Benfica receber 65 milhões. Os media só publicam o que querem publicar de acordo com a sua cor, não é por nada que a TVI e o SOL atacam constantemente o primeiro ministro. Todos nós sabemos que esta classe é neste momento a maior força de um país. Eu não defendo o Sócrates, acho como a maioria acha, que é um corrupto de primeira. A verdade é que temos que saber distinguir as coisas e analisar coerentemente tudo o que nos dizem. Uns cortes e umas omissões não é enganar mas não deixa de ser mau jornalismo. Agora se querem crer que o Jardim é um excelente governante, cada um acredita no que quiser.

Sócrates tem os dias contados. Mas até lá, e mesmo depois, Portugal vai passar um MAU bocado. Isto vai ser FEIO, MUITO FEIO. Os socialistas, à moda de Pinto da Costa, queixam-se de violação de privacidade, fazendo “spin” em toda a comunicação social, quando A questão é COMO é que o Procurador não vê nos actos engendrados por Sócrates e Vara, e revelados pelas escutas, qualquer crime!! Como é que aquela gente toda não foi constituida arguida??? :xock: É o descrédito TOTAL do Supremo e da Procuradoria. O regime está em FANICOS, neste ano em que o querem comemorar.

Os números são oficiais tanto do OE-2009 como do Tribunal de Contas :wink:

Nisso concordo contigo. A Madeira só aparece nos media continentais na noite de fim de ano ou quando AJJ abre a boca. Quando é para mostrar os tais números ou outras virtudes o silêncio é ensurdecedor ::slight_smile: Aliás nesta guerra motivada pela LFR o poder da informação (ou melhor, do controlo da informação) foi mais que evidente.

Já agora, o DN-Madeira é o tal jornal que AJJ gosta de atacar devido ao seu conteúdo por vezes crítico em relação ao Governo Regional. Pertence (ou pertencia) ao Grupo Lusomundo. Curiosamente, os números que tu achas falsos foram referidos tim-tim por tim-tim por um user de outro fórum (coloquei os textos mais atrás).

Tirando o facto de falar mais rápido do que pensa e se ter deixado rodear de gente com maus vícios (para não dizer outra coisa), é do melhor que Portugal teve até hoje. Espero sinceramente que deixe o GR em 2011 porque já é tempo de deixar o cargo. Mesmo assim, quem não reconhece a obra deixada só pode estar de má fé (ou então não a conhece, também é possível). Por acaso moro perto dele, e ele mora na mesma casa de sempre, sem luxos ou extravagâncias…

Não há região portuguesa que aproveite melhor os recursos que a Madeira (dito pela própria UE). Lamento que seja caso único.

Pelo ar andrógino dela, topas logo que é uma “mulher de esquerda”.

Mulher que é mulher não gosta de política.

Mulheres da política:
BE: Até têm umas miúdas jeitosas, mas não me parece gostarem de homens. Só freaks e marginais.
PCP: Machorras/feministas, geralmente bardajonas ou com ar sinistro/doentio. Cabelo mal arranjado.
PS: Machorras/feministas, de cabelo curto, sem conteúdo no soutien, mas muito bem produzidas.
PSD: Tias que devem tresandar a perfume. Muito produzidas e com sotaque irritante. Geralmente são todas da Linha.
CDS: Mal se vêem. Têm ar de beatas, de irem à missa e darem catequese… mas escondem as algemas sado-maso na gaveta.

:mrgreen:

:great: Não há discussão nesse aspecto

Nisso concordo contigo. A Madeira só aparece nos media continentais na noite de fim de ano ou quando AJJ abre a boca. Quando é para mostrar os tais números ou outras virtudes o silêncio é ensurdecedor ::) Aliás nesta guerra motivada pela LFR o poder da informação (ou melhor, do controlo da informação) foi mais que evidente.

Já agora, o DN-Madeira é o tal jornal que AJJ gosta de atacar devido ao seu conteúdo por vezes crítico em relação ao Governo Regional. Pertence (ou pertencia) ao Grupo Lusomundo. Curiosamente, os números que tu achas falsos foram referidos tim-tim por tim-tim por um user de outro fórum (coloquei os textos mais atrás).

