Juniores: Estoril 0 - Sporting 1 (Crónica)

O Sporting deslocou-se ao Estoril e venceu por 1-0, com um golo do capitão Daniel Carriço. O jogo disputou-se num terreno sintético, com muito público a assistir, numa tarde agradável.

Entre a assistência notámos as presenças de José Manuel Torcato, Pedro Mil-Homens, Jean-Paul e Pedro Xavier. Os juniores André Cacito e Rui Lopes e o juvenil Diogo Ribeiro também compareceram para dar o seu apoio aos companheiros bem como Bruno Pereirinha, presentemente no Olivais e Moscavide, que aproveitou para matar saudades dos colegas. Na equipa do Estoril, destaque para o ex-leão Sandro Conceição, um dos defesas centrais.

Os nossos atletas durante o aquecimento.

A nossa equipa apresentou-se num esquema diferente do habitual, num 4-1-3-2 com André Martins na baliza, Vasco Campos a defesa direito, Daniel Carriço e Marco Lança como defesas centrais e Tiago Pinto a lateral esquerdo; João Martins jogou a trinco e, à sua frente, colocaram-se três unidades: André Pires sobre a esquerda, Yannick Pupo no meio e Adrien Silva sobre a direita. A dupla atacante foi composta por Alison e Ricardo Nogueira. No banco de suplentes estiveram o guarda-redes Tiago Jorge, os defesas Rui Figueiredo e Jorge Abreu, os médios João Gonçalves, André Santos e os avançados Fábio Paim e Vivaldo Arrais. O trio de arbitragem veio de Leiria.

Da esquerda para a direita: João Martins, André Pires, Yannick Pupo, Adrien Silva, Alison, Ricardo Nogueira, Tiago Pinto, Vasco Campos, Marco Lança, André Martins e Daniel Carriço.

Resumo da 1ª parte :

O jogo começou com uma boa jogada de Alison no flanco direito. Este entrou na área, fintou o guarda-redes e cruzou de imediato para o meio. Ricardo Nogueira desperdiçou a ocasião, rematando por cima, com dois defesas em cima da linha de golo. O Sporting começava o jogo da melhor maneira mas o Estoril rapidamente equilibrou as operações, tendo-se assistido a uma fase de muita luta a meio campo, em que as equipas tentavam obter o controlo da partida. Aos 11 minutos, Alison visou novamente a baliza do Estoril mas o seu remate foi defendido. Na resposta, um canarinho rematou de meia distância para boa defesa de André Martins. Por esta altura o Sporting já tinha tomado conta das operações e instalava-se no meio campo adversário. Aos 20 minutos, André Pires teve uma boa iniciativa pelo lado esquerdo, cruzando para Ricardo Nogueira, com este a rematar ao lado.

Novo momento de perigo leonino aos 26 minutos, após um canto da esquerda de João Martins, com Daniel Carriço a falhar à boca da baliza. O Sporting revelou dificuldades de adaptação ao piso sintético durante o 1º tempo. A bola circulava demasiado rápido e tornava-se quase impossível desenhar uma jogada com princípio, meio e fim. Pouco antes da saída para o intervalo, Tiago Pinto bateu um canto da direita e Alison cabeceou ao lado da baliza.

Resumo da 2ª parte:

Perante a persistência do nulo no marcador, o Sporting entrou mais determinado no segundo tempo. Nos primeiros minutos, Yannick Pupo, Ricardo Nogueira e Adrien Silva remataram de meia distância. Tentava-se, deste modo, criar perigo para as redes do Estoril. Aos 55 minutos, terá ficado por marcar uma grande penalidade a favor do Sporting, num lance em que Ricardo Nogueira foi derrubado por dois adversários. Dois minutos depois, saíram André Pires e Adrien Silva, tendo entrado para os seus lugares Fábio Paim e João Gonçalves. O Sporting insistia nos remates de meia distância, tendo conseguido bastantes pontapés de canto na sequência dos mesmos. Até que, aos 68 minutos, a estratégia dos remates de longe deu finalmente resultado. João Gonçalves rematou forte, o guarda-redes não conseguiu agarrar o esférico e, na recarga, Daniel Carriço, muito oportuno, fez o 1-0. Logo de seguida, correu em direcção aos adeptos leoninos, dedicando-lhes o golo.

