Os media portugueses falam pouco de temas que pouco vendem ao público tuga. Não é propriamente novidade, nem exclusivo de cá. Mais para um ano que a incidência de notícias variou entre as eleições americanas, a vida pessoal do Trump e os números do Covid.
Agora porque é que os pioneiros da sociedade mundial têm pouco interesse para o público tuga, bem, isso advém de toda uma conjuntura cultural. Os portugueses, por norma, só se associam a novidades “entusiasmantes” populares (hype), se fores para a rua falar das sondas lunares da china, as amostras de meteorito do japão, o fosfina da atmosfera de venus, vais ser recebido pelo “hein?”, excepto quando encontres alguém com mínimo interesse pessoal nas coisas. Neste ano, tão mau em coisas e tal, a NASA reproduziu na ISS o quinto estado da matéria, que é algo que foi teorizado por Einstein nos anos 20. Estamos a falar de uma confirmação muito importante a nível do entendimento do universo, por exemplo.
Este ano também foi pródigo em documentação sobre vida alienígena na terra, embora o artigo aqui em cima não sei muito bem o que pensar dele e da “federação galática”
Está bem, mas who cares? Estar a ver uma imagem a preto e branco quase parece que voltámos aos anos da primeira alunagem ou assim. A SpaceX mandou o descapotável la para o espaço e aquilo foi porreiro muito por ser live e a cores…
Adorava estar vivo na altura em que a Humanidade consiga estabelecer uma quantidade considerável de colónias por uma parte considerável dos outros corpos celestes presentes no Sistema Solar, mas admito que tal vai ser muito difícil, pelo que já ficava contente em ver a Humanidade conseguir estabelecer uma grande colónia em Marte com, pelo menos, 100 Milhões de Habitantes no total. O problema da Exploração Espacial, é que tudo demora tanto tempo a progredir que uma pessoa deixa de “sonhar” em ver grandes projetos à escala especial. A Exploração Espacial é, ainda assim, uma das coisas que mais me entusiasma em relação ao futuro.