O 433 pode funcionar “desmontando-se” de muitas formas. Não necessariamente num 442.O desdobramento, conforme as dinâmicas que estão trabalhadas, até pode levar o 433 a um 424 ( e nós vemos isso neste Sporting, por vezes, com 1 meio a 2 com Adrien e William e os extremos na mesma linha de Montero e Martins ). Ou a um 442 losango. Ou a um 343, conforme os laterais que tivermos. É uma falsa questão. O Sporting até tem jogado com 2 extremos ( Wilson e Heldon ) que são na sua essência, mais avançados que jogadores de linha. E tem Mané e Carrillo que funcionam bem nas diagonais interiores e têm a tendência para ir para dentro.
Algumas notas, portanto.
Não é verdade que equipa que é grande, joga em 442, como afirmaste. Equipas grandes que jogam de inicio com esse desenho são mais a excepção que a regra e não é isso que as faz mais poderosas. Ou menos. E nem o Real, com Ronaldo, serve de exemplo para nada que CR é um extremo como não existiu nenhum outro. Não a esta dimensão, não com este indice de concretização, não com o seu sentido de baliza ( e se vês o Real, certamente que te apercebes que muitas das vezes que CR vai para o meio, Benzema desloca-se para a ala. Nem sempre. Mas muitas vezes ).
É uma falsa questão, o desenho táctico e a audácia inerente ao mesmo. No tempo de Paulo Sérgio, jogámos com este sistema, em teoria, mas com trio de meio campo de médios defensivos ou de transição ( normalmente lentos e sem verticalidade nenhuma ), com Zapater, André Santos e Maniche. Nada a ver com o que se passa hoje. Recuando ao tempo de Paulo Bento, o losango foi sempre lei, mas com elasticidade e profundidade completamente diferentes, dos 2 primeiros para os 2 últimos anos. Foi a diferença entre ter um lateral que funcionava quase como um médio esquerdo ( Tello ) e um interior que era um extremo ( Nani ) e não ter.
Não há muito tempo, víamos o Sporting jogar com o médio mais avançado perto do PL, como hoje, mas com um duo no meio bem menos capaz na construção e na posse do que temos actualmente e com 2 médios alas nas linhas e não extremos/avançados.
Não é uma questão de disposição táctica. É uma questão de dinâmicas, da forma como os sectores estão interligados, de apoios e de capacidade de execução. E o que temos vistos nos últimos tempos, é uma equipa demasiado longa, jogadores demasiado posicionais ( o que origina que quando temos bola, não há linhas de passe e quando não a temos, não conseguimos pressionar em superioridade numérica ) e afastados uns dos outros e jogadores em sub rendimento, alguns nucleares, que simplesmente não estão a executar bem.
Nada a ver, também, com ambição ou falta dela. Diria que qualquer outro treinador e no inicio de época e face às limitações da equipa, teria montado uma equipa com as linhas mais baixas e apoiado mais nas transições que num futebol de posse ( lembras-te de Jesualdo? ) . E não foi isso que Jardim fez. Fez exactamente o contrário. Não está a funcionar grande coisa? É verdade. Talvez haja erros a corrigir e outros jogadores a utilizar.
Em primeiro lugar, quero pedir-te desculpa pela demora. Vamos lá a ver se é à 3ª que consigo enviar esta mensagem. Este dia não tem sido fácil. Mesmo agora vai sendo a prestações.
O problema aqui é que o pessoal andou tanto tempo a levar com os supostos esquemas de 3 avançados dos Mota e dos percursores no final dos anos 90, que pensa-se que aquilo é jogar com 3 avançados. Mas não. Aquilo é jogar à equipa pequena. Colocar-se um tipo a prender os centrais, dois tipos a prender laterais, um trinco que anda a marcar um criativo adversário e o resto a despachar bolas… não, isso não é jogar com 4 defesas, 3 médios e 3 avançados. Mas isso já foi sobejamente falado aqui no fórum. Aliás, desde o Paulo Bento que é discutido, sendo que pelo menos desde 2010 não preciso de pesquisar, li eu.
Mas sim, falemos do Real Madrid e até do seu treinador. Podes-me então falar do 442 do real Madrid no último jogo? Nomeadamente no papel do Bale e do Di Maria nesse 442, que trás o Cristiano ou um Jese para o apoio central?
