Nostalgia Sporting

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O Damas teve 8 anos fora entre Santander, Guimarães e Portimão e mesmo assim é o terceiro com mais jogos. Incrível.

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Estádio cheio para ver o Timissoara. Bons tempos. Na ficha do zerozero diz 45000 espetadores. A lotação não era bem mais alta nessa altura? O relvado estava uma miséria mas isso é uma coisa q tenho ideia ser normal naquela altura.

Tenho dúvidas, mesmo sem cadeiras.

Não sei como era em 1990. Mas tempos houve em que entrava malta até caber. Ninguém contava. E depois usava-se o instrumento de medida mais velho da história - o Olhómetro!

Por isso é que há muitos saudosistas a dizer que ‘antigamente é que era fixe porque tínhamos um estádio para 70 mil pessoas’. Nos casos mais extremos, até dizem que ‘estava sempre cheio’. Porra… Até aos anos 70/80, até acredito. Agora, nos anos 90, o que não faltavam eram jogos em que haviam mais cadeiras que pessoas. Às vezes até em jogos grandes.

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Na wikiSporting diz:

“Em 1983, por acção da presidência de João Rocha, concretizou-se o fecho do Estádio…A lotação do estádio passou então de cerca de 60000 para cerca de 75000 lugares. Isso viria a ser reduzido com a introdução de cadeiras nas bancadas.”

O problema para mim sempre foi aquela pista de atletismo. Acredito que tenha sido bom para o Atletismo mas colocava uma distância enorme entre os adeptos e os jogadores.

E há que ver que nas primeiras décadas do estádio, além da falta de transmissão televisiva dos jogos, os sócios entravam em muitos jogos sem pagar.

Nos anos 90/2000 vi vários jogos com casas abaixo dos 30 mil, mesmo no célebre horário do “Domingo à tarde”. Dou sempre o exemplo da derrota em casa 0-1 com o Alverca em 2001/02 dias antes da chegada do Jardel, que fui ver ao estádio com o meu Pai (por acaso foi a um Sábado, mas também estava uma tarde soalheira):

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Honestamente, nem era conversa que se tivesse na altura, apesar do FCP ter acabado com a pista de atletismo nos anos 80 quando rebaixou o relvado e aumentou a lotação das Antas.

Não é que quisesse hoje em dia ter um estádio com pista, mas pena mesmo foi que com todos os terrenos que tínhamos na mão (muitos cedidos pela CML com vista à prática desportiva), se não tivesse conseguido fazer alguma coisa como o Borussia de Dortmund tem:

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Eu para ter isso preferia um mini estádio para jogarem os miúdos e elas.

Esse Verão traz-me nostalgia sem fim. Aliás, todo esse ano de 2001, culminado já em 2002, com o Sporting Campeão.

Era o início da minha adolescência. Completei 13 anos.

Lembro-me de que passei a pré-época na Praia de Mira, que é relativamente perto de minha casa, mas o meu pai cometia a extravagância de alugar lá um apartamento para sair da rotina. Era um dos nossos poucos luxos da época. Sem internet ainda em casa, o acesso à informação era o pasquim que o meu pai comprava diariamente, durante esses dias de praia. Pelo meio, comprava-me uma Sopa de Letras, que era o meu tablet. Acho que o Niculae já estava cá, quando a pré-época começou. Tenho ideia de que os resultados nem estavam a ser maus. O Jardel, que chegou a estar certo no panelas, também chegou a tirar uma foto com o cachecol do Porto no Sá Carneiro. Mas não assinou por nenhum.

Começa a época e ganhamos aos fruteiros, num dia em que já não estava na Praia de Mira, mas vim de lá com a minha tia, porque na altura ainda me dava com ela, ela vinha do Norte passar cá uns dias no Verão, e ela levava-me sempre para passar os dias com os meus primos na praia.

Eram Verões em que não se fazia nada mais do que ‘vadiar’ de bicicleta com amigos, ou mesmo sozinho. Comer porcarias. Ver toda a merda que dava na TV e, na adolescência, é mesmo tudo. Desde os desenhos animados, até aos filmes mais marotos que davam às tantas da manhã, e um gajo gravava no VHS para ver quando os pais iam trabalhar, e nós ficávamos o dia inteiro com a casa por nossa conta.

Depois, não tinha ainda internet em casa, mas tinha uma pequena biblioteca perto, onde ia para a internet ler notícias sobre o Sporting, jogar coisas, falar com babes, e sacar músicas e filmes da net, quando a velocidade nos fazia estar lá o dia inteiro para que o download acabasse sem que a responsável notasse.

A época desenrola-se, e temos uma série de maus resultados, depois da vitória sobre a tripeirada. Até que, no último dia de mercado, o Jardel assina pelo… Sporting! E um campeonato que estava perdido ficou imediatamente ganho, mesmo depois de empatar com o Leiria do Mourinho, com um golão descomunal do Silas. Estávamos tão certos que o Jardel vinha para ganhar o campeonato, que nem nos apercebemos bem da gravidade que era que dois aviões comerciais mandassem duas torres abaixo na baixa de Manhattan.

