Política Nacional - Parte 3

Não diria combater, diria: importa controlar e taxar dentro da razoabilidade. Portugal tem todo o interesse em ter cá reformados e turistas. De preferência em áreas que sejam pouco povoadas, de maneira a construírem valor e a gastarem lá uns trocos valentes. O que não se pode fazer é continuar a dar borlas fiscais a esse pessoal por tudo e mais alguma coisa. Domiciliem cá as reformas ou parte das reformas e paguem cá os impostos.

Mais importante é regular a entrada e saída dos outros e, mais ainda, encontrar um mecanismo na lei da nacionalidade relativamente aos que adquirem a nacionalidade ao fim de 5 anos e nem português falam.

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E uma boa forma de ser um ‘tipo’ de xenofobo que a esquerda aprecia. A xenofobia contra estrangeiros ricos. Os estrangeiros representam pouco mais de 10% das compras e num segmento que tem pouco impacto no problema da habitacao, o segmento de luxo.

Pa eu trabalho numa empresa em que os meus colegas ganham o mesmo que eu em salario bruto, mas como são NHR, pagam 20% de IRS apenas…

Isto no final do ano são mais ao menos 10k liquidos!
Agora imagina-te a viver na mesma cidade que eles… em que isto acontece, ou seja… fazes o mesmo (mais às vezes), e és mais pobre na tua cidade, no teu país do que pessoas que vieram para cá, mas que usufruem de um regime que é altamente benéfico para eles (russos, brasileiros, ucranianos).
Ou seja… ganham no final do ano uns 25% a mais que eu em valores liquidos.
Eu tenho casa própria mas precisava de trocar para uma maior, resumindo… não tenho hipotese porque eles podem pagar mais 25% que eu e eu não consigo chegar a esses valores.

Se sou de esquerda? Nunca fui. Se isto é meritócracia? Não o é…

E nao me vais ouvir a defender isso…

Alias, eu sou um enorme critico dos programas regressar e regimes semelhantes. Os impostos tem de ser iguais para todos. Se os governantes identificaram e bem que o elevado nivel de impostos e um entrave a competitividade internacional a solucao e simples - baixar os impostos para todos.

Agora… e esse o motivo pelo qual os precos das casas estao altos e o arrendamento incomportavel? E certamente um dos motivos mas nao e ‘o’ motivo principal e se acabasses com tudo isso o impacto que ia ter seria residual. E e um problema das ‘grandes cidades’… fora de Lisboa e Porto isso nem entra nas contas dos problemas de habitacao. Ai e unica e exclusivamente a questao da imigracao descontrolada.

Isto falando exclusivamente dos problemas de habitacao. Do ponto de vista moral e surreal no mesmo pais haver contribuintes de primeira e contribuintes de segunda. Eu ate percebo mais ou menos a logica de lhes dar algum beneficio uma vez que se nao sao residentes habituais, pagam SS e TSU que nao vao usufruir no futuro. Mas entao que lhes deiam o beneficio por ai…

O benefício em portugal é o melhor de sempre… são 10 anos como NHR em que ao fim de 5 ficas com passaporte português.

Mais a questão dos retornados metade do IRS.

Mais a questão dos reformados americanos, suiços, suécia, frança etc…

É muita gente a pagar menos impostos a viver em grandes centros, eu conheço o mercado e posso garantir que a maioria dos apartamentos vendidos (cliente final) é pessoal que vem nestes termos.

Depois há outra coisa… que fomenta a especulação. Existem montes de fundos imobiliários (china, israel, eua) que compram prédios inteiros antes de estarem construidos, tipo pagam 300 por apartamento e depois metem no mercado a mais 20% e vai aumentando à medida da inflação com o passar do tempo, porque sabem que não havendo oferta vai aparecer quem compre.
Além disso estes mesmos fundos não estão focados no mercado português, promovem pt no estrangeiro como a ultima coca cola do deserto, e é sempre malta a chegar. Alguns destes fundos até há bem pouco tempo não pagavam impostos como o IMI por exemplo (leis completamente estúpidas).

Ou seja… o português trabalhador fica sempre em starvation neste sistema, e são os que mais pagam impostos para que os outros que não trabalham consigo ir sobrevivendo neste esquema.

