Liga NOS 2017-18 [25ªJ] Porto 2-1 Sporting CP [02/03 | 20:30]

Exatamente em que parte do mercado de Inverno é que o Jesus não teve culpa?! Quem dispensou Iuri?! Quem nao repescou Matheus?! Andamos a jogar com o Ruiz pk?! Quem trouxe o flop do Rio Ave? O Wendel nao tem lugar neste meio campo?! Chega! Pelo que custa, há imensos treinadores mais bem preparados e muito provavelmente mais agradecidos a uma massa associativa que SEMPRE o apoiou…frustração atras de frustração.

Para quem não tem paciência para ler as últimas páginas do tópico eu deixo aqui o resumo:

"A época está perdida, gastamos milhões para nada. O Benfica E o Porto comandam o futebol nacional e encomendam resultados, no entanto falhamos sempre nos momentos decisivos (??) E o Jesus tem de ir para a rua porque não conseguiu evitar que o Gelson levasse o vermelho contra o Moreirense. "

Não, isso não, já tive o trabalho de transcrever, não me peçam agora para traduzir.

Eu desde o início da época que disse…ou vai ou racha. Ou é campeão ou tem de ir à sua vida.

Mesmo que ele consiga ultrapassar o Porto nas meias finais da Taça e vença a Taça e chegue às meias finais ou quartos da Liga Europa…não tem condições para continuar.

Só admitia a sua continuidade se: ficasse em 2nd, vencesse a Taça e/ou a Liga Europa.

De resto, para mim, claro está que não terá condições para continuar se o cenário for diferente do mais optimista ir tracei.

3 época à frente do clube; houve investimento; as mesmas teimosias de sempre; insistiu com os mesmos jogadores até eles estarem rebentados; Como já disseram aí é bem, começamos a perder o jogo com o Porto quando ele não quis descansar alguns jogadores que tinham que descansar (Bas Dost, Bruno Fernandes, por exemplo).

Este ano não há desculpas. Um treinador que tem um ordenado principesco tem de conseguir muito mais.

De realçar que quase toda a gente disse que o Slimani não podia vir porque não tinha lugar no plantel.

Quando eu disse que íamos precisar de alternativas a Bas Dost porque as lesões e os castigos são inevitáveis, ficaram todos apáticos, sem perceber bem o que isto queria dizer como os autistas a quem se tenta explicar uma coisa importante e, para nosso desespero, ficam a olhar para os movimentos da nossa boca alheios à mensagem.

Perdemos o campeonato no mercado de inverno, na má gestão física do plantel e em algumas apostas que não correram bem desde o início do campeonato.
No fim jogamos o jogo do título a depender dum miúdo…

Para o ano há mais.

:arrow:

Em poucas palavras disseste tudo. Tudo o que referiste são afirmações totalmente verdadeiras que afastaram o Sporting da luta pelo título.

E de quem é a culpa?

Que put* de desilusao… mais um ano sem ser campeao e temos o plantel para ganha-lo.

O culpado? So pode ser o JJ. É so ver a gestao do plantel: escolhas ridiculas (ex: Petrovic na semana passada), pouca rotaçao: Gelson e Bas Dost ja foram para o estaleiro a custa da sobrecarga, Acuña de rastos, Doumbia sem confiança…

Fio de jogo : 0

Para quem ganha tanto. Nao havera melhor ?

É o fim da linha do JJ.

SL

Penso que este campeonato está a ser um pouco atípico. Não é normal haver uma tão pequena perda de pontos por parte dos 3 grandes.
Assim, uma equipa que perca pontos em 2-3jogos seguidos está praticamente fora da luta pelo título.
Apesar de muitos pedirem a saída do JJ, eu manteria a aposta. Mudar de treinador ano após ano não tem sido a solução.
Trabalho de casa vai ser preciso, jogadores explosivos: raphinha, matheus Pereira.
Vender alguns: Battaglia, Ristovski, Doumbia…
Acredito que com um pouco mais de trabalho podemos ser campeões.

Os pontos" estão a ficar caros"

Desiludido, apetecia-me dizer tanta coisa mas mais vale estar calado, agora é confiar em BdC para resolver a situação que ele próprio criou.

Esperar pelo fim do campeonato e ver o que aí vêm.

