Devia voltar para a aldeia dela e voltar a ser a insignificante que nunca devia ter deixado de ser.
Afecta nada? Tenho-te por pessoa honesta.
Parece-me notório o impacto e eu já escrevi a criticar imenso o Turimo, é impacto a todos os níveis e as cidades estão pelas costuras com o excesso de Turismo. Eu então, enjoado.
O principal problema é a pouca oferta para o excesso de procura. Baixa construção durante anos e anos rebentou por completo o mercado da habitação. Agora, tudo soma e o Turismo tem influência, a fraca coesão territorial também influência (quantos edifícios tem o Governo no centro de Lisboa para ter os Ministérios quando podia descentralizar esses Ministérios? Demasiados!).
Enfim.
Tinha a sensação que estavas com o Reavstone na teoria que o turismo pouco afecta a habitação. Posso ter-me enganado.
Ainda assim é mais ao nível do AL, pois é difícil afirmar que os hotéis construídos iriam ser habitação colectiva em outro cenário. É preciso algum cuidado na correlação dos dados.
Temos visto que nas cidades com grande pressão turística, os problemas de habitação agudizam-se e sobretudo à boleia do AL, pois a oferta em arrendamento diminuiu e pressionou o mercado de compra.
A coveira que está a cumprir ordens
Essa ministra há uns 10/20 anos atrás, independentemente do governo, não tinha durado 1 mês.
Novos tempos, novas prioridades para as pessoas e para o povo. O papagaio de serviço quando fala pára tudo enquanto o governo vai desmantelando.
Hoje em dia uma central sindical vem para a rua lutar pelo óbvio (só falta enfiar merda pelos olhos adentro) é sinónimo que “os comunistas e a juventude comunista saiu à rua”; a saúde está pelas ruas da armagura e o problema são os imigrantes; o cabaz alimentar está mais caro do que nunca e o governo faz zero e as grande distribuição lucra e lucra enquanto lindo e orgulho são os drones americanos a chegar e a partir da base das Lajes; a Galp apresenta lucros de 1,154M € e ir a Espanha encher um depósito fica 20€ mais barato. E a vida segue.
Estamos rumo à desgraça como sociedade pela incoerência do povo, pela contaminação do discurso do ódio e pela demência dos governantes.
Acho engraçado é que nós portugueses somos muito exigentes, mas é só para algumas merdas.
Não teria entrado em qualquer governo sequer.
Quem será a escolhida das nossas TVs para ir ao gourmet se e quando isso chegar a Portugal?
Será a própria Mariana Leitão? Não será perigoso com um nome assim que lembra logo 1 dos grandes pitéus da culinária portuguesa?
A GALP apresentou esse lucro com grande alavancagem da sua produção e investimento no Brasil, bem como operações com gás natural. Só para esclarecer para quem possa pensar que conseguem este lucro em vender combustível em postos.
E sem querer entrar em despiques antigos e gastos, havíamos de ter muitas mais empresas em Portugal com lucros dessa magnitude, era excelente sinal. Mas falta-nos quase tudo. E se colocarmos estes resultados em comparação com grandes empresas do ramo, a GALP nem apresenta nada de relevante.
Podem sempre comprar acções da empresa e usufruir da distribuição de dividendos. Ao invés de criticar, ganham como outros ganham, com consciência do risco.
O preço do combustível deve-se imenso ao peso dos impostos, são acima de 50%. O Estado podia baixar para metade. Depois convém também cortar do lado da despesa.
O problema da GALP não é o que anda cá a fazer.
O problema da GALP é o que pode fazer no futuro. A cabra-mor querer fazer da Comporta um domínio feudal em tudo menos no nome. Assim tipo toda uma região um condomínio privado de ricos para ricos. (Não sei se alguém aqui tem casa ou visita aqueles lados, mas quem o fizer sabe do que falo porque está cada vez “pior”.) Deve andar a ler os livros dos tecnofascistas americanos para ter aquele tipo de ideias. Quando o dono de uma empresa tem ideias tão radicais sobre a separação da elite dos “campónios”, o resto da empresa começa a adotar essas ideias por tabela.