Depois, podes-me então explicar o 442 do PSG, com o Cavani/Lavezzi pela esquerda a puxar para o meio e onde andam o Lucas e o Verratti (às vezes o Pastore) no meio disso?
Depois podemos ainda abordar o Man City, com Aguero, e o Atl. Madrid, que muitos jogos faz no tal 442 madrileno, tendo no plantel 3 (agora 2) avançados centro que passaram boa parte da carreira a jogar fora da área (ou seja, sem serem ponta de lança). Não têm um único ponta de lança.
Mas deixemos o Bayern de fora disto. Concordo com o Klopp, de facto são no momento a melhor equipa do mundo. Para quem achava injusta a saída do Heynckes… bem, até pode ser. Mas agora o Abyern é mais “melhor equipa do mundo” do que antes. Curiosamente, consegue ser também uma equipa com apenas um ponta d elança, que nem semrpe o foi: Mandzukic. Depois tem um Muller, capaz de ser médio centro quando quiseres, extremo direito quando quiseres, 2º avançado se assim o entenderes, avnaçado direito se der jeito. Junta-se a isto todos os outros e… 442? Pois…
Enfim…
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Mas mesmo curioso é ver o último jogo do Sporting. Eu não tenho aqui nenhum vídeo, mas é curioso porque me parece que o tal 442 2ª opção/alternativa também dá uma bela discussão. O Sporting marca numa jogada com 4 homens em zona de finalização. Não sei que raio de 442 é esse. Mais curioso ver que as jogadas de perigo seguintes são sempre com 3 homens em zonas de finalização. Bem, não sei. Mais curioso, o último golo é quase uma jogada clássica de 433 (o tal clássico). E digo quase, porque não deveria figurar nos livros, é um bocado atabalhoada.
As pessoas podem querer muitos 442. E afinal, até o Ajax do Cruyff o fazia. Mas preparem-se para chegar com o dinheiro à frente. Porque o dos anos 80, não dá. E há uem aqui pense que dá. Mas não, já nem o vejo por aí (mas eu cada vez vejo menos futebol). O do losango… bem, preparem dinheiro: precisamos de uns 3 médios e de uns 2 ou 3 avançados e não uns quaisquer. Dos acima referidos… depois falamos. Mas o que a malta quer mesmo é o Slimani encaixado na marca de penalty e o Montero a desenhar círculos à volta dele. Tudo bem, mas eu não gosto nada de perder. Já meter o Motnero a fazer de médio, também não me parece grande solução.
Não é que tenhamos um plantel de 433. Nem sequer achar que vamos ser todos Paulo Bento e ser gajos a aolhar para uma equipa como se fosse um Championship Manager com caricas: Jogamos assim aos 15 minutos, aos 30 ainda jogamos assim, aos 75 continuamos assim, aos 90 logo se vê. No próximo jogo a receita é a mesma, no jogo a seguir livrem-se de querer mudar. E isto com tipos de qualidade duvidosa ou sem perfil para aquilo. Porque aquilo mexe-se consoante a bola e o adversário, e porque, de facto, temos poucos jogadores para o ataque em 433. Assim de repente, temos dois avançados para as alas. E um deles é um miúdo, o outro raramente arrisca um 1X1. Depois temos um Carrillo que até podia ser, mas cada vez arranca mais tarde. E depois de arrancar, ainda teria de treinar melhor a finalização junto aos postes. Mas porra, sempre sai mais barato.
É que o 443 é apenas uma filosofia. Aquilo mexe-se.
Estou curioso para ver como Jardim vai armar a equipa para dar as tais bolas aéreas que ele são o ponto forte do Slimani.
Vamos ter um Sporting a despejar bolas para a área?
Que jogadores poderão fornecer esses cruzamentos para o Slimani?
Diria que: William, Carrillo e Heldon / Capel. Depois jogar com laterais ofensivos, com William e André mais recuados. Vamos flanquear imenso o jogo, com mais fluidez do que normalmente se faz. O passe longo do William é uma arma. Não deixaria de lado Eric ao lado do William.