100% de acordo

Enviado do meu iPad usando o Tapatalk

SOCORRISTAS EXPULSOS EM CONFUSÃO COM COENTRÃO: SAIBA O QUE DIZ O REGULAMENTO Tudo aconteceu ao minuto 60 do FC Porto-Sporting

Aos 60 minutos do FC Porto-Sporting (2-1), Coentrão protagonizou um incidente com dois maqueiros e estes acabaram expulsos por indicação de Artur Soares Dias, após comunicação do vídeo-árbitro. O defesa dos leões pretendia apressar o lançamento lateral, mas um dos socorristas em causa escondeu a bola, levando Fábio Coentrão a reagir e a empurrá-lo. A confusão instalou-se e os elementos de cada uma das equipas travaram-se de razões, mas só maqueiros acabaram castigados com expulsão. Raul José pediu inclusive a sua identificação aos agentes da autoridade presentes.

‘A posteriori’, porém, Coentrão também poderá ser punido. Se o empurrão for enquadrado no artigo 166º do Regulamento Disciplinar da Liga, o defesa escapa com uma sanção de repreensão. Agora, se a atitude sobre o socorrista (que é considerado agente desportivo) for definida como agressão (art. 145), Coentrão pode ser suspenso – dependendo da gravidade – e pagar uma multa que pode chegar a 25.550 euros.

O maqueiro, se o incidente for considerado infração leve, pode ser sancionado. Como defende o regulamento, se estes “interferirem por qualquer forma” podem ser punidos com uma repreensão e, acessoriamente, com multa.

Venho aqui deixar uma ameaça, ou apostamos mais nos da Academia, ou deito-me abaixo de sócio.

FC Porto 2-1 Sporting CP: Adeus verde e branco ao título Por Diogo Janeiro Oliveira - 03/03/2018

O Sporting CP perdeu no Estádio do Dragão e disse adeus à luta pelo título nacional. Pela segunda época consecutiva, os leões ficam fora da luta pelo título bem antes do final da prova.

Num clássico onde os verde e brancos tinham obrigatoriamente de ganhar para chegar perto dos líderes, Jorge Jesus optou por Ristovski, Bryan Ruiz e Doumbia nos lugares dos habituais titulares Piccini, Gelson Martins e Bas Dost (o italiano também fez uma falta enorme nesta partida), que estavam impedidos de alinhar. Já Sérgio Conceição praticamente repetiu o onze que havia goleado o Portimonense. A única troca foi a saída do lesionado Soares, rendido pelo regressado Gonçalo Paciência.

Os dragões entraram melhores na partida, com Marega a destruir os adversários no confronto direto. Fábio Coentrão, Coates e Mathieu perderam sempre os duelos com o maliano. Valia ao Sporting que Marega não estava forte na última decisão. O maior exemplo disso ocorreu aos doze minutos, quando, na sobra de um canto, Marega cabeceou duas vezes à boca da baliza. Primeiro atirou ao poste, e depois foi Bryan Ruiz a negar o golo em cima da linha.

Passou o primeiro sufoco e os leões reequilibraram-se na partida, sempre sob a batuta de Bruno Fernandes. Tivesse o Sporting três Brunos Fernandes no meio campo ofensivo e teria ganho este jogo facilmente. Contudo, como infelizmente não é assim, os leões disseram hoje adeus ao título. Depois de Bruno Fernandes e Doumbia obrigarem Casillas a trabalhar, Marega teve outro falhanço escandaloso, depois de um lance em que surgiu solto na área pelo flanco direito. Perto da meia hora, Marcano inaugurou o marcador. Após mais um canto, Herrera ganhou a bola no lado direito e, com demasiado espaço livre, cruzou para a cabeça de Iván Marcano, que estava solto e cabeceou de forma certeira.

À beira do intervalo, Doumbia lesionou-se e Jesus lançou Rafael Leão em campo. No primeiro toque na bola, o jovem de dezoito anos faturou. Bryan Ruiz fez um passe com muita classe e Rafael Leão fugiu aos centrais e fez o empate, no primeiro toque na bola, no seu primeiro clássico. Leão é mesmo craque!

O empate à beira do intervalo antevia uma segunda parte positiva para o Sporting, mas começou logo mal. Ainda antes de se completarem cinco minutos no segundo tempo, Brahimi adiantou novamente os dragões. Mais uma vez, num lance fabricado pelo lado direito. Gonçalo Paciência derivou para a direita e cruzou atrasado para Brahimi. Ristovski não marcou o argelino nem conseguiu cortar o passe, e Brahimi teve tempo e espaço para tudo, perante Rui Patrício. Os leões até reagiram bem, com Bryan Ruiz a cabecear ao poste, após canto batido por Bruno Fernandes. O costarriquenho deve ter feito hoje o seu melhor jogo da última época e meia, esteve de facto muito bem.