E de repente fez-se luz… era golo do grande Sporting!!

Os festejos do golo do nosso capitão.

A equipa leonina continuou a controlar a partida, numa fase em que os jogadores do Estoril abusaram de alguma dureza, que, infelizmente, foi consentida pelo árbitro. À passagem dos 77 minutos, André Santos substituiu Alison, reforçando o meio campo verde e branco. Logo de seguida, Yannick Pupo rematou com força à trave. O Estoril teve uma situação de um jogador isolado, com o nosso guarda-redes André Martins a hesitar na saída mas Vasco Campos resolveu bem a situação. Nos quatro minutos de desconto não ocorreu nada de relevante.

Os nossos jogadores agradecendo o apoio.

Vitória justa do Sporting por 1-0.

Trio de arbitragem – Exibição de fraca qualidade. Cometeu alguns erros do ponto de vista técnico, sendo que o mais grave terá sido o penalty não assinalado sobre Ricardo Nogueira. Do ponto de vista disciplinar, permitiu alguma dureza por parte dos jogadores do Estoril, tendo mostrado alguns cartões amarelos apenas na fase final da partida.

Estoril – Limitou-se a defender e a jogar em contenção, mesmo depois do golo sofrido. A equipa é agressiva, defendendo bem mas revelando falta de soluções no ataque. Usou de dureza excessiva.

Sporting – Foi a única equipa que quis ganhar o jogo. Depois de uma primeira parte pouco conseguida, melhorou no segundo tempo, tendo rubricado exibição positiva.

André Martins – Não teve muito trabalho, dada a tendência única do jogo. Nas poucas vezes que foi chamado a intervir resolveu, mas nem sempre com 100% de segurança.

Vasco Campos – Exibição positiva do lateral direito que aproveitou a ineficácia atacante do adversário para subir no terreno e apoiar o ataque. Defensivamente esteve quase sempre bem.

Daniel Carriço – O MVP!! =D> =D> Defensivamente esteve quase sempre inultrapassável. Mostrou a sua voz de comando quando foi necessário meter alguma ordem nas movimentações da equipa. No segundo tempo subiu de rendimento, tendo também aparecido na frente. Marcou o golo da vitória, tendo tido mais um par de oportunidades.

Marco Lança – Exibição tranquila e segura do central, sempre atento quando a bola chegava à sua zona de intervenção.

Tiago Pinto – Fez uma exibição positiva mas não tão interventiva ofensivamente como tem sido hábito. Subiu de rendimento na segunda parte.

João Martins – Estava a ser uma das melhores unidades no 1º tempo, pautando o jogo a meio campo, mas caiu um pouco de rendimento na etapa complementar, falhando alguns passes e intercepções.

Adrien Silva – Esteve muito combativo e lutador, ganhando muitas bolas a meio campo. Contudo, acabou por ir desaparecendo do jogo, tendo sido substituído.

Yannick Pupo – No primeiro tempo esteve pouco inspirado e fora do contexto do jogo, parecendo não estar ainda bem entrosado com os companheiros. No segundo tempo esteve rematador mas apareceu no jogo apenas a espaços.

André Pires – Foi dos mais interventivos no 1º tempo, fazendo a bola circular e servindo bem os companheiros. Esteve rematador e muito esforçado. :slight_smile:

Alison – Foi o jogador mais rematador na primeira parte. As suas iniciativas continuam a ser algo inconsequentes, dado que, por vezes, demora demasiado tempo a soltar a bola e as jogadas perdem-se.

Ricardo Nogueira – Esteve rematador, sobretudo no segundo tempo, em que esteve muito mais em jogo. Luta bastante no ataque mas aparece sempre algo desapoiado, sendo presa fácil para a defesa adversária. Infelizmente, continua a revelar-se pouco eficaz.