E começa o festival de goleadas, salvo erro, no Salgueiral, ou no Paços de Ferreira. Sempre, sempre, sempre a galgar! Tanto faziam piadas com o nosso Natal que, salvo erro, foi imediatamente antes do Natal que subimos a primeiros, para nunca mais de lá sair, e só terminarmos na Praça Sony e na CML (na altura o Marquês ainda era só uma sítio para onde os adeptos iam festejar, e o Iordanov ia pendurar cachecóis). Mas, ainda nesse Natal, recebi o primeiro telemóvel, no qual desperdiçava mais de metade do saldo nos alertas da antiga TMN no serviço de alertas dos golos do Sporting. Pagava-se 10 cêntimos+IVA por cada notificação. Ora, só o Jardel comeu-me um dinheirão. Mais o JVP. Mais o Niculae. Mais o Pedro Barbosa. Mais o Quaresma. Mais o Viana. Mais o início e fim do jogo. Mais as mensagens que mandava aos rabolhitos da escola a ■■■■■-lhes a cabeça… Sobrava muito mês ao fim do saldo Pako, que o meu pai só carregava uma vez por mês, com 10€.

Vinha aí um longo jejum, que termina comigo, já trintão, no meio de uma pandemia e de um nervosismo enorme, a gritar, a apitar, e a chorar sozinho, no meio do carro, no meio de nenhures. Mas a inocência, a simplicidade, a humildade, e a ignorância do que aí vinha, faziam de mim um puto extremamente feliz naquele início de milénio…

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Serviria para ambas as funções, e para a equipa B/rugby.

Doutor é um chique! Sou meia dúzia de anos mais velho, e só tive telemóvel em Março desse ano. Já deu para combinar ir à Praça Sony ver o jogo com o Beira-Mar, e os festejos com os Delfins a cantar.

Para quem o viu jogar… está sempre no top 3 dos melhores centrais do Sporting CP

Classe Pura!!!

2,5 anos de Sporting:

  • 2 campeonatos;
  • 1 TP;
  • 1 supertaça
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Um dos melhores centrais que o Sporting teve. A bola nos livres dele iam teleguiados! Se não me engano ele marcou um livre assim ao Real madrid.

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marcou 2.

um no jogo de apresentação de 2000/2001 e outro na 1ª jornada da champions do mm ano.

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Afinal eu estava certo, a primeira jornada foi em Alvalade com o Real Madrid. De notar que o Sporting chegou a estar a ganhar por 2 - 0, O Real só marcou um golo de livre que foi um missil do Roberto Carlos porque o segundo deles foi autogolo do Rui Jorge. Ficou 2 - 2. O livre do André Cruz a partir de 1 minuto e 40 segundos:

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Privilegiados!!!

O meu primeiro telemóvel - um Motorola da rede Telecel com tampa e com antena escamoteável do tipo dos rádios de pilhas - só o tive já com uns 30 anos e andei a juntar uns cupões publicados no Diário de Notícias (acho que uns 30, já não me recordo bem) e, quando os juntei, enviei-os para o jornal e fui levantá-lo à estação dos CTT de S. Pedro do Estoril contra o pagamento de PTE 1.000$00.

Acho que ainda o devo ter no meio da muita tralha que tenho guardada na arrecadação.

Como cantava o António Mourão num dos seus fados:

Ó tempo, volta pra trás,
Traz-me aquilo qu’eu perdi!
Tem pena e traz-me a vida,
A vida qu’eu não vivi.

(…)

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Acho que eram do jornal a A Capital, tambem os juntei, mas depois acabei por comprar um Vitamina da Vodafone Nokia 1610 - 50 contos se nao estou em erro (250€ para quem nao sabe:) )

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Menino…
O meu primeiro era um daqueles com a mini cabine telefónica portátil, vulgo bateria de uns quilos.
Como os vendia, tinha que usar um… :joy:

.

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Era um Vitamina, era :grinning_face_with_smiling_eyes:

Se calhar a Capital também fez essa campanha, na altura os telemóveis eram novidade, deves-te lembrar que os “telemóveis” que existiam até aquela altura eram uns tijolos do caraças, que ficavam tipo uma mala com o carregador e custavam uma fortuna para a maior parte dos mortais.

O meu chefe, na altura, tinha um que custou a módica quantia de PTE 600.000$00 (3.000,00€), quando a maior parte dos comuns mortais nos quais em me incluía (e incluo) tínhamos um salário de uns PTE 100.000$00 (500,00€).

Foram essas campanhas que começaram a entusiasmar as pessoas e a democratizar o telemóvel entre a população portuguesa.

Eu lembro-me bem que o meu foi na campanha do DN pois o chefe já antes mencionado recebia-os todos os dias e eu pedia-lhos depois de ele os ler e recortava os cupões e colava numa caderneta que o DN tinha publicado.

Na altura, ainda só existiam duas operadoras: a PT (hoje MEO - indicativo 96) e a Telecel (hoje Vodafone - indicativo 91), a Optimus (hoje NOS - indicativo 93) só veio uns anos mais tarde e só podíamos fazer chamadas dentro da nossa rede, se fizéssemos para outras redes era muito mais caro.

Outros tempos…