A vinte minutos do fim, Conceição trocou Otávio por Corona, continuando a dar pendor ofensivo à equipa. Jesus também arriscou, com a entrada de Rúben Ribeiro para o lugar de Ristovski, com Battaglia a derivar para lateral direito. Aboubakar também entrou para o lugar de Gonçalo Paciência.

Até ao fim, Rafael Leão e Montero ainda tiveram duas oportunidades claríssimas de golo, mas desperdiçaram. O jovem português rematou por cima quando estava sozinho, enquanto Montero permitiu a defesa de Casillas. Pelo meio, Marega também teve uma ótima oportunidade, com um chapéu a Rui Patrício. Valeu Battaglia a salvar em cima da linha. O maliano saiu lesionado após esse lance.

O FC Porto ganhou um alento importantíssimo rumo ao título, tendo agora oito pontos de vantagem para o Sporting e podendo manter os cinco sobre o Benfica. Já os leões tentarão agora concentrar-se em chegar ao segundo lugar, que pode dar apuramento para as pré-eliminatórias da Liga dos Campeões, e em fazer boa figura na Liga Europa. Bruno Fernandes e Acuña viram cartões amarelos, que os impedirão de jogar em Chaves para a semana. Além da lesão de Bas Dost, será que Jorge Jesus também não tem culpa na péssima gestão que fez dos cartões? Além destes dois, também Gelson Martins e Coates estão “à bica”, quando se aproximam jogos frente a Chaves, Rio Ave e SC Braga.

🔎Porto 2 1 Sporting

:pushpin:Adeus Título! Olá Liga Europa!

:scroll:Intervalo fez mal ao Sporting num Jogo Definido por Detalhes com uma Exibição Monstruosa de William Carvalho

Oito pontos para Porto e possivelmente três para o Benfica. Título de parte e único objetivo na Liga é tentar o segundo lugar que dá acesso ao play off da Champions…

Jogo definido por detalhes com um resultado injusto e um Sporting superior ao Porto em alguns momentos do jogo. Mas nos detalhes o Porto foi superior. Quais detalhes? Finalizacão, bolas paradas, agressividade e marcar primeiro. Quem marcasse primeiro neste jogo estaria em melhores condições para o vencer. Nas oportunidades de golo o Sporting teve algumas flagrantes e nas bolas paradas o Porto foi muito competente defensivamente e muito perigoso ofensivamente. Na agressividade o Porto cometeu quase o dobro das faltas do Sporting. As transições do Sporting foram muitas vezes travadas pelo meio campo Portista. Nós não fizemos o mesmo. Detalhes que são fundamentais neste tipo de jogos…

Primeira parte com entrada personalizada do Sporting. Porto equilibrou e foi sempre perigoso nas transições sobretudo por Marega (que foi sempre decidindo mal) no lado direito criando algumas dificuldades a Coentrão devido à velocidade que o Avançado empregou no jogo. Porto em dois cantos tem as melhores oportunidades da primeira parte e marca um golo contra a corrente do jogo. Sporting reage e chega com justiça ao empate ao intervalo…

Quando se espera que o Sporting entre a dominar na segunda parte acontece o oposto com uma entrada a dormir e alguma passividade defensiva que define o resultado. Mais uma vez tivemos que ir à procura do resultado e mais uma vez fomos infelizes na finalizacão. Chegamos a ter o domínio total do jogo mas não conseguimos fazer melhor no último terço do campo. Porto geriu melhor as ausências por lesão. Sporting teve mais dificuldades em se impor na frente de ataque devido à ausência de Bas e Gelson. Hoje a equipa não esteve bem organizada defensivamente e demonstrou Muita passividade e dificuldades no posicionamento.

Jorge Jesus tem de dar tudo na Liga Europa e Taça de Portugal e tentar chegar ao segundo lugar para tentar diminuir as dúvidas da sua permanência na próxima temporada.

Sporting Tático

O melhor jogo que fazemos contra um rival este ano, perdemos. Estou a ver que é preferível não jogar um c****** o jogo todo e no fim ganhar.

Desde o início da época que este Sporting não convence. Inicialmente teve aquele bom jogo frente ao Guimarães, mas aparentemente foi fogo de vista. Não me lembro em épocas anteriores de estar a ver jogos completamente frustrado por não existir fio de jogo. A única coisa que estes jogadores estão automatizados a fazer é ir à lateral e cruzar. A verdade é que em 3 anos o futebol é bom, razoável, e muito mau (ou à italiana).