Quanto à questão do desemprego estou contigo. Acho que há demasiados rendimentos/subsídios para quem não quer fazer um ■■■■■■■.

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Usou o termo turcos para falar de nós…, e o pessoal fingiu que não percebeu.

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Felizmente ainda há estado.

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Que exagero, por um saco de 0,10€.
Já a outra que levou um bolo fora do prazo também ia levar uma multa enorme.
Gente sem noção, depois admiram-se que haja “guerra fria” entre funcionários e patrões.

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Essa notícia pode ser lida de muitas maneiras. Situação ocorrida em 2021, decisão final em 2024. Demonstrativo da necessidade de reformar a justiça. Saco de plástico custava 0,10€ ao contribuinte, 0,08€ vão para o Estado, 0,02€ vão para o Continente. Demonstrativo da carga fiscal. Trabalhador foi alvo de uma sanção disciplinar injusta, recorreu aos tribunais, que lhe deram razão e ainda condenaram a entidade empregadora a pagar-lhe 3.500,00€ fruto da aplicação de uma sanção desproporcionada.

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99% das pessoas só quer saber da multa excessiva.

Repara… eu aceito que digas isso para algumas zonas de Lisboa e Porto. Mas o problema da habitacao nao e Lisboa e Porto. Lisboa e Porto sao 2 grandes centros urbanos sem espaco onde nao da para fazer milagres. A unica forma de resolver os problemas da habitacao nos grandes centros urbanos e apostar numa rede de transportes publicos eficaz que permita ‘expandir’ os locais onde a populacao mora, facilitar a burocracia e apoiar o investimento a construcao nos suburbios e facilitar todo o tipo de iniciativas que tirem pessoas dos grandes centros urbanos (trabalho remoto ou hibrido, deslocalizacao de servicos publicos que ‘atraem’ atividade a volta, etc etc). Quem trabalha em Lisboa e Porto, tem que se mentalizar que morar a 40/50kms do local de trabalho sera sempre a norma, nao a excepcao. Tirando aqueles lunaticos tipo a ex-ministra da habitacao que dizia que qq um tem direito a morar num apartamento com visto para o rio…

Vamos la ver… ha aqui 2 situacoes que temos que diferenciar.
O que tu falas nao e ‘especulacao’. E como funciona o mercado da construcao desde sempre. O meu pai trabalha desde os anos 80 e o que descreves e o que acontece em TODAS as centenas de predios que ele ja fez. O construtor avanca com o projeto, comeca logo a vender em ‘planta’, e existe sempre uma parte que acaba a ser vendido a investidores a ‘preco de saldo’ porque pagam em adiantado (as vezes 2 anos antes da entrega do apartamento) assumindo todos os ‘riscos’ associados e sendo indiretamente financiadores. Isso nao e especulacao… e investimento e se agora em que o preco das casas parece um bom negocio porque os investidores compram em 2024 em planta por 100 e vendem em 2026/27 por 120, e uma valorizacao de 20%… que mesmo assim ate fica aquem de outros investimentos como acoes, ETFs, etc. Mas nao deixa de existir risco. Em 2009 foram varios, alguns que eu conheco pessoalmente, que se foderam a grande com a desvalorizacao brutal do mercado e a dificuldade em vender, o que colocou muitos com graves problemas de liquidez. Mas se nao existissem estes investidores… a situacao seria muito pior pois a esmagadora maioria dos construtores/promotores imobiliarios desde 2011 que ou tem capitais proprios, ou e muito dificil obter financiamento junto da banca para promocao imobiliaria em quantidade e condicoes competitivas.