Fábio Paim – Entrou muito bem na partida, dando nova dinâmica ao jogo ofensivo leonino, pelos dois flancos. Foi protagonista de vários cruzamentos, boas iniciativas, desequilíbrios e combinações com os companheiros. :smiley: Foi dos que mais sofreu com a dureza adversária.

João Gonçalves – Embora de forma mais discreta, também entrou bem no desafio, integrando-se no meio campo e “arrumando a casa”. Foi de um seu remate de meia distância que saiu o golo da vitória. :slight_smile:

André Santos – Esteve pouco tempo em campo, contribuindo para a solidez do sector intermediário na fase final da partida.

Mais um excelente crónica, para não variar.
Parabéns aos manos!

Essa foto ficou especialmente magnífica, o sorrisão do capitão com o sol a iluminá-lo! Ficou mesmo espetacular, até arrepia! Parece benção… :idea:

=D>

Carriço. Pronto para ser uma Lenda! :smiley:

BRAVO PUTOS! =D> =D> =D>

Essa foto ficou especialmente magnífica, o sorrisão do capitão com o sol a iluminá-lo! Ficou mesmo espetacular, até arrepia! Parece benção... :idea: =D>

É… acho que há coisas que não são por acaso! :wink:

=D>

Obrigado Ricardo (spam :lol: )

Mais uma boa vitória, apenas por um golo de diferença mas o suficiente para obter-se três preciosos pontos. :arrow:

E confirma-se: Daniel Carriço, poderá ser o próximo a marcar a diferença na formação do Sporting.

Tenho um colega no meu work que é tio do Carriço, diz que o puto é sportinguista 100% e a familia dele tb. Este meu colega é lamp. Parece que o puto é certinho e com cabeça…ao contrário do Paim :?

Antes do mais, muito obrigado e parabéns por mais uma magnifica reportagem!

A nossa equipa apresentou-se num esquema diferente do habitual, num 4-1-3-2

Este excerto deixou-me preocupado. Pelo que sei o ADN de jogo incutido nas camadas jovens (com excelentes resultados diga-se) é o 4-3-3, que foi inclusive aplicado por PBento no ano em que foi campeão. Este esquema é o esquema a que todas as equipas obedecem com maiores ou menores variações derivadas de disponibilidades e/ou qualidades pontuais!

Este agora experimentado é o esquema usado nos seniores. Não é que me agrade ou deixe de agradar mas esta alteração faz-me supor uma alteração de sistemas e modelos de jogo que me parece poder vir a não ser benéfica!

Bem sei que os jogadores devem saber jogar de olhos fechados em dois ou três sistemas mas esta alteração faz-me ficar com a pulga atrás da orelha em relação à evolução de jogo e a utilização de extremos na equipa sénior!

Cruzei-me com o DCarriço pela segunda vez, mas ainda não o vi jogar. Não é baixote para central? Ele mede o quê? 1,70m?

A.A.

Essa foto ficou especialmente magnífica, o sorrisão do capitão com o sol a iluminá-lo! Ficou mesmo espetacular, até arrepia! Parece benção... :idea: =D>

É… acho que há coisas que não são por acaso! :wink:

O Daniel Carriço mede 1’81cm.

O Daniel Carriço mede 1'81cm.

Jura!!! Isso é quase a minha altura… devo ter medido mal o rapaz…

A.A.

Jurar não juro, mas garanto! :wink:
Ai essas medições…! 8)

mesmo assim, 1,81m é alto ou relativamente alto em portugal, lá fora é vulgar…

mas não se pode pedir muito lol

Jurar não juro, mas garanto! :wink: Ai essas medições...! 8)

Quando entrei no “estádio” ele estava à entrada a receber felicitações. Eu olhei para ele e pensei: é este franganote que tem o “carimbo” dos manos? Tá bonito…:wink:

A.A.

Nada que umas ampolas de magnésio não resolvam! :wink:

Parabens manos por este trabalho mais uma vez.

=D>  =D>
Pelo que sei o ADN de jogo incutido nas camadas jovens (com excelentes resultados diga-se) é o 4-3-3, que foi inclusive aplicado por PBento no ano em que foi campeão. Este esquema é o esquema a que todas as equipas obedecem com maiores ou menores variações derivadas de disponibilidades e/ou qualidades pontuais!

Este agora experimentado é o esquema usado nos seniores. Não é que me agrade ou deixe de agradar mas esta alteração faz-me supor uma alteração de sistemas e modelos de jogo que me parece poder vir a não ser benéfica!

Bem sei que os jogadores devem saber jogar de olhos fechados em dois ou três sistemas mas esta alteração faz-me ficar com a pulga atrás da orelha em relação à evolução de jogo e a utilização de extremos na equipa sénior!

Os juniores jogam sempre em 4-3-3 e só muito raramente isso não acontece. Creio que desta vez isso aconteceu por só termos jogado com um extremo de raíz no onze inicial (Alison) dado que as outras opções (Paim e Vivaldo) estavam no banco e outros jogadores (Bruno Matias) não foram convocados.

Talvez o Luís Martins tenha querido apostar num meio campo mais forte e preenchido devido ao jogo se disputar num sintético, tendo que se apostar mais na “batalha” pela posse de bola a meio campo. É a minha interpretação porque não acredito que se queira mudar algo que está muito enraizado na cultura táctica destes jogadores.

Pelo que sei o ADN de jogo incutido nas camadas jovens (com excelentes resultados diga-se) é o 4-3-3, que foi inclusive aplicado por PBento no ano em que foi campeão. Este esquema é o esquema a que todas as equipas obedecem com maiores ou menores variações derivadas de disponibilidades e/ou qualidades pontuais!

Este agora experimentado é o esquema usado nos seniores. Não é que me agrade ou deixe de agradar mas esta alteração faz-me supor uma alteração de sistemas e modelos de jogo que me parece poder vir a não ser benéfica!

Bem sei que os jogadores devem saber jogar de olhos fechados em dois ou três sistemas mas esta alteração faz-me ficar com a pulga atrás da orelha em relação à evolução de jogo e a utilização de extremos na equipa sénior!

Os juniores jogam sempre em 4-3-3 e só muito raramente isso não acontece. Creio que desta vez isso aconteceu por só termos jogado com um extremo de raíz no onze inicial (Alison) dado que as outras opções (Paim e Vivaldo) estavam no banco e outros jogadores (Bruno Matias) não foram convocados.

Talvez o Luís Martins tenha querido apostar num meio campo mais forte e preenchido devido ao jogo se disputar num sintético, tendo que se apostar mais na “batalha” pela posse de bola a meio campo. É a minha interpretação porque não acredito que se queira mudar algo que está muito enraizado na cultura táctica destes jogadores.

E será que não se está a começar a tentar enraizar este sistema alternativo? É que se calhar faz todo o sentido, pelo menos na minha opinião. O objectivo da formação é formar jogadores para a equipa principal, ora se esta joga com esse sistema do losango e com dois pontas-de-lança, que sentido faz que a formação continue toda a aprender um sistema que não é usado no futuro? Só para continuar a obter vitórias na formação…
Mas acho que estes jogadores jovens deverão ter mais facilidade em aprender agora do que mais tarde, por isso na minha opinião deveria começar a preparar-se a mudança, isto devagar, de forma a não prejudicar muito os resultados, e se calhar, mais que não seja, preparar o sistema como alternativo, e passarem a usar dois sistemas na formação.
Segundo percebi há uns tempos em outro jogo da formação, salvo erro dos juvenis em Setubal foi tb testado este novo sistema, isso parece-me um sinal de que se está a pensar nisso.

Gostaria de “ouvir” as opiniões dos nossos especialistas da formação em relação a este assunto. Coração de Leão? Felina? Psilva? Goyatée? Jardax?

Não concordo. Depois qualquer dia o Paulo Bento sai do Sporting, vem outro treinador que implementa um outro sistema táctico diferente e vamos modificar novamente o sistema na formação?

Acredito que o 4-3-3 é para manter. O Paulo Bento é que, conhecedor dos jogadores mais recentemente formados no SCP, poderia pôr em prática o 4-3-3.