Passo em frente, passo em falso O FC Porto acelerou no clássico rumo ao título nacional, deixando um dos rivais praticamente KO. Boa resposta do Sporting esbarrou na finalização.

O FC Porto superou o teste dos campeões e poderá ter reduzido a discussão do título a dois candidatos, ficando agora à espera do que o Benfica tem para mostrar. O clássico do Estádio do Dragão, que nesta sexta-feira abriu a 25.ª jornada da Liga, pode até ter sido dominado pelas ausências de inúmeros cabeças de cartaz, mas não desiludiu em matéria de entrega, paixão e até de espectáculo, com o Sporting a cair de pé (2-1), discutindo até ao último suspiro uma sorte melhor.

A uma vitória das 300 na Liga, Jorge Jesus acreditava que podia encontrar o pote de ouro no fim do arco-íris, mesmo sem Bas Dost e Gelson. Mas ao entrar no campo da mitologia e do folclore irlandês, na esperança de encontrar o caminho para o sonho, Jesus despertou o “dragão”, cuja chama levou Sérgio Conceição a igualar as marcas de Bobby Robson e José Mourinho, com 34 jogos sem perder para as competições domésticas.

Conforme esperado, coube ao FC Porto pegar na batuta. O Sporting assumia o papel que parecia estar-lhe reservado. O jogo abria o processo de intenções, com Gonçalo Paciência a personificar o elemento surpresa que as inúmeras baixas potenciaram.

Os candidatos mediam-se à distância e só à entrada do primeiro quarto de hora houve acção a valer, com Marega a acertar no poste e Bryan Ruiz a limpar em cima da linha a recarga do maliano.

Soares Dias decidiu bem os lances capitais

Abertas as hostilidades, ficava a ideia de que o FC Porto podia acelerar, com Brahimi a ameaçar, mas a ser desarmado no último instante por Bruno Fernandes. Mas o “leão” estava longe de consentir um monólogo e, sem aviso prévio, emudeceu o Dragão com duas investidas de Doumbia. Dalot condicionou o costa-marfinense, que procurou o penálti negado pelo VAR, enquanto Casillas negou a segunda tentativa do homem que carregava nos ombros o peso de fazer esquecer Bas Dost. O FC Porto era colocado em sentido e percebia que podia sofrer um dissabor. Valeu a falta de eficácia de Bruno Fernandes e os reflexos do guarda-redes espanhol.

O FC Porto tinha que meter a quinta velocidade e Marega dizia presente, mas falhava ainda de forma mais incrível do que Doumbia. Sem Gelson para promover os desequilíbrios, Jorge Jesus conseguia ligar o jogo interior, mantendo o suspense até à entrada em cena do bombardeiro Marcano, a impor-se no coração da área para dar vantagem ao “dragão”, em cima da meia hora de jogo.

Rui Patrício estava batido, o que obrigava o Sporting a rever as notas iniciais. Enquanto Jesus tentava decifrar o código, Gonçalo Paciência beijava as malhas laterais.

Anunciava-se árdua a tarefa do Sporting, que perto do intervalo viu aumentarem os problemas com a lesão muscular de Doumbia. O africano cedia e ameaçava deixar o ataque órfão. Mas em futebol as verdades nunca são absolutas e Rafael Leão viu na adversidade do colega uma oportunidade, conseguindo o que o Sporting ainda não lograra nos três jogos anteriores: um golo que feriu o orgulho de Casillas, mesmo à saída para os balneários.

No regresso, o FC Porto estava decidido a não dar espaço à especulação e Paciência desenrolava o mapa que revelava a mina a Brahimi: assistência do português e finalização superior do argelino (49’).

O Sporting fazia contas e sabia que os oito pontos que o separavam do líder eram uma sentença demasiado pesada. Por isso, Jesus estava disposto a arriscar, chamando Rúben Ribeiro para uma missão ainda possível. Battaglia voltava ao corredor esquerdo e Conceição colocava as fichas na profundidade com Aboubakar e Marega como dois punhais. O maliano não teve, contudo, muito tempo para desequilibrar, lesionando-se na sequência de um lance em que Battaglia evitou o 3-1 mesmo em cima da linha de golo.