Agora relativamente aos fundos que falas… eu partilhei ha uns dias/semanas uma noticia do expresso onde desmistificava essa ideia. O investimento imobiliario de fundos em Portugal esta em 20 mil milhoes de euros, a esmagadora maioria em estabelecimentos comerciais. So em 2022 transacionou-se um total de 32 mil milhoes de euros no mercado imobiliario… nao faco ideia de quanto desse bolo total, em valor e quantidade, foi fundos imobiliarios, mas pelo valor total de investimento da para teres uma ideia que otimisticamente talvez ai a rondar os 6/7% seja transacoes a implicar fundos imobiliarios… portanto essas analises sao essencialmente um vies de selecao. Tu conheces 2 ou 3 casos onde isso acontece e achas que isso representa um mercado de 150 mil transacoes anuais. Mesmo aquelas ‘teorias’ dos ‘fundos’ que compram apartamentos para os ter vazios e inflacionar o mercado e de quem nao percebe como funcionam os REITs ou achar sequer que esses fundos tem liquidez para esse tipo de operacoes em escala suficiente para influenciar o mercado. E repara que eu nao digo que nao acontece, pode haver uma ou outra zona onde alguns tentem fazer isso. Mas again… estamos a falar de um problema nacional. Que fundos existem em Viseu, Guarda, Braganca, Coimbra, Braga, Mafra, Torres Vedras, Guimaraes?

Eu ja te mostrei os numeros… que sao residuais. Tomara nos que fosse esse o problema que era de muito facil resolucao. Os RNH acho que representam ai 30 mil pessoas… desde 2017! Again, e daquelas situacoes que sofre do tal vies de selecao. Se a tua realidade e o centro de Lisboa ou um qq hub tecnologico de start-ups e afins… pode dar-te uma sensacao que contrasta com a realidade.

Relativamente aos fundos… os apoios fiscais fazem sentido. As isencoes nao eram ad-eternum mas no sentido de que se estas a investir tinhas um periodo de carencia ate ‘venderes’ o ativo para evitar duplas e triplas tributacoes. E Portugal precisa com urgencia de fundos imobiliarios com liquidez para investir em construcao. Portanto ‘hostilizar’ os fundos pode parecer muito popular, mas o custo sera… menos oferta.

E falando de habitacao e de como os governos na larga maioria das vezes sao mais eficazes em agravar o problema que o resolver… quando este governo apresentou o programa para a habitacao em vim logo aqui apontar os varios defeitos, sendo o mais ‘grave’ a incerteza que a medida sobre o IVA da construcao ia gerar. Pois que umas semanas depois…

Eu nao me acho nem sou mais inteligente que ninguem. Nem sou o professor Chibanga a fazer previsoes. A unica coisa que eu faco e utilizar o senso comum. A classe politica e tao mediocre e esta tao carregada de malta ‘desligada’ da realidade do dia a dia dos negocios e dos cidadaos que so tem saido merda. Qualquer pessoa com 2 dedos de testo sabia o efeito de anunciar uma medida com um impacto tao grande sem detalhes ou calendarizacao.

As decisoes do tribunal sao a lei, mas eu pessoalmente acho que quem rouba nem que seja uma maca deve ser devidamente penalizado. Se fosse numa empresa minha, nao era suspenso mas despedido. E uma questao de valores. Nao dos valores do roubo, mas dos valores morais e profissionalismo.

Então o que estão a achar do primeiro mês do governo da AD?

Eu moro no Porto… tenho casa própria como já disse. Neste momento qualquer palheiro em são pedro da cova ou em pedroso ou até na trofa custam o triplo que o que eu paguei pelo meu apartamento. É quase roubar. E na verdade existe espaço para fazer muita construção no Porto, muita mesmo. O que mais existem é casas devolutas ocupadas por sem abrigo que vandalizam tudo, ou terrenos, que normalmente são de uma pessoa que tem dinheiro e não precisa de vender, a menos que apareça uma oferta de outro mundo, ou então é um processo de partilhas em que ninguém se entende.

Só onde moro, tenho 3 ou 4 casas no raio de 300 metros (vivendas antigas) completamente degradadas que podiam dar origem a novos prédios. Na minha opinião as opções da antiga ministra, eram uma merda mas não estavam totalmente erradas, estes processos de litigio ou de terrenos “parados” já deviam ter tido ultimatos (ou fodes ou sais de cima), meaning… ou fazes alguma coisa com eles, ou és obrigado a vender para alguém fazer (nunca o estado).

Não quero de modo algum hostilizar a construção, quero sim construção. O que não quero é essa facilidade com que se canaliza o mercado para não portugueses virem para cá viver.