Espero que se reforme rápido e venha melhor a seguir, porque este tipo de neo-feudalismo está a pegar nos estados unidos e é ainda mais merda para os 99% que o original.
A senhora está ali para ficar muito tempo. E a política da empresa tem mais interferências que a própria, o capital é muito diversificado e se deixar de apresentar resultados, é substituída.
E na Comporta deixaram de estar sozinhos, há mais investimentos a surgir por outros privados e, sinceramente, são investimentos pouco relevantes para a dinâmica económica de criar riqueza, aquilo são para americanos viver a reforma.
A Galp tem o monopólio da refinação de petróleo em Portugal, sendo que a refinaria de Sines foi construída totalmente pelo Estado português (Petrogal).
Há também uma assimetria entre as subidas e descidas do preço do petróleo e dos preços dos combustíveis, que é pago e absorvido pelo consumidor em seu prejuízo. A AdC, que em Portugal serve os interesses de todos, menos do consumidor, sabe bem disso e faz de conta.
Empresas espanholas como a Petropix conseguem pagar cá exactamente os mesmos impostos portugueses, e vender 25 cêntimos (ou mais) o litro mais barato. Não, não é apenas por serem low cost, é também por não se juntarem ao cartel.
E dizer isto sem corar de vergonha?
Eu conheço a zona.
É(era) 1 pequeno paraíso. Um privilégio Portugal ter 1 sitio assim onde todos os portugueses podiam ir e passar férias, apesar de já há muitos anos haver ali zonas interditas pelas elites portuguesas.
Incorrecto ser assim, mas nada de muito grave.
Mas agora?
Aquele pequeno paraíso está a ficar interdito aos portugueses.
Fisicamente interdito! Há cada vez mais zonas e praias a serem fechadas.
O público em geral deixou de ter acesso.
Das declarações que apanhei da Petropix, afirmam conseguir praticar melhores preços por:
“Conseguimos preços mais baixos do que a nossa concorrência graças à flexibilidade que nos permite ter tecnologia própria, sem depender de terceiros , e uma estrutura de custos menor”, justificou Seoane, aquando da entrevista ao Negócios, acrescentando que “essa redução de custos também decorre de outros aspetos, como os nossos postos terem uma área de ocupação menor, a ausências de lojas, assim como a localização na periferia das cidades, onde os terrenos são mais baratos, e a monitorização da estação estar centralizada no nosso centro de controlo, em Jaén”.
Mas longe de mim defender a GALP ou empresas que praticam preços mais altos que outras, para o mesmo produto final. Seria o mesmo criticar a TAP quando temos low-cost apresentar as mesmas viagens a menos de metade do preço.
Quando se fala do preço do combustível no posto, é obrigatório colocar a elevada carga fiscal sobre o mesmo. O Estado leva mais de metade. É um dado importante e se queremos mais barato, então o Estado também devia reduzir a carga fiscal, com o cuidado de os preços efectivamente baixarem.
Então a operação de distribuição e venda da Galp é mal gerida?
Afinal o problema já não são apenas os impostos?
Tem a sua própria refinaria mas não consegue concorrer com uma Petropix ou uma Plenergy, que pagam o mesmo ao Estado português (e provavelmente compram o combustível ou parte dele à própria Galp).
Tudo menos admitir que há um grande cartel organizado em Portugal e que, mesmo considerando a redução de custos, as low cost operam com margens brutas mais reduzidas (ou justas).
Empresas com estratégias bem distintas e investimentos também eles bem distintos. Referir que estavas afirmar que vendiam mais barato e nem era por serem uma low cost, algo que o diretor deles discorda. O ponto era este.
Em Portugal cartelização de preços há em muitos sectores e no combustível deve ser semelhante. Comunicações e supermercados são muito evidentes, a banca faz e safa-se da justiça. Por isso, admito que nos combustíveis se veja isso.
Autoridade da concorrência em Portugal é um mito. E a carga fiscal alta para aquilo que o Estado fornece.



