Noite de Festa mas cada vez mais perigosa

A noite da passagem de ano está cada vez mais perigosa , cada vez há mais há excessos no mau sentido , alem das rixas em discotecas , junta-se agora tiros disparados para o ar e não só como se vê na notícia seguinte:

[b]Lisboa: Na noite de Passagem de Ano

Bala perdida mata menina de nove anos

Sara, uma menina de nove anos, foi morta quando brincava com os primos e a irmã, na noite de Passagem de Ano na Quinta do Lavrado, antiga Curraleira, em Lisboa.[/b]

Atingida na cabeça por uma bala perdida, segundo a versão oficial, Sara foi transportada por familiares para o Hospital Dona Estefânia.

O seu estado de saúde era considerado de “grande gravidade” e, como tal, foi transferida pelo INEM para o Hospital de Santa Maria, onde entrou às 00h12 e faleceu às 03h30 de ontem.

Tinha uma bala alojada no cérebro. “Quando chegou ao Santa Maria perdera já muito sangue nas voltas que deu pela cidade”, sublinhou ao CM uma fonte hospitalar, lamentando que os familiares da menina tenham optado por a transportar ao hospital em vez de chamarem o INEM através do 112.

Sara morava no bairro dos Olivais, na rua do Dondo, com a mãe, Maria Emília Santos, e dois irmãos mais velhos.

A família encontrava-se reunida na Quinta do Lavrado, onde residem tios e sobrinhos da menina – que exploram um café no bairro – para festejar a entrada no ano novo.

Os mais novos brincavam na rua quando, sem que nada o fizesse prever, Sara cai no chão.

“Virei-me para trás e vi-a no chão”, contou ao CM a irmã da menina, garantido não ter ouvido nenhum disparo. Mais, garante também não ter visto armas, nem na mão de alguém nem no chão.

Sara foi atingida com uma bala calibre .22 vinda, segundo os familiares, não se sabe de onde. “Uma bala perdida”, sublinha ao CM uma fonte policial, acrescentando que nos testemunhos recolhidos há quem fale numa carabina que estaria a ser preparada para ser disparada na entrada do novo ano. “Uma tradição muito usada nestes bairros sociais”, refere a mesma fonte, adiantando que os testemunhos dão conta de que essa e outras armas podem ter sido manejadas por menores, possibilidade que a irmã de Sara repudia.

Confortada por familiares na casa onde mora, a mãe da menina lembra ao CM que “ela estava a brincar com os primos quando aconteceu…” Visivelmente perturbada, Maria Emília Santos recusa prestar mais esclarecimentos.

Maria Emília mora há algum tempo no bairro dos Olivais, mas não mantém contacto com os vizinhos, que evitam até falar dela e dos seus. A menina passaria mais tempo na antiga Curraleira, onde é conhecida, mas todos recusaram falar sobre o sucedido.

MAIS DE 30 FERIDOS POR DESACATOS

Durante a madrugada de ontem deram entrada no Hospital de São José mais de 30 pessoas, a maioria do sexo masculino, para receber tratamento hospitalar devido a lesões provocadas por desacatos e rixas ocorridas em vários bares e discotecas da capital.

Segundo fonte policial, as agressões – desde maxilares partidos a hematomas no rosto – resultaram do excesso de álcool consumido na festa de Fim-de-Ano. A maior parte dos pacientes celebrava o réveillon no Parque das Nações e nos estabelecimentos nocturnos da Av. 24 de Julho.

Uma mulher com cerca de 50 anos foi também assistida no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, depois de ter sido violentamente agredida pelo marido. A agressão deu-se pouco depois da meia noite, desconhecendo-se qual a razão que motivou a violência.

A mulher, residente na zona de Caxias, recebeu tratamento hospitalar a vários hematomas no rosto e num dos braços, tendo horas depois regressado à casa que partilha com o homem que lhe bateu.

JOVEM MORRE EM GAIA EM FESTEJOS COM TIROS PARA O AR

A tradição local de disparar tiros para o ar na noite de Passagem de Ano custou a vida a um jovem no bairro da Praceta Futebol Clube Perosinho, em Gaia, abatido com um tiro de shotgun na cabeça, passavam cinco minutos da meia-noite.

Ricardo Filipe da Cunha, de 23 anos, solteiro, desempregado, que estava na companhia da namorada, Filipa, residente em Espinho, iria passar a noite a casa de uns amigos e segundo a mãe, Maria do Carmo, “teve curiosidade em assistir a uma tradição aqui do bairro, que é festejar a Passagem de Ano aos tiros para o ar. Esta não foi a primeira vez”.

“É uma tradição trazida pelos do bairro do Balteiro, quando há meia dúzia de anos vieram morar para aqui”, segundo um vizinho que solicitou anonimato.