Porque neste momento o mercado que existe é mesmo esse. Expats ricos a cairem cá, e eu que até ganho bem, não tenho hipotese porque tanto eu como a minha companheira trabalhamos no Porto, temos de ir ao escritório com regularidade, e sair do porto para fazer piscinas no transito do porto não é opção.

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Um saco de plástico avulso? Provavelmente nem tinha noção que estava a roubar, mas ok, até foi uma penalização patronal ligeira.
Despedimento imediato com justa causa seria o ideal.

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Que argumento de merda. Ninguém rouba um saco de 0,10€.
Levou um porque precisava dele para alguma coisa, levar uma treta qualquer para casa e não tinha como. Não achou que estava a roubar, porque lá está ninguém rouba um saco de 0,10€.
Ter valores é a merda do Continente com lucros extraordinários não levar um empregado a ganhar o ordenado mínimo a tribunal TRÊS VEZES por 0,10€.

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No Porto há um exagero de situações destas. A maior parte das casas devolutas estão fechadas com tijolo e cimento nas portas e janelas há décadas.

Concordo a 100% e já é tarde para tomar uma medida dessas. Mas é também um reflexo da nossa justiça, com disputas de partilhas a arrastarem-se durante anos em tribunal.

Expats ricos, AL a cada metro, e casas devolutas em quantidades inaceitáveis num país onde não houve nenhuma epidemia mortal ou guerra civil.
Ainda há uns meses ouvi um turista comentar que o Porto é muito bonito mas tem muitas casas abandonadas. Até estes se apercebem.

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Eu fui ler o acórdão - e não estou a defender a postura do Continente. Estamos a falar de um trabalhador que ia no 3.º processo disciplinar. Tinha já sido apanhado anteriormente a furtar bens. O outro processo disciplinar dizia respeito a situação de natureza diversa (não especificada). Sendo que o tribunal reconheceu correcta a aplicação de sanção disciplinar face a incumprimento do trabalhador. Apenas determinou como desproporcionado o valor a aplicar face àquilo que o trabalhador aufere.

Tudo muito estranho. Roubo, assim como três processos disciplinares, não dão direito a despedimento com justa causa?

Nao podiam… o problema e esse!

Mas tocaste num ponto interessante. Muitas vezes nao e so uma questao de disponibilidade de espaco. Pq ■■■■■■■ a maior parte das camaras coloca tantos entraves a construcao nova? Pq motivo o terreno A nao se pode construir porque tem de ser espaco verde, ou o terreno B so permite 1/3 de area de construcao, ou o terreno C so permite 4 pisos acima do solo ou so permite construir 10 apartamentos o que obriga a ter no res do chao espaco para comercio que nunca sera utilizado… mas isso e uma cantiga diferente.

O que relaciona com o que disse acima. Num mundo ideal, trabalhar no Porto e viver em Espinho seria uma situacao que nao devia implicar 1h e tal de transito com uma boa rede de transportes publicos.

Bem vindo a Portugal :slight_smile:
Voces e que acham isto um paraiso neo-liberal… principalmente porque somos um pais de micro empresas e PMEs onde as relacoes laborais sao essencialmente informais de um lado e outro. Mas no mundo real e isto que acontece…

E o acordao nao espanta nada. Alguem acredita que ele se esqueceu de meter um saquito no bolso e ir a vida dele? E uma boa forma de avaliar o caracter de uma pessoa…

Quando foi instaurado o processo disciplinar, foi instaurado com vista ao despedimento. Foi concluído o processo disciplinar com a aplicação de uma sanção menos gravosa. O tribunal de 1.ª instância deu razão ao Continente. A motivação foi a seguinte: independentemente do valor do bem, está em causa a gravidade do acto (supostamente, o trabalhador escondeu o saco e só quando abordado pelo segurança indicou que precisava dele para levar as roupas para casa). A Relação inverteu a decisão. Disse que é relevante o facto de o saco ter um valor diminuto, embora a conduta do trabalhador mereça censura (e que não pode ser alheia ao facto de o trabalhador estar na empresa há vários anos e os outros processos disciplinares tinham mais de 5 anos).