Por acaso, há dias estive reunido com um colega meu que é um “maluco”, tem 3 ou 4 empresas registadas em nome dele e está sempre à procura de mais. Teve, durante cerca de 1 ano e meio, uma empresa a fazer marketing e gestão de redes sociais. Na altura, falou com a minha colega de banda nos casamentos, se ela estava interessada em fazer isso… como ele falou directamente para ela, não me meti na coisa… porque, da forma como ele falou, era muito dar apoio ao que ele já fazia. O problema actual é a necessidade de “formações”, experiência na área (como é óbvio). No meu caso, penso que me adapto bem e sou de fácil aprendizagem, mas dificilmente consegues concorrer a uma qualquer vaga de trabalho com a hipótese de ires aprendendo e desenvolvendo as tuas competências na área sem uma formação ou experiência anterior na área.
Como consultor, tive um ano cheio de trabalho (só que, apesar do que disseram aí em cima, ou andas sempre com rendimento, negócio, etc… ou o facto de trabalhares como independente leva-te os ganhos em pouco tempo, caso não produzas nos meses seguintes, e é isso que estou a sentir agora).
Na agência, disseram que não me queriam perder, que eu era uma pessoa com competências excelentes e que há até vários consultores com muito menos formação e habilitação. Certo. A verdade é que muitos desses vão fazendo negócio e a mim falta-me a “arrogância” de, por vezes, fazer as coisas em proveito próprio. Não funciono assim. Lixo-me, sou eu que ando a desesperar porque não tenho rendimento, mas é um princípio do qual não abdico.
A mudança é sempre difícil, mas é mais ingrato quando caímos no marasmo e estamos em algo em que não estamos satisfeitos. O meu maior mal, é que sempre tive projectos paralelos que são excelentes extras financeiros, mas que não chegam para subsistência.
No teu caso, volto a deixar o conselho. Percebe se o defeito é da empresa, ou é teu. Se produzes demasiadamente rápido para aquilo que a empresa te pede e se há empresas no teu sector que têm um nível de exigência adequado ao que pretendes.
No entanto, lembra-te também que há momentos em que estamos ultra-produtivos e outros em que a vida nos atira mais para trás, seja por problemas familiares, saúde, cansaço ou outro e até é bom ter essa “folga”. Porque o ritmo frenético de produzir constantemente também cria um problema.