A versão de um eventual disparo acidental é avançada em surdina pelos moradores do bairro social e há mesmo quem comente que terá sido o membro de uma das famílias vindas do Balteiro o autor dos disparos.

Mas o medo não ajuda a esclarecer o caso. Quem fala abertamente tenta ilibar suspeitos. César Machado, um dos vizinhos, afirmava que “a arma encontrava-se pousada num banco de jardim, tendo disparado sozinha por acidente”. Uma versão que não convence a PJ. Foram ouvidas várias pessoas, entre elas a namorada da vítima.

A Câmara de Gaia vai despejar todos aqueles que tenham armas ilegais em casa ou que festejem o Fim-de-Ano com tiros para o ar. A mesma sorte terão os responsáveis pela morte do jovem do bairro social em Perosinho.

Segundo o vice-presidente da autarquia, Marco António Costa, foi pedida “urgência” junto da PJ para investigar “um típico caso de polícia”.

Segundo o vice de Luís Filipe Menezes, “a PJ faz o seu trabalho mas a nós, autarquia, cabe assegurar o bom comportamento social e cívico dos inquilinos” e por isso “não podemos aceitar que alguém tenha armamento dentro de casas sociais camarárias ou revele tais comportamentos anti-sociais”.

Para o autarca, “isto não é o faroeste”. Logo de manhã a Gaia Social foi ao local, disponibilizou um psicólogo para dar apoio à família e vai ajudar o funeral.

ATINGIDOS NO PEITO À JANELA DO QUARTO

Feliciano Tavares falava ao telemóvel, junto à janela fechada do seu quarto, no bairro do Armador, em Chelas, quando foi baleado junto ao coração. Disparada por não se sabe quem, a bala calibre 6.35mm atravessou o vidro, entrou e saiu-lhe do corpo. Feliciano, de 45 anos, ainda conseguiu avisar os familiares que com ele se preparavam para festejar a Passagem de Ano em casa da mãe, onde reside desde que se separou da mulher, de quem tem três filhos.

Transportado ao Hospital de Santa Maria, onde deu entrada às 00h42, Feliciano foi operado de urgência e, segundo a família, está livre de perigo.

Pedreiro de profissão, o homem “não se mete com ninguém. Sai do trabalho e vem para casa”, diz ao CM uma irmã, garantindo que não lhe são conhecidos inimigos. “Mas que isto foi de propósito…”, Paulo Tavares, irmão da vítima, acha que quem disparou quis acertar. O tiro, segundo a marca do vidro, foi disparado de frente, pelo que o atirador das duas uma: ou subiu a uma árvore situada junto à janela ou subiu a uma plataforma que existe na rua, a avenida Virgílio Ferreira, onde se realizaram várias festas. “No meio da confusão que havia na rua ninguém deu por nada”, acrescenta Paulo Tavares. Para a PSP, Feliciano foi atingido por uma bala perdida; por um dos muitos disparos que são feitos na noite de passagem de ano e não só. “É normal uma situação destas num bairro daqueles”, referiu um agente ao CM. A bala foi apreendida e o caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária.

NOTAS

FERIDO EM DISCOTECA

Um homem, com cerca de 30 anos, ficou ferido com gravidade quando festejava a Passagem de Ano na discoteca Lontra, na rua de S. Bento, em Lisboa.

FACA TOCOU NO CORAÇÃO

Segundo fonte policial, o indivíduo foi ferido em desacatos na discoteca. “Foi esfaqueado no tórax. A arma tocou o coração”, frisou a mesma fonte.

RESIDENTE EM RIO DE MOURO

O indivíduo, residente na Tapada das Mercês, em Rio de Mouro, Sintra, foi transportado ao Hospital de Santa Maria onde ficou internado.
Sofia Rêgo / Joaquim Gomes

http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=271945&idCanal=9&currPos=20

Até na minha zona contaram-me que proliferou o lançamento de foguetes nunca visto em anos anteriores.
Parece que todos os selvagens se mostram nessa noite. :cartao:
Prejudicando quem quer festejar no bom sentido , aonde isto vai parar ?
A proibição de fumar ao pé disto é brincadeira de crianças , é preciso é aumentar as rusgas para apanhar as armas que andam por aí em más mãos.
Isto a descambar para outro lado e o tema do dia é a proibição de fumar. ^-^
Uma conclusão se pode tomar esta sociedade cada vez está mais violenta. :twisted:

Vi isso hoje no telejornal, fez-me muita impressão.

É por essas e por outras que cada vez ligo menos à passagem de ano, para mim é mais um dia como tantos outros.

Bem, isto passou-se na Curraleira, pelo que convém evitar generalizações.

Uma coisa sempre digo: dei uma volta pela zona dos bares do Parque das Nações após o “show” dos GF, e quase só se via xungaria. De fugir.