Política Nacional - Parte 4

O problema não é do actual Governo. O problema é transversal e é mais profundo. Temos vários exemplos disso e os exemplos levam sempre à tal conclusão de que o problema é transversal e é mais profundo…

Vou dar o das tempestades em Leiria. Na sequência das tempestades em Leiria, de imediato, privados, criaram o “Tempestades SOS” e o “SOS Leiria”. Parecendo que não, estas plataformas são uma merda básica e que deveria ser mais profunda para lidar com um problema sério.

Não precisamos de imaginar, porque o problema foi real e sério. Portanto, pegando como exemplo o caso de Vieira de Leiria que tem menos de 6000 habitantes, creio. A vila ficou às escuras, as pessoas sem saber o que fazer. Falta uma informação básica que é o: tenho um problema, onde me dirijo? Vou aos bombeiros, vou à polícia? No caso concreto, a Junta de Freguesia tem um edifício, recente, central, simpático. Deveria existir uma instrução básica, conhecida por todos os portugueses de que, neste caso, é ali que se devem dirigir.

Mas isto implica mais desenvolvimentos. É que, a partir daqui, surge o: (1) quais são problemas; (2) qual a gravidade dos problemas; (3) quais já estão resolvidos; (4) temos voluntários, o que os vamos pôr a fazer; (5) o que precisamos para resolver os problemas?

Isto é uma merda que é básica, é fácil de organizar, é fácil de implementar. Há situação de crise, pegamos em 10 pessoas da freguesia e vamos criar uma base de dados: (1) quais são os problemas; (2) qual o estado do problema; (3) quais os recursos que temos.

No resto, continuam a ser necessárias reformas, drásticas, difíceis de compreender, algumas das quais pouco populares. A gestão e ordenamento do território são impopulares, porque exigem, eventualmente, obrigar, ir atrás do cidadão incumpridor, etc. Exige simplificação. A breve trecho exige corte de receita, etc. A nível de habitação é necessário investimento, é importante ter controlo, é importante deixar de ter pena de alguns casos, etc. Estas merdas são impopulares, não dão votos.

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Aqui na Madeira temos um projeto nesse sentido. Temos uma zona habitacional que é fácil ficar isolada, sobretudo na época de incêndios. Então, há um espaço onde há material primário de combate a incêndios e permite as pessoas actuarem muito antes da chegada dos bombeiros e se estes sequer chegarem. Depois, tem existido formação no local, como manusear os equipamentos, cuidados a ter e como agir. São equipas locais de intervenção e é a Proteção Civil que dá formação.

E este tipo de projetos devem existir também a nível Continental. São projetos a cargo dos Municípios e Juntas de Freguesia. São pertinentes e permitem às populações agir e agir de forma correcta em cenários extremos.

É evidente. E depois quando ocorrem acontecimentos excepcionais, tipicamente com um período de retorno grande, fica tudo de calças na mão.

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O problema pode não ser principalmente criado por este executivo, mas obviamente que não se pode inocentar por completo, longe disso. Estão no poder e são os únicos a ter as ferramentas para a correção e a determinação concreta de planos de ação nas varias áreas.

Se o panorama passado for sempre desculpa para que nada se faça, este e qualquer outro executivo vão ter sempre a desculpa que a conjectura passada justifica a inação presente, juntando executivo a executivo a um comboio de inépcia. Em suma, se identificamos algo como um problema estrutural é porque a culpa reside em todos os executivos que tiveram oportunidade de corrigir e não o fizeram, passados e presente.

Evidentemente. Daí que logo a seguir à frase que citaste apareça um “o problema é transversal”.

Aparece, até duas vezes. Logo após de excluíres à partida o atual executivo com a frase que citei.

Português não é assim tão difícil.

Aparentemente, parece sê-lo.

Não excluí a responsabilidade do actual Governo, cuja opinião sobre o mesmo, aliás, está bem clara ao longo do presente tópico.

Não alimentarei mais (des)conversa.

Nisto, o PS e os amigos da antiga gerigonça podem dizer o que quiserem. Foi a Endesa que desistiu do construção projecto da barragem de Girabolhos, mas foi o governo do Costa que manifestou uma total falta de vontade política de prosseguir com o projecto, nunca quis investir em infra-estruturas (foram os governos com menor investimento público para poder pagar salários mais altos a funcionários públicos e aumentar as reformas dos pensionistas, isso é que vale votos).

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https://x.com/i/status/2022012155311403179

Muito cuidado com certos gestos…, os inquisidores andam por aí…

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Tu levas para o lado que quiseres neste caso, os do outro caso nem vale a pena falar porque os factos estão todos lá… Andamos a brincar, fixe!

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Bem o futuro senhor presidente.

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https://x.com/i/status/2022019398517866794

A Ministra do Ambiente já deu a ordem para dispensar o enfermeiro das energias renováveis. Decisão óbvia. Ao invés de fechar os olhos e deixar passar, o tempo depois encarrega de fazer desaparecer e só volta a ser tema se der barraca, tomou logo a decisão.

Esta senhora é um exemplo. Já o tinha dito e volto a dizer. O Governo devia se inspirar nesta sua Ministra.

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