Juniores: Estoril 0 - Sporting 4 (Crónica)

Na quarta-feira passada deslocámo-nos até ao Campo António Coimbra da Mota para assistir à partida com o Estoril, jogo da 2ª jornada da fase final do campeonato nacional de juniores. Várias dezenas de pessoas assistiram ao encontro, num final de tarde com céu limpo e calor. A partida desenrolou-se no relvado principal do complexo. Estiveram presentes Jean-Paul, Pedro Mil-Homens e Ricardo Peres, bem como os juniores não convocados Tiago Pinto (a cumprir o 2º e último jogo de castigo após a expulsão contra o Casa Pia) João Gonçalves, Tomané e Simão Coutinho.

Os nossos jogadores durante o aquecimento.

O Sporting alinhou em 4-3-3 com Rui Patrício na baliza, André Nogueira a lateral direito, Tiago Pires e Daniel Carriço fizeram a dupla de centrais e André Marques foi o lateral esquerdo. O trio do meio campo apresentou Zezinando (capitão) a trinco, Bruno Pereirinha descaído sobre a direita e Pedro Celestino na esquerda. O trio mais ofensivo foi composto por David Caiado na ala esquerda, Fábio Paim na ala direita e Diogo Tavares no meio. O banco de suplentes apresentou o guarda-redes André Martins, os defesas Vasco Campos e Paulo Renato, os médios André Pires e João Martins e os avançados Sebastião Nogueira e Ricardo Nogueira. O trio de arbitragem veio de Setúbal.

O desafio começou com algum equilíbrio nos minutos iniciais, mas não demorou muito tempo até que o Sporting começasse a demonstrar mais iniciativa. Os primeiros minutos do desafio foram marcados por algumas entradas duras dos jogadores do Estoril, que o árbitro não penalizou devidamente, revelando dualidade de critérios.

O primeiro remate à baliza foi da autoria de Bruno Pereirinha, à passagem do sétimo minuto, tendo a bola ido à figura do guarda-redes Rodolfo. Aos 9 minutos, o guardião estorilista fez uma bela defesa a um livre directo cobrado por André Marques, cedendo um canto do lado direito. David Caiado fez a respectiva cobrança, Tiago Pires cabeceou para nova defesa de Rodolfo e, na recarga, Daniel Carriço fez o 1-0. De pronto, o jovem central correu em direcção à bancada, onde estavam os adeptos do SCP, para festejar.

Os festejos do 1º golo.

Aos 10 minutos, surgiu uma contrariedade com a saída por lesão de Fábio Paim e a entrada de João Martins. Bruno Pereirinha passou para extremo-direito, tendo João Martins ocupado o seu lugar no meio campo. O Estoril tentava reagir mas foi o Sporting que criou novamente um lance de perigo, aos 24 minutos, com um remate de Pedro Celestino à figura. No minuto seguinte, Diogo Tavares progrediu pelo meio do terreno com a bola e desmarcou Bruno Pereirinha na direita. Este entrou na área e, muito calmamente, fez um chapéu certeiro, fazendo o 2-0.

O Estoril não conseguia criar perigo, devido à boa organização defensiva leonina. Zezinando ia filtrando muito jogo e todo o quarteto defensivo revelava-se intransponível. Entretanto, o Sporting insistia e, aos 28 minutos, David Caiado arrancou um belo cruzamento da esquerda. Tiago Pires apareceu sobre o lado direito da grande área e rematou às malhas laterais. Aos 35 minutos, João Martins viu o cartão amarelo por ter cometido uma falta dura. No minuto seguinte o Estoril teve, finalmente, uma ocasião de golo. De um cruzamento da esquerda, Rui Patrício teve que sacudir a bola com uma palmada. A bola sobrou para um atacante “canarinho” que rematou de pronto, mas o nosso guarda-redes parou o remate com segurança.

Aos 38 minutos, o árbitro mostrou cartão amarelo a Pedro Celestino por uma falta cometida a meio campo, o que nos pareceu algo exagerado. Ao minuto 42, João Martins bateu um livre directo que Rodolfo defendeu para canto. Do mesmo, resultou mais uma boa oportunidade que Daniel Carriço desperdiçou, cabeceando por cima, com a baliza deserta. E assim se chegou ao intervalo.

O segundo tempo começou com o 3º golo, aos 47 minutos. Jogada de João Martins pelo meio do terreno, desmarcando Diogo Tavares que se isolou, entrou na área, e fez o 3-0 com muita tranquilidade. O jogo estava, de facto, a correr muito bem e não surpreendeu que, poucos minutos mais tarde, surgisse o quarto tento do jogo. André Marques bateu um livre do lado direito e Daniel Carriço acorreu de cabeça, fazendo o 4-0 e o seu segundo golo na partida. Aos 53 minutos, o resultado estava feito.

Faltava ainda mais de meia hora para o fim da partida e o Sporting optou por gerir o esforço e o resultado, já que o jogo ofensivo do Estoril limitava-se a cruzamentos inofensivos. Aos 56 minutos, saiu Diogo Tavares e entrou Ricardo Nogueira (ponta de lança por ponta de lança) e dois minutos depois saiu Zezinando (a braçadeira de capitão passou para André Marques) entrando para o seu lugar André Pires. Pedro Celestino passou para trinco, ficando André Pires na esquerda e João Martins na direita.