O FC Porto sentia que era o momento de defender o resultado com Reyes, convidando o Sporting a investir em Montero. O timing de Jesus teria sido perfeito se, desta vez, Casillas não puxasse dos galões para evitar que Montero imitasse Rafael Leão. O FC Porto acabava a sofrer, a despejar bolas e a ver os deuses soprarem um remate fulminante de Rafael Leão, a passe de Rúben Ribeiro,. Um remate que poderia ter escrito um final menos dramático para o Sporting, que assim pode mesmo ter dado um passo em falso na luta pelo título.

Aquele jogo com o Guimaraes e com o Steua foi com Adrien em campo. Battaglia a médio defensivo e Adrien à sua frente. E Bruno Fernandes atrás de Dost. Era perfeito mesmo. Depois o Adrien saiu e o William entrou para a equipa. Notou-se que perdemos muita qualidade, pois começamos a jogar com dois 6. Tentou-se Bruno Fernandes à frente de William. Não é uma má solução, mas desgasta muito o Bruno e ele não rende tanto nessa posição. O Wendel é aquele jogador que pode trazer a “revolução”. O Misic ainda não percebi a posição que JJ prende para ele.

ANÁLISE Soares Dias decidiu bem os lances capitais

JORGE FAUSTINO

A análise dos principais lances do clássico que opôs FC Porto e Sporting, no arranque da 25.ª jornada da Liga.

17’
Doumbia caiu na área em lance com Dalot, no qual o contacto que existiu não parece condizente com a posterior queda. O toque de pernas entre Doumbia e Dalot parece ser forçado pelo marfinense. As dúvidas que o lance encerra justificam, assim, a decisão de nada sancionar.

60’
Fábio Coentrão empurrou um maqueiro na procura de apanhar a bola junto à linha lateral e, provavelmente, porque este tentou esconder a mesma retardando o recomeço de jogo. Esta acção do jogador do Sporting era merecedora de cartão amarelo por comportamento antidesportivo. A decisão de “expulsar” os maqueiros (um por esconder bola e outro por empurrar Coentrão) é correcta e está de acordo com o que determinam as Leis de Jogo.

63’
Marega caiu na área do Sporting em lance com Coates. Existe contacto de braços entre os dois jogadores, mas sem infracção de qualquer um deles. Marega caiu quando desistiu do lance. Artur Soares Dias estava muito perto e avaliou bem o lance. Sem penálti.

Avaliação global
Artur Soares Dias adoptou um critério largo, que beneficiou a velocidade do jogo. Decidiu bem os lances capitais nas áreas. Disciplinarmente, actuou de forma a proteger a integridade física dos jogadores e a ter sempre o jogo controlado. Uma excelente arbitragem.

Faixas encomendadas? Para o Sporting não, para os portistas “meia” (a crónica do FC Porto-Sporting)

Oito pontos são muitos pontos. O Sporting, derrotado (2-1) no Dragão, está arredado da luta pelo título e isso é uma certeza quase absoluta. Agora é a dois, entre FC Porto e Benfica.

30 de dezembro de 1999. A frase do Bicho, a confiante frase do capitão dos portistas, tornou-se célebre. Jorge Costa diria, no regresso aos treinos do então líder FC Porto após a curta pausa natalícia, o seguinte: “Neste momento, o Futebol Clube Porto é, em todos os aspectos, superior a todas as outras equipas nacionais. Pela minha confiança na equipa poderiam encomendar-se as faixas de campeão”. Precipitou-se. E o Sporting de Inácio sagrar-se-ia campeão.

Não haverá Sporting campeão agora. Isso é quase certo. Ou mesmo certo. Já os portistas, depois da vitória desta sexta-feira à noite no Dragão, e tendo mais oito pontos do que o rival, não podem encomendar ainda uma faixa inteira de campeão, mas “meia” já pode vir a caminho. Porquê? É que o Sporting está arredado do título, sim, mas o Benfica, vencendo este sábado o Marítimo, volta a colocar-me a “somente” cinco pontos de distância do líder. E o FC Porto ainda vai à Luz jogar.

Uma coisa é certa, e voltando ao passado e a Jorge Costa: os portistas são mesmo “superiores” esta temporada. E foram-no esta noite. Não sempre. Mas nos momentos em que precisaram de ser, foram.

No começo houve sobretudo Marega. Os ataques passavam por tentar isolar o avançado maliano e deixá-lo correr. Correr, correr e correr. E tanto desassossego causaram as correrias de Marega à defesa sportinguista. Pouco a pouco, o FC Porto foi ganhando o meio-campo e, portanto, o controlo do encontro. Por sua vez, o Sporting tinha no centro, em Bruno Fernandes, o melhor elemento, o único que demonstrava ser capaz de contrabalançar a superioridade portista. Mas estava só. Doumbia era uma nulidade na frente. E tantas vezes estragou o que Bruno em esforço, às vezes lutando contra moinhos de vendo, lhe ofereceu.

