O problema não é do actual Governo. O problema é transversal e é mais profundo. Temos vários exemplos disso e os exemplos levam sempre à tal conclusão de que o problema é transversal e é mais profundo…
Vou dar o das tempestades em Leiria. Na sequência das tempestades em Leiria, de imediato, privados, criaram o “Tempestades SOS” e o “SOS Leiria”. Parecendo que não, estas plataformas são uma merda básica e que deveria ser mais profunda para lidar com um problema sério.
Não precisamos de imaginar, porque o problema foi real e sério. Portanto, pegando como exemplo o caso de Vieira de Leiria que tem menos de 6000 habitantes, creio. A vila ficou às escuras, as pessoas sem saber o que fazer. Falta uma informação básica que é o: tenho um problema, onde me dirijo? Vou aos bombeiros, vou à polícia? No caso concreto, a Junta de Freguesia tem um edifício, recente, central, simpático. Deveria existir uma instrução básica, conhecida por todos os portugueses de que, neste caso, é ali que se devem dirigir.
Mas isto implica mais desenvolvimentos. É que, a partir daqui, surge o: (1) quais são problemas; (2) qual a gravidade dos problemas; (3) quais já estão resolvidos; (4) temos voluntários, o que os vamos pôr a fazer; (5) o que precisamos para resolver os problemas?
Isto é uma merda que é básica, é fácil de organizar, é fácil de implementar. Há situação de crise, pegamos em 10 pessoas da freguesia e vamos criar uma base de dados: (1) quais são os problemas; (2) qual o estado do problema; (3) quais os recursos que temos.
No resto, continuam a ser necessárias reformas, drásticas, difíceis de compreender, algumas das quais pouco populares. A gestão e ordenamento do território são impopulares, porque exigem, eventualmente, obrigar, ir atrás do cidadão incumpridor, etc. Exige simplificação. A breve trecho exige corte de receita, etc. A nível de habitação é necessário investimento, é importante ter controlo, é importante deixar de ter pena de alguns casos, etc. Estas merdas são impopulares, não dão votos.