Tirando o facto de falar mais rápido do que pensa e se ter deixado rodear de gente com maus vícios (para não dizer outra coisa), é do melhor que Portugal teve até hoje. Espero sinceramente que deixe o GR em 2011 porque já é tempo de deixar o cargo. Mesmo assim, quem não reconhece a obra deixada só pode estar de má fé (ou então não a conhece, também é possível). Por acaso moro perto dele, e ele mora na mesma casa de sempre, sem luxos ou extravagâncias…

Não há região portuguesa que aproveite melhor os recursos que a Madeira (dito pela própria UE). Lamento que seja caso único.

Eu sou do continente e tu daí logo nesse aspecto se fores imparcial tens melhor capacidade de avaliação do que eu. Mas pelo que li, vi e ouvi em reportagens feitas a verdade é que dizem que aquilo é uma pequena ditadura. Vou falar sem ter o conhecimento de causa completa pois já faz alguns anos, mas segundo consta ele influencia o que os jornais escrevem e em muitos casos obriga uma certa revisão antes da publicação. Segundo os deputados da esquerda sentem intimidados com as forças obscuras, e um dos seus braços direitos, um empresário de sucesso é dono de tudo e mais alguma coisa e sempre encostado ao Jardim. Pode ser uma pessoa que sente a Madeira e por isso está desenvolvida mas está rodeadas de “ratos” e ele deveria saber escolher o joio do trigo. Assim se ganha fama!

Há muito mito e mentira em relação à Madeira e a Alberto João Jardim devido a varias causas:

-modo de ser: por um lado, é muito próximo da população e logo por aí conquista muita simpatia (e votos). Sabe falar com o povo e cumpre o que promete. Por outro lado, muitas vezes (demasiadas vezes) tem um comportamento não compatível com o cargo que ocupa, disparando contra tudo e todos, umas vezes com razão, outras sem ela. Tanto um como outro “modo de ser” fez com que tenha ganho muitos inimigos, seja por inveja política, seja pelas ofensas que fez. Tu tanto podes ver AJJ a beber um copo de vinho e a comer uma espetada com a população como o vês a mandar à merda o Sócrates. Se calhar o problema dele é que é demasiado genuíno no que faz.

-desenvolvimento da Região Autónoma. Neste país, infelizmente, tudo o que seja sucesso é atacado. Ele teve sorte por ter coincidido no período onde mais dinheiro entrou na ilha, dinheiro a fundo perdido da Europa que permitiu fazer muita coisa que melhorou o nível de vida da população e as potencialidades do arquipélago mas que agora custa dinheiro a manter. Facto é que todo o país recebeu dinheiro da Europa, mas o salto qualitativo da RAM foi superior ao resto. Mérito dele.

-autonomia: este país é centralista. Ponto.

-atacar Alberto João (e a Madeira) dá votos no Continente. O Prof. Marcelo Rebelo de Sousa disse isto durante uma visita à Madeira: a LFR e aquele clima entre governo PS (sim, PS) e a RAM dá votos e o governo precisa deles. Quantas vezes não leio que “ah e tal este governo fez o que tinha de fazer: cortar com a Madeira ( >:D )”. O resto pode ter sido uma merda, mas só por isto “é bom”. Até parece o sporting que para salvar a época ou voltar à “normalidade” basta vencer ao Benfica…

-achas, realmente, que AJJ passa o dia a revisar e aprovar textos nos jornais? o homem tem mais que fazer. Nenhum jornalista admitiria isso e se tal fosse verdade não existiriam 3 jornais diários e 2 ou 3 semanários exclusivos da RAM (além da imprensa do continente). O governo regional enfrenta a crítica com o controlo do jornal do regime, o Jornal da Madeira, que quase ninguém lê. Mas repara, a só existência desse jornal para servir de contrabalanço do que o resto da imprensa regional diz, mostra que muito do que se diz é falso.