Não percebo esta mania de abrir a equipa a toda a linha do campo. Extremos e cruzamentos, em vez de avançados, equipa a jogar mais próxima e deixar as linhas laterais para os laterais. Depois queixam-se do André de costas e na linha, sem apoio. Pois claro, se o Cédric tem a bola na direita, o Carrillo/Mané estão quase encostados à linha oposta. Fod[…]! Esta porcaria funciona quando o adversário está todo lá atrás e à rasca!
primeiro porque te faltam os avançados (os alas - tens o Mané, vá lá) que saibam jogar nos espaços interiores, depois porque jogas com o Slimani e queres explorar o que ele te pode dar.
a verdade é que foi ao banco e ganhou o jogo. outra vez! :whistle:
Eu percebo que não tenha grande matéria com que trabalhar, afinal tem de andar lá dentro com Slimanis, Magrões, Capeis, Vítores e assim, mas porra, o Carrillo não precisa de jogar tão aberto. Seja o Carrillo, seja outro. Eu sou defensor do treinador, mas nisto critico. Até porque cada vez vejo a equipa a abrir mais. Pode ser sensação, mas é o que me fica na ideia. Salvo erro, aos 52 temos a equipa bem mais fechada e cria-se perigo. Minutos depois, temos 4 gajos à largura toda do relvado e sai um monte de nada. Se observarmos as soluções que vão sendo postas em campo por outros treinadores Europa fora, que já não podem jogar com a equipa muito subida e por isso mantêm a posse e criam lances de perigo basculando a equipa e literalmente cag[…]o para 1/3 do relvado…
É para quando o cruzamento sair demasiado largo? Mas é suposto saírem cruzamentos demasiado largos ou é suposto marcar golos? O lateral que a vá buscar!
Nós não jogamos com 3 avançados. Jogamos com quase 2 avançados (porque até o Mané joga demasiado aberto) e um extremo. E toca de cruzar ou contar com o sucesso nas diagonais, mas sempre individuais. Depois anda-se a correr atrás do prejuízo e a contar com o recuo e desorganização do adversário. Isto pode ser +/- suficiente para este nível. Como no jogo passado ou hoje, contra um dos piores sp. braga das últimas épocas (pelo menos a defender) e com um tipo que até se pode vir a revelar excelente treinador, mas que hoje mais parecia uma rata histérica e cujo plano de jogo aparentemente passava por rezar. Muito! Mas como lhe caiu um golo de céu, se calhar até tem razão.
Da equipa inicial, gostei muito da escolha do Mané e Carrillo como titulares, mas, não gostei que fosse o Magrão titular, preferia que fosse o Vitor e que o André Martins jogasse a 8.
Nas substituições, não concordei com a saída do André Martins (não porque estivesse a jogar bem), achei que faria mais sentido a saída do Magrão, até porque estávamos a perder e o André estava a aparecer mais no jogo, mas pronto, resultou e isso é que interessa! Mas, concordei completamente com as outras 2 substituições, tanto em termos de quem saiu como quem entrou.
Mas, o que interessa é que foi mais uma vitória e o resto é conversa!
é verdade. tens razão. o problema do jogo interior dos avançados passa também pela forma como os médios se chegam à frente.
muito do jogo (quase todo… ou mesmo todo) do SCP é feito pelas faixas, mas no último terço parece que tudo fica curto. o lateral devia subir/abrir mais e não o faz, o extremo devia entrar mais no espaço interior e não o faz e o André Martins devia ocupar os espaços entre linhas e também não o consegue fazer.
Carrillo mais interior? não sei se será capaz de fazer a diferença quando lhe faltar o espaço para arrancar. talvez seja essa a justificação para querer (ou o treinador mandar) receber a bola mais aberto.
sem bola dou-te toda a razão. os alas jogam demasiado abertos.
meu caro, cada vez mais me convenço de que é isto que teremos com estes jogadores. :inde:
Os resultados tem sido melhores que as exibições. A estrelinha tem brilhado. Temos uma cratera central sempre que atacamos que não se entende bem. Penso que o André já está tão rotinado à direita, que nem ao centro vem. Fechamos bem a defender, povoando a zona central, depois no momento ofensivo abrimo-nos todos. Muito displicente a nível táctico. É necessário repensar a equipa mister porque andamos muito na corda bamba a nível exibicional.
Valeu os três pontos. Cada vez mais perto do objectivo liga dos campeões.