A crença na superior eficácia dos mecanismos de mercado combinados com a livre ação humana não me parece que fosse crença fascista…, mas como este acabou, fica-se sem saber como o seus apaniguados veriam os tempos atuais. O poder do Partido conseguiria prevalecer como acontece na China? É que fascismo sem hegemonia clara de um Partido dirigente totalitário e respetiva oligarquia é uma treta a que se pode chamar fascista porque dá jeito, mas podia chamar-se outra coisa qualquer que se inventasse…
Trump; Putin; Xi são personagens vincadamente determinadas em “não só ficar História mas fazer História”, só que Trump sabe que tem bem menos tempo do que os outros dois para o concretizar…
A China não deixa de ser comunista, assim como a URSS não deixou de o ser no período do NEP. Provavelmente o neoliberalismo só se manteve por muito tempo afastado da doutrina fascista devido ao crash de 1929.
Mas repara que foi no território do atual Iraque que terá começado a civilização, nomeadamente a escrita, e que os persas e os medos eram bárbaros do planalto e cadeias montanhosas do Irão que destruíram a Assíria e depois ocuparam a Babilónia (no atual Iraque) e daí copiaram para criarem a sua própria civilização (um pouco como os romanos relativamente aos etruscos e aos gregos)… Até que ponto é que os iraquianos têm consciência disso, e desse antagonismo ancestral…
Saddam Hussein até começou a reconstruir a Babilónia.
Quando googlei apareceu-me o Efeito Dunning-Kruger como sendo funcionando nos dois sentidos e não apenas no sentido de pessoas menos conhecedoras serem assertivas em matérias que não dominam.
Aliás, é característica de um regime fascista. O estado ao serviço de um líder e este a instrumentalizar o estado em benefício próprio para controlo sobre as instituições que num de estado de direito são independentes. É um meio para poder total ( ou tentativa de).
Quando no processo usa nacionalismos extremos, a suposta superioridade de um povo ( se reunir certas características étnicas), a religião ( de forma a arregimentar os fundamentalistas religiosos) , o controlo dos media ( como estão a tentar fazer usando agências federais para o efeito) , das universidades, o uso ( ilegal) das forças militares para intimidar os próprios cidadãos, temos o que?
Ou preferem usar paninhos quentes para branquear o regime da classificação de fascista porque sentem comichão por se chamar os bois pelos nomes e andam a brincar à semântica porque não encaixa totalmente no facismo de 1900 e troca o passo?
Aliás, esta é a mesma gente que classifica sociais democratas e pessoal da direita moderada de comunistas e radical de esquerda, mas sentem-se ofendidos quando lhes chamam fascistas.