A escumalha, os falsos sportinguistas, devem estar todos na maior. Nunca tiveram tanto tempo de antena como hoje em dia.
E o que ganha o Sporting com isso?
Só descrédito!
O que, aplicado ao Sporting, não deixa de suscitar a questão: porque é que, contra os inimigos externos, nunca se chegou ao ponto a que se chegou nos incidentes de Alcochete?
Não sei se estás a ironizar, mas em todo o caso explico de outra forma: não percebo porque é que malta que se diz ultra do Sporting nunca foi capaz de se juntar para dar uns tabefes num jornalista desonesto ou num árbitro corrupto, mas foram capazes de se juntar para darem tabefes nos jogadores do próprio clube.
Estava claramente a ser ironico. E até digo porquê: não podemos pedir sangue e depois ficar escandalizados quando o vemos!
Alcochete não devia ter acontecido, ponto. Dizer que eles deviam ter outros alvos, ainda que entenda, é a roçar a incitação à violência. Mas é só a minha opinião.
Certo. Mas nota que eu não estou a defender o recurso à violência, seja num caso ou noutro. Simplesmente acho que o que aconteceu tem que ser explicado a um outro nível, porque se aqueles indivíduos mostraram que são capazes de recorrer à violência em nome do clube, porque é que a forma mais dramática como o fizeram foi logo contra os próprios jogadores?
Sensivelmente há um ano que um italiano faleceu no resultado de confrontos entre Sportinguistas e rabolhos. Não entendo que respostas procuras, a sério.
As respostas que eu procuro são as que qualquer sportinguista que se preocupe com o clube devia procurar. E não percebo a comparação entre Alcochete e a morte do Marco Ficini. Num caso temos um ato de violência entre indivíduos de diferentes clubes. No outro caso temos um ato de violência entre pessoas do mesmo clube - é como se fosse uma auto-agressão.
Foste tu que perguntaste porque é que quem foi a Alcochete não se vira aos adversários … Estou apenas a dizer que aquela malta recorre à violência mais do que devia. E já agora, alguns intervenientes são reincidentes, caso não saiba.
Uma claque envolver-se numa batalha campal com a claque de outro clube não é “virar-se ao adversário”, é uma coisa tribal, primária, que nada acrescenta ao clube e que nada tem que ver com futebol. A Juve Leo derrota os rabolhos numa batalha campal, e então? É isso que vai fazer a equipa marcar mais golos? É isso que vai fazer com que a comunicação social deixe de ser tendenciosa? Ou que as arbitragens deixem de prejudicar o clube? Ou que os empresários deixem de pressionar os jogadores? Não. Penso que nisso estamos de acordo. Ou seja, esse episódio de que falaste não tem relação direta com o futebol.
Mas em Alcochete o que é que se passou? Um grupo de ultras agride os jogadores do próprio clube, como represália pela falta de atitude destes e pela falta de resultados. Aqui já estamos a falar de algo diretamente relacionado com futebol, pois visa condicionar a atuação dos jogadores. Há uma relação direta entre a violência e o insucesso desportivo. Mas estando o insucesso desportivo associado a tantas variáveis: arbitragens, comunicação social, empresários, etc e sendo os jogadores apenas uma dessas variáveis, porque é que a atuação violenta se foca apenas nesta última variável, quando ainda por cima isso era (como foi) contraproducente?