Aos 62 minutos, André Nogueira foi derrubado dentro da grande área do Estoril, tendo ficado uma grande penalidade por assinalar. O árbitro entendeu que o nosso defesa direito simulou a queda e mostrou-lhe cartão amarelo.

Daqui até ao final da partida, há que destacar apenas as ténues tentativas do Estoril de marcar um golo, sempre sem sucesso; um remate de Ricardo Nogueira à trave aos 71 minutos, após uma boa desmarcação de Bruno Pereirinha; e, finalmente, boas iniciativas individuais de David Caiado e João Martins que poderiam ter resultado em mais golos.

O jogo chegou ao fim, podendo o Sporting ter ganho por uma margem ainda mais dilatada.

Vitória justa e categórica do Sporting por 4-0.

Trio de Arbitragem – Exibição intranquila, sobretudo do ponto de vista técnico. Deixou passar em claro a marcação de algumas faltas, revelando dualidade de critérios. Terá ficado por assinalar uma grande penalidade a favor do Sporting no segundo tempo.

Estoril – Teve um desempenho muito distante da exibição que fez na Academia durante a fase regular. Nunca se conseguiram superiorizar ao Sporting em nenhum dos capítulos do jogo. Boa exibição do central Marcos, do médio Balakov e do extremo Vitorino.

Sporting – Encontra-se em bom momento na fase crucial da temporada. Fez uma exibição muito personalizada, em todos os seus sectores, não dando qualquer hipótese ao adversário. Muito bem! 8)

Rui Patrício – Teve uma tarde relativamente calma. Seguro quando chamado a intervir, teve um ou dois lances de maior grau de dificuldade que resolveu com eficácia.

André Nogueira – Manteve a regularidade que mostrou contra o FC Porto, rubricando mais uma boa exibição. Ganhou praticamente todos os duelos com o seu adversário directo. :slight_smile:

Tiago Pires – Esteve em bom plano, seguríssimo a defender e sempre pronto para criar perigo nos lances de bola parada do nosso ataque. Muito bem! :smiley:

Daniel Carriço – O MVP!! =D> =D> Marcou dois golos e teve uma actuação simplesmente irrepreensível do ponto de vista defensivo. Não é preciso dizer mais nada.

André Marques – Fez um jogo mais consistente relativamente ao do último sábado. Embora às vezes demonstre alguma lentidão, esteve bem a defender e também nas acções ofensivas. Bateu o livre que originou o 4º golo.

Zezinando – Boa exibição do nosso trinco todo-o-terreno. Muito bem na filtragem do jogo adversário e nas saídas para o ataque.

Bruno Pereirinha – Foi um dos melhores em campo. A partir dos 10 minutos, passou para extremo-direito e deu muito trabalho aos defesas contrários, mercê da sua velocidade e pormenores técnicos apuradíssimos. Marcou o 2º golo com um chapéu perfeito. :stuck_out_tongue:

Pedro Celestino – Teve uma exibição um pouco mais discreta, em relação ao jogo com o FC Porto. Contudo, não deixou de ser importante para que o meio campo leonino levasse a melhor durante toda a partida.

David Caiado – Também menos vistoso do que no jogo anterior, acabou por deixar a sua marca, apesar da marcação cerrada de que foi alvo. Bateu o canto que originou o golo inaugural e teve um par de boas jogadas individuais que provocaram muito perigo.

Diogo Tavares – Para não variar, assinou o ponto ao marcar o 3º golo do SCP. Além disso, fez a assistência para o 2º golo, com uma excelente desmarcação. Nota bem positiva. :slight_smile:

Fábio Paim – Pouco tempo em campo, devido a ter saído por lesão.

João Martins – Entrou aos 10 minutos. Subiu de produção em relação ao jogo com o FC Porto embora sem deslumbrar. Procurou abrir linhas de passe para os companheiros mas os passes nem sempre saíram da melhor forma. A excepção foi a boa abertura que fez para Diogo Tavares marcar o 3º golo.

Ricardo Nogueira – Tentou a sua sorte num par de ocasiões mas o seu esforço embateu na trave da baliza estorilista.

André Pires – O melhor elogio que lhe podemos fazer é que quando entrou no jogo integrou-se de tal forma na manobra da equipa, que parecia que estava a jogar de início, tal a facilidade com que fazia circular a bola.

Mais uma belíssima crónica a uma belíssima vitória! :smiley:

Deixo também uma questão. Alguém sabe por acaso se a lesão do Paím foi grave, ou se foi no mesmo joelho que já o arredou dos relvados uns quantos meses?

Mais uma belíssima vitória a combinar com mais uma pérola do Ricardo :wink: Obrigado amigo :wink:

Alguém sabe por acaso se a lesão do Paím foi grave, ou se foi no mesmo joelho que já o arredou dos relvados uns quantos meses?

Em princípio não foi nada de grave.

O Paim pareceu-me que também estava a jogar na Copa de Amesterdão…