Peseiro e 4-2-4?

Na conferência de imprensa, Peseiro deixa uma ideia que já me acompanha há algum tempo, que tal um 4-2-4?

http://www.abola.pt/wseg/wdia.htm

Nelson, Rogerio, Tonel, Polga, Edson, Loureiro, Custódio, Douala, Liedson, Deivid e Wender…
Máquina de ataque, será que funciona?

Temos que esperar para ver!

como diz o outro…em função do adversário…

Ele tb diz que é relativo falar em sistemas tácticos!!

Até podemos falar num 3-1-6, se estivermos em dinamica atacante.

Mas se falamos de tactica classica, ou desenho tactico, prefiro (actualmente e dados os nossos problemas) o 4-1-4-1

Na conferência de imprensa, Peseiro deixa uma ideia que já me acompanha há algum tempo, que tal um 4-2-4?

http://www.abola.pt/wseg/wdia.htm

Nelson, Rogerio, Tonel, Polga, Edson, Loureiro, Custódio, Douala, Liedson, Deivid e Wender…
Máquina de ataque, será que funciona?

Nâo me parece e espero que Peseiro nâo faça isso porque acho que perde o jogo. E isso eu nâo quero. O esquema é demasiado ofensivo e desiquilibra a equipa.

Esse sistema requere que os homens da frente tb recuem muito pra ajudar a defender quando o Sporting nâo tiver posse de bola, o que implica correrias pra frente quando tiver a bola. A equipa vai parecer um yo-yo, tudo pra tras e tudo pra frente! Pôe tb demasiada pressâo na defesa, o sector que de há muito anda sobre brasas, porque vai haver pouca filtragem(=destruir jogo) mais à frente ao (contra) ataque do Nacional.
O segredo pra este jogo- e de quase todos- passa por controlar o meio-campo, por isso disse noutra thread “A procura da 4a vitoria” que o esquema, na minha opiniâo e pra começar o jogo, deve ser 4-5-1 ou 4-4-2(pra encaixar Doula) e com Moutinho(que nâo vejo nessa lista :?: ). Com o decorrer do jogo e dependendo daquilo que for acontecendo podera mudar.

A ultima vez que me lembro de ver o Sporting jogar tão deliberadamente ao ataque, levamos 3 do Gil Vicente em casa. Tinhamos Ronaldo, Quaresma, Jardel (?) e João Pinto. E só o Paulo Bento e outro jogador (não me lembro quem) no meio campo.

Um onze do Sporting sem João Moutinho, o melhor jogador do plantel? Não me parece.

4-2-4? Isso funcionava nos anos 60. Agora seria um hara-kiri completo. Já me basta ter que comer com uma batata em cada jogo… :roll:

ah granda maluco incy, não bebas mais nada! :smiley:

Isso são manias do Pro Evolution :slight_smile:

O 424 que falas é mesmo um 424 à antiga ou estás a falar de um 442 com extremos a irem à linha de forma clássica mas a fecharem no meio campo a defender? São coisas diferentes. É que o 424 à antiga é para malucos, hoje em dia (embora por exemplo o mourinho tenha aviado o liverpool na final da taça da liga jogando em 3-3-4!!! no final para recuperar, uma brincadeira que o pp diz que não é para repetir mtas vezes e é só pró desespero.

Tambem acho que é demasiado arriscado.

Em Portugal, a esmagadora maioria das equipas que enfrenta o Sporting, opta por jogar no contra-ataque povoando muito o meio campo e a defesa.

O Sporting, por natureza, já é uma equipa que joga muito para a frente desguarnecendo bastante a defesa, por isso o ano passado sofremos tantos golos de contra-ataque, e este ano temos uma media de 1 golo sofrido por jogo.

Arriscar ficar só com dois elementos no meio-campo, Custodio e Loureiro, que ainda por cima não tem nada de criativos, ficando João Moutinho e João Alves de fora, os unico capazes de “pensar o jogo” no Sporting, iria acabar por partir a equipa em dois blocos. E retiraria força ao nosso meio-campo, o sector mais forte da equipa.

Uma tactica desta só em desespero de causa.

