[b]Positivo e negativo
DIA 2 DO PLAYOFF DA MLB
POSITIVOS
Evan Longoria[/b]
Grande parte dos jogadores aos 22 anos ainda persegue o sonho de chegar à Major League. Outra percentagem, mais pequena, quer ir ao playoff. Depois há Evan Longoria. A cinco dias de completar 23 anos, o terceiro base confirmou por que tem um contrato milionário que entrou para a história dos Rays (contrato mais longo) e por que tem sido um dos jogadores mais importantes durante a época. Nas duas primeiras vezes que foi chamado a bater, saiu do campo ovacionado por ter conseguido um home run. Também é assim que se constroem equipas do zero, com a ajuda de jovens que prometem ser dos melhores que o jogo já teve, especialmente com apenas 22 (ou 23) anos.
Shane Victorino
Na altura, os Phillies até já nem estavam a perder. Disputava-se o segundo inning e o resultado no marcador era um empate a um contra os Brewers. Pedro Feliz, Brett Myers e Jimmy Rollins enchiam as bases e dois jogadores já tinham sido eliminados. Victorino foi chamado a bater e lançou o público para o êxtase total. Grand Slam home run (o segundo da carreira em playoff) e resultado em 5-1 para Philadelphia. Ficou também para a história por ser o primeiro jogador a conseguir um home run, dois duplos (jogada em que depois de bater a bola consegue atingir a segunda base), e duas bases roubadas num jogo de playoff.
Joe Torre
A despedida como técnico dos Yankees gerou alguma divisão entre os adeptos. Afinal de contas, já tinha conquistado quatro World Series com a histórica equipa de Nova Iorque. Decidiu rumar à Califórnia e mudar da Liga Americana para a Liga Nacional, onde já tinha estado com os Mets, Cardinals e Braves. Sem ter tido um começo de época brilhante, conseguiu reunir uma boa equipa e, no final de Julho, quando contratou Manny Ramírez, sabia que o grupo estava destinado para grandes feitos. Conseguiu recuperar a desvantagem para os Arizona Diamondbacks, vencer a divisão Oeste e, no playoff, vencer os dois primeiros jogos na estrada com os Cubs. Já venceu por duas vezes o título de treinador da Liga Americana para o ano e, neste momento, é um dos maiores candidatos a fazer o mesmo na Liga Nacional.
[b]NEGATIVOS
CC Sabathia[/b]
Os grandes jogadores são reconhecidos não só pelas grandes coisas que são capazes de fazer, mas também pela regularidade com que o fazem. Sabathia tem pecado neste segundo aspecto e, para azar das equipas onde está, os maus momentos surgem no playoff. Na temporada passada, depois de ter alcançado 20 vitórias na temporada regular com os Indians e uma sobre os Yankees na primeira ronda do playoff, desiludiu nos dois jogos com os Red Sox, perdendo ambos e cedendo um total de 12 runs em 10.1 innings jogados. Este ano, teve o condão de guiar os Brewers ao playoff (11-2 na temporada regular), mas baqueou novamente no playoff. A não ser que os Brewers consigam passar, pode muito bem ter sido o último jogo da época.
Carlos Zambrano
Nervoso, pressionado e descontrolado. Os três adjectivos encaixam praticamente na perfeição ao jogo que Carlos Zambrano fez ontem pelos Cubs. É verdade que os companheiros não ajudaram e cometeram vários erros, mas a cada grande plano de Zambrano, notava-se que não estava num dia normal. Intolerante aos erros dos colegas de equipa, também não conseguiu evitar os próprios. Tendo terminado a época regular em excelente forma, tendo mesmo conseguido um jogo sem permitir hits, não esperava que na estreia no playoff desta época, permitisse que os Dodgers tivessem tantas facilidades para entrar em contacto com a bola.
Jim Thome
Um mérito ninguém lhe tira. Colocou os Chicago White Sox no playoff com o home run que decidiu a partida de desempate com os Minnesota Twins para conquistar a divisão Central da Liga Americana. Ontem, contra os Tampa Bay Rays, desempenhou a função de batedor designado. Por outras palavras, é um jogador que não defende, mas que entra em acção quando a equipa vai atacar, porque o treinador entende que poderá dar oportunidades valiosas à equipa para marcar. No último jogo, isso não foi mais que um engano. É verdade que nesta fase os lançadores sabem os tiques e vícios dos batedores melhor que ninguém, está tudo estudado ao pormenor, mas Thome foi eliminado das quatro vezes que bateu. Nas quatro, conseguiu bater a bola, mas a defesa dos Rays impediu que esta tocasse no chão. Mérito também para James Shields (3 em 4) e JP Howell (1 em 4), que foram os responsáveis pelos lançamentos.