Metade dos golos deles acontece quando acabam de marcar e constroem goleada. O ataque avassalador vem daqui, o problema é que não aparece quando o jogo está renhido.
E nenhum dos 2 penalties que andaram a chorar é penalty. Um deles a bola bate na anca do gajo e não na mão (pelo menos pareceu no stream que estava a usar) e o outro é tão ridículo, o Pizzi vai em queda, sente o braço do gajo no braço dele e atira-se para a piscina.
E isso, quer se queira quer não, diz muito da “estrutura encarnada” que definitivamente existe. Saiba ou não de bola.
Com um treinador na linha de um Carvalhal ou de um Paulo Sérgio, um plantel mediano e miserável em comparação com o que foi há 2 anos e o tal arranque com mais derrotas dos últimos não sei quantos anos podem colar-se a nós na próxima jornada. Nós com o melhor presidente que já tomou conta do clube, com o melhor treinador das últimas décadas, com um plantel manifestamente superior e com o melhor arranque dos últimos 20 anos.
Ajuda a perceber a força da estrutura que segura tudo, (internamente e externamente via Liga, Federação, Estado, Rádios, Televisões, Jornais) e de uma mentalidade que apesar de não ter ganho tanto quanto isso, esteve nos últimos 6 anos e tal permanentemente nas decisões e a disputar títulos.
É de levar às mãos à goela imaginar um Rui Pinho a 2 pontos de nós (basta um empate com os corruptos num jogo que será sempre de tripla), mas é um facto com o qual temos de lidar. Se fosse ao contrário e tivéssemos nós o futebol deste ano dos lampiões estávamos agora pelo 5º ou 6º lugar e já no segundo treinador. Nada impediria que assim fosse caso o nosso rendimento fosse esse.
O caminho está a fazer-se, mas é muito longo e cheio de obstáculos como o de hoje.