A primeira ocasião foi ao minuto 12. E que ocasião foi. Sérgio Oliveira bateu um canto à direita, ninguém desviou, ninguém cortaria também, a bola lá chegou a Marega e Marega cabeceou ao poste. Na recarga, com Patrício tombado no relvado e a baliza à mercê de um desvio subtil, o maliano viu Bryan Ruiz cortar em cima da linha de golo.

O Sporting reagiu. Cresceu. E chegava já perigosamente à grande área portista. Ao minuto 17, Doumbia é isolado por Ruiz no interior desta e, em seguida, derrubado nas costas por Diogo Dalot. Soares Dias nada assinalou. Deixou seguir. Seguiu-se um ataque do FC Porto, outro dos leões. E o árbitro, alertado pelo vídeo-árbitro, lá interrompeu o jogo volvidos dois minutos e foi à lateral consultar o monitor com a repetição do polémico derrube. Manteve a primeira decisão.

O Sporting teria, pouco depois, ao minuto 21, a sua melhor ocasião de golo. Bruno Fernandes encontra Doumbia a escapar nas costas da defesa portista, isola-o, e é Casillas, veloz a sair dos postes, a evitar o golo e conceder o canto. Ameaçou o Sporting, consumou Marcano. O minuto era o 28. A bola chegou a Herrera à direita, este ameaça que cruza rasteiro mas picaria a bola para o segundo poste. O central espanhol desviou para a baliza – Mathieu ainda tentou cortar, em vão, sobre a linha.

Ao minuto 44 Doumbia saiu, vencido por uma lesão muscular. Entrou Rafael Leão. E fez mais Leão em apenas dois minutos do que Doumbia em toda a primeira parte que jogou. Bryan Ruiz recuperou a bola, entregou-a a William, William devolveu-lha, e o mesmo Ruiz isolaria Leão nas costas de Marcano. À saída de Casillas, e tendo já ganho à frente do lance a Felipe, o avançado rematou de pronto, cruzado, e bateu o guarda-redes espanhol. Com brevíssimos (brevíssimos e “desavergonhados”) 18 anos e oito meses, Leão é o mais jovem de sempre a marcar num clássico com os portistas.

O FC Porto regressou do balneário com intenção de resolver, pressionando alto, encostando o Sporting à sua defensiva. E resolveu: ao minuto 49, Gonçalo Paciência cruza desde a direita para a grande área, Ristovski falha o corte e a bola chega a Brahimi. O argelino escolheu o lado e rematou para o segundo dos portistas.

Voltaremos ao futebol (que é o que realmente importa) depois de recordar um inenarrável momento que aconteceu à passagem da hora de jogo. O Sporting atacava, procurava o empate, e a bola dirige-se para a lateral. Um maqueiro escondeu-a. Sim: escondeu-a. Sim: maqueiro. Coentrão empurrou-o para a recuperar. E é depois empurrado por um segundo maqueiro. Soares Dias expulsaria ambos os maqueiros. O primeiro dirigiu-se (teria bilhete?) de imediato para a bancada. O segundo contornaria o relvado, aplaudido pela multidão enquanto saía.

Até final, três ocasiões para o Sporting empatar e outra para os portistas matarem o jogo de uma vez por todas. Primeiro, ao minuto 65’, canto à direita, Bruno Fernandes bate-o para o primeiro poste e Ruiz desviou de cabeça. Passou pouco ao lado do canto superior direito da baliza de Casillas o desvio. Depois, ao minuto 79, Marega surge isolado, tentou fazer um chapéu a Patrício e é Battaglia, no último instante, que evita o golo em cima da linha.

As duas últimas ocasiões do Sporting não entregaram (ainda) o título ao FC Porto. Mas afastam-no, Sporting, de o continuar a disputar. Em breves três minutos, foi-se a disputa.

Ao 86, canto à esquerda, Coates desvia ao primeiro poste, a bola chegou a Montero ao segundo, e o avançado colombiano mergulhou sobre o relvado para conseguir desviar. Casillas defendeu. Uma defesa enorme, tão enorme. Por fim, ao 89, Rúben Ribeiro cruza, Leão só precisa de encostar, mas o encosto saiu-lhe mal, tão mal, que a bola passou muito por cima da trave.