Ontem o treinador do Porto, por exemplo terminou o jogo num 3x2x1x4.

Ou seja 3 defesas ( Ricardo Costa, Bruno Alves, C Peixoto ), à frente deles Lucho e Ibson. Com Jorginho nas costa dos 4 homens da frente, que eram Quaresma e Ivanildo nas alas com H. Almeida e McCarthy no meio. A táctica é gira mas só funciona em situações pontuais, como modelo de jogo seria totalmente suicida.

nem é uma questão de risco, é uma questão de ultrapassagem temporal :). o 424 já não se usa, o que se usa são 442 que derivam para 424 em momentos de jogo. O 424 genuíno consiste em ter 4 homens em situação de ataque a qq momento de jogo, nem sequer chegam a compensar no meio… isso já não existe, a não ser em desespero e quando os adversários se remetem ao buraco no final dos jogos.

Além disso esse tipo de sistemas resultava quando o pau era bem mais reduzido, e o carrinho algo raríssimo no futebol, havia espaço e tempo para partir defesas com alguma facilidade e o futebol ofensivo tinha espaço.

Hoje em dia de pouco adianta colar 3,4 ou 5 homens na frente, fechados em marcações cerradíssimas. O que interessa, e é aí que nasce a diferença é criar automatismos de meio campo, pelo meio ou alas, que partam essas marcações.

Esse esquema nunca pode funcionar bem com 2 jogadores no meio-campo pouco criativos como Loureiro e Custódio. Se fosse Custódio e Moutinho ou Carlos Martins, quem sabe…

Acho que esta questão do 4-2-4 ñ se coloca, ate pq como o Mauras disse o máximo que poderia existir era um 442 que em caso de posse de bola da equipa iria derivar num 424.

Outra coisa aqui falada pelo angel é o facto de os médios mais recuados serem o Loureiro e o Custódio, o que seria um suicidio, pelas razoes que todos nós sabemos

o 424 já não se usa, o que se usa são 442 que derivam para 424 em momentos de jogo.

Pois, mas no nosso país as coisas são assim… jogas em 442 e dizem que jogas em 424, jogas em 451 e dizem que jogas em 433, jogas em 541 e dizem que jogas em 343… :shock: tudo em prol de uma liga atacante e cheia de clubes que não têm medo de perder. :lol:

Esse esquema nunca pode funcionar bem com 2 jogadores no meio-campo pouco criativos como Loureiro e Custódio. Se fosse Custódio e Moutinho ou Carlos Martins, quem sabe...

A última vez que esse esquema funcionou bem foi em 1970… com o Brasil :).

O 424 sofre do mesmo problema do 343 (é preciso ter equipa de sonho) com uma agravante: é um modelo ultrapassado para o futebol actual, resultava no tempo em que todos jogavam assim ou parecido e em que quem tinha melhores unhas tocava guitarra. De que me interessa colar um Douala ao último terço do terreno, para o fazer sucumbir perante as marcações? Eu quero é um douala próximo do lateral ou do médio centro, disponível para num contra-ataque receber bolas rápidas e partir a defesa em velocidade, ou caso a coisa esteja povoada partir em tabelas com colegas do meio campo ou ataque e assim ganhar movimentos em pouco espaço.

Um 442 maluco na perspectiva do que o incy quereria seria talvez isto (apostando na capacidade de recuperação de bolas de moutinho, a do joão alves ainda não conheço bem):

Rogério - Polga - Beto - Edson

Douala - Alves - Moutinho - Wender

Deivid (Pinilla) - Liedson

teoricamente é bonito, duvido que resultasse. Como disse alguém os médios centro têm de ser excepcionais no cumprimento das tarefas: sólidos na construcção simples e também felinos na recuperação de bola. O Moutinho encaixa no perfil (embora seja baixote, o que é mau)… o alves ainda não sei, ainda vimos pouco.

Tal como hoje em dia se torna arriscado jogar com avançados fixos. Ou pelo menos sem ninguém no transporte da bola. O tal “box-to-box”. Não será um medio defensivo a fazer isso.

Jogar em 4x2x4 só em situações pontuais em que seja necessário arriscar.