As alterações climáticas ( aceleradas por acção humana) são um facto.
Agora é tão anedótico e imbecil quem nega o aquecimento global porque está frio ou nevou no local X, como quem refere terramotos num qq suposta narrativa amiga do ambiente.
Sejam muito mais lentas, mais lentas ou só um pouco mais lentas, impossível de saber, vale a pena agir, de forma responsável e efectiva em vez de enterrar a cabeça na areia num estado de negação.
Isso não é verdade.
O avanço tecnológico pode conseguir mitigar os efeitos das alterações climáticas.
O exemplo mais óbvio é Veneza, que está a afundar por diversas razões entre as quais a aceleração das alterações climáticas. Aqui há uns dez anos fizeram umas comportas para tentar proteger aquilo. Não funcionam muito bem, mas já é uma ajuda. Não seria possível construir aquilo há 30 anos atrás.
Outro exemplo não tão óbvio é a dessalinização. Neste momento é uma tecnologia que existe e está posta em prática em países muito ricos, mas não é viável economicamente para países mais pores.
É certo que daqui a umas décadas terás seca extrema em Portugal. Esses 10% podem ser a diferença entre o Alentejo se transformar num deserto, pagarmos uma exorbitância para que aquilo sobreviva, ou “apenas” um Banco Espírito Santo da vida.
Com uma desaceleração das alterações climáticas, fica-se com mais tempo para aparecerem coisas novas, que podem ajudar a mitigar os efeitos das alterações climáticas.
E um money grabber, apenas mais um imposto inventado e que ainda por cima sobre os precos de todos os outros produtos, incluindo a comida. Quem paga e o povo, nao sao as companhias.
Incrivel a endocrinacao que existe aos millenials e Z’s… Os Alphas ja irao sair de dentro da mae com uma notinha na mao para pagar carbon tax…
LOL
Os impostos sobre o carbono na larga maioria dos paises como em Portugal nao servem para combater rigorosamente nada sobre a poluicao. O que servem e para criar uma dependencia do estado desses impostos que usa para atividades correntes.
Num cenario em que Portugal deixava de ter emissoes de carbono e os varios impostos associados desapareciam, ficavamos com um buraco nas contas publicas ai a rondar os 3% do PIB ou mais.
Tenho dificuldades em perceber o net-effect de impostos sobre o carbono. Quer dizer, por um lado pune-se os consumidores pressionando-os de facto a procurarem alternativas mais “limpas”/ecológicas ao mesmo tempo que os estados ficam sem qualquer incentivo para implementar e estimular políticas ambientalistas… uma vez que, se o fizerem, então as financas vão para as urtigas.
Portanto é uma mensagem algo ambígua: “torna-te mais amigo do ambiente, mas não demais, senão a nossa economia está lixada. Olha, se calhar o melhor mesmo é ires fingindo tornar-te amigo do ambiente, mas na realidade continuares a consumir energias fósseis para a gente continuar a receber aqui mais uns milhões”.
Mas se calhar a ideia é mesmo assumir isso como uma “perda” para o estado em que o objectivo é a taxacão atingir o nível 0 e se calhar todo esse tipo de receitas decorrentes da taxa de carbono deveriam ser concebidas como “receitas extraordinárias” de natureza potencialmente irrepetível e não como uma rubrica normal orcamental.