-está rodeado de ratos? já referi isso neste tópico. Por isso mesmo nunca votei nele, excepto da última vez, mas aí foi para mostrar o meu ponto de vista ao “senhor” Primeiro Ministro. Aliás, seria extraordinário que em 30 anos de governação não tivessem aparecido vícios que aparecem em todo o lado. É por isso que é preciso ter uma alternativa, mas na Madeira, até agora, não existiu.

PS: acabei de ouvir agora a gaja do Eixo do Mal dizer, alto e sem contradição dos colegas, que “a Madeira deve deixar de viver do Continente”. Não há alguém que mostre à ■■■■ que, pelo contrario, as duas regiões autónomas vivem em grande parte com os seus fundos e os da Europa? é que o problema é esse: aparece um papagaio na TV a dizer coisas e toda a gente acredita que é assim. Aliás, era bom que a ■■■■ soubesse que já houve um tempo no qual a Madeira (e só a Madeira) financiou a monarquia e as descobertas!

Fico admirado como há quem cite fóruns como fonte rigoroso e “oficial”. Pena é nunca pegarem nos dados do INE (www.ine.pt) ou da DGO (www.dgo.pt).

A política nacional está tolhida pelos interesses, e logo, completamente tomada pela corrupção ao nível do poder. Por alguma razão nos partidos que auto-intitulam como fazendo do “arco governativo”, as ditas renovação passam irremediavelmente pela saudação das mesmas figuronas de sempre.

Focando no PSD, esse fala sempre a renovação. Depois de Cavaco, veio Nogueira, Marcelo, Durão, Santana, Marques Mendes, Menezes e Manuela. Como se percebe, todos esses nomes trouxeram uma enorme lufada de ar fresco, uma renovação completa. Com a excepção de Marcelo, todos tiveram responsabilidades no Cavaquismo. As convulsões sucessivas no PSD não passam de lutas de acesso ao poder, poder pelo poder.

Agora, chega o Messias, o Obama em versão pálida: Passos Coelho. Alguém conhece Passos Coelho, alguma ideia que professe, e o seu enorme percurso enquanto cidadão e homem de convicções? O Moreira da Silva teria muito para contar…

Como moderador:

Este tópico foi aberto para discutir Política em Portugal. Acabei de apagar uma série de mensagens focadas em ataques pessoais e / ou vazios de sentido a figuras públicas e (pior ainda) entre foristas. Garanto que a próxima vez que o tiver de fazer num futuro próximo vão sair Avisos. Não conseguem manter o nível numa discussão destas, sugiro que se abstenham de participar.

O artigo que coloquei pertence ao Diário de Notícias da Madeira, que fez uma análise dos dados do Orçamento de Estado, Tribunal de Contas e nova Lei de Finanças Regionais; três fontes rigorosas e oficiais.

O AJJ manda na imprensa da Madeira e isso sei-o de fonte segura, pois conheço e tenho como amigo chegado um jornalista de um diário madeirense, que me diz que o director do vespertino não deixa sair nada que se assemelhe a uma critica ao AJJ com medo de represálias.

Sei que é o “diz que disse” mas para mim, vindo de quem (o meu amigo), tomo como verdadeiro.

-desenvolvimento da Região Autónoma. Neste país, infelizmente, tudo o que seja sucesso é atacado. [b]Ele teve sorte por ter coincidido no período onde mais dinheiro entrou na ilha[/b], dinheiro a fundo perdido da Europa que permitiu fazer muita coisa que melhorou o nível de vida da população e as potencialidades do arquipélago mas que agora custa dinheiro a manter. Facto é que todo o país recebeu dinheiro da Europa, mas o salto qualitativo da RAM foi superior ao resto. Mérito dele.

Então se a Madeira sempre foi governada por AJJ, como é que podes dizer que ele teve sorte de ter coincidido com esse período?
Toda a gente sabe que as RA sempre foram negligenciadas pelo governo central pré-25 de Abril, e que o seu desenvolvimento só se dá após o mesmo, 1º com dinheiros nacionais, depois com dinheiros europeus. Agora o que é inegável é que AJJ usa e abusa da chantagem para pressionar o governo central. Aliás, vive escudado no seu cantinho do Atlântico, onde é omnipotente e omnipresente, e onde ninguém lhe toca, para dizer as alarvidades que lhe apetece.

E isto que vou referir vi eu.
Estava na Madeira e fui à Vespas e à saída e após andar uns metros deparei-me com um agente de autoridade a debitar multas aos carros que estavam parados numa rua qualquer, e vejo que ele esqueceu-se de um carro, saltou um carro. E eu para me meter com ele perguntei-lhe se se tinha esquecido daquele carro. Ao que ele me respondeu que só se fosse maluco multava aquele carro, já que era o carro da filhinha do AJJ.

Eu gosto muito da Madeira, já lá fui muitas vezes e voltarei sempre que puder. Aliás, as minhas grandes amizades enquanto estudei em Lisboa foi com madeirenses. E alguns deles ferrenhos defensores de AJJ. E eu até percebo que os madeirenses gostem dele, assim como os açoreanos gostavam de Mota Amaral no seu tempo.

Mas a Madeira e os Açores podem ser comparados ao Benfica e Sporting respectivamente, e os governos centrais à Câmara de Lisboa. Uns recebem € até dizer chega e endividam-se até não mais poder e ou outros têm que lutar para que lhes calhe algum.

As minhas suspeitas e que eu mencionei o Atlantian confirmou-as. Agora sobre um outro tipo de política, política turística, e sendo tu um açoriano, diz-me, porque é que a Madeira investe em hotéis de 5 estrelas com força, em equipamentos de luxo e os Açores é muito de turismo natural. Sei que foi considerado uma das três mais belas ilhas do mundo, já lá fui e foi o melhor passeio que já fiz, mas isso deve-se a quê? Ao seu estado natural? São políticas de preservação do património e natureza? Não lhes interessa turismo de massas mas sim um turista mais elitista e comportamental? Gostaria que me explicasses isso, se pudesses, já que foi discutido na aula em turismo e foi palco de discussão. Gostaria de saber a opinião de um individuo que vive e sente os Açores.

Deve-se à política tacanha de Mota Amaral, que pensou sempre pequeno. Agora os Açores estão a apostar em hotéis de luxo e o Casino está por dias.

Claro que os Açores têm que vender o turismo paisagistico, que é o que de melhor tem para oferecer.

Mas deve-se sobretudo à dispersão geográfica das ilhas e dos fundos terem que ser dispersos.
Enquanto que na Madeira existem 2 ilhas, que equivale a 2 aeroportos, 2 portos, 1 hospital, poucos quilómetros de estradas, no Açores são 9 aeroportos, 9 portos, 4 hospitais, milhares de quilómetros de estrada, uma companhia aérea que tem que assegurar vôos regulares entre todas as ilhas, com inúmeros custos e prejuízos, ainda ontem vim da Terceira para Ponta Delgada num vôo só com 15 pessoas, nem deve ter dado para pagar o combustível, várias companhias marítimas que asseguram transportes entre as várias ilhas.

Os Açores têm 2323 km2 enquanto que a Madeira tem 783 km2, 3 vezes menos.

Os gastos nos Açores são tremendos, a distância entre as Flores e Santa Maria, i.e., entre o ponto mais ocidental e o ponto mais oriental é de 600 km, o comprimento de Portugal Continental.
Aliás o território açoreano ultrapassa o de Portugal continental.

Daí dá para ver o que custa governar os Açores e como os €tornam-se poucos aqui.

Quanto ao Turismo, nós preservamos muito a natureza, e sabemos que o turismo de massas é um turista que não se preocupa com o meio em que está, é o turista que atira os papéis para o chão e polui como mais nenhum, é o turista que não respeita mas que quer ser respeitado.

Nós apostamos no turista consciencioso, no turista que sabe ver sem tocar e sem mexer, sem alterar, sem arrancar flores e plantas, sem deixar vestígios que por lá passou.

Apostamos forte no mercado nórdico, são turistas que gostam de dar um passeio, trilhos pedestres, btt, aproveitar para usufruir do meio amviente.

Não nos interessa o turista que vem à procura de vida noctura e de desestabilização do meio